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domingo, 30 de janeiro de 2022

Todo ciclo glorioso tem o seu fim: 22 anos depois, Tom Brady anuncia sua aposentadoria

Tom Brady conquistou sete títulos de Super Bowl


Na vida, nada é eterno. Por mais que um ciclo seja lindo e maravilhoso, uma hora, ele acaba. Até casamentos de décadas acabam, seja através de um divórcio ou quando uma pessoa deste casal falece. A eternidade não é algo pertencente a este plano. Se em todos os aspectos de nossas vidas, é impossível que algo seja para sempre, no esporte, isso não seria diferente. Principalmente quando se trata de um super atleta, que, por mais que sua rotina de exercícios e alimentos seja impecável, ainda este super atleta é um ser humano. E que ser humano! Tom Brady teve uma carreira invejável, de incríveis 22 anos atuando em alto nível, com sete títulos de Super Bowl, três vezes eleito MVP, 15 nomeações ao Pro Bowl. Tem o recorde histórico de passes para touchdown, jardas passadas, vitórias de jogos, vitórias em Playoffs, e muitos outros. E neste sábado, 29 de janeiro, tomou-se conhecimento de que esta brilhante carreira terá o seu ponto final, com o anúncio feito pelo próprio nesta terça-feira, 1° de fevereiro.

A informação foi noticiada originalmente por dois dos principais nomes da mídia dos Estados Unidos que cobrem a NFL: Adam Schefter, da ESPN, e Ian Rapoport, do NFL Network. E nesta terça-feira, Brady, de 44 anos, fez o comunicado em suas redes sociais, agradecendo à sua família, amigos e companheiros de Tampa Bay Buccaneers, seu último time, e em outra postagem, ao New England Patriots, onde atuou por 20 anos.

A despedida de Tom Brady marca o fim da carreira do maior jogador de futebol americano de todos os tempos. Brady sairá de cena para ser imortalizado no Hall da Fama em breve, e como um dos maiores atletas de todos os tempos de todos os esportes, ao lado de Pelé, Lewis Hamilton, Serena Williams, Michael Jordan e muitos outros. 

22 anos de sucesso

A carreira de Brady foi marcada por um alto nível jamais visto no futebol americano, porque não houve declínio físico como com outros grandes jogadores. É bem verdade que o seu começo na NFL não foi com brilho e com altas expectativas, após ter jogado em Michigan no futebol americano universitário. Em 2000, ele foi selecionado no Draft pelo New England Patriots com a escolha de número 199, na sexta rodada, e precisando disputar para ser o primeiro quarterback reserva, já que naquela época, o Patriots tinha um quarterback titular, que era Drew Bledsoe. Foi também o primeiro ano do técnico Bill Bellichick no comando da franquia.

Em 2002, Brady, e o Patriots, foram campeões do Super Bowl pela primeira vez


Em 2001, a carreira de Brady, e a história do New England Patriots, mudou. Após Bledsoe se lesionar na segunda rodada, Brady virou titular, e aos poucos, foi mostrando que tinha um imenso talento na posição. Brady nunca mais foi o reserva, e levou New England ao Super Bowl XXXVI. Contra o St Louis Rams, o camisa 12 comandou uma das mais incríveis campanhas para a vitória já vistas, com o time avançando pelo campo com menos de um minuto e meio para o final, e deixar a equipe em posição para o field goal do título, em fevereiro de 2002. Tom Brady foi eleito o MVP da decisão, e nascia ali uma dinastia.

Apesar de a temporada de 2002 ter terminado sem ida aos Playoffs, o Patriots, e Brady, conquistaram juntos mais dois títulos nas duas temporadas seguintes, derrotando nas decisões Carolina Panthers e Philadelphia Eagles, respectivamente. O jogador foi se tornando cada vez mais importante para a equipe, que poderia mudar os atletas em outras posições, mas continuava em alto nível por causa de seu quarterback. Em 2007/08, Brady foi eleito o MVP da NFL pela primeira vez, ao liderar uma campanha invicta por New England. Mas aquela campanha incrível terminaria decepcionante, com a derrota no Super Bowl para o New York Giants, no Super Bowl XLII.

Perder aquela decisão trouxe alguns pontos de interrogação em muitos analistas sobre a carreira de Brady, se talvez não poderia haver um declínio já ali, após três títulos de Super Bowl. Para piorar, a temporada de 2008 começou com Brady rompendo os ligamentos do joelho, e ficando de fora de todo aquele ano. Mas 2009 veio para ser uma breve redenção, com o quarterback levando o prêmio de Comeback Player Of The Year, voltado a quem se lesionou e depois retornou a jogar em alto nível. 

Mesmo com mais de 30 anos, o jogador seguiu em alto nível. Foi o MVP da temporada de 2010, e em 2012, foi a outro Super Bowl, de novo com derrota para o New York Giants. A falta de novos títulos de Super Bowl parecia ser um indicativo de que sua carreira já estivesse próxima do final, principalmente após o mau início da temporada de 2014/15. Mal os torcedores, e os críticos, soubessem, mas aquela temporada terminaria com um épico título de Super Bowl, vencido sobre o Seattle Seahawks (aquele do passe na linha de uma jarda), com mais uma incrível atuação de Tom Brady, eleito o MVP, e sendo o terceiro QB na história a ter quatro títulos.

Em 2015, Brady conquistou seu quarto Super Bowl (dez anos depois do último título)

Brady já era o maior quarterback do New England Patriots, e um dos maiores da história da NFL, mas aí veio outro percalço. Ele foi punido com seis jogos de suspensão – depois reduzidos a quatro – por supostamente saber que as bolas usadas pelo Patriots na final da AFC de 2015 (um jogo antes do Super Bowl XLIX) estavam mais murchas que o normal. O camisa 12 apelou da pena na justiça comum, mas teve de cumprir a punição em 2016. 

Quando voltou, retornou para se tornar ainda mais incrível. No final daquela mesma temporada, já em 2017, esteve no Super Bowl LI contra o Atlanta Falcons, e liderou a maior das viradas de todos os tempos em Super Bowls, quando o Patriots perdia de 28 a 3, e virou para 34 a 28 na prorrogação. Brady se tornou o primeiro QB a vencer cinco Super Bowls. Com 40 anos, na temporada 2017, se tornou o mais velho a ser o MVP da temporada, mas no Super Bowl LII, veio a derrota para o Philadelphia Eagles.

Contra o Atlanta Falcons no Super Bowl LI, Tom Brady liderou a maior virada da história dos Super Bowls


A incrível carreira de Tom Brady não teve declínio, porque já em 2019, o Patriots foi a outro Super Bowl, e venceu o Los Angeles Rams. O quarterback se tornou o primeiro atleta da NFL a vencer seis vezes esta decisão, contribuindo com uma dinastia do Patriots que tornava a franquia a maior campeã da era Super Bowl. O camisa 12 não queria deixar de vencer. Nunca quis deixar o topo. Já tinha vencido tudo o que podia pela franquia de Foxboro. Estava eternizado. E por isso, considerou que era necessária uma mudança de ares.

A saída do quarterback anunciada em março de 2020 para o Tampa Bay Buccaneers só não foi um baque maior para a comunidade da NFL porque o mundo inteiro estava em pânico com o início da pandemia da Covid-19. A gratidão dos torcedores do Patriots foi tanta que foi uma saída sem mágoas, sem tristezas, por tudo o que o camisa 12 fez por lá. Em Tampa, de início, pensava-se que o ciclo incrível no Patriots não se repetiria por lá. Após uma derrota na semana 1 de 2020, houve quem disse "bem-vindo à NFC", como se tudo o que ele fez em New England fosse irrelevante por causa da Conferência Americana, a AFC, ser "mais fraca", na visão destes críticos. Ledo engano. O Buccaneers de Brady foi muito bem, pois a equipe se estruturou para ser forte. E terminou com domínio na NFC, conquistando o Super Bowl LV, em 2021, com uma atuação tranquila sobre o Kansas City Chiefs. Estava realizado, e com mais títulos que qualquer franquia da NFL na era Super Bowl.

Ao lado de Rob Gronkowski, Tom Brady conquistou o seu sétimo Super Bowl, pelo Tampa Bay Buccaneers



Ainda quis mais, pois tinha contrato para fazer mais nesta sua última temporada, em 2021, com direito a um jogo contra o New England Patriots em pleno Gillette Stadium, vencido pela equipe de Tampa. Brady jogou muito bem, mesmo com o Buccaneers desfalcado por lesões, e problemas extra-campo. O camisa 12 foi o líder em passes para touchdown (43) e em jardas aéreas lançadas (5.316). Vale lembrar, ele fez isso com 44 anos! Merece ser o MVP desta última temporada, pelos recordes em idade avançada, e por ter se vacinado contra a Covid-19. Nos Playoffs, contra o Los Angeles Rams, quando tudo parecia perdido, por 27 a 3, comandou uma incrível campanha para empatar o jogo a menos de um minuto para o final. Mas a derrota veio no último segundo, não por sua culpa. O último jogo profissional de Tom Brady foi digno de Tom Brady. 

O futuro

Tom Brady deixará  NFL com o recorde de títulos de Super Bowl (7, mais do que qualquer equipe), de MVPs em Super Bowls (5), passes para touchdown (624), vitórias como quarterback (243), jardas lançadas (84.520), e muito mais. Sairá eternizado como o maior quarterback de todos os tempos. Será difícil ultrapassá-lo, mas não importa.

Fora do futebol americano, provavelmente vai ficar em casa, e curtir mais a sua vida com sua esposa, a modelo brasileira Gisele Bündchen, e os filhos. Vai saber se não morará no Rio Grande do Sul? Em 2018, ele esteve em Porto Alegre e assistiu a um clássico Gre-Nal, recebendo uma camisa do Grêmio. Mas seja onde for, será um descanso merecido. Foram 22 anos muito intensos, e agora, é só curtir os próximos anos.

Gratidão

Agora é a parte que falo como torcedor. Eu, Ruan Nascimento, torço para o New England Patriots, e muito é por causa de Tom Brady. O primeiro jogo de NFL que eu vi foi com ele em campo, o Super Bowl XLII, mas juro que não entendi nada daquela partida. Passei a acompanhá-lo mesmo na temporada de 2011, e virei torcedor do Patriots mesmo com a derrota em outro Super Bowl. Brady me ensinou a nunca desistir dos meus objetivos. Talvez por causa dele vocês estão vendo este texto. Celebrei cada título que pude ver de sua carreira, até mesmo o do Buccaneers.

Quando falar para as próximas gerações que verão a NFL, falarei de tudo o que Brady fez pelo futebol americano. Muito obrigado, Tom! Você é a inspiração de milhões, e agora merece aproveitar tudo o que construiu. Que carreira hein! 

*Publicado originalmente em 30 de janeiro, e atualizado em 1° de fevereiro, quando houve o anúncio em definitivo da aposentadoria de Tom Brady.

domingo, 16 de janeiro de 2022

Bengals e Bills vencem na abertura dos Playoffs de 2021/22 da NFL

Bills dominou Patriots anotando touchdowns em todas as suas campanhas (foto: AP)

Dois jogos abriram a fase de Wildcard dos Playoffs da NFL neste sábado (15). Cincinnati Bengals e Buffalo Bills venceram os seus duelos contra Las Vegas Raiders e New England Patriots, respectivamente. Os confrontos marcaram o início do super final de semana, com seis partidas eliminatórias até esta segunda-feira (17). 

Neste domingo, outras três partidas dão continuidade à pós-temporada. Às 15h, o Tampa Bay Buccaneers enfrenta o Philadelphia Eagles. Às 18h30, é a vez de Dallas Cowboys e San Francisco 49ers. E finalizando a rodada, às 22h15, tem Kansas City Chiefs e Pittsburgh Steelers.

Veja abaixo como foram as partidas deste sábado.

Em final dramático, Bengals vence Raiders, e quebra jejum de 31 anos

Joe Burrow (9) e Ja'Marr Chase foram os destaques da partida (foto: Getty Images)

O que você fazia em janeiro de 1991? Talvez muitos aqui nem nascidos eram, como o meu caso. Foi há 32 anos a última vez que o Cincinnati Bengals teve uma vitória na pós-temporada. Era o jejum mais longo sem vitórias nos Playoffs entre todos os times da NFL. Neste sábado, a equipe derrotou o Las Vegas Raiders por 26 a 19, e continua na disputa por seu primeiro título de Super Bowl.

Fazia muito tempo que ambos os times não jogavam os Playoffs – Bengals em 2016 e Raiders em 2017. Era também a estreia dos quarterbacks titulares na pós-temporada, tanto de Joe Burrow quanto de Derek Carr (há cinco anos, Carr havia se lesionado na temporada regular). Em campo, o equilíbrio se manteve praticamente o tempo inteiro, com vantagem maior para a equipe de Cincinnati, que por várias vezes, estava com vantagem de mais de uma posse de bola.

Mas no último quarto, o Raiders cresceu em campo, e ameaçou a vitória que parecia tranquila do Bengals. O time de Las Vegas ficou perto de anotar um touchdown a segundos do final, até que Germaine Pratt anotou a interceptação derradeira da partida. Entre os destaques de Cincinnati, está o quarterback Joe Burrow, com dois passes para touchdown, e do wide receiver Ja'Marr Chase, que não anotou TD, mas conseguiu 116 jardas de recepção.

Bills amassa Patriots com vitória maiúscula

Com cinco passes para touchdown, Josh Allen (17) comandou a vitória de Buffalo sobre New England


Apesar de serem rivais de AFC Leste, Buffalo Bills e New England Patriots nunca haviam se encontrado nos Playoffs até este sábado. Na temporada regular, cada equipe tinha vencido um jogo. Esperava-se por um duelo parelho no Highmark Stadium, mas o que se viu foi um impressionante domínio do Bills, ante uma fraca defesa do Patriots. O placar final foi de 47 a 17. Uma surra sem precedentes.

Simplesmente, o Buffalo Bills anotou touchdown em todas as suas campanhas ofensivas, a exceção das ajoelhadas da vitória a menos de dois minutos para o final, com o duelo já decidido. O quarterback Josh Allen passou para 308 jardas e cinco touchdowns, dois deles recebidos por Dawson Knox, e um recebido por Gabriel Davis, Emmanuel Sanders e Tommy Doyle – que é de linha ofensiva. A defesa do Patriots praticamente olhou o time de Buffalo jogar. Houve ainda outros dois TDs terrestres de Devin Singletary. Foi a primeira vez na história da pós-temporada que um time anotou touchdowns nos sete primeiros drives.

Único calouro estreante nos Playoffs, Mac Jones, do New England Patriots, fez um jogo decente. Antes do atropelo de Buffalo, ele comandou uma ótima campanha que terminou em interceptação de Micah Hyde, numa jogada em que o mérito é maior ao defensor do que falha do ataque (por muito pouco não foi touchdown no lance). Jones lançou para 232 jardas, dois TDs e duas interceptações. Mas diante de uma defesa tão fraca, não pôde fazer muita coisa frente ao Bills. 

segunda-feira, 10 de janeiro de 2022

Jogos insanos e zebras surpreendentes - a histórica semana 18 de 2021/22 da NFL

De forma dramática, Raiders vence Chargers e confirma a classificação aos Playoffs após cinco anos


Em 102 anos de NFL, nunca uma temporada regular havia terminado na semana 18. Neste sábado (8) e domingo (9), isso ocorreu pela primeira vez, com uma insana última rodada da primeira fase da competição. 

Foram definidos os últimos três classificados aos Playoffs, que iniciam no próximo sábado (15). San Francisco 49ers, Las Vegas Raiders e Pittsburgh Steelers conseguiram avançar na semana 18, e se juntam a Teneessee Titans, Kansas City Chiefs, Cincinnati Bengals, Buffalo Bills, New England Patriots, Green Bay Packers, Dallas Cowboys, Tampa Bay Buccaneers, Los Angeles Rams, Arizona Cardinals e Philadelphia Eagles. Um destes 14 times será o campeão do Super Bowl LVI, em 13 de fevereiro, no SoFi Stadium, na região metropolitana de Los Angeles.

A rodada derradeira teve duelos dramáticos, classificações emocionantes e uma eliminação inacreditável. Abaixo, listaremos os principais fatos dos últimos jogos da temporada regular de 2021/22.

Um Sunday Night Football digno de Playoffs

Las Vegas Raiders e Los Angeles Chargers fotam a campo no Sunday Night Football para o tudo ou nada. Quem vencesse, iria aos Playoffs, e eliminaria o rival. O jogo foi insano do início ao fim, com destaque para o dramático último quarto.

O Raiders vencia o jogo por 29 a 14, faltando pouco mais de cinco minutos. O quarterback Justin Herbert, do Chargers, comandou uma incrível reação, convertendo quartas descidas e empatando o jogo a dois segundos do final. Na prorrogação, o drama persistiu, com um field goal para cada lado. Mas ao final do jogo, o time de Las Vegas, do QB Derek Carr, se superou e venceu por 35 a 32. O Raiders volta aos Playoffs após cinco anos de ausência, e será a primeira vez que Carr jogará uma partida de mata-mata (em 2017, estava machucado). Já o Chargers se despediu da competição.

Classificação surpreendente, e carreira de Big Ben continua por mais um tempo

O Pittsburgh Steelers desta última temporada começou cambaleante. Tudo conspirava para uma eliminação melancólica, naquela que provavelmente é a última temporada da carreira do quarterback Ben Roethlisberger, o Big Ben. Em algum momento, as chances de ida aos Playoffs eram de 2% apenas.

Mas os demais resultados nas últimas semanas deram vida à Pittsburgh, que viajou até Baltimore para enfrentar o Ravens precisando vencer para seguir sonhando com alguma coisa. A vitória veio de forma dramática, também na prorrogação, por 16 a 13, mas a franquia ainda dependia de outros resultados. A classificação só se confirmou após o Sunday Night Football vencido pelo Raiders.

Lanterna da liga ajuda Pittsburgh

Mas de todos os resultados favoráveis ao Steelers, nenhum deles foi tão surpreendente quanto a vitória do Jacksonville Jaguars sobre o Indianapolis Colts por 26 a 11. Aliás, só foi possível que Pittsburgh sonhasse com Playoffs se acontecesse uma derrota do Colts. Bastava que a equipe de Indianapolis vencesse para confirmar a classificação à pós-temporada.

O resultado foi a maior surpresa da semana, já que o Jaguars só tinha duas vitórias em 2021/22. O Colts de Carson Wentz e Jonathan Taylor terá de olhar a pós-temporada pela TV. Já a equipe de Jacksonville termina o ano com a pior campanha de toda a NFL pelo segundo ano seguido, pois nesta mesma semana 18, o Detroit Lions também venceu. A primeira escolha geral do Draft de 2022 vai para o Jaguars.

49ers consegue grande virada e confirma a classificação

Não era uma situação fácil a do San Francisco 49ers. No papel, o time dependia apenas de suas forças para avançar. Mas na prática, o duelo era contra o poderoso Los Angeles Rams, que brigava pelo título da NFC Oeste com o Arizona Cardinals. E assim começou o drama de San Francisco. Com Jimmy Garoppolo de quarterback titular, o time penou no primeiro tempo, e chegou a estar perdendo por 17 a 0. A derrota tiraria o 49ers da disputa, já que o New Orleans Saints vencia o Atlanta Falcons com relativa tranquilidade. 

A reação do 49ers começou a partir do terceiro quarto. Garoppolo começou a acertar mais passes decisivos, com Brandon Ayiuk, Debbo Samuel e Jauan Jenkins sendo seus principais recebedores. O Rams ainda liderou no placar novamente no final da partida, mas o empate aconteceu pouco antes do encerramento do tempo regulamentar. Na prorrogação, o field goal do kicker Robbie Gould, e a interceptação de Emmanuel Moseley em cima do quarterback Matthew Stafford confirmaram a vitória por 27 a 24, permitindo a San Francisco jogar a próxima fase. 

Outros resultados

As demais equipes classificadas também jogaram. Houve quem poupou atletas em parte da partida, encerrando a temporada regular com derrota, casos de Green Bay Packers, Cincinnati Bengals e Philadelphia Eagles, que perderam para Detroit Lions, Cleveland Browns e Dallas Cowboys, respectivamente. Se na NFC o Packers já tinha garantido o primeiro lugar, na AFC, ainda havia a disputa pela primeira posição geral, que foi confirmada para o Tennessee Titans, que venceu o Houston Texans por 28 a 25. O Kansas City Chiefs, que ainda brigava pelo primeiro lugar, também venceu na semana 18, derrotando o Denver Broncos por 28 a 24. 

O Arizona Cardinals brigava pelo título da NFC Oeste, mas acabou ficando com uma das vagas de Wildcard porque perdeu para o Seattle Seahawks por 30 a 20. Atual campeão do Super Bowl e vencedor da NFC Sul nesta temporada, o Tampa Bay Buccaneers venceu o Carolina Panthers por 41 a 17. E pela AFC Leste, o Buffalo Bills confirmou o título, ao vencer o New York Jets por 27 a 10, enquanto o New England Patriots perdeu para o Miami Dolphins por 33 a 24. 

Nos duelos entre eliminados, além da já citada vitória do Jaguars sobre o Colts, teve também a vitória do Washington Football Team (que terá seu novo nome anunciado no mês que vem) sobre o New York Giants por 22 a 7; a vitória do Minnesota Vikings sobre o Chicago Bears por 31 a 17; e a vitória do New Orleans Saints sobre o Atlanta Falcons por 30 a 20.

Técnicos demitidos

A segunda-feira após o final da temporada regular é marcada pelo dia em que cabeças rolam em equipes que não foram bem no ano. Quatro técnicos foram demitidos após a semana 18. Ainda no domingo (9), o Denver Broncos anunciou a saída do técnico Vic Fangio. E nesta segunda (10), também perderam o emprego os treinadores Matt Nagy, do Chicago Bears, Brian Flores, do Miami Dolphins, e Mike Zimmer, do Philadelphia Eagles. Também foram demitidos os general managers Ryan Pace e Rick Spielman, do Bears e Vikings, respectivamente.

Com as quatro demissões confirmadas, até agora, seis times perderam seus treinadores em 2021/22. O primeiro a cair foi Jon Gruden, que pediu demissão do Las Vegas Raiders após a revelação de e-mails em que era racista, homofóbico e misógino. E recentemente, Urban Meyer foi dispensado do Jacksonville Jaguars, após uma série de problemas de relacionamento entre ele e os jogadores que comandava.

E os Playoffs?

Fiquei muito tempo ausente do Left Tackle Brasil por causa de algumas questões pessoais, mas não esqueceria da sequência da temporada. A partir deste sábado (15), começa o super final de semana do Wildcard, a primeira fase da pós-temporada, com seis jogos eliminatórios. Dois deles ainda serão no sábado. No domingo (16), mais três partidas, nos moldes daquela maratona linda de duelos dominicais que já estamos acostumados, e na segunda-feira (17), um Monday Night Football dos Playoffs. Apenas Green Bay Packers e Tennessee Titans folgam, e entram em campo apenas no Divisional Round, a fase semifinal das conferências.

Todos os jogos terão a transmissão dos canais ESPN para o Brasil, que a partir do próximo domingo, passam por uma mudança em seus nomes. O canal que antes era a ESPN Brasil passa a ser apenas a ESPN. O canal ESPN passará a ser ESPN2. A atual ESPN2 se transformará em ESPN3. A Fox Sports, que exibiu alguns jogos da NFL em 2021, virará a ESPN4. Apenas o Fox Sports 2 permanecerá com o mesmo nome. 

Confira abaixo as datas, horários e transmissões dos Playoffs

Sábado, 15/1

18h30 – Cincinnati Bengals x Las Vegas Raiders (ESPN)

22h15 – Buffalo Bills x New England Patriots (ESPN)

Domingo, 16/1

15h – Tampa Bay Buccaneers x Philadelphia Eagles (ESPN)

18h30 –Dallas Cowboys x San Francisco 49ers (ESPN)

22h15 – Kansas City Chiefs x Pittsburgh Steelers (ESPN)

Segunda-feira, 17/1

22h15 – Los Angeles Rams x Arizona Cardinals (ESPN2)

terça-feira, 19 de outubro de 2021

Após seis rodadas, os destaques da temporada 2021 da NFL

A campanha de 6-0 deixa o Cardinals como o único time invicto na temporada atual (foto: Joe Camporeale/USA Today Sports)

 A NFL é uma liga maravilhosa, mas como passa rápido. Já se foram seis semanas de uma intensa temporada de 2021. Nesta fase atual do Left Tackle Brasil, além do podcast Maratona NFL, dedicaremos um dia a publicação de um tema da semana. Serão textos com pequenos tópicos analíticos sobre os principais fatos da rodada. Desfrute a novidade do Left Tackle Brasil.

O voo de Arizona

Durante a pré-temporada, ninguém dava muita bola para o Arizona Cardinals. Embora tinham um bom elenco, o favoritismo na divisão Oeste da NFC não era da franquia. Mas foi a temporada regular começar que o time do técnico Kliff Kingsbury deu o seu cartão de visitas, e é o dominante na liga até agora. Após seis semanas, o Cardinals é a única das 32 equipes da NFL ainda invicta. Na última vez que o time foi aos Playoffs, em 2015/16, chegaram até a final da NFC, e com Kyler Murray e companhia, tentam retomar a classificação. Será que desta vez o voo será ainda maior?

Seahawks sem QB e um alerta de declínio

Ter um franchise quarterback, aquele que pode ajudar uma franquia na conquista de títulos, é o sonho de qualquer time. Mas quando esse QB se machuca, as coisas podem desandar completamente. A lesão no dedo de Russell Wilson, do Seattle Seahawks, na semana 5, não parecia tão séria no olhar leigo pela TV, mas depois se confirmou que ele vai ficar de fora por várias semanas.

O que é péssimo para Seattle, que pela primeira vez está jogando sem o seu camisa 3 desde sua chegada à NFL, em 2012. Com a ausência de Wilson, o time está se virando com Geno Smith, e já em sua estreia, o desempenho não foi bom, com direito ao fumble na prorrogação contra o Pittsburgh Steelers, culminando na derrota do Seahawks. Com 2-4, Seattle pode estar vendo suas chances de pós-temporada se esvaziarem aos poucos.

Potencial calouro do ano?

O jogão entre New England Patriots e Dallas Cowboys, vencido pelo Cowboys por 35 a 29, pode ter sido o encontro de dois potenciais premiados como calouros da temporada. Dos cinco quarterbacks escolhidos na primeira rodada do Draft, Mac Jones é o que vem se destacando com o melhor desempenho individual mesmo com a campanha de New England em 2-4. Apesar das seis interceptações lançadas, Jones vem amadurecendo nos últimos jogos, para quem sabe se tornar um franchise QB futuramente.

quarta-feira, 13 de outubro de 2021

Maratona NFL – Temporada 2021/22, episódio 7 – As repercussões do caso Jon Gruden e análise das primeiras 5 semanas de 2021


Está no ar a sétima edição da temporada 2021/22 do Maratona NFL. Ruan Nascimento e Carlos Oliveira debateram os principais assuntos dos últimos dias, além da participação de Fabi Vinco, comentando sobre as lesões recentes entre atletas da NFL.

O principal assunto debatido foi o escândalo envolvendo Jon Gruden. Segundo uma reportagem do jornal The New York Times, Gruden enviou e-mails com mensagens racistas, misóginas e homofóbicas nos últimos anos. As conversas vazadas na segunda-feira, 11 de outubro, fazem parte da investigação contra o Washington Football Team iniciada no ano passado, na qual dirigentes do alto escalão da franquia tinham diversas posturas machistas com as mulheres que trabalhavam na equipe, principalmente as cheerleaders. Minutos após as revelações, durante o Monday Night Football, Gruden pediu demissão do Las Vegas Raiders. Além disso, o Tampa Bay Buccaneers, time ao qual treinou e foi campeão do Super Bowl em 2003, o tirou da lista dos grandes nomes da história da equipe.

Entre os outros temas do podcast, está a ausência de Russell Wilson no Seattle Seahawks nas próximas semanas – o quarterback lesionou o dedo na quinta-feira passada, em 7 de outubro, e precisou passar por cirurgia. Além disso, o programa traz palpites para os jogos da semana 6, que começa nesta quinta-feira (14).

Ouça o podcast pelo Spotify, pelo Apple Podcasts e em demais plataformas pelo Anchor. Ou, se preferir, ouça abaixo. 

quinta-feira, 30 de setembro de 2021

Maratona NFL - Temporada 2021/22 - Episódio 5 - Expectativas para Patriots e Buccaneers e demais jogos da semana 4



 Está no ar a quinta edição desta temporada do Maratona NFL. Ruan Nascimento, Carlos Oliveira, Mia Mastrocolo e Fabi Vinco – com sua participação no quadro Plantão Médico –, debateram sobre os principais fatos da semana 3 da temporada 2021 da NFL.

Entre os temas, estão: o surpreendente mau início de temporada do Kansas City Chiefs, que só tem uma vitória até agora, e é o lanterna da AFC Oeste; os desempenhos de equipes de destaque neste início da temporada, casos de Carolina Panthers, Denver Broncos, Dallas Cowboys e Los Angeles Rams; além dos palpites para a semana 4, com direito ao já histórico confronto entre New England Patriots e Tampa Bay Buccaneers no Sunday Night Football, neste domingo, 3 de outubro. O jogo em questão marca o retorno de Tom Brady ao Gillette Stadium, agora defendendo as cores de outra equipe.

As análises dos principais destaques de lesionados ficam a cargo da fisioterapeuta Fabi Vinco, participante do quadro Plantão Médico, além daquele tradicional clima de descontração dos demais apresentadores para falar dos outros assuntos.

Ouça o podcast conosco pelo Spotify, pelo Apple Podcasts e em demais plataformas, via Anchor.

quinta-feira, 16 de setembro de 2021

Maratona NFL: Temporada 2021/22 – Episódio 3 – Análises dos primeiros jogos da temporada



O Maratona NFL está de volta! Após uma necessária pausa, o podcast do Left Tackle Brasil volta para você. Carlos Oliveira, Ruan Nascimento e Mia Mastrocolo debateram as principais novidades da semana 1 da NFL, e com as perspectivas para a semana 2 da competição. E a grande novidade da volta do nosso podcast é a estreia do quadro Plantão Médico, em que a fisioterapeuta Fabi Vinco, que terá um bloco para analisar as lesões dos atletas. 

Ouça o programa pelo Spotify, pelo Apple Podcasts ou em demais plataformas pelo Anchor. Se preferir, ouça abaixo!



quarta-feira, 7 de julho de 2021

Maratona NFL – Temporada 4, episódio 2 – Expectativas para o início dos training camps da NFL


Chegou mais uma edição do Maratona NFL, já focado na temporada 2021/22 da NFL. O podcast apresentado por Ruan Nascimento, Mia Mastrocolo e Carlos Oliveira traz algumas das últimas novidades no meio da National Football League.

O programa repercutiu a revelação de Carl Nassib, defensive end do Las Vegas Raiders, que anunciou que é gay – é o primeiro atleta da NFL em atividade ao assumir a homossexualidade. Os apresentadores comemoraram o anúncio, e falaram da importância dos direitos da comunidade LGBTQIA+. 

Entre outros assuntos, a equipe comentou sobre uma recente entrevista do quarterback Tom Brady, do Tampa Bay Buccaneers, que anunciaria a sua aposentadoria nos próximos anos. Brady tem 43 anos, continua em atividade na NFL e é o atual campeão do Super Bowl – ele já venceu sete títulos, mais do que qualquer franquia da liga. 

Ainda no assunto quarterbacks, também foi falada da extensão das férias de Aaron Rodgers, do Green Bay Packers. O atual MVP da liga ainda não começou a treinar. E também sobre a punição (bem branda) ao Washington Football Team, diante das denúncias de assédio reveladas em 2020 dentro das instalações da franquia.

E fora do assunto NFL, mas que gerou comentários acalorados (e bem humorados) sobra a insana notícia publicada pela versão brasileira do El País. Um vendedor teve uma promoção meteórica em que, após vender triciclos do Homem-Aranha, virou um negociador de vacinas contra a Covid-19 pela empresa Davati Medical Supply, investigada pela CPI da Pandemia no Senado Federal, por conta de uma oferta de propina por parte de um ex-diretor do Ministério da Saúde – este que foi preso nesta quarta-feira, 7 de julho, por mentir em depoimento à CPI. 

Sem mais enrolações: ouça o Maratona NFL desta semana. Estamos no Spotify, no Apple Podcasts ou em demais plataformas, através do Anchor. 

Ou, se preferir, ouça abaixo:

quarta-feira, 16 de junho de 2021

Maratona NFL – Temporada 4, episódio 1 – Do Super Bowl até aqui, tudo o que foi notícia durante nossa ausência


Como continuamos em offseason, o Maratona NFL, o podcast transmitido aqui no Left Tackle Brasil, fez uma pausa de quatro meses. Mas agora estamos de volta. A espera acabou e o programa está no ar novamente. A equipe? A de sempre, com Ruan Nascimento, representando este site, e os amigos e colegas de bancada Carlos Oliveira e Mia Mastrocolo – a Mia infelizmente não pôde participar em razão de seus compromissos, mas ela continua na nossa equipe para esta temporada. Voltamos daquele jeito de sempre, com muita descontração, não falando apenas da National Football League mas de tudo o que marcou neste período.

A pauta do programa se resume aos principais assuntos da NFL nos últimos meses em que estivemos sem gravações inéditas. Falamos da passagem do Draft à aposentadoria de Drew Brees. Do aumento da temporada regular a partir de 2021 até o fim da longeva carreira do kicker Adam Vinatieri, que começou a jogar profissionalmente em 1996 e só agora pendurou as chuteiras. 

Também destacamos os problemas internos em algumas equipes, alguns já resolvidos e outros nem tanto. Entre os resolvidos, a troca do wide receiver Julio Jones (ex-Atlanta Falcons) para o Tennessee Titans; a não ida de Aaron Rodgers, o quarterback do Green Bay Packers e atual MVP da liga, para os treinamentos preparatórios para a temporada de 2021; e a situação de Deshaun Watson, que de queridinho da NFL, passou a ser ignorado por todo mundo diante das acusações de assédio sexual contra o jogador.

Fora da National Football League, apresentamos neste podcast os dados da Covid-19 no Brasil. Desde o nosso último podcast gravado, a pandemia ficou ainda mais descontrolada no país, e mais que dobrou o número de vidas perdidas em apenas quatro meses. São quase 500 mil mortes por Covid. Por outro lado, Carlos e Ruan voltaram a enaltecer a importância da vacinação, e enfatizando a campanha que, se você tem o direito de se vacinar, vacine-se. Só com a vacinação venceremos a pandemia. 

Ouça o Maratona NFL de retorno através de nossas plataformas, pelo Spotify, pelo Apple Podcasts e em demais plataformas, pelo Anchor. 

Ou, se preferir, ouça abaixo o podcast.


quarta-feira, 26 de maio de 2021

Adam Vinatieri anuncia a aposentadoria após 24 temporadas

Maior kicker de todos os tempos tem 48 anos (foto: Stacy Revere/Getty Images)


O kicker só entra em campo em poucas oportunidades durante uma partida de futebol americano. Quando ele vai chutar para tentar um extra point ou um field goal, ou no kickoff de início da partida, também usado após cada pontuação. Por isso, muitas vezes eles passam despercebidos aos nossos olhos, pois quando a TV o mostra durante a partida, se você piscar, já perde sua aparição em campo. Mas há as suas exceções. E Adam Vinatieri é mais do que uma exceção.

Nesta quarta-feira, 26 de maio, Vinatieri, no alto de seus 48 anos de idade, decidiu se aposentar de vez da NFL, em anúncio dado ao podcast "Pat McAfee Show". O jogador é mais do que apenas um kicker, é alguém que imortalizou o seu nome na história da National Football League com os seus chutes, e que jogou profissionalmente por 24 temporadas. Mais: é o kicker com maior número de títulos de Super Bowl, e em duas das quatro oportunidades em que foi campeão da liga, foi o autor dos field goals decisivos que deram o título. 

Adam Vinatieri se tornou atleta profissional em 1996. Ou seja, provavelmente você que está lendo este texto era criança nesta época, como eu, ou nem era nascido. Após ter jogado no futebol americano universitário por South Dakota State, Vinatieri deixou os Estados Unidos para jogar no Amsterdam Admirals, time holandês que pertencia à NFL Europe, liga europeia da NFL que deixou de existir em 2007. Mas ainda em 1996, o New England Patriots o contratou.

Em seu período em Foxboro, Vinatieri conquistou junto com o quarterback Tom Brady e o técnico Bill Bellichick os três primeiros Super Bowls. Em 2002, ainda nos Playoffs, o kicker anotou o field goal da vitória sobre o Oakland Raiders, em um jogo dramático de baixo de muita neve, em que até chutar já era algo muito difícil. Poucas semanas depois, no Super Bowl XXXVI, Vinatieri acertou o field goal que deu o primeiro Troféu Vince Lombardi à franquia, nos últimos segundos do duelo contra o Los Angeles Rams. Dois anos depois, em 2004, o kicker novamente apareceu para o chute da vitória, no Super Bowl XXXVIII, contra o Carolina Panthers. No ano seguinte, o Patriots conquistou o Super Bowl pela terceira vez, mas neste caso, não foi com um chute de Vinatieri ao fim do cronômetro. 

Vinatieri converteu dois field goals da vitória em Super Bowls 



A era em New England se encerrou ao final da temporada de 2005, quando se juntou ao Indianapolis Colts, de Peyton Manning. Em 2007, jogou e foi campeão de seu quarto Super Bowl, o XLI, anotando extra points e field goals na partida contra o Chicago Bears. Foi o seu último título da carreira, mas ao longo dos anos, seguiu como peça fundamental para o desenvolvimento da franquia. Jogou pelo Colts até a temporada de 2019, quando uma lesão no joelho o tirou do restante da competição, e de toda a temporada 2020. 

Os números do jogador impressionam, diante de tantas marcas notáveis, e que são recordes na história da NFL. É o atleta com mais pontos convertidos, sendo 2.673; anotou 599 field goals. Também registra o maior número de pontos convertidos em Playoffs, sendo 238; e é o responsável pelo maior número de field goals acertados durante a prorrogação, em 12 oportunidades. 

Agora aposentado, resta saber o que será da vida de Vinatieri, se seguirá como treinador de jovens kickers na escola ou no futebol americano universitário, ou se seguirá na NFL como assistente técnico ou comentarista de TV. Mas uma coisa é certa: seu nome provavelmente estará no Hall da Fama da NFL daqui a alguns anos. 

sexta-feira, 30 de abril de 2021

Poucas trocas e apostas definidas no primeiro dia do Draft da NFL

Trevor Lawrence foi a primeira escolha geral (foto: Logan Bowles/Jacksonville Jaguars)

Começou o Draft de 2021 pela NFL nesta quinta-feira, 29 de abril, com a pomposa primeira rodada do recrutamento de jovens atletas universitários. Os primeiros 32 jogadores foram selecionados e já têm seus destinos definidos para a próxima temporada. Resta agora saber quem serão os demais escolhidos nos próximos dois dias, no evento realizado em Cleveland, no estado norte-americano de Ohio.

Draft deste ano foi sem distanciamento social – reflexo da vacinação em massa nos EUA

Entre as primeiras 32 escolhas, a busca por quarterbacks acabou se confirmando, e os cinco que estavam previstos para serem selecionados ainda na quinta-feira já têm seus destinos definidos na NFL. Além dos QB's, foram selecionados também dois running backs, um tight end, cinco wide receivers, quatro offensive tackles, um offensive guard, quatro cornerbacks, quatro linebackers, cinco EDGE's (atletas que fazem as funções de linebackers e de atletas de linha defensiva), e um defensive end.

Depois das seleções do ano passado terem sido totalmente virtuais por causa da pandemia da Covid-19, neste ano, o Draft voltou a ser presencial, com a presença de milhares de torcedores. Isso é resultado da vacinação nos Estados Unidos, que está em ritmo acelerado por lá. Mais de 200 milhões de doses já foram aplicadas, em situação bem diferente que a do Brasil, onde atualmente faltam doses em vários estados, somado ao descontrole de novos casos e mortes. Mais de 400 mil brasileiros perderam suas vidas para o coronavírus. 

Três escolhas e três QBs

Como foi esperado, as três primeiras seleções do Draft de 2021 foram de quarterbacks. O primeiro escolhido, para a surpresa de ninguém, foi Trevor Lawrence, pelo Jacksonville Jaguars, que jogou em Clemson no futebol americano universitário. O segundo selecionado, pelo New York Jets, foi Zach Wilson, atleta de BYU, escolha essa que também já era esperada.

A terceira seleção do Draft ganhava ares de expectativa, pois era do San Francisco 49ers após uma troca com o Miami Dolphins há algumas semanas. Antes do Draft, inclusive, surgiu a informação de que a equipe teria tentado trocar de posição com o Green Bay Packers para ter o quarterback Aaron Rodgers, o que não vingou, se tornando pública também a informação de que Rodgers não estava satisfeito com as negociações para a renovação de seu contrato, e uma troca do titular de Green Bay desde 2008 não está descartada. Após toda essa situação, o 49ers voltou a mirar apenas os calouros e escolheu Trey Lance, de North Dakota State.

Completando o "top 5" dos selecionados, ainda estão o tight end Kyle Pitts, da Florida, que foi a quarta escolha geral, para o Atlanta Falcons. E na quinta posição, o Cincinnati Bengals selecionou o wide receiver Ja'Marr Chase, de LSU.

Trocas e destinos de outros dois quarterbacks

O quarterback Mac Jones foi o selecionado pelo New England Patriots

Algo que traz drama e emoção durante o Draft, principalmente na primeira rodada, é quando há trocas de escolhas em tempo real. Mas em 2021, pelo menos durante o evento, tivemos apenas três mudanças de posição. A primeira delas foi feita pelo Philadelphia Eagles, que subiu da 12ª para a 10ª escolha geral para selecionar o wide receiver DeVonta Smith, de Alabama. A equipe trocou de posição com o Dallas Cowboys, que recebeu na movimentação uma escolha de terceira rodada.

Na escolha seguinte, veio a maior das trocas durante o Draft, e de maior impacto. O Chicago Bears subiu nove posições para chegar até a 11ª escolha. A equipe selecionou o quarterback Justin Fields, de Ohio State. Para ter o jogador, o Bears trocou com o New York Giants, que recebeu a 20ª escolha geral, mais a seleção de quinta rodada deste ano, e as escolhas de primeira e quarta rodadas de 2022.

Pouco depois, foi a vez do New York Jets se envolver em mais uma troca. A equipe ainda tinha a 23ª escolha geral, obtida com uma troca com o Seattle Seahawks no ano passado, e durante o Draft, subiu nove posições até a 14ª, e escolheu o offensive guard Alijah Vera-Tucker, de USC. Na movimentação, a franquia cedeu duas escolhas de primeira rodada ao Minnesota Vikings. Foi a última troca da noite.

Como falamos na prévia do Draft, haviam cinco quarterbacks favoritos a serem escolhidos ainda na primeira rodada. Quatro deles já tinham sido selecionados. E o quinto deles foi Mac Jones, de Alabama, que jogará no New England Patriots. É o primeiro QB escolhido em primeira rodada por New England desde Drew Bledsoe, em 1993. Vale lembrar que Tom Brady, peça-chave nos seis títulos de Super Bowl da franquia, foi escolha de sexta rodada no Draft de 2000. Será Jones o responsável para a reconstrução do time nos próximos anos.

Draft continua nesta sexta-feira

Nesta sexta-feira, 30 de abril, o Draft continua com as seleções de segunda e terceira rodadas, a partir das 20h, com transmissão da ESPN2 para o Brasil. Também será o dia em que veremos as primeiras escolhas de Houston Texans, Seattle Seahawks, Los Angeles Rams e Kansas City Chiefs, que estiveram ausentes na rodada inicial.

Escolhas da primeira rodada do Draft: 

1) Jacksonville Jaguars – Trevor Lawrence (Clemson), quarterback

2) New York Jets – Zach Wilson (BYU), quarterback

3) San Francisco 49ers – Trey Lance (North Dakota State), quarterback

4) Atlanta Falcons – Kyle Pitts (Florida), tight end

5) Cincinnati Bengals – Ja'Marr Chase (LSU), wide receiver

6) Miami Dolphins – Jaylen Waddle (Alabama), wide receiver

7) Detroit Lions – Penei Sewell (Oregon), offensive tackle

8) Carolina Panthers – Jaycee Horn (Soutch Carolina), cornerback

9) Denver Broncos – Patrick Surtain II (Alabama), cornerback

10) Philadelphia Eagles – DeVonta Smith (Alabama), wide receiver

11) Chicago Bears – Justin Fields (Ohio State), quarterback

12) Dallas Cowboys – Micah Parsons (Penn State), linebacker

13) Los Angeles Chargers – Rashwn Slater (Northwestern), offensive tackle

14) New York Jets – Alijah Vera-Tucker (USC), offensive guard

15) New England Patriots – Mac Jones (Alabama), quarterback

16) Arizona Cardinals – Zaven Collins (Tulsa), linebacker

17) Las Vegas Raiders – Alex Leatherwood (Alabama), offensive tackle

18) Miami Dolphins – Jaelan Phillips (Miami), EDGE

19) Washington Football Team – Jamin Davis (Kentucky), linebacker

20) New York Giants – Kadarius Toney (Florida), wide receiver

21) Indianapolis Colts – Kwity Paye (Michigan), EDGE

22) Tennessee Titans – Caleb Farley (Virginia Tech), cornerback

23) Minnesota Vikings – Christian Darrisaw (Virginia Tech), offensive tackle

24) Pittsburgh Steelers – Najee Harris (Alabama), running back

25) Jacksonville Jaguars – Travis Etienne (Clemson), running back

26) Cleveland Browns – Greg Newsome (Northwestern), cornerback

27) Baltimore Ravens – Rashod Bateman (Minnesota), wide receiver

28) New Orleans Saints – Payton Turner (Houston), defensive end

29) Green Bay Packers – Eric Stokes (Georgia), cornerback

30) Buffalo Bills – Gregory Rousseau (Miami), EDGE

31) Baltimore Ravens  – Jayson Oweh (Penn State), EDGE

32) Tampa Bay Buccaneers – Joe Tryon (Washington), linebacker

segunda-feira, 12 de abril de 2021

Julian Edelman deixa o New England Patriots e anuncia aposentadoria

Edelman foi três vezes campeão do Super Bowl – em 2019, como MVP da decisão (foto: Al Belo/Getty Images)

Um dos últimos remanescentes da notória campanha de ouro do New England Patriots nos últimos anos encerra sua passagem pela franquia e, consequentemente, pela NFL. O wide receiver Julian Edelman, três vezes campeão do Super Bowl defendendo o Patriots, anunciou oficialmente a sua aposentadoria após ter sido dispensado nesta segunda-feira, 12 de abril. O atleta de 34 anos estava na NFL desde 2009, sempre vestindo a camisa de New England.

Segundo o repórter Ian Rapoport, da NFL Network, Edelman cogitou jogar a temporada de 2021, mas falhou no teste físico ao qual o Patriots realizou recentemente, e que o corte veio por conta desta situação. Em 2020, o wide receiver sofreu uma lesão no joelho, e ainda não está com uma pronta recuperação do problema. Cerca de uma hora após o anúncio de seu corte, Edelman anunciou em vídeo que estaria se retirando da carreira profissional. "Foi uma decisão difícil, mas foi a decisão certa para mim e minha família", disse o agora ex-jogador.


Com suas chuteiras penduradas, Edelman sairá como o maior wide receiver da história do New England Patriots. Ele foi o principal alvo do quarterback Tom Brady a partir da temporada de 2013, e dividiu por muitos anos a preferência nas recepções com o tight end Rob Gronkowski. Edelman foi também peça importante nas conquistas dos Super Bowls XLIX (49), LI (51) e LIII (53), em 2015, 2017 e 2019 – neste último, foi o MVP da decisão.

O camisa 11 foi selecionado pelo New England Patriots na sétima rodada do Draft de 2009. Era quarterback no futebol americano universitário, e ao desembarcar em Foxborough, o técnico Bill Bellichick queria aproveitar seus talentos de alguma forma – já que a titularidade na posição de QB sempre foi incontestável para Brady. Assim sendo, foi transformado em wide receiver, e durante quatro temporadas, era o retornador de punts e kickoffs do time.

Em 2013, Bellichick o alçou para o time titular de ataque, se tornando o principal wide receiver do Patriots. Naquele ano, teve a primeira temporada com mais de 1 mil jardas recebidas. Dali em diante, se consolidou entre os principais nomes da franquia. Ao todo, Edelman teve 620 recepções para 6822 jardas e 36 touchdowns. 

Seus números históricos não impressionam a nível de comparações para o Hall da Fama da NFL, e nem entramos nesta questão aqui. Mas para o torcedor do New England Patriots, a importância de Edelman para o ciclo vencedor da equipe na última década fica em patamar semelhante às de Brady e Gronkowski. Em janeiro de 2015, nos Playoffs, em um dramático duelo contra o Baltimore Ravens, Edelman fez um passe para touchdown, surpreendendo a defesa adversária, e revivendo os tempos de quarterback. A jogada permitiu que o time vencesse no Divisional Round e seguisse para o Super Bowl XLIX.

E por falar em Super Bowl, Julian Edelman teve participação decisiva nos três confrontos em que o Patriots venceu, em 2015, 2017 e 2019. No Super Bowl XLIX, contra o Seattle Seahawks, o camisa 11 recebeu o passe para touchdown da virada naquela decisão, vencida pelo placar de 28 a 24 e marcada pela famosa interceptação na linha de uma jarda. 

Em 2017, Edelman protagonizou épica recepção no Super Bowl LI (foto: Ezra Shaw/Getty Images)

Dois anos mais tarde, tinha uma atuação discreta no Super Bowl LI. Após New England estar perdendo para o Atlanta Falcons por 28 a 3, a equipe se recuperava e Edelman fez uma impressionante recepção na campanha ofensiva que resultou no empate no tempo normal. No lance em questão, o wide receiver completou o passe mesmo com três jogadores do Falcons o pressionando, se tornando fundamental para a virada por 34 a 28. 

Em 2019, no Super Bowl LIII, Julian Edelman foi eleito o MVP da decisão, por seu papel fundamental em várias jogadas ofensivas do Patriots que contribuíram para a vitória sobre o Los Angeles Rams por 13 a 3. O atleta recebeu 12 passes naquela noite, para 141 jardas totais. 

No ano passado, Edelman ficou no New England Patriots, em temporada marcada pela saída de Tom Brady para o Tampa Bay Buccaneers, e também com a volta da aposentadoria de Rob Gronkowski para se juntar com o quarterback para a franquia da Florida. Apesar da permanência para jogar com o QB Cam Newton, Edelman não teve um ano bom devido a uma lesão no joelho. Jogou apenas seis partidas, completando 21 recepções e 315 jardas, sem receber para touchdown.

Após o anúncio da aposentadoria de Edelman, o técnico Bill Bellichick disse que o ex-jogador tinha os atributos necessários para a carreira de um jogador de sucesso: produção, vitórias e títulos. "Então, nos maiores jogos e momentos, com campeonatos em jogo, ele alcançou patamares ainda maiores e apresentou algumas de suas melhores e mais emocionantes atuações", relembra o treinador. Já o dono do Patriots, Robert Kraft, disse que Edelman foi uma das maiores histórias de sucesso da franquia. "Não há muitos jogadores que ganham uma vaga no elenco da NFL em uma posição que nunca jogaram antes. Julian não só fez isso como uma seleção de sétima rodada no Draft, mas está encerrando sua carreira com o segundo maior número de recepções na história da franquia e como três vezes campeão do Super Bowl, incluindo a última como MVP do Super Bowl", declarou.

terça-feira, 16 de março de 2021

Às vésperas da Free Agency, as primeiras movimentações de impacto para 2021

Entre os contratados, está a aquisição do tight end Hunter Henry, um dos novos reforços do New England Patriots (foto: USA Today Sports)

Março é aquele mês em que já nos acostumamos a estarmos sem o futebol americano, e o qual já nos dedicamos a ver outros esportes. A NBA está à pleno vapor, a Fórmula 1 iniciará sua temporada no final do mês e, no futebol, a temporada 2021 recém começou no Brasil, aos trancos e barrancos, enquanto o ano de 2020 terminou há poucos dias, com a final da Copa do Brasil. Mas não é por isso que não tem novidades na NFL, ainda mais agora, no mês em que abre oficialmente a janela de transferências da liga.

O ano fiscal de 2021 da liga começa em 17 de março. Apesar disso, já houve algumas movimentações importantes até a noite desta segunda-feira. São contratações ou dispensas das franquias já pensando na próxima temporada, que deve ocorrer normalmente em setembro, pois lá nos Estados Unidos, a vacinação contra a Covid-19 segue em ritmo acelerado, realidade bem diferente da nossa, aqui no Brasil, em que vivemos o pior estágio da pandemia. 

Nesta segunda-feira, 15, houve muitas novidades na contração de jogadores. E entre os times, quem marcou presença foi o New England Patriots. O time treinado por Bill Bellichick, que também é o GM, arregaçou as mangas para retomar o caminho dos Playoffs, o que não aconteceu em 2020, interrompendo uma sequência de 12 temporadas seguidas na pós-temporada. Reforçando a defesa, o time contratou o linebacker Matt Judon, ex-Baltimore Ravens, por quatro anos e US$ 56 milhões em salários. E além dele, a equipe trouxe para seu elenco o defensive back Jalen Mills, ex-Philadelphia Eagles, também por quatro anos e US$ 24 milhões. A expectativa para um melhor setor defensivo neste ano acaba ficando grande, pois devem voltar ao elenco o linebacker Dont'a Hightower e o safety Patrick Chung, que optaram por não jogar em 2020 por causa da Covid-19.

Ainda em New England, o ataque foi fortalecido com as contratações dos wide receivers Nelson Agholor e Kendrick Bourne (ex-Las Vegas Raiders e San Francisco 49ers, respectivamente), e do tight end Jonnu Smith, ex-Tennessee Titans. Agholor receberá por dois anos o valor de US$ 26 milhões, já Bourne chega ao Patriots por US$ 22,5 milhões e três anos de contrato, enquanto Smith ficará com o maior contrato: quatro anos e US$ 50 milhões em salários. Todos devem ser bons alvos para o quarterback Cam Newton, que permanece na equipe para 2021, por US$  14 milhões de salário. Além disso, na manhã desta terça-feira, 16, foi contratado o tight end Hunter Henry, ex-Los Angeles Chargers, que receberá US$ 37,5 milhões por três anos.

No domingo, 14 de março, noticiamos a aposentadoria do quarterback Drew Brees, que após 20 anos na NFL, sendo 15 deles no New Orleans Saints, decidiu pendurar as chuteiras. Quanto a quem será o seu sucessor, abre-se uma disputa para a titularidade, se ficará com o versátil Taysom Hill ou com Jameis Winston, que foi titular entre 2015 e 2019 no Tampa Bay Buccaneers.

Pelos atuais campeões do Super Bowl, havia uma expectativa para que alguns dos principais atletas saíssem do Buccaneers, até por conta da valorização que estes teriam no mercado. Mas não foi bem assim. Tom Brady, o quarterback de sete títulos de Super Bowl, renovou o contrato por mais um ano, e o maior jogador de todos os tempos da NFL fica em Tampa pelo menos até 2022 (isso mesmo, teremos Brady em campo com 45 anos). Seu fiel escudeiro, o tight end Rob Gronkowski, também fica. Ele renovou seu contrato por mais um ano, e receberá US$ 10 milhões.

Já no Kansas City Chiefs, atual vice-campeão, as mudanças chegaram principalmente na linha ofensiva, maior problema da franquia na temporada passada. O Chiefs dispensou os offensive tackles Mitchell Schwartz e Eric Fischer. E entre as contratações, Joe Thuney, ex-New England Patriots.

Contratações de impacto têm surgido por vários times. E o Las Vegas Raiders é um deles. O time contratou o defensive end Yannick Ngakoue, por dois anos e US$ 26 milhões de salário. O atleta já foi selecionado ao Pro Bowl, e surgiu no Jacksonville Jaguars, em 2016. No ano passado, jogaria pelo Minnesota Vikings, mas foi trocado para o Baltimore Ravens antes da temporada começar. Ainda no setor defensivo, o Los Angeles Rams renovou o contrato do linebacker Leonard Floyd, que receberá US$ 64 milhões em seu vínculo de quatro anos.

As movimentações também envolvem aqueles times que foram muito mal em 2020, e que tentam se fortalecer para este ano. O New York Jets é um deles. A equipe contratou o wide receiver Corey Davis, ex-Tennessee Titans, por um grande valor. Ele receberá US$ 37,5 milhões por três anos.

E na função de quarterback, um famoso andarilho tem uma nova casa garantida. Ryan Fitzpatrick assinou com o Washington Football Team por uma temporada. Ele receberá US$ 10 milhões para jogar na franquia, e pode ser que seja o titular, pois Alex Smith, o Comeback Player of the Year de 2020, foi dispensado, e tentará arranjar um emprego em outro time. Fitzpatrick irá para o nono time diferente em sua 17ª temporada na carreira. O quarterback tem passagens por Los Angeles Rams (na época, St Louis Rams), Buffalo Bills, Cincinnati Bengals, Houston Texans, New York Jets, Tennessee Titans, Tampa Bay Buccaneers e Miami Dolphins – time em que defendeu em 2020.

Até o fechamento deste texto, estas foram as principais movimentações das equipes da NFL. Assim que tivermos outras novidades, atualizaremos aqui no Left Tackle Brasil. 


quinta-feira, 31 de dezembro de 2020

Retrospectiva 2020 do Left Tackle Brasil: o título após 50 anos, a pandemia, e a atual temporada da NFL

Ano foi marcado por muitos jogos sem público devido à pandemia da Covid-19

Em todo final de ano, já é comum ter a realização das retrospectivas. Há o especial do jornalismo, feito pelas principais emissoras de televisão, o do esporte, da música, dos memes, e de vários outros segmentos. Aqui no Left Tackle Brasil, nestes quatro anos e meio de história, nunca havíamos feito um trabalho assim. Mas 2020 foi um ano diferente, e que, portanto, merece ser um marco na criação deste material. O foco? Exclusivo para a NFL, a liga a qual acompanhamos semanalmente.

Na National Football League, o ano se encerra com a temporada em andamento, já que a competição começa em setembro e termina em fevereiro, já no ano seguinte. A temporada regular de 2020, inclusive, ainda não acabou. No próximo domingo, 3 de janeiro, ocorre a semana 17. E por conta disso, encerraremos o ano ainda sem saber quais times ocuparão as sete vagas restantes aos Playoffs, pois sete já estarão classificados.

Nos parágrafos seguintes, você vai ver por mês quais foram os principais assuntos do ano na NFL. Em 2020, vimos o Kansas City Chiefs levar o Super Bowl depois de 50 anos; Tom Brady deixou o New England Patriots após 20 anos; a liga aumentou o número de participantes nos Playoffs, e agora são 14 equipes na pós-temporada; o time de Washington retirou seu antigo nome racista em reação aos protestos antirracismo que ecoaram dos Estados Unidos para o mundo. 

E também, você vai relembrar como a pandemia da Covid-19 abalou também as estruturas da NFL. Em 2020, o Draft foi realizado de forma totalmente virtual. Um total de 67 jogadores optaram por não atuar neste ano em razão do novo coronavírus, seja por serem do grupo de risco ou até mesmo para combater a doença. Os estádios abriram para o futebol americano, só que vazios, ou com público parcial – pois mesmo com as mortes em alta nos Estados Unidos, a liga deu aval às equipes a permissão de alguns torcedores. Além disso, a temporada regular ocorreu com constantes testes para detectar a Covid-19, assim como o cancelamento de treinos após surtos e a mudança de datas de diversas partidas. Agora, vamos ao que interessa, com a Retrospectiva 2020 do Left Tackle Brasil.

Janeiro

Queda do New England Patriots no Wildcard marcou o início de uma nova era nos Playoffs

O ano da NFL começa pelo final da temporada, já na disputa de Playoffs. E desde o Wildcard, foi possível perceber que mudanças estavam por acontecer. A começar pela queda precoce do New England Patriots, eliminado pelo Tennessee Titans em um jogo dominado pelo running back Derrick Henry, e que terminou com uma interceptação lançada por Tom Brady e retornada para touchdown. Por falar no Titans, a equipe seguiu surpreendendo, e na semana seguinte derrotou o Baltimore Ravens, do MVP de 2019, Lamar Jackson. O Titans foi até a final da AFC para enfrentar o Kansas City Chiefs, que na semana anterior, superou o Houston Texans em uma insana virada, na qual perdiam por 24 a 0, e antes mesmo do intervalo viraram o jogo, vencendo por 51 a 31. Na decisão da conferência, o Chiefs venceu por 35 a 24, e voltou ao Super Bowl após 50 anos.

No lado da NFC, as surpresas se resumiram ao Wildcard, em que os campeões de divisão que jogaram nesta fase, o New Orleans Saints e o Philadelphia Eagles, foram batidos pelo Minnesota Vikings e Seattle Seahawks, respectivamente. Mas ambos caíram no Divisional Round, para o San Francisco 49ers e Green Bay Packers, também respectivamente. Quem esperava um duelo acirrado na final da Conferência Nacional se decepcionou, pois o 49ers dominou completamente as ações do Packers, com direito aos quatro touchdowns terrestres de Raheem Mostert. Foi a primeira ida de San Francisco ao Super Bowl desde 2013. E a decisão projetada para fevereiro seria a primeira em que os dois times tinham o vermelho como a cor principal. 

Fevereiro

Patrick Mahomes fez história comandando o Chiefs ao título do Super Bowl

A noite do Super Bowl LIV, em Miami, foi histórica. Em duelo bastante equilibrado, o Kansas City Chiefs se consagrou como campeão, vencendo o San Francisco 49ers por 31 a 20.  O jogo contou com a virada do Chiefs no último quarto, mesmo após dois turnovers da defesa do 49ers. A partida consagrou Patrick Mahomes como MVP da decisão que encerrou o jejum de 50 anos sem um título para Kansas City. 

No texto que falava do Super Bowl deste ano, contextualizamos com outros fatos do ano de 1970 ao relacionar a época em que o Chiefs havia conquistado o primeiro título, com destaque para a frase "Ainda não sabemos bem como será 2020 no mundo...". Naquele dia de fevereiro, o novo coronavírus já ganhava o noticiário mundial com atenção, mas ainda não sabíamos o tamanho das consequências que a doença traria a todo o planeta.

Março

Início da pandemia forçou a interrupção de todas as grandes competições esportivas

Com a NFL de férias, o terceiro mês do ano costuma ser uma época em que, esportivamente, passamos a ver com afinco competições de outras modalidades. E em 2020 estava sendo assim. A Copa Libertadores iniciava sua fase de grupos, enquanto a UEFA Champions League estava por encerrar as oitavas de final. A NBA encaminhava-se para as últimas semanas de temporada regular, a poucos dias de começar também a Fórmula 1. Só que a Covid-19 atravessou o mundo rapidamente. O contágio pela doença, identificada na China, se espalhou para diversos países, atingindo em cheio a Itália, e depois outras nações como os Estados Unidos, e o Brasil, até a palavra PANDEMIA conviver conosco. O número de novos casos e mortes nunca mais parou de crescer, e foi necessário que tudo parasse, até mesmo as competições esportivas. No Left Tackle Brasil, até o nosso Maratona NFL voltou mais cedo, com foco em incentivar as pessoas a se cuidarem e a ficar em casa no período de quarentena.

Inicialmente a NFL decidiu não decidir. Por estar sem jogos acontecendo naquele momento, a organização da National Football League acreditava que a situação da pandemia já estaria controlada até setembro – o que não aconteceu – e focou mesmo na estruturação para a próxima temporada. A liga decidiu que 2020 seria o ano em que duas equipes a mais estariam classificadas aos Playoffs, totalizando sete times por conferência. 

E durante este caos todo, em março teve a tradicional Free Agency com uma notícia de grande impacto. Após 20 anos, o quarterback Tom Brady anunciou que deixaria o New England Patriots, e assinou um contrato de dois anos com o Tampa Bay Buccaneers. Nove meses depois, esta mudança confirma que foi um divisor de águas para as duas franquias.

Abril

Draft deste ano foi totalmente virtual (foto: reprodução NFL Network)

Enquanto os casos e mortes por Covid-19 não paravam de subir nos Estados Unidos, a NFL estava com o Draft batendo na porta. A liga agiu ainda no início do mês, confirmando que o recrutamento de calouros vindos do futebol americano universitário seria totalmente virtual. Tanto o comissário da NFL, Roger Goodell, quanto os dirigentes das franquias e os jogadores estavam diretamente de suas casas, interagindo virtualmente para a definição das escolhas, ou com a eventual entrevista dos selecionados. Até mesmo a torcida marcou presença, claro que virtualmente. O evento foi um sucesso mesmo com o distanciamento social. O primeiro a ser escolhido foi o quarterback Joe Burrow, pelo Cincinnati Bengals. 

Fora do Draft, a notícia que agitou o mercado também envolveu o Tampa Bay Buccaneers. O time contratou Rob Gronkowski, que estava aposentado após ter jogado no New England Patriots. Gronk voltou e formou parceria com Tom Brady este ano. 

Maio

Protestos antirracismo eclodiam pelo mundo após a morte de George Floyd

O mundo inteiro ficou estarrecido com a morte violenta de George Floyd, um homem negro asfixiado até a morte por um policial branco em maio, nos Estados Unidos. Protestos pelo mundo inteiro aconteceram, envolvendo também jogadores da NFL. O ex-quarterback Colin Kaepernick anunciou a criação de um fundo de apoio a manifestantes presos no país. Kaepernick foi o primeiro a protestar contra o racismo na NFL, se ajoelhando no hino estadunidense em 2016. Ele foi alvo de críticas por isso, e nunca mais voltou a jogar.

Junho

O quarterback Deshaun Watson foi visto em um dos protestos realizados nos Estados Unidos

No mês seguinte, a onda de protestos antirracistas continuou. Atletas de diversas modalidades cobraram entidades esportivas para que possam ser mais inclusivas, e que se engajem na luta contra o racismo, casos de LeBron James, astro da NBA, e de Lewis Hamilton, piloto da Fórmula 1. Na NFL, alguns dos principais atletas negros da liga cobraram a competição para exigir que protestos pela igualdade racial não sejam punidos direta ou indiretamente – embora nunca houve uma declaração formal, acredita-se que Kaepernick nunca mais voltou à NFL exatamente por causa de seus protestos. Nomes como Odell Beckham Jr, Patrick Mahomes, Jarvis Landry e Deshaun Watson gravaram um vídeo exigindo mais ações da liga, que, pressionada, atendeu e permitiu que qualquer protesto fosse realizado. Watson, inclusive, foi um dos atletas vistos em uma das manifestações.

Também em junho, no Maratona NFL, debatemos o racismo e o quão é importante a luta contra a desigualdade no mundo em que vivemos. Você pode ouvir o programa clicando aqui.

A pandemia também começou a afetar diretamente os times da NFL. Mesmo com a realização de treinos limitados e sem o contato físico, houve o contágio pelo novo coronavírus nos elencos de algumas equipes. 

Julho

A volta aos training camps exigiu máscaras e distanciamento social


A dois meses da temporada começar, a NFL foi empurrando com a barriga na definição de protocolos mais rígidos para que pudesse voltar garantindo a segurança de atletas e comissão técnica das franquias. Foi necessária a intervenção da NFLPA – a Associação de Jogadores da NFL –, com direito a ameaça de greve, para a liga arregaçar as mangas e, enfim, entrar em acordo com os atletas. As medidas envolviam o distanciamento social fora dos treinos e o uso de máscaras por todos os que não estivessem em campo. Porém, a liga não foi rígida na prevenção ao público, liberando às equipes a possibilidade de ter torcida ou não nos estádios, e seguindo determinações dos governos dos Estados. 

Houve quem não liberou torcedor em nenhuma partida, casos dos dois times de Nova York (Giants e Jets), de Los Angeles (Chargers e Rams), do Las Vegas Raiders e do New England Patriots, por exemplo. Teve times que liberaram para uma pequena parcela de torcedores, devidamente distantes uns dos outros, como o Green Bay Packers e o New Orleans Saints – ambos nas últimas semanas. E teve quem extrapolou, colocando até 25% do público total no estádio, casos de Dallas Cowboys, Jacksonville Jaguars, Cleveland Browns e Tampa Bay Buccaneers – não faltaram imagens de torcedores aglomerados e sem máscaras durante as transmissões de TV.

A principal medida foi a opção de os atletas não jogarem em 2020 e terem seus contratos suspensos. Ao todo, 67 jogadores decidiram não entrar em campo este ano, incluindo atletas de destaque em suas funções. A ausência mais nobre é a do right guard Laurent Duvernay-Tardiff, do Kansas City Chiefs. Médico por formação, ele está atuando na linha de frente no combate à Covid-19 em Montreal, no Canadá.

Ainda em julho, uma crise sem precedentes abalou a franquia de Washington. No embalo dos protestos contra o racismo em junho, os patrocinadores do time passaram a exigir a retirada do nome "Redskins", utilizado pela equipe por quase 90 anos. Com a pressão vinda das empresas que financiam o time, foi retirada a palavra racista. Redskins, que é "peles vermelhas" em inglês, é um termo racista usado contra os indígenas dos Estados Unidos. Para 2020, o nome provisório da equipe é Washington Football Team. 

Mas nem todas as notícias do mês foram ruins. O Kansas City Chiefs renovou o contrato do quarterback Patrick Mahomes, em um acordo sem precedentes na história da NFL. O novo vínculo será de dez anos, em que o jogador receberá, pelo menos, US$ 450 milhões em salários. Este contrato valerá a partir da temporada de 2022, o que garante o jogador no Chiefs até 2031.

Agosto

Alex Smith voltou depois de uma milagrosa recuperação

Às vésperas da pré-temporada começar, a liga decidiu cancelar os amistosos de agosto, ainda no mês anterior. O mês foi marcado por algumas movimentações para finalizar os elencos para a temporada regular, no mês seguinte. Houve renovações de contrato com estrelas da liga, como os tight ends George Kittle, do San Francisco 49ers, e Travis Kelce, do Kansas City Chiefs. Para os fãs do kicker brasileiro Cairo Santos, o jogador foi contratado pelo Chicago Bears, e hoje é um dos destaques da liga na posição. 

Veio também uma excelente história de superação neste mês. O quarterback Alex Smith, do Washington Football Team, voltou a ter condição de entrar em campo. Em 2018, ele sofreu uma grave lesão na perna, na qual precisou de 17 cirurgias para que não morresse. 

E no final da Offseason, veio talvez a maior furada de quarentena entre atletas da NFL. O cornerback Kemah Siverand foi dispensado do Seattle Seahawks após cometer a façanha de disfarçar uma garota para que ela tivesse acesso ao hotel onde o time realizava confinamento, como se ela fosse um jogador da equipe. O momento hilário foi bastante comentado no Maratona NFL, apresentado por Ruan Nascimento, Carlos Oliveira e Mia Mastrocolo, que havia se juntado à equipe do podcast semanas antes. 

Setembro

Protestos contra o racismo foram vistos desde a abertura da temporada da NFL (foto: reprodução NBC)

"Setembro sempre chega", dizia o Everaldo Marques nas suas transmissões de abertura da temporada regular. Desta vez, ele não disse esta frase, já que em fevereiro deixou a ESPN e hoje está no Grupo Globo. Mas nós aqui dissemos! Diante de muita expectativa, a temporada de 2020 da NFL começou com a vitória do atual campeão, Kansas City Chiefs, sobre o Houston Texans, em um jogo marcado por agradecimentos aos médicos atuantes contra a Covid-19 nos hospitais e por protestos contra o racismo antes do jogo. O ano da NFL também teve algumas equipes se destacando nas primeiras semanas, casos do Baltimore Ravens, Pittsburgh Steelers e na NFC, do Seattle Seahawks e Green Bay Packers. 

Porém, pouco depois do início da temporada, a pandemia mostrou que não entrou para a brincadeira. Mesmo com testes constantes de Covid-19, a liga enfrentou o primeiro surto da doença durante a temporada regular. Dezenas de pessoas do Tennessee Titans contraíram o novo coronavírus, e precisaram se afastar. Foi necessária uma mudança no calendário de várias equipes para não comprometer o andamento da temporada regular.

Outubro

Surto de Covid-19 no Tennessee Titans obrigou a liga a mudar as datas de diversos jogos

Enquanto a competição continuava, também estourou o caso positivo de Covid-19 em Cam Newton, o quarterback do New England Patriots. Com isso, o jogo que a equipe faria com o Kansas City Chiefs precisou ser adiado, e praticamente uma operação de guerra foi feita para que o Patriots jogasse sem que houvesse um surto no elenco. Ao todo, oito partidas precisaram mudar de dia, ou de semana. Isso interferiu também nas rodadas de folga de cada time. 

Também foi em outubro que Alex Smith voltou a jogar, mas não sem antes lembrar de mais uma crise em Washington. Selecionado na primeira rodada do Draft em 2019, o quarterback Dwayne Haskins foi tirado da titularidade pelo técnico Ron Rivera. Com isso, Kyle Allen virou o titular, mas este quebrou a perna em campo, permitindo asism que Smith voltasse a jogar depois de sua milagrosa recuperação. Inclusive, Smith deve jogar na semana 17.

Novembro

Steelers se manteve invicto até a semana 13 da NFL

A segunda metade da temporada regular veio, e os principais times começaram a se destacar. Neste mês, foi revelado quem será o artista a cantar no Super Bowl LV. Será o cantor The Weeknd. Novembro também é o mês do tradicional Dia de Ação de Graças. Porém, neste ano foi bem diferente em função da pandemia. Desta vez não teve jogadores comendo peru na beira do campo. Além disso, o jogo entre Baltimore Ravens e Pittsburgh Steelers, que seria neste dia, foi adiado em quase uma semana, pois o Ravens também enfrentou um surto de Covid-19. Entre os infectados, o quarterback Lamar Jackson também foi uma das vítimas. 

Na briga pelos Playoffs, o Pittsburgh Steelers reinava invicto, com o Kansas City Chiefs o perseguindo. Na NFC, o New Orleans Saints era o melhor time até a equipe perder o quarterback Drew Brees, que fraturou 11 ossos da costela. Com isso, Taysom Hill ganhou uma chance jogando na sua posição de origem – lembramos que Hill costuma jogar em várias posições diferentes.

Dezembro

Kansas City Chiefs está garantido com a primeira campanha geral de toda a NFL


Finalmente chegou o último mês do ano, para finalizar a nossa retrospectiva. E depois de tantos percalços, tantas histórias difíceis, a temporada regular chega ao final. Sete times já garantiram uma vaga aos Playoffs: Green Bay Packers, New Orleans Saints, Seattle Seahawks, Kansas City Chiefs, Buffalo Bills, Pittsburgh Steelers e Tampa Bay Buccaneers – este que era um dos times que estavam há mais tempo fora da pós-temporada, o que não ocorria desde 2007. Ainda brigam por uma vaga Tennessee Titans, Indianapolis Colts, Cleveland Browns, Miami Dolphins, Arizona Cardinals, Los Angeles Rams, Chicago Bears, Washington Football Team, Dallas Cowboys e New York Giants. 

Entre os eliminados, destaca-se a queda do New England Patriots, que pela primeira vez desde 2009, não jogará uma partida de mata-mata. O atual vice-campeão do Super Bowl, o San Francisco 49ers, também está fora dos Playoffs. Ainda na parte das eliminações, cabe falar do Jacksonville Jaguars, que antes mesmo da semana 17, já tem confirmada a pior campanha geral de toda a NFL, e será o time com a primeira escolha geral no Draft de 2021. 

Como será o ano que se aproxima?

Como dissemos lá no início deste textão, janeiro já começa com a semana 17 da temporada regular, para aí pensarmos nos Playoffs. Está longe de sabermos quem serão os protagonistas do Super Bowl LV, em 7 de fevereiro, no Raymond James Stadium em Tampa. Mas neste 2021 de esperanças, e com a vacina da Covid-19 já sendo aplicada em vários países, é possível que, na decisão da NFL, o público que vá comparecer ao estádio pode ser de médicos que atuaram no combate à pandemia e que já foram vacinados – se isso acontecer, será um importante reconhecimento aos profissionais da saúde que continuam enfrentando esta árdua batalha.

E antes de encerrar esta retrospectiva, o último texto do Left Tackle Brasil em 2020, gostaria de deixar aqui o meu agradecimento a todos os profissionais da saúde que lutaram dia após dia nos hospitais para curar os pacientes infectados pelo novo coronavírus. E também presto aqui a solidariedade aos familiares dos mais de 1,8 milhão de pessoas que perderam suas vidas para a Covid-19.