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terça-feira, 11 de fevereiro de 2025

Eagles vence Super Bowl LIX com atuação dominante sobre o Chiefs

 

Jalen Hurts foi eleito o MVP da partida

Passados dois anos desde a derrota no Super Bowl LVII, havia, no Ceasars Superdome, em Nova Orleans, um clima de revanche para a equipe do Philadelphia Eagles. Aquela derrota, nos oito segundos finais, para o Kansas City Chiefs, ainda pairava no elenco e nos torcedores. O quarterback Jalen Hurts, inclusive, tinha como foto de capa em seu celular a imagem saindo de campo naquela fatídica noite de 2023. Quis o destino que, neste domingo, 9 de fevereiro de 2025, ambas as equipes voltassem a se encontrar em um Super Bowl, agora, o LIX. Mas, para o time do Eagles, a decisão não se tratava apenas de conquistar o Troféu Vince Lombardi: era um chamado de revanche! 

E foi assim que a equipe da Philadelphia dominou a partida, vencendo por 40 a 22, e conquistando o seu segundo Super Bowl na história, sete anos depois da conquista do Super Bowl LII, em 2018. Foi um duelo marcado por um ataque imparável comandado por Jalen Hurts, eleito MVP da partida, contra uma defesa que anulou o quarterback Patrick Mahomes, forçando três turnovers decisivos. Além disso, o resultado marca o fim da sequência de títulos consecutivos do Chiefs, conquistados em 2023 e 2024, impedindo o que seria um inédito tricampeonato em sequência na era Super Bowl.

Hurts, o MVP da partida, foi o responsável por passar para 221 jardas, dois touchdowns e uma interceptação, além de ter corrido para 72 jardas e um touchdown. Ofensivamente, o destaque também vai para o running back Saquon Barkley, que teve 97 jardas totais, entre recepções e corridas. O setor defensivo também foi dominante, sacando Patrick Mahomes por seis vezes. O defensor Josh Sweat foi o responsável por 2,5 sacks no QB adversário. 

Domínio desde os primeiros minutos da partida

Logo no início do jogo, a percepção que se tinha era de que o Eagles estava mais entrosado na partida, enquanto o Chiefs já tinha dificuldades tanto na defesa quanto, principalmente, com o seu ataque. Patrick Mahomes estava com uma linha ofensiva frágil, que não lhe dava tempo de fazer bons passes. Assim como o jogo terrestre também não fluía como o ideal. 

Ataque do Eagles também foi efetivo durante a partida

Sendo assim, a primeira pontuação veio com o Eagles, ainda nas primeiras posses de bola do primeiro quarto. Depois de uma grande jogada de Jalen Hurts para Jahan Dotson, no lance seguinte, a equipe conquistou o touchdown com a clássica jogada "tush push", em que todo o time avança junto para que o quartereback avance até a endzone. 

Mesmo assim, o duelo ainda estava equilibrado, pois, no início do segundo período, Jalen Hurts acabou interceptado por Bryan Cook. Mas o dia não era o do ataque do Kansas City Chiefs, que sequer conseguia sair do campo de defesa. Logo na posse seguinte, o Eagles ampliou o placar com um field goal de Jake Elliott. 

Eagles inicia o seu massacre

A posse de bola seguinte foi do Chiefs, com o jogo em 10 a 0. Ou seja, em tese, tinha muita partida pela frente, e tudo poderia mudar. Mas o que aconteceu foi exatamente o contrário. O quarterback Patrick Mahomes sofreu dois sacks em duas jogadas consecutivas. Na terceira descida, que seria longa, lançou um passe muito ruim, e foi interceptado por Cooper DeJean, que retornou para touchdown. A pick six deixava o jogo em uma situação dramática. 


Domínio no segundo quarto foi essencial para a vitória do Eagles

Mas o que estava ruim, piorou logo na sequência. O Chiefs voltou a ter a posse de bola, em seu campo de defesa. Novamente, Mahomes foi interceptado, dessa vez por Zack Baun. Duas jogadas após o turnover, o Eagles ampliou com mais um touchdown, em passe de Jalen Hurts para AJ Brown. Parecia inacreditável, mas naquele momento, o placar estava em 24 a 0 para Philadelphia, em pleno Super Bowl. E assim os times foram para o intervalo.

Kendrick Lamar no Halftime Show

Apenas três anos depois de sua rápida participação no Halftime Show do Super Bowl, Kendrick Lamar voltou ao palco do intervalo da decisão da NFL, desta vez, como o protagonista do show. Ele cantou alguns de seus maiores sucessos, provocando também outros cantores da cena rap dos Estados Unidos. Durante o show, ele também teve a companhia da cantora SZA, e a participação da maior tenista de todos os tempos, Serena Williams.

Chiefs perdido na volta do intervalo

Com 24 pontos atrás no placar, somente um milagre reverteria aquela situação para o Kansas City Chiefs. Poderia vir, é claro, como aconteceu em 2017 com o New England Patriots. Mas não era o dia da franquia. Logo em sua primeira posse no terceiro período, não houve nada de avanços, e tiveram que devolver a bola para o Eagles. Neste ataque, a equipe da Philadelphia começou a gastar relógio, e a jogar com o regulamento de baixo do braço. Ou seja, aliando passes curtos e corridas. A campanha terminou com outro field goal de Jake Elliott, mas ampliava o massacre visto em campo.

Para Kansas City, já era clima de tudo ou nada. As jogadas de ataque já ocorriam com a "no huddle offense", quando não há aquela reunião dos atletas antes de cada lance. Foi neste momento em que, pela primeira vez, o tight end Travis Kelce recebeu um passe – e aqui estamos falando do principal alvo do Chiefs nestes últimos dez anos. Mas a campanha novamente terminou frustrante, com um turnover on downs, ou seja, sem conseguir as jardas necessárias de avanço.

O lance seguinte já era com a posse de bola do Eagles, e no campo de ataque. Foi preciso apenas esta jogada, de Jalen Hurts para DeVonta Smith, para que fosse anotado mais um touchdown, deixando a partida em impressionantes 34 a 0. Moralmente, o jogo acabou com esse lance, ainda no terceiro quarto, e com muito tempo para o Chiefs digerir tamanha derrota, e para Philadelphia aguardar pelo apito final e pelo grito de campeão.

Começa a "garbage time"

É bem verdade que já estávamos no terceiro quarto, mas a sensação de quem via o jogo era como se estivéssemos novamente assistindo, atônitos, ao massacre da Alemanha sobre o Brasil, nos 7 a 1 aplicados na Copa do Mundo de 2014, em pleno Mineirão. Era a consolidação da "garbage time", quando o jogo já está decidido e ainda não acabou. Com a defesa cansada de fazer tantos estragos, e com o ataque em festa após ter cometido um massacre em três quartos, os instantes seguintes foram apenas para cumprir tabela para o Eagles. 

Foi neste momento em que o Chiefs iniciou sua primeira campanha a chegar no campo de ataque, já na "garbage time". Assim, anotaram o seu primeiro touchdown, em passe de Mahomes para Xavier Worthy. O time ainda tentou uma conversão de dois pontos, que não deu certo.

Já no quarto período, o Eagles anotou mais três pontos com um field goal de Jake Elliott. O Chiefs novamente teve a posse de bola, quando houve a cereja do bolo da defesa de Philadelphia. O sack de Milton Williams se transformou em fumble em Patrick Mahomes, na terceira vez em que uma ação dele resultava em perda da posse de bola. O Eagles ainda fez o seu último field goal. Porém, nos instantes finais da partida, o Chiefs fez outros dois touchdowns, com passes de Mahomes para DeAndre Hopkins e Xavier Worthy, respectivamente, com ambas as conversões de dois pontos sendo efetivas. Coube ainda, nos minutos finais, que o quarterback reserva do Eagles, Kenny Pickett, entrasse em campo. Placar final: vitória do Eagles por 40 a 22.

Por causa deste período estranho, em que o jogo já estava decidido, Patrick Mahomes teve, ao todo, lançamentos para 257 jardas e três touchdowns. Mas as duas interceptações, além do fumble sofrido, e dos seis sacks, jogam um balde de água fria nestas estatísticas. Em sua quinta participação de um Super Bowl, o camisa 15 do Chiefs, líder de uma dinastia, não jogou o seu melhor jogo, e foi para casa como um vice-campeão em 2025

O retorno de Philadelphia à maior das glórias

Por ironia do destino, a trajetória do Phialdelphia Eagles na temporada 2024/25 da NFL começou no Brasil, com a histórica vitória sobre o Green Bay Packers em São Paulo. O título deste domingo (9) coroou a trajetória de Jalen Hurts, quarterback que passou por inúmeros desafios em sua carreira, como trocar de universidade para ainda ter uma chance na NFL, e ser draftado pelo Eagles sem a certeza de que seria titular.

Foi também o primeiro título do técnico Nick Sirianni, que também era o comandante do time após a derrota em 2023. Outro merecimento com este título é para o running back Saquon Barkley, que, em seu primeiro ano no Eagles, liderou a franquia com mais de 2 mil jardas terrestres. E a atenção especial ao coordenador defensivo do time, Vic Fangio, que foi o responsável por anular o melhor ataque da NFL em 2024/25. 

Após sete anos, o Eagles está de volta à galeria dos campeões do Super Bowl. E, agora, com um time renovado, com chances de seguir como uma das grandes forças da NFC para os próximos anos. 






sábado, 7 de setembro de 2024

NFL no Brasil: pelo jogo histórico, por quem estava no estádio, e por todos nós, fãs do esporte

Mais de 47 mil pessoas acompanharam o primeiro jogo da NFL no Brasil

A noite desta sexta-feira (6) foi histórica! Pela primeira vez, o Brasil foi palco de um jogo da NFL, e logo em uma partida marcada por muitos lances memoráveis, com a presença de dois grandes times. Em campo, é fato, o Philadelphia Eagles venceu o Green Bay Packers por 34 a 29, mas para nós brasileiros, o placar pouco importou. O jogo disputado na Neo Química Arena, na casa do Corinthians, em São Paulo, foi memorável, não só para os 47 mil brasileiros que estavam lá no estádio, mas para os milhões de fãs da liga em nossas terras, sendo a consolidação de que, sim, o Brasil mereceu receber um jogo da National Football League. 

Este jogo, realizado como uma partida de horário nobre para os Estados Unidos, foi resultado de um trabalho de décadas na conquista de fãs da liga pelo Brasil. Até chegarmos ao Eagles e Packers na capital paulista, passamos pelas transmissões de VTs na extinta TV Tupi, nos anos 1960; pelo início da popularização da liga no Show do Esporte, pela Band, entre os anos 1980 e 1990, em jogos trazidos pelo saudoso Luciano do Valle; pelo início da era da NFL pela ESPN, ainda nos anos 1990, com transmissões ininterruptas desde então; pelas exibições em determinados períodos pelos canais Sportv, FX, Bandsports e Esporte Interativo; pela expansão do assunto nas redes sociais até a sua democratização de acesso, seja pela TV por assinatura, na ESPN, ou via streaming, pelo NFL Game Pass, ou até mesmo por transmissões abertas, como foi ontem pela RedeTV! e Cazé TV. 

Defensor Jaire Alexander entrou em campo carregando uma bandeira do Brasil


Isso, claro, sem esquecer dos inúmeros produtores de conteúdo individuais, como aqui mesmo, no Left Tackle Brasil, existente desde 2016. Por todas estas pessoas, além dos torcedores comuns que passaram a amar a NFL, este evento valeu a pena. Vale lembrar que o sucesso da liga no patamar atual foi alcançado há poucos anos, desde a década passada. 

Torcida faz a festa

Nós brasileiros temos um jeito único de torcer, para qualquer modalidade, basta lembrar como foi a participação da nossa torcida na Copa do Mundo de 2014 e nos Jogos Olímpicos de 2016. Na NFL, não seria diferente. Já deu para perceber uma empolgação diferente do público no momento do Hino Nacional, cantado por Luísa Sonza, em que os torcedores cantaram junto com ela, se tornando um lindo coral.

Durante o jogo, as vibrações da torcida foram intensas do início ao fim, com cada jogada linda na partida, mas não somente nestes momentos. Basta lembrar que, quando o que seria o primeiro touchdown do jogo, pelo Green Bay Packers, foi anulado por múltiplas faltas, o público mandou o clássico "hei, juiz, vai tomar no c...". Por conta do jogo ser no estádio do Corinthians, muitos torcedores gritaram "Timão ê ô, Timão ê ô". 

O ápice de tudo foi no último quarto, quando o DJ do estádio tocou "Evidências", na voz de Chitãozinho & Xororó, fazendo o público cantar até mesmo à capela, quando o jogo já estava em andamento novamente.

Misto de emoções

Seja como torcedor da NFL, ou como produtor de conteúdo da liga (embora com menor volume recente de publicações), ontem foi um dia muito especial para mim. Antes do jogo, confesso que estava um pouco triste de não poder viver a sensação de estar no estádio. Mas, ontem mesmo percebi que, em 2024, não seria possível, por diversos aspectos. A tristeza se transformou em alegria no momento em que vi a Neo Química Arena lotada, e me emocionei na hora do Hino Nacional. 

Estreante pelo Eagles, Saquon Barkley foi o grande destaque da partida


Foi nesta hora em que, minhas memórias foram lá atrás, para o ano de 2011, em que comecei a ver a NFL. Naquela época, a sensação era de estar praticamente sozinho no mundo vendo os jogos daquele esporte diferente do que estamos acostumados no Brasil. O início da minha vida no futebol americano foi do acaso, ao ver algumas pessoas no finado Twitter (ou X, ou agora completamente esvaziado em nossas terras) comentando sobre os jogos da liga. Quando trazia o assunto para rodas de conversas pessoais, ninguém sabia do que eu estava falando. 

Lembrei também do momento em que a liga foi se tornando mais popular, com o aumento no número de transmissões de jogos, além da democratização da TV por assinatura e de serviços de streaming, sem contar com a possibilidade que esse esporte me deu, participando de entrevistas na Rádio Guaíba, na Rádio Gaúcha, e em diversos sites e blogs independentes, até a criação do Left Tackle Brasil. Lembrei até mesmo do momento em que mostrei a tela de um jogo da NFL para os meus pais e disse: "estão vendo isso aqui? Esse esporte está me levando para incríveis oportunidades". 

NFL, por favor, volte para o Brasil

Ontem foi especial, por mim, por você que está lendo este texto, por todos os que estavam no estádio, e por todos os que estavam vendo a partida pela TV, mesmo quando, na concorrência, havia um jogo da Seleção Brasileira de Futebol, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026.  Foi por todos nós! Inclusive, oito medalhistas do Brasil nos Jogos Olímpicos de Paris 2024 também estavam presentes na arena: Rebeca Andrade (ginástica artística), Beatriz Souza (judô), Duda (vôlei de praia), Rayssa Leal (skate), Tamires, Gabi Portilho, Jhenifer e Yasmin (todas do futebol). 

Cara ou coroa teve a participação de oito atletas medalhistas olímpicas

Pode não ter sido um dia perfeito. Sofremos com uma xenofobia desproporcional de alguns estadunidenses, tanto entre os que jogaram em São Paulo, quanto pelo autointitulado "rei" que não sabe nem onde o Brasil fica no mapa mundi. O show da Anitta também pode estar incluso entre o que não foi perfeito – adoro ela, mas sua apresentação deixou a desejar. Mas o fato é que o legado positivo foi muito maior.

Que a liga não se esqueça da festa incrível que foi a realização de um jogo da NFL no Brasil. Os organizadores estão com planos de tornar a competição mais vista fora dos Estados Unidos. Que a épica batalha entre Eagles e Packers possa ser dita no futuro como o primeiro jogo da liga em nossas terras, assim como já acontece com os tradicionais jogos de Londres, no Reino Unido, que ocorrem desde 2006. Obrigado, NFL, por acreditar em nosso país!


segunda-feira, 13 de fevereiro de 2023

Com virada e emoção até os segundos finais, Chiefs vence Super Bowl LVII

Patrick Mahomes foi eleito o MVP da decisão pela segunda vez


Como se define uma dinastia no esporte? Normalmente, é quando uma determinada equipe ou atleta consegue títulos consecutivos de uma determinada competição, ou em curtos ciclos de tempo. Aqui, podemos citar inúmeras destas dinastias, como a da Seleção Brasileira campeã da Copa do Mundo de 1958, 1962 e 1970, os seis títulos de Lewis Hamilton na Fórmula 1, entre 2014 e 2020, ou bicampeonato da seleção feminina dos Estados Unidos na Copa do Mundo Feminina, em 2015 e 2019. Na NFL, houve muitas eras vitoriosas, de títulos de Super Bowl em sequência ou em poucos anos. A mais recente delas, foi a do New England Patriots em dois momentos neste século. De 2002 a 2005, com três títulos de Super Bowl, e de 2015 a 2019, com mais três conquistas. Mas na National Football League, neste ano de 2023, oficialmente podemos dizer: há o início de uma nova dinastia.

Na noite deste domingo (12), o Kansas City Chiefs venceu o Philadelphia Eagles no Super Bowl LVII, por 38 a 35. Resumidamente, estamos falando apenas da vitória de um time sobre o outro, na decisão da NFL. Mas na prática, o que podemos definir como uma nova dinastia no esporte, foi fruto de uma batalha dramática e imprevisível até o último segundo, como o que se espera de um grande Super Bowl. Para conquistar o título de 2023, foi necessário um duelo dramático, no qual a franquia de Kansas City chegou a estar perdendo por 10 pontos no intervalo. Porém, a reação veio, e a vitória suada e sofrida foi conquistada somente a oito segundos do fim. 

O Chiefs conquistou neste ano o seu terceiro Super Bowl, título esse também vencido em 1970 e 2020. A conquista foi a segunda da coroada geração do quarterback Patrick Mahomes e do tight end Travis Kelce, além do técnico Andy Reid, responsável pela remontada da franquia nos últimos anos. Mahomes, inclusive, vai se tornando cada vez mais uma lenda do esporte, e um dos maiores jogadores revelados pela NFL no século XXI. Foi eleito MVP do Super Bowl graças aos seus 21 passes completados, para 182 jardas e três touchdowns. E mais, o camisa 15 quebrou um tabu que já durava 23 anos na NFL, em conseguir, na mesma temporada, ser o MVP da temporada e do Super Bowl. Dos demais destaques da decisão, Travis Kelce – que em campo venceu seu irmão, o center Jason Kelce, do Eagles –, conseguiu seis recepções, para 81 jardas e um touchdown. E o running back Isiah Pacheco conseguiu correr para 76 jardas e um TD.

Mesmo derrotado, o Philadelphia Eagles sai deste Super Bowl gigante, por protagonizar uma grande atuação ofensiva e defensivamente. O quarterback Jalen Hurts também fez um grande jogo, completando 27 passes, para 304 jardas e um touchdown, além de, no jogo terrestre, correr com a bola para três touchdowns. Após um ciclo recente de reconstrução, a equipe do técnico Nick Sirianni teve uma atuação muito digna. Se o time manter o bom elenco que tem, esta franquia deve continuar figurando entre os melhores da NFC.

Início intenso desde as primeiras posses

O Super Bowl LVII começou com o Eagles no ataque. A primeira posse de bola foi muito rápida, com o quarterback Jalen Hurts controlando as ações em campo. Na linha de uma jarda, a equipe conquistou o primeiro touchdown, com o próprio Hurts alcançando a endzone com a jogada QB sneak, na qual o quarterback recebe o snap e tenta avançar pelo campo junto com a linha ofensiva. Não demorou muito e o Kansas City Chiefs logo empatou, também com uma campanha curta, que terminou em touchdown. Já perto da endzone, Patrick Mahomes acertou o passe para Travis Kelce anotar o TD. 

Mesmo sem pontos no restante do primeiro quarto, o jogo seguiu bastante intenso. O Chiefs teve a oportunidade de virar com um field goal de Harrison Buttker. Porém, o chute foi na trave, mantendo o placar empatado. Na sequência, já no segundo quarto, o Eagles aproveitou a falha para rapidamente voltar a anotar um touchdown, em passe de 45 jardas de Jalen Hurts para AJ Brown. O momento do jogo era todo do time da Philadelphia, já que o Chiefs não estava conseguindo avançar ofensivamente. Porém, o próprio Hurts acabou pecando em excesso de confiança. Sem marcação, ele perdeu o controle da bola, sofrendo fumble, retornado para touchdown do Chiefs, com Nick Bolton.

Eagles abre boa vantagem

Nem o turnover que resultou em touchdown tirou o Eagles do domínio em campo. A campanha seguinte após o fumble foi bem mais longa, de mais de sete minutos. Jalen Hurts foi criando os espaços nas jogadas, e na linha de quatro jardas, correu para o seu segundo TD terrestre em campo. Por outro lado, para complicar mais a situação do Chiefs, Patrick Mahomes voltou a sentir forte a lesão que tinha no tornozelo desde a final da AFC, e pouco fez em campo nos minutos que antecederam o intervalo. 

Com Philadelphia no ataque de novo, o time conseguiu ampliar a vantagem com um field goal de Jake Elliott, deixando a partida em 24 a 14. Com dez pontos de vantagem no placar, somada à lesão de Mahomes, parecia que aquele momento deixava o Eagles favorito a vencer o jogo. 

Rihanna, maravilhosa

Rihanna retornou aos palcos com uma grande apresentação no Halftime Show

Impossível seguir esse texto sem mencionar a épica apresentação de Rihanna no Halftime Show do Super Bowl. A cantora voltou aos palcos após quase sete anos, cantando grande parte de seus maiores sucessos. E o mais impressionante. Ela revelou em pleno palco do Super Bowl que está grávida. A íntegra deste show espetacular pode ser vista aqui. 

Chiefs começa a reação no segundo tempo

Se os fãs de Rihanna ficaram tristes após o fim do Halftime Show, os fãs do Chiefs ficavam ainda mais apreensivos com a volta do jogo, já que era incerto o estado físico de Patrick Mahomes. Mas, logo na volta do intervalo, ele estava em campo, jogando daquele jeito que estamos acostumados a ver. Com uma campanha de cinco minutos, Kansas City anotou mais um touchdown, em corrida do running back Isiah Pacheco. Com o TD, o Chiefs estava de volta! 

Mas não antes sem o Eagles seguir tentando ampliar a vantagem. A equipe da Philadelphia teve uma longa posse de bola, de quase oito minutos e 19 jogadas. O avanço, porém, terminou de forma frustrante, com um field goal de Jake Elliott. A equipe continuava na liderança do placar, mas a vantagem permanecia em uma posse de bola, com o placar de 27 a 21. O jogo ficou perigoso demais. 

Não demorou muito para que os temores de Philadelphia viessem à tona. Mahomes não só estava com condições de jogo, como também foi preciso nos passes, alternando recebedores. Se Travis Kelce não recebia lançamentos, estavam ali nomes como JuJu Smith-Schuster, Jerrick McKinnon, ou, simplesmente, Kadarius Toney, que, já no último quarto, recebeu seu primeiro passe, e logo para touchdown. Graças ao extra point, pela primeira vez na partida, o Chiefs liderava no placar. 

O Eagles sentiu o TD, e teve uma posse de bola muito curta, sem avançar, precisando devolvê-la aos rivais. O baque foi de todos os jogadores, já que o punt chutado ao Chiefs quase foi retornado para outro touchdown. Kadarius Toney teve outro grande momento, em um retorno em que só foi parado na linha de cinco jardas. Com apenas três jogadas, Kansas City ampliou a vantagem, em touchdown lançado por Mahomes para Skyy Moore – outro que não havia recebido passes até aquele momento. 


O epílogo de um grande jogo

Enganou-se quem pensou que Kansas City estava com a mão na taça. Apesar da vantagem em oito pontos, novamente, o Eagles voltou a reagir. Jalen Hurts lançou outro grande passe para DeVonta Smith, que quase anotou o TD. Mas na jogada seguinte, teve o touchdown, em mais uma ida de Hurts para a endzone, na jogada QB sneak. Para empatar o jogo, foi necessária a conversão de dois pontos, a qual Hurts conseguiu, de novo, correndo com a bola. O placar era de 35 a 35.

Naquele momento, faltavam cinco minutos e 20 segundos para o fim do jogo. Uma coisa já era certa. A equipe que perdesse o Super Bowl, teria o inglório feito de quebrar o recorde de pontos anotados sem vencer, superando os 33 pontos que o New England Patriots fez em 2018, derrotado pelo Philadelphia Eagles na ocasião. 

Mahomes correu com a bola no final do jogo para garantir a vitória

O Chiefs ganhou a posse de bola. Uma única jogada poderia ser fatal para ambos os lados. Com jogadas curtas, o ataque de Kansas City foi avançando aos poucos. Até que, dois lances específicos, foram cruciais para que a campanha longa se tornasse a campanha derradeira pelo título. O primeiro momento foi quando Mahomes correu 26 jardas com a bola – provavelmente esquecendo que tinha uma lesão no tornozelo ali. E o segundo, quando foi marcada falta de holding de James Bradberry em JuJu Smith-Schuster – por ser uma segurada defensiva, o time de ataque ganha uma primeira descida automática. 

Com a primeira descida, coube ao Chiefs literalmente queimar todo o tempo possível para vencer o Super Bowl. Primeiro, Jerrick McKinnon correu até perto da endzone. Depois, Mahomes começou a ajoelhar com a bola, como se o jogo tivesse ganho, porque o Eagles não tinha mais tempos para pedir. O final lindo para o Chiefs se tornou um terror para Philadelphia, que nada podia fazer a menos torcer para que o kicker Harrison Buttker errasse outro field goal. Ele não errou! A oito segundos do fim, Buttker acertou o field goal da vitória do Super Bowl LVII, por 38 a 35.

A importância do título do Chiefs

Nos oito segundos finais, ainda houve espaço para uma breve emoção. O ato final foi uma frustrante tentativa de hail mary de Jalen Hurts, que nem perto da endzone foi. O jogo acabou. O Kansas City Chiefs foi campeão do Super Bowl. A franquia que revolucionou a NFL, criando uma liga rival, e participando do primeiro Super Bowl da história, que depois, em 1970, venceu seu primeiro título, e que esperou 50 anos para a segunda conquista, na noite de ontem, encerrou mais um jejum de troféus Vince Lombardi, com o tricampeonato, em uma espera bem menor.

Field goal de Harrison Buttker confirmou o título do Chiefs

Não há dúvidas de que foi um grande Super Bowl. Provavelmente um dos melhores da história e com certeza um dos maiores deste século. O duelo prometia muito por diversos motivos, e foi de muita entrega de ambas as equipes. Além disso, as atuações em campo de Mahomes e Hurts fizeram jus ao fato de ambos serem os dois mais votados para MVP da temporada. 

E a presença dos dois quarterbacks em campo, naquele que foi o primeiro Super Bowl em que os dois titulares na posição eram negros, enterra de vez qualquer discussão estúpida sobre ter pessoas pretas na posição. Por décadas a NFL, equipes e técnicos foram extremamente racistas, com argumentos absurdos de que nenhum negro poderia ser um QB por não ser inteligente. Pois bem, na noite deste 12 de fevereiro de 2023, Mahomes e Hurts protagonizaram um dos maiores Super Bowls da história, calando qualquer opinião preconceituosa. 

sábado, 4 de fevereiro de 2023

O caminho até o Arizona: as campanhas de Eagles e Chiefs até o Super Bowl LVII

Decisão será no StateFarm Stadium, casa do Arizona Cardinals


Faltam poucos dias para mais um Super Bowl. No próximo domingo (12), será realizado o Super Bowl LVII entre Philadelphia Eagles e Kansas City Chiefs. Ambos os times se destacaram ao longo da temporada de 2022/23, e terminaram com as melhores campanhas dentro de suas conferências. Com vantagens e dificuldades diferentes ao longo do ano, merecidamente chegam à decisão da NFL, na luta pelo Troféu Vince Lombardi.

Campeão da NFC, o Eagles chega ao Super Bowl pela quarta vez em sua história, e tenta o seu segundo título, repetindo o feito de 2018, quando finalmente se sagraram campeões desta decisão pela primeira vez. Já o Chiefs, vencedor da AFC, vive uma era grandiosa, com a quinta ida da franquia ao Super Bowl. Porém, será a terceira vez nas últimas quatro temporadas que o time de Kansas City disputa o título.

Abaixo, o desempenho dos finalistas de 2023. O Super Bowl LVII será na cidade de Glendale, no Arizona, na casa do Arizona Cardinals. 

Philadelphia Eagles

Eagles retorna ao Super Bowl após cinco anos

Não faz muito tempo que o Philadelphia Eagles esteve em um Super Bowl, há apenas cinco anos. Inclusive, relatamos aqui como foi aquela épica decisão contra o New England Patriots. Porém, sabemos que, em uma liga tão equilibrada como a NFL, mais difícil que chegar ao topo, é justamente se manter no topo. 

É bem verdade que alguns nomes daquele elenco campeão continuam na Philadelphia, como o center Jason Kelce e os defensores Brandon Graham e Fletcher Cox. Mas nos últimos anos a equipe passou por um declínio e está em um processo de reconstrução, que chega, em 2022/23, ao ápice desta retomada. O quarterback titular é Jalen Hurts, que chegou à equipe em 2020. O atual treinador é Nick Sirianni, que assumiu o Eagles em 2021. 

Antes da temporada começar, o Eagles não era considerado um time favorito ao título. Nem mesmo na sua divisão, a NFC Leste. Mas logo no início da temporada, o bom desempenho do time foi se consolidando, e a equipe da Philadelphia conquistou o favoritismo de forma natural. Em seus primeiros oito jogos, foram oito vitórias, contra Detroit Lions, Minnesota Vikings, Washington Commanders, Jacksonville Jaguars, Arizona Cardinals, Dallas Cowboys, Pittsburgh Steelers e Houston Texans.

A primeira derrota veio apenas na semana 10, para o Washington Commanders. Mas depois, mais cinco vitórias consecutivas, contra Indianapolis Colts, Green Bay Packers, Tennessee Titans, New York Giants e Chicago Bears – porém, nesta última vitória, o Eagles passou a conviver com o drama de ficar sem Jalen Hurts, que se machucou.

Hurts, inclusive, era favorito para ser o MVP de 2022, pois na temporada regular, passou para 3.701 jardas, 22 touchdowns e apenas 6 interceptações. Mas por conta da lesão, caiu um pouco nesta disputa. Com o Eagles classificado, Gardner Minshew foi o quarterback titular enquanto Hurts esteve fora, com o Eagles perdendo para o Dallas Cowboys e o New Orleans Saints. Porém, o QB titular voltou na semana 18, e contribuiu para a vitória sobre o New York Giants, assegurando o primeiro lugar na NFC., com campanha em 14-3

Nos playoffs, já em janeiro, o Philadelphia Eagles teve atuações relativamente tranquilas. A equipe começou a jogar o mata-mata pelo Divisional Round, e venceu o New York Giants por 38 a 7. Na final da NFC, o Eagles enfrentou o San Francisco 49ers, que chegava àquela decisão de forma surpreendente, com um quarterback calouro que foi a última escolha de todo o Draft de 2022. Porém, o que se esperava ser um duelo equilibrado, caiu por terra quando Brock Purdy se lesionou, derrubando completamente os ânimos de San Francisco. Então, sem maiores dramas, o Eagles conquistou o título da Conferência Nacional por 31 a 7, retornando ao Super Bowl após cinco anos.

Kansas City Chiefs

Dois anos depois, o Chiefs está de volta ao Super Bowl

No caso da AFC, quem chega ao Super Bowl é um velho conhecido dos fãs da NFL, o Kansas City Chiefs. Sob o comando do técnico Andy Reid, e do quarterback Patrick Mahomes, será a terceira vez que a franquia chega a um Super Bowl nos últimos quatro anos, e tentam o terceiro título de sua história. 

Grande parte do elenco campeão em 2020 continua no Chiefs. Em especial, o tight end Travis Kelce, principal alvo de Mahomes nos últimos anos. Mas para quem venceu o Super Bowl há três anos, voltar a vencer a decisão pode significar uma dinastia, que marque por gerações. E é essa a obsessão de Kansas City para conquistar o Troféu Vince Lombardi novamente.

Assim como o Eagles, a campanha do Chiefs foi de 14-3, também com a melhor campanha da AFC. Nas primeiras sete semanas da temporada regular, apesar de Kansas City ter tido mais vitórias que derrotas, a campanha começou e forma mais instável. Até a semana de folga, o Chiefs venceu Arizona Cardinals, Los Angeles Chargers, Tampa Bay Buccaneers, Las Vegas Raiders e San Francisco 49ers. Porém, perdeu para o Indianapolis Colts e o Buffalo Bills. 

Após a folga, o Chiefs emplacou uma boa sequência de quatro vitórias, sobre Tennessee Titans, Jacksonville Jaguars, Los Angeles Chargers e Los Angeles Rams. Já em dezembro, o Chiefs teve outra derrota, para o Cincinnati Bengals, que também se consolidou como uma grande força da AFC. Nas cinco semanas finais da temporada regular, foram mais cinco vitórias de Kansas City, sendo duas contra o Denver Broncos, além de triunfos sobre Houston Texans, Seattle Seahawks e Las Vegas Raiders. O primeiro lugar na AFC foi conquistado somente na última semana, dada uma intensa batalha pela liderança da AFC contra o Buffalo Bills.

Na pós-temporada, os dois jogos que o Chiefs teve não foram fáceis. Pelo Divisional Round, a equipe venceu o Jacksonville Jaguars por 27 a 20. Já na decisão da AFC, se repetiu o confronto contra o Cincinnati Bengals, assim como na final da conferência de 2022. Em um emocionante duelo, e com Patrick Mahomes lesionado, a equipe venceu por 23 a 20 apenas nos segundos finais. A vitória foi com ares de revanche, já que no ano passado, foi Cincinnati quem foi para o Super Bowl. Depois de dois anos, o Chiefs está de volta à grande decisão.

O jogo

O Super Bowl LVII será no StateFarm Stadium, em Glendale, no Arizona, em 12 de fevereiro, às 20h30, pelo horário de Brasília. Na TV, o jogo será transmitido pela ESPN2 e pela RedeTV!. Em serviços de streaming, a decisão entre Eagles e Chiefs poderá ser acompanhada pelo Star+ e NFL Game Pass.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2022

Jogos insanos e zebras surpreendentes - a histórica semana 18 de 2021/22 da NFL

De forma dramática, Raiders vence Chargers e confirma a classificação aos Playoffs após cinco anos


Em 102 anos de NFL, nunca uma temporada regular havia terminado na semana 18. Neste sábado (8) e domingo (9), isso ocorreu pela primeira vez, com uma insana última rodada da primeira fase da competição. 

Foram definidos os últimos três classificados aos Playoffs, que iniciam no próximo sábado (15). San Francisco 49ers, Las Vegas Raiders e Pittsburgh Steelers conseguiram avançar na semana 18, e se juntam a Teneessee Titans, Kansas City Chiefs, Cincinnati Bengals, Buffalo Bills, New England Patriots, Green Bay Packers, Dallas Cowboys, Tampa Bay Buccaneers, Los Angeles Rams, Arizona Cardinals e Philadelphia Eagles. Um destes 14 times será o campeão do Super Bowl LVI, em 13 de fevereiro, no SoFi Stadium, na região metropolitana de Los Angeles.

A rodada derradeira teve duelos dramáticos, classificações emocionantes e uma eliminação inacreditável. Abaixo, listaremos os principais fatos dos últimos jogos da temporada regular de 2021/22.

Um Sunday Night Football digno de Playoffs

Las Vegas Raiders e Los Angeles Chargers fotam a campo no Sunday Night Football para o tudo ou nada. Quem vencesse, iria aos Playoffs, e eliminaria o rival. O jogo foi insano do início ao fim, com destaque para o dramático último quarto.

O Raiders vencia o jogo por 29 a 14, faltando pouco mais de cinco minutos. O quarterback Justin Herbert, do Chargers, comandou uma incrível reação, convertendo quartas descidas e empatando o jogo a dois segundos do final. Na prorrogação, o drama persistiu, com um field goal para cada lado. Mas ao final do jogo, o time de Las Vegas, do QB Derek Carr, se superou e venceu por 35 a 32. O Raiders volta aos Playoffs após cinco anos de ausência, e será a primeira vez que Carr jogará uma partida de mata-mata (em 2017, estava machucado). Já o Chargers se despediu da competição.

Classificação surpreendente, e carreira de Big Ben continua por mais um tempo

O Pittsburgh Steelers desta última temporada começou cambaleante. Tudo conspirava para uma eliminação melancólica, naquela que provavelmente é a última temporada da carreira do quarterback Ben Roethlisberger, o Big Ben. Em algum momento, as chances de ida aos Playoffs eram de 2% apenas.

Mas os demais resultados nas últimas semanas deram vida à Pittsburgh, que viajou até Baltimore para enfrentar o Ravens precisando vencer para seguir sonhando com alguma coisa. A vitória veio de forma dramática, também na prorrogação, por 16 a 13, mas a franquia ainda dependia de outros resultados. A classificação só se confirmou após o Sunday Night Football vencido pelo Raiders.

Lanterna da liga ajuda Pittsburgh

Mas de todos os resultados favoráveis ao Steelers, nenhum deles foi tão surpreendente quanto a vitória do Jacksonville Jaguars sobre o Indianapolis Colts por 26 a 11. Aliás, só foi possível que Pittsburgh sonhasse com Playoffs se acontecesse uma derrota do Colts. Bastava que a equipe de Indianapolis vencesse para confirmar a classificação à pós-temporada.

O resultado foi a maior surpresa da semana, já que o Jaguars só tinha duas vitórias em 2021/22. O Colts de Carson Wentz e Jonathan Taylor terá de olhar a pós-temporada pela TV. Já a equipe de Jacksonville termina o ano com a pior campanha de toda a NFL pelo segundo ano seguido, pois nesta mesma semana 18, o Detroit Lions também venceu. A primeira escolha geral do Draft de 2022 vai para o Jaguars.

49ers consegue grande virada e confirma a classificação

Não era uma situação fácil a do San Francisco 49ers. No papel, o time dependia apenas de suas forças para avançar. Mas na prática, o duelo era contra o poderoso Los Angeles Rams, que brigava pelo título da NFC Oeste com o Arizona Cardinals. E assim começou o drama de San Francisco. Com Jimmy Garoppolo de quarterback titular, o time penou no primeiro tempo, e chegou a estar perdendo por 17 a 0. A derrota tiraria o 49ers da disputa, já que o New Orleans Saints vencia o Atlanta Falcons com relativa tranquilidade. 

A reação do 49ers começou a partir do terceiro quarto. Garoppolo começou a acertar mais passes decisivos, com Brandon Ayiuk, Debbo Samuel e Jauan Jenkins sendo seus principais recebedores. O Rams ainda liderou no placar novamente no final da partida, mas o empate aconteceu pouco antes do encerramento do tempo regulamentar. Na prorrogação, o field goal do kicker Robbie Gould, e a interceptação de Emmanuel Moseley em cima do quarterback Matthew Stafford confirmaram a vitória por 27 a 24, permitindo a San Francisco jogar a próxima fase. 

Outros resultados

As demais equipes classificadas também jogaram. Houve quem poupou atletas em parte da partida, encerrando a temporada regular com derrota, casos de Green Bay Packers, Cincinnati Bengals e Philadelphia Eagles, que perderam para Detroit Lions, Cleveland Browns e Dallas Cowboys, respectivamente. Se na NFC o Packers já tinha garantido o primeiro lugar, na AFC, ainda havia a disputa pela primeira posição geral, que foi confirmada para o Tennessee Titans, que venceu o Houston Texans por 28 a 25. O Kansas City Chiefs, que ainda brigava pelo primeiro lugar, também venceu na semana 18, derrotando o Denver Broncos por 28 a 24. 

O Arizona Cardinals brigava pelo título da NFC Oeste, mas acabou ficando com uma das vagas de Wildcard porque perdeu para o Seattle Seahawks por 30 a 20. Atual campeão do Super Bowl e vencedor da NFC Sul nesta temporada, o Tampa Bay Buccaneers venceu o Carolina Panthers por 41 a 17. E pela AFC Leste, o Buffalo Bills confirmou o título, ao vencer o New York Jets por 27 a 10, enquanto o New England Patriots perdeu para o Miami Dolphins por 33 a 24. 

Nos duelos entre eliminados, além da já citada vitória do Jaguars sobre o Colts, teve também a vitória do Washington Football Team (que terá seu novo nome anunciado no mês que vem) sobre o New York Giants por 22 a 7; a vitória do Minnesota Vikings sobre o Chicago Bears por 31 a 17; e a vitória do New Orleans Saints sobre o Atlanta Falcons por 30 a 20.

Técnicos demitidos

A segunda-feira após o final da temporada regular é marcada pelo dia em que cabeças rolam em equipes que não foram bem no ano. Quatro técnicos foram demitidos após a semana 18. Ainda no domingo (9), o Denver Broncos anunciou a saída do técnico Vic Fangio. E nesta segunda (10), também perderam o emprego os treinadores Matt Nagy, do Chicago Bears, Brian Flores, do Miami Dolphins, e Mike Zimmer, do Philadelphia Eagles. Também foram demitidos os general managers Ryan Pace e Rick Spielman, do Bears e Vikings, respectivamente.

Com as quatro demissões confirmadas, até agora, seis times perderam seus treinadores em 2021/22. O primeiro a cair foi Jon Gruden, que pediu demissão do Las Vegas Raiders após a revelação de e-mails em que era racista, homofóbico e misógino. E recentemente, Urban Meyer foi dispensado do Jacksonville Jaguars, após uma série de problemas de relacionamento entre ele e os jogadores que comandava.

E os Playoffs?

Fiquei muito tempo ausente do Left Tackle Brasil por causa de algumas questões pessoais, mas não esqueceria da sequência da temporada. A partir deste sábado (15), começa o super final de semana do Wildcard, a primeira fase da pós-temporada, com seis jogos eliminatórios. Dois deles ainda serão no sábado. No domingo (16), mais três partidas, nos moldes daquela maratona linda de duelos dominicais que já estamos acostumados, e na segunda-feira (17), um Monday Night Football dos Playoffs. Apenas Green Bay Packers e Tennessee Titans folgam, e entram em campo apenas no Divisional Round, a fase semifinal das conferências.

Todos os jogos terão a transmissão dos canais ESPN para o Brasil, que a partir do próximo domingo, passam por uma mudança em seus nomes. O canal que antes era a ESPN Brasil passa a ser apenas a ESPN. O canal ESPN passará a ser ESPN2. A atual ESPN2 se transformará em ESPN3. A Fox Sports, que exibiu alguns jogos da NFL em 2021, virará a ESPN4. Apenas o Fox Sports 2 permanecerá com o mesmo nome. 

Confira abaixo as datas, horários e transmissões dos Playoffs

Sábado, 15/1

18h30 – Cincinnati Bengals x Las Vegas Raiders (ESPN)

22h15 – Buffalo Bills x New England Patriots (ESPN)

Domingo, 16/1

15h – Tampa Bay Buccaneers x Philadelphia Eagles (ESPN)

18h30 –Dallas Cowboys x San Francisco 49ers (ESPN)

22h15 – Kansas City Chiefs x Pittsburgh Steelers (ESPN)

Segunda-feira, 17/1

22h15 – Los Angeles Rams x Arizona Cardinals (ESPN2)

quinta-feira, 16 de setembro de 2021

Maratona NFL: Temporada 2021/22 – Episódio 3 – Análises dos primeiros jogos da temporada



O Maratona NFL está de volta! Após uma necessária pausa, o podcast do Left Tackle Brasil volta para você. Carlos Oliveira, Ruan Nascimento e Mia Mastrocolo debateram as principais novidades da semana 1 da NFL, e com as perspectivas para a semana 2 da competição. E a grande novidade da volta do nosso podcast é a estreia do quadro Plantão Médico, em que a fisioterapeuta Fabi Vinco, que terá um bloco para analisar as lesões dos atletas. 

Ouça o programa pelo Spotify, pelo Apple Podcasts ou em demais plataformas pelo Anchor. Se preferir, ouça abaixo!



sexta-feira, 30 de abril de 2021

Poucas trocas e apostas definidas no primeiro dia do Draft da NFL

Trevor Lawrence foi a primeira escolha geral (foto: Logan Bowles/Jacksonville Jaguars)

Começou o Draft de 2021 pela NFL nesta quinta-feira, 29 de abril, com a pomposa primeira rodada do recrutamento de jovens atletas universitários. Os primeiros 32 jogadores foram selecionados e já têm seus destinos definidos para a próxima temporada. Resta agora saber quem serão os demais escolhidos nos próximos dois dias, no evento realizado em Cleveland, no estado norte-americano de Ohio.

Draft deste ano foi sem distanciamento social – reflexo da vacinação em massa nos EUA

Entre as primeiras 32 escolhas, a busca por quarterbacks acabou se confirmando, e os cinco que estavam previstos para serem selecionados ainda na quinta-feira já têm seus destinos definidos na NFL. Além dos QB's, foram selecionados também dois running backs, um tight end, cinco wide receivers, quatro offensive tackles, um offensive guard, quatro cornerbacks, quatro linebackers, cinco EDGE's (atletas que fazem as funções de linebackers e de atletas de linha defensiva), e um defensive end.

Depois das seleções do ano passado terem sido totalmente virtuais por causa da pandemia da Covid-19, neste ano, o Draft voltou a ser presencial, com a presença de milhares de torcedores. Isso é resultado da vacinação nos Estados Unidos, que está em ritmo acelerado por lá. Mais de 200 milhões de doses já foram aplicadas, em situação bem diferente que a do Brasil, onde atualmente faltam doses em vários estados, somado ao descontrole de novos casos e mortes. Mais de 400 mil brasileiros perderam suas vidas para o coronavírus. 

Três escolhas e três QBs

Como foi esperado, as três primeiras seleções do Draft de 2021 foram de quarterbacks. O primeiro escolhido, para a surpresa de ninguém, foi Trevor Lawrence, pelo Jacksonville Jaguars, que jogou em Clemson no futebol americano universitário. O segundo selecionado, pelo New York Jets, foi Zach Wilson, atleta de BYU, escolha essa que também já era esperada.

A terceira seleção do Draft ganhava ares de expectativa, pois era do San Francisco 49ers após uma troca com o Miami Dolphins há algumas semanas. Antes do Draft, inclusive, surgiu a informação de que a equipe teria tentado trocar de posição com o Green Bay Packers para ter o quarterback Aaron Rodgers, o que não vingou, se tornando pública também a informação de que Rodgers não estava satisfeito com as negociações para a renovação de seu contrato, e uma troca do titular de Green Bay desde 2008 não está descartada. Após toda essa situação, o 49ers voltou a mirar apenas os calouros e escolheu Trey Lance, de North Dakota State.

Completando o "top 5" dos selecionados, ainda estão o tight end Kyle Pitts, da Florida, que foi a quarta escolha geral, para o Atlanta Falcons. E na quinta posição, o Cincinnati Bengals selecionou o wide receiver Ja'Marr Chase, de LSU.

Trocas e destinos de outros dois quarterbacks

O quarterback Mac Jones foi o selecionado pelo New England Patriots

Algo que traz drama e emoção durante o Draft, principalmente na primeira rodada, é quando há trocas de escolhas em tempo real. Mas em 2021, pelo menos durante o evento, tivemos apenas três mudanças de posição. A primeira delas foi feita pelo Philadelphia Eagles, que subiu da 12ª para a 10ª escolha geral para selecionar o wide receiver DeVonta Smith, de Alabama. A equipe trocou de posição com o Dallas Cowboys, que recebeu na movimentação uma escolha de terceira rodada.

Na escolha seguinte, veio a maior das trocas durante o Draft, e de maior impacto. O Chicago Bears subiu nove posições para chegar até a 11ª escolha. A equipe selecionou o quarterback Justin Fields, de Ohio State. Para ter o jogador, o Bears trocou com o New York Giants, que recebeu a 20ª escolha geral, mais a seleção de quinta rodada deste ano, e as escolhas de primeira e quarta rodadas de 2022.

Pouco depois, foi a vez do New York Jets se envolver em mais uma troca. A equipe ainda tinha a 23ª escolha geral, obtida com uma troca com o Seattle Seahawks no ano passado, e durante o Draft, subiu nove posições até a 14ª, e escolheu o offensive guard Alijah Vera-Tucker, de USC. Na movimentação, a franquia cedeu duas escolhas de primeira rodada ao Minnesota Vikings. Foi a última troca da noite.

Como falamos na prévia do Draft, haviam cinco quarterbacks favoritos a serem escolhidos ainda na primeira rodada. Quatro deles já tinham sido selecionados. E o quinto deles foi Mac Jones, de Alabama, que jogará no New England Patriots. É o primeiro QB escolhido em primeira rodada por New England desde Drew Bledsoe, em 1993. Vale lembrar que Tom Brady, peça-chave nos seis títulos de Super Bowl da franquia, foi escolha de sexta rodada no Draft de 2000. Será Jones o responsável para a reconstrução do time nos próximos anos.

Draft continua nesta sexta-feira

Nesta sexta-feira, 30 de abril, o Draft continua com as seleções de segunda e terceira rodadas, a partir das 20h, com transmissão da ESPN2 para o Brasil. Também será o dia em que veremos as primeiras escolhas de Houston Texans, Seattle Seahawks, Los Angeles Rams e Kansas City Chiefs, que estiveram ausentes na rodada inicial.

Escolhas da primeira rodada do Draft: 

1) Jacksonville Jaguars – Trevor Lawrence (Clemson), quarterback

2) New York Jets – Zach Wilson (BYU), quarterback

3) San Francisco 49ers – Trey Lance (North Dakota State), quarterback

4) Atlanta Falcons – Kyle Pitts (Florida), tight end

5) Cincinnati Bengals – Ja'Marr Chase (LSU), wide receiver

6) Miami Dolphins – Jaylen Waddle (Alabama), wide receiver

7) Detroit Lions – Penei Sewell (Oregon), offensive tackle

8) Carolina Panthers – Jaycee Horn (Soutch Carolina), cornerback

9) Denver Broncos – Patrick Surtain II (Alabama), cornerback

10) Philadelphia Eagles – DeVonta Smith (Alabama), wide receiver

11) Chicago Bears – Justin Fields (Ohio State), quarterback

12) Dallas Cowboys – Micah Parsons (Penn State), linebacker

13) Los Angeles Chargers – Rashwn Slater (Northwestern), offensive tackle

14) New York Jets – Alijah Vera-Tucker (USC), offensive guard

15) New England Patriots – Mac Jones (Alabama), quarterback

16) Arizona Cardinals – Zaven Collins (Tulsa), linebacker

17) Las Vegas Raiders – Alex Leatherwood (Alabama), offensive tackle

18) Miami Dolphins – Jaelan Phillips (Miami), EDGE

19) Washington Football Team – Jamin Davis (Kentucky), linebacker

20) New York Giants – Kadarius Toney (Florida), wide receiver

21) Indianapolis Colts – Kwity Paye (Michigan), EDGE

22) Tennessee Titans – Caleb Farley (Virginia Tech), cornerback

23) Minnesota Vikings – Christian Darrisaw (Virginia Tech), offensive tackle

24) Pittsburgh Steelers – Najee Harris (Alabama), running back

25) Jacksonville Jaguars – Travis Etienne (Clemson), running back

26) Cleveland Browns – Greg Newsome (Northwestern), cornerback

27) Baltimore Ravens – Rashod Bateman (Minnesota), wide receiver

28) New Orleans Saints – Payton Turner (Houston), defensive end

29) Green Bay Packers – Eric Stokes (Georgia), cornerback

30) Buffalo Bills – Gregory Rousseau (Miami), EDGE

31) Baltimore Ravens  – Jayson Oweh (Penn State), EDGE

32) Tampa Bay Buccaneers – Joe Tryon (Washington), linebacker

sexta-feira, 26 de março de 2021

Dolphins, 49ers e Eagles trocam de posições na primeira rodada do Draft

Miami Dolphins foi o protagonista de duas movimentações, que envolveram San Francisco 49ers e Philadelphia Eagles (foto: USA Today Sports)

É comum que o Draft da NFL, o sistema de escolha de jogadores universitários para entrarem na liga profissional de futebol americano, passe por constantes alterações na sua ordem de seleção através das trocas proporcionadas pelas equipes. Na Offseason, a única forma de um time adquirir um atleta com contrato com outra franquia é através de trocas, em que, muitas vezes, envolve também a posição de escolha em uma determinada rodada. Porém, antes do dia do Draft, não é tão frequente que haja mudanças na ordem de seleção que não envolvam jogadores. 

Diferente desta escrita, a sexta-feira, 26 de março, proporcionou duas movimentações de relevante impacto que alteram o posicionamento de três times da NFL na primeira rodada de escolha. O Miami Dolphins, que tinha a terceira escolha geral do Draft de 2021, trocou de posição com o San Francisco 49ers (que tinha a 12), e minutos depois, subiu até a sexta posição geral, substituindo o Philadelphia Eagles. 

Para quem não lembra, a ordem original de cada Draft é inversa à classificação geral da NFL da temporada anterior. A exemplo disso, o Jacksonville Jaguars terá a primeira escolha geral, e o Tampa Bay Buccaneers, atual campeão do Super Bowl, a escolha 32, a qual fecha a primeira rodada. Em caso de uma troca entre duas equipes, a franquia que herdou a escolha fica na posição daquele time que tinha a seleção original.

Assim sendo, o Miami Dolphins tinha a terceira escolha, graças a uma troca de 2019 feita com o Houston Texans, em que envolveu jogadores e também as seleções que eram de Houston na primeira rodada de 2020 e 2021, e também na segunda rodada deste ano. Como o Texans foi o terceiro pior da liga, Miami tinha um poderoso lugar para escolher um atleta de elite do futebol americano universitário, ou então para barganhar mais escolhas altas de Draft em troca com outras equipes. E foi a segunda opção a preferida.

Primeiramente, Miami trocou de posição com o San Francisco 49ers. Enquanto a equipe de San Francisco agora ocupa a terceira seleção geral, Miami recebeu em troca a 12ª escolha geral, na primeira rodada, mais uma escolha de terceira rodada no Draft de 2022 e também as escolhas de primeira rodada nos recrutamentos de 2022 e 2023. Provavelmente o 49ers pretende ir atrás de um quarterback para ter tido uma escalada tão alta. Há três nomes considerados os maiores prospectos da posição, de acordo com analistas do College Football: Trevor Lawrance, de Clemson, Zach Wilson, de BYU, e Justin Fields, de Ohio State. Se isso ocorrer, pode ser o fim do ciclo de Jimmy Garoppolo em San Francisco.

Alguns minutos após esta primeira troca, o Dolphins voltou a se movimentar por posições no Draft. A equipe de Miami, que havia caído para a posição 12, subiu para a sexta escolha geral, após trocar de posição com o Philadelphia Eagles. A equipe da Philadelphia recebe, além da 12ª seleção, a escolha 123 deste ano, e a escolha de primeira rodada de Miami em 2022. O Miami Dolphins também recebeu, além da sexta seleção, a escolha de número 156.

O Draft deste ano está marcado para ocorrer entre os dias 29 de abril e 1º de maio. Diferente do ano passado, em que o evento foi totalmente remoto para evitar aglomerações no primeiro pico da pandemia da Covid-19, em 2021 a seleção será em Cleveland, e a expectativa é para que tenha público, por conta do avanço na vacinação contra o coronavírus nos Estados Unidos. A meta do governo local é que, até o fim de abril, sejam aplicadas mais de 200 milhões de doses do imunizante nos estadunidenses. 

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021

Maratona NFL – Temporada 3, episódio 29 – Comentários finais sobre a temporada 2020/21



Aproveitamos a Quarta-feira de Cinzas para gravar o último Maratona NFL da temporada 2020/21. Se neste ano não tivemos folia por causa da pandemia da Covid-19, fechamos a era que seria das festividades de Carnaval em anos não pandêmicos para o nosso podcast. 

E neste fim de festa, nada de choradeira, ou de lamentações. Encerramos a temporada em grande estilo. Neste podcast, Carlos Oliveira e Ruan Nascimento trazem as últimas notícias ligadas à liga, além de comentar sobre os premiados da temporada que se encerrou no último dia 7 de fevereiro. Nesta semana, Mia Mastrocolo não pôde participar, mas não podia deixar de mencioná-la por sua presença ao longo da temporada, e também por estar na equipe fixa do podcast.

Além de opiniões sobre os melhores da temporada, nossos apresentadores comentaram sobre a demissão de JJ Watt do Houston Texans; e os nossos prêmios, voltados aos melhores ou piores em determinadas categorias, com aquela pitada de humor. Não foi possível comentar sobre a troca do quarterback Carson Wentz para o Indianapolis Colts pelo fato de esta movimentação ter ocorrido após a gravação do programa. O podcast foi gravado na quarta-feira, 17, e a notícia de Wentz saiu na tarde desta quinta-feira, 18.

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