Chegamos à 20ª edição desta temporada do Maratona NFL. Ruan Nascimento e Carlos Oliveira debateram sobre as expectativas para as Finais de Conferência deste domingo (30), entre Kansas City Chiefs e Cincinnati Bengals, pela AFC, e entre Los Angeles Rams e San Francisco 49ers, pela NFC. Houve também comentários sobre os épicos duelos do Divisional Round da semana passada.
No podcast desta semana, também houve espaço para falar sobre os outros times. Você confere as análises sobre os novos treinadores anunciados por três equipes. O New York Giants contratou Brian Daboll para o cargo, ele que era o coordenador ofensivo do Buffalo Bills. O Denver Broncos anunciou como head coach Nataniel Hackett, que foi coordenador ofensivo do Green Bay Packers. E o Chicago Bears contratou como treinador Matt Eberflus, ex-coordenador defensivo do Indianapolis Colts.
Além disso, o programa debate sobre uma aposentadoria confirmada, a do quarterback Ben Roethlisberger, que jogou no Pittsburgh Steelers entre 2004 e 2022, e foi campeão dos Super Bowls XL (2006) e XLIII (2009). E também, sobre a informação divulgada pela CBS de que Tom Brady pode estar se aposentando após a derrota do Tampa Bay Buccaneers para o Los Angeles Rams.
Trevor Lawrence foi a primeira escolha geral (foto: Logan Bowles/Jacksonville Jaguars)
Começou o Draft de 2021 pela NFL nesta quinta-feira, 29 de abril, com a pomposa primeira rodada do recrutamento de jovens atletas universitários. Os primeiros 32 jogadores foram selecionados e já têm seus destinos definidos para a próxima temporada. Resta agora saber quem serão os demais escolhidos nos próximos dois dias, no evento realizado em Cleveland, no estado norte-americano de Ohio.
Draft deste ano foi sem distanciamento social – reflexo da vacinação em massa nos EUA
Entre as primeiras 32 escolhas, a busca por quarterbacks acabou se confirmando, e os cinco que estavam previstos para serem selecionados ainda na quinta-feira já têm seus destinos definidos na NFL. Além dos QB's, foram selecionados também dois running backs, um tight end, cinco wide receivers, quatro offensive tackles, um offensive guard, quatro cornerbacks, quatro linebackers, cinco EDGE's (atletas que fazem as funções de linebackers e de atletas de linha defensiva), e um defensive end.
Já está acontecendo o Draft. Dá um verdadeiro PAVOR essa cena sem distanciamento social. Aí lembramos que nos EUA já aplicaram mais de 200 milhões de doses. Inveja deles! #NFLDraft#NFL#NFLnaESPNpic.twitter.com/Q7c3YHdsof
— Left Tackle Brasil (de 🏡) 🏴 (@LeftTackleBR) April 30, 2021
Depois das seleções do ano passado terem sido totalmente virtuais por causa da pandemia da Covid-19, neste ano, o Draft voltou a ser presencial, com a presença de milhares de torcedores. Isso é resultado da vacinação nos Estados Unidos, que está em ritmo acelerado por lá. Mais de 200 milhões de doses já foram aplicadas, em situação bem diferente que a do Brasil, onde atualmente faltam doses em vários estados, somado ao descontrole de novos casos e mortes. Mais de 400 mil brasileiros perderam suas vidas para o coronavírus.
Três escolhas e três QBs
Como foi esperado, as três primeiras seleções do Draft de 2021 foram de quarterbacks. O primeiro escolhido, para a surpresa de ninguém, foi Trevor Lawrence, pelo Jacksonville Jaguars, que jogou em Clemson no futebol americano universitário. O segundo selecionado, pelo New York Jets, foi Zach Wilson, atleta de BYU, escolha essa que também já era esperada.
A terceira seleção do Draft ganhava ares de expectativa, pois era do San Francisco 49ers após uma troca com o Miami Dolphins há algumas semanas. Antes do Draft, inclusive, surgiu a informação de que a equipe teria tentado trocar de posição com o Green Bay Packers para ter o quarterback Aaron Rodgers, o que não vingou, se tornando pública também a informação de que Rodgers não estava satisfeito com as negociações para a renovação de seu contrato, e uma troca do titular de Green Bay desde 2008 não está descartada. Após toda essa situação, o 49ers voltou a mirar apenas os calouros e escolheu Trey Lance, de North Dakota State.
Completando o "top 5" dos selecionados, ainda estão o tight end Kyle Pitts, da Florida, que foi a quarta escolha geral, para o Atlanta Falcons. E na quinta posição, o Cincinnati Bengals selecionou o wide receiver Ja'Marr Chase, de LSU.
Trocas e destinos de outros dois quarterbacks
O quarterback Mac Jones foi o selecionado pelo New England Patriots
Algo que traz drama e emoção durante o Draft, principalmente na primeira rodada, é quando há trocas de escolhas em tempo real. Mas em 2021, pelo menos durante o evento, tivemos apenas três mudanças de posição. A primeira delas foi feita pelo Philadelphia Eagles, que subiu da 12ª para a 10ª escolha geral para selecionar o wide receiver DeVonta Smith, de Alabama. A equipe trocou de posição com o Dallas Cowboys, que recebeu na movimentação uma escolha de terceira rodada.
Na escolha seguinte, veio a maior das trocas durante o Draft, e de maior impacto. O Chicago Bears subiu nove posições para chegar até a 11ª escolha. A equipe selecionou o quarterback Justin Fields, de Ohio State. Para ter o jogador, o Bears trocou com o New York Giants, que recebeu a 20ª escolha geral, mais a seleção de quinta rodada deste ano, e as escolhas de primeira e quarta rodadas de 2022.
Pouco depois, foi a vez do New York Jets se envolver em mais uma troca. A equipe ainda tinha a 23ª escolha geral, obtida com uma troca com o Seattle Seahawks no ano passado, e durante o Draft, subiu nove posições até a 14ª, e escolheu o offensive guard Alijah Vera-Tucker, de USC. Na movimentação, a franquia cedeu duas escolhas de primeira rodada ao Minnesota Vikings. Foi a última troca da noite.
Como falamos na prévia do Draft, haviam cinco quarterbacks favoritos a serem escolhidos ainda na primeira rodada. Quatro deles já tinham sido selecionados. E o quinto deles foi Mac Jones, de Alabama, que jogará no New England Patriots. É o primeiro QB escolhido em primeira rodada por New England desde Drew Bledsoe, em 1993. Vale lembrar que Tom Brady, peça-chave nos seis títulos de Super Bowl da franquia, foi escolha de sexta rodada no Draft de 2000. Será Jones o responsável para a reconstrução do time nos próximos anos.
Draft continua nesta sexta-feira
Nesta sexta-feira, 30 de abril, o Draft continua com as seleções de segunda e terceira rodadas, a partir das 20h, com transmissão da ESPN2 para o Brasil. Também será o dia em que veremos as primeiras escolhas de Houston Texans, Seattle Seahawks, Los Angeles Rams e Kansas City Chiefs, que estiveram ausentes na rodada inicial.
Escolhas da primeira rodada do Draft:
1) Jacksonville Jaguars – Trevor Lawrence (Clemson), quarterback
2) New York Jets – Zach Wilson (BYU), quarterback
3) San Francisco 49ers – Trey Lance (North Dakota State), quarterback
4) Atlanta Falcons – Kyle Pitts (Florida), tight end
Abril é aquele mês marcado pelo Draft da NFL, o recrutamento de atletas universitários que sonham com o futebol americano profissional. É a chance de cada jogador garantir sua entrada na National Football League e assim garantir uns belos trocados financeiramente – vale lembrar que, no College, os jogadores não recebem salário, e sua presença em campo se dá através de bolsas de estudo.
Todos os anos, o evento é sempre marcado por diversas expectativas, afinal de contas, é como um reality show da NFL. Vale lembrar que é uma cerimônia de várias horas em que os selecionados vão surgindo para o público, gerando manifestações felizes ou frustradas de seus torcedores ao vivo. A exceção do Draft de 2020, totalmente virtual por causa da primeira onda da pandemia da Covid-19, o recrutamento é um belo espetáculo de entretenimento.
Para os novatos em futebol americano, o Draft reúne jogadores recém saídos do futebol americano universitário e que tentam uma vaga na principal liga da modalidade. Ao longo de três dias, as 32 equipes da NFL escolhem os seus futuros atletas. É selecionado um jogador por vez por cada time, seguindo uma ordem inicialmente estabelecida de acordo com a classificação invertida do ano anterior – com a possibilidade da equipe trocar de posição com outra se lhe for conveniente. Em tese, o pior time tem a chance de garantir o melhor atleta vindo do College, e assim sucessivamente. É como se fosse aquele jogo de futebol praticado na rua, em que a galera se junta e escolhe, nome a nome, quem vai para cada equipe – com os melhores escolhidos primeiro e os piores por último.
No papel, o Draft permite o equilíbrio entre as franquias, já que as piores equipes podem se reconstruir no longo prazo e virarem grandes potências em poucos anos. Mas nem sempre isso dá certo. Há muita tensão entre donos e general managers para decidirem suas escolhas, e nesse clima sempre pode ter espaço para algum deslize. E aí aquela escolha dos sonhos pode virar um tremendo pesadelo.
É neste ponto que nós queremos chegar neste texto. Esqueçam escolhas certeiras, como as de Peyton Manning pelo Indianapolis Colts, ou, em um exemplo mais recente, a de Patrick Mahomes pelo Kansas City Chiefs. E esqueçam as apostas para quem vai ser o primeiro selecionado no Draft de 2021 – haverá um texto específico para o recrutamento de atletas universitários nos próximos dias. Hoje é dia de recordar das seleções ruins, daquelas em que o público vaiou logo de cara, ou que, até acreditou que poderia dar certo, mas acabou em um enorme abacaxi para descascar. Não elencaremos os fatos em um ranking ou ordem cronológica. Mas provavelmente você vai se lembrar de algumas destas movimentações.
2000 – Qualquer QB escolhido antes de Tom Brady
Chad Pennington, Giovanni Carmazzi, Chris Redman, Tee Martin, Marc Bulger e Spergon Wynn. Talvez você nem saiba quem são as pessoas citadas acima, mas todas têm algo em comum: foram quarterbacks escolhidos no Draft de 2000 antes de Tom Brady. Aqui vale ressaltar que, antes daquele recrutamento, Brady nem era cotado para ser uma estrela, e as avaliações prévias do Combine (em que os atletas disponíveis para o Draft fazem diversos testes físicos e mentais) não eram favoráveis ao jogador. Mas 21 anos depois, a aposta do New England Patriots na escolha de número 199 se mostrou mais do que certeira, e hoje Brady, agora no Tampa Bay Buccaneers, é o maior quarterback de todos os tempos.
E quanto aos demais selecionados antes, que fim levaram? Pennington e Bulger ainda tiveram momentos de titularidade, mas nenhum deles teve uma carreira de sucesso. Entre os outros, há quem sequer jogou um único snap na NFL. Além disso, até kicker e punter foram escolhidos antes de Tom Brady – o então Oakland Raiders foi o protagonista desta dupla façanha há 21 anos.
1999 – Um por todos e todas por uma
Antes e durante um Draft, só há uma maneira para que uma equipe possa mudar sua posição de escolha, seja lá por qual motivo: através das trocas. Elas podem envolver jogadores ou mais escolhas do Draft, de acordo com o interesse das duas equipes envolvidas. E por causa disso, para alcançar uma determinada posição, é comum um time ceder mais de uma escolha do Draft do ano corrente ou dos seguintes.
Mas em 1999 ocorreu algo ainda mais insano. O New Orleans Saints, ainda vivendo a era anterior ao ex-quarterback Drew Brees e o atual técnico Sean Payton, queria sair do ostracismo de décadas. E para isso, o técnico da época, Mike Ditka, convenceu a direção da franquia a tomar uma decisão absurda: trocar TODAS as suas escolhas do Draft para subir da 12ª escolha geral para a 5ª, com o objetivo de selecionar o running back Ricky Williams. Foram as seis escolhas que o Saints tinha em 1999, mais duas do Draft de 2000 (incluindo a primeira rodada) enviadas para Washington. O desejo de Ditka por Ricky Williams foi tão icônico que a revista ESPN fotografou os dois para a capa... vestindo eles como noivos.
Valorize quem faz de tudo para ter você, como Mike Ditka ao selecionar Ricky Williams (foto: reprodução/Revista ESPN)
O que poderia dar errado comprometendo um Draft inteiro por um jogador? Uma campanha lamentável de três vitórias e 13 derrotas, e a obvia demissão de Mike Ditka ao fim da temporada. Williams ainda teve um desempenho ruim em seu ano de estreia, de apenas dois touchdowns, e conviveu com diversos problemas extra-campo em Nova Orleans, sendo trocado em 2002 para o Miami Dolphins. Após o mau início de carreira, o running back se destacou em Miami, entre altos e baixos, encerrando sua passagem na NFL em 2011 pelo Baltimore Ravens, após acumular mais de 10 mil jardas terrestres.
2007 – A pior primeira escolha geral da história
A animação contagiante de Jamarcus Russell já era um sinal de que não era uma boa escolhê-lo
O Las Vegas Raiders volta a aparecer por aqui. Ainda nos tempos em que era o Oakland Raiders, o time queria voltar aos tempos de glórias em 2007. Com a primeira escolha geral do Draft daquele ano, Al Davis, o dono da franquia e que também ocupava o cargo de general manager até seu falecimento, em 2011, pretendia iniciar a reconstrução, que começaria por um quarterback ou um wide receiver, que eram bem avaliados na época. Davis seguiu sua intuição, e ela tinha nome e sobrenome: Jamarcus Russell, o quarterback.
No futebol americano universitário, Russell tinha ido bem em LSU, e isso o credenciou com a primeira escolha geral, mesmo com alguns boatos de que ele era desinteressado. Antes mesmo de estrear pelo Raiders, já vieram os primeiros problemas. Ele só assinou seu contrato durante as primeiras semanas da temporada regular de 2007. E que contrato. O vínculo foi de seis anos, US$ 68 milhões em salários, sendo US$ 31,5 milhões garantidos. E mesmo com esse grande contrato, absurdo para um calouro, só jogou naquele ano como titular na última rodada (após ter entrado em campo como reserva em algumas partidas, com atuações muito ruins).
Russell ainda ficou em Oakland por mais dois anos, e continuou sendo um fiasco nas partidas em que foi o titular. Seu desinteresse por jogar era tão grande que a Raiders o enviou um livro em branco, alegando que era para estudar sobre o adversário da próxima rodada. Ao ser questionado sobre, o quarterback disse que passou a madrugada estudando o conteúdo, e que ajudaria seu time a vencer a próxima partida. Não teve jeito. Ao fim da temporada de 2009, o Raiders finalmente o dispensou, após uma carreira em que completou míseras 4083 jardas lançadas, para 18 touchdowns e 23 interceptações.
Ficou claro que o time, que poderia pegar na primeira escolha geral quem quisesse, fez besteira ao selecionar o QB. Até porque o segundo selecionado, aquele wide receiver bem avaliado que o time cogitou contratar, era Calvin Johnson, escolhido pelo Detroit Lions, e que fez história. Em 2021, garantiu seu lugar no Hall da Fama da NFL. Outro "legado" dessa história com Russell foi que, a partir de 2011, as franquias da NFL passaram a adotar contratos mais baixos para jogadores calouros, com vínculo máximo de quatro anos, com opção de ativar um quinto ano caso este atleta tenha sido selecionado na primeira rodada.
1998 – A pior segunda escolha geral da história
A maioria dos times vencedores do Super Bowl tinham como protagonistas um quarterback. Mas antes de qualquer QB erguer o Vince Lombardi, é necessário que este evolua profissionalmente após sua seleção no Draft. Mas antes do recrutamento, times que estão sedentos por mudanças na posição fazem de tudo para garantir o melhor ou um dos melhores disponíveis entre os que chegarão do futebol americano universitário.
Em 1998, havia a expectativa para que dois QBs fossem as duas primeiras escolhas: Peyton Manning e Ryan Leaf. Sabendo disso, o então San Diego Chargers (hoje Los Angeles Chargers) subiu no Draft e garantiu a segunda escolha geral para selecionar um dos dois. Manning foi o primeiro escolhido, pelo Indianapolis Colts, e o resto é história. Leaf foi o segundo. E dali em diante, virou farsa.
Além de péssimas atuações pelo Chargers, Leaf somou diversos problemas extra-campo. Ele brigou no vestiário algumas vezes, além de ter sérias discussões com a imprensa. O ex-jogador também se lesionou em alguns momentos, isso sem contar que chegou a mentir que estava machucado. Em seu ciclo em San Diego, venceu apenas quatro partidas entre 1998 e 2000, e em 2001, foi para o Dallas Cowboys, onde jogou em três derrotas e nunca mais voltou a atuar. Seus números: 3666 jardas lançadas, 14 touchdowns e 36 interceptações.
1995 – Ele não queria jogar na NFL, e foi selecionado
Eli Herring era jogador de linha ofensiva de BYU, e teve uma carreira de destaque no futebol americano universitário. As análises prévias do Draft da NFL de 1995 indicavam que ele poderia até mesmo ser selecionado na primeira rodada. Ou seja, em tese, era um dos melhores na posição que estariam aptos a se profissionalizar. Só tinha um problema. Herring não queria jogar na NFL por ser Mórmon, e, segundo as tradições da religião, os Mórmons não trabalham aos domingos, dia reservado para orações. E como você já deve saber, é domingo o dia em que acontece a maioria dos jogos da liga. O futuro ex-atleta avisou a todos os times que não queria jogar por seguir sua doutrina religiosa. Mesmo assim, alguém foi atrás dele no Draft.
Lá vem o Raiders de novo! Olha só que absurdo! Parafraseando Galvão Bueno no tenebroso 7 a 1 que a Alemanha aplicou no Brasil na Copa de 2014, a franquia de Las Vegas, que na época ainda residia em Oakland, selecionou Herring na sexta rodada daquele Draft. O time até tentou oferecer um contrato de US$ 1,5 milhão para ver se ele mudaria de ideia, mas não teve efeito. Foi uma escolha gasta à toa.
2016 – Subir no Draft por um kicker
Você que chegou na NFL em 2020, e que viu o Tampa Bay Buccaneers levar o título do Super Bowl em fevereiro deste ano, provavelmente deve achar que a franquia sempre foi vencedora. Mas não é bem assim. Entre 2003 (ano do primeiro título) e 2021, o time passou por alguns maus bocados. E temporada após temporada, o Draft era visto como a chance perfeita para o Bucs saísse das piores posições da liga para enfim voltar a brigar para vencer a competição.
E aí voltamos para 2016. Passada a primeira noite do Draft, reservada apenas à primeira rodada do recrutamento, o segundo dia estava mais tranquilo, com cada equipe selecionando seus jogadores no tempo estabelecido, ocorrendo eventuais trocas em tempo real. Até que o Buccaneers resolveu dar as caras e chamar a atenção de todo mundo. O time subiu 15 posições para ter mais uma chance de escolher na segunda rodada. A equipe de Tampa enviou ao Kansas City Chiefs suas escolhas de terceira e quarta rodadas na troca, e selecionou um kicker.
Existem muitos kickers de alto nível na NFL atual, assim como alguns medianos e outros medíocres, como em qualquer profissão na vida. Mas quando se trata desta posição, é comum que as equipes só selecionem um kicker no final do Draft, ou até mesmo esperem passar o recrutamento para contratar alguém por um valor ainda mais barato. A título de exemplo, Adam Vinatieri, o maior kicker da história, não foi draftado em seu ano de início de carreira na NFL, em 1996. Mesmo assim, o Buccaneers gastou cartucho e fez acontecer a seleção de Roberto Aguayo.
O atleta vindo de Florida State tinha qualidades na posição antes do Draft. Até mesmo recebeu o prêmio Lou Groza, dedicado ao melhor kicker da temporada do College Football – o brasileiro Cairo Santos, que joga hoje no Chigago Bears, recebeu tal honraria, mas não foi selecionado no Draft. Ou seja, a troca realizada pelo Buccaneers e a seleção de Aguayo na segunda rodada se tornaram uma imensa pressão sobre o jogador.
Ainda em 2016, durante a temporada regular, já haviam questionamentos sobre seu talento. Ao final do seu ano de calouro, Aguayo acertou 22 field goals de 31 tentativas, em um aproveitamento de 71% nos chutes, considerado muito baixo para a posição. Em 2017, para pressioná-lo, o Buccaneers contratou um outro kicker e assim ativar uma competição interna entre os jogadores. Sobrou para Aguayo, que foi cortado antes mesmo da temporada começar. Ele ainda tenta voltar à NFL, e passou por Chicago Bears, Carolina Panthers, Los Angeles Chargers e New England Patriots, mas jamais ficou nos elencos para atuar na temporada regular.
2017 – Trocar uma posição por Mitchell Trubisky
Trubisky foi a aposta do Bears em 2017, e deu errado (foto: Matt Rourke/AP)
Que fique claro que não estamos colocando Mitchell Trubisky como um dos piores quarterbacks da história, mas como o texto cita as más escolhas feitas no Draft, a seleção deste jogador pelo Chicago Bears em 2017 merece o devido destaque.
O Bears é o time que está na NFL desde o ano de sua fundação, em 1920. A histórica e centenária franquia já teve inúmeros grandes jogadores, sendo campeã por nove vezes (oito títulos na era antiga da NFL, e um de Super Bowl). Apesar disso, a posição de quarterback nunca foi de alguém que teve uma excelente carreira, sendo o personagem principal na conquista de títulos. Querem um exemplo? O líder em passes para touchdown e em jardas lançadas no Bears é ninguém menos que Jay Cutler, que jogou por lá entre 2009 e 2016, a quem os próprios torcedores de Chicago não têm boas lembranças.
Assim chegamos à 2017. Depois de anos de sofrimento, finalmente o Bears decidiu demitir Jay Cutler, que, cabe ressaltar, só jogou uma temporada completa sem se afastar por lesões ou qualquer outro motivo, com direito a uma única ida aos Playoffs neste período. No Draft de quatro anos atrás, o Bears tinha a terceira escolha geral, e estava sedento por um quarterback. A pressão por um franchise QB, aquele que tem uma longa carreira por uma equipe e é o responsável por títulos, foi maior do que nunca. E o desejo por alguém desta posição foi tão grande que, após a escolha do Cleveland Browns, a primeira geral daquele recrutamento, o Bears realizou uma insana troca com o San Francisco 49ers, que tinha a segunda seleção, para escolher Mitchell Trubisky. Chicago enviou escolhas de primeira, terceira e quarta rodadas, e mais uma seleção de terceira rodada de 2018, para subir uma única posição e escolher o quarterback que queriam.
Quando foi feito o anúncio de Trubisky, ninguém entendeu nada, um pagamento tão caro de escolhas para subir uma única posição, e o 49ers nem foi atrás de QB. No papel, ele nem era o melhor quarterback disponível, já que foi o mesmo Draft de, pasmem, Patrick Mahomes (hoje no Kansas City Chiefs) e Deshaun Watson (ainda no Houston Texans, e enfrentando dezenas de acusações de assédio sexual). E na prática, também não. Nos quatro anos em que permaneceu em Chicago, Trubisky teve muitas atuações ruins. Seu melhor ano como titular foi em 2018, em que foi selecionado ao Pro Bowl e levou o Bears aos Playoffs, mas a grande força da franquia estava mesmo na defesa.
Em 2020, com Trubisky já pressionado pela posição, o Bears contratou Nick Foles para ser o quarterback reserva. Foles chegou através de uma troca, e recebendo um salário relativamente alto, reflexos do título de Super Bowl conquistado por Foles no Philadelphia Eagles na temporada 2017/18. Mesmo assim, Foles foi para a reserva e Trubisky seguiu titular. Tudo ia bem (porque a defesa segurava o rojão e mantinha o time invicto) até o duelo contra o Atlanta Falcons. O técnico Matt Nagy perdeu a paciência de vez com ele e o substituiu por Foles, que garantiu uma inacreditável virada.
Antes do fim de seu ciclo em Chicago, Trubisky ainda teve tempo de voltar a se tornar o titular, mas apenas porque Foles se machucou seriamente. Ao final da temporada, foi cortado do elenco. Recentemente, foi contratado para o Buffalo Bills, mas será o reserva por lá, já que Josh Allen é o quarterback titular e está consolidado na posição dentro da franquia. Ou seja, o Bears apostou muito alto para subir uma posição, por alguém que não rendeu como esperavam.
2004 – Eli Manning e o ranço pela equipe que o escolheu
Eli Manning super animado ao ser escolhido pelo Chargers (foto: USA Today Sports)
Seria impossível fazer um texto sobre as más escolhas no Draft da NFL sem citar a peripécia causada por Eli Manning. Se vocês soubessem o que aconteceu em 2004 ficariam enojados. Não foi feita aqui uma ordem da melhor para a pior seleção entre as citadas nesta publicação, mas a polêmica envolvendo o ex-jogador do New York Giants há 17 anos é algo que estará marcado para sempre na história do Draft.
O ano de 2004 proporcionou a chegada de três grandes quarterbacks da NFL. Além de Eli Manning, naquele Draft, também foram selecionados Ben Roethlisberger, até hoje no Pittsburgh Steelers, e Philip Rivers, que fez carreira no Los Angeles Chargers e pendurou as chuteiras recentemente após uma temporada no Indianapolis Colts. Mas voltamos para Eli, o irmão mais novo de Peyton Manning. Sua carreira universitária, por Ole Miss, o alçou para ser o favorito para a primeira escolha geral do Draft.
Mas quem tinha o direito de ter esta escolha era o então San Diego Chargers. A franquia desejava ter Eli Manning como o seu QB. Porém, o próprio Eli deixou bem claro que não queria ir para lá. O pai do jogador, o ex-quarterback Archie Manning, também interviu em nome do filho para que não houvesse a seleção. Tudo isso irritou profundamente a torcida e a direção do Chargers, que resolveu vingar a afronta do calouro. Na noite do Draft, a franquia de San Diego selecionou Manning como a primeira escolha geral em nome do deboche. O momento foi tão incrível que dá para ver claramente o desconforto do jogador ao segurar a camisa do Chargers.
Provavelmente foi o ponto alto na história do Draft. Mas apesar deste fato, Manning só tocou na camisa do Chargers naquele dia. Interessado no jogador, e sabendo que a franquia de San Diego fez a escolha em nome do entretenimento, o New York Giants já tinha feito um acordo com a equipe que escolheu Eli. A solução foi, na quarta escolha geral, a franquia de Nova York escolheu o também quarterback Philip Rivers, e pouco depois do Draft realizou uma troca para ter Eli Manning. Na transição, o Giants enviou uma escolha de terceira rodada, e escolhas de primeira e quinta rodada do Draft de 2005.
Apesar do momento afrontoso, depois da troca, Manning e Rivers acabaram fazendo história por suas respectivas franquias, provando que, independente de toda a questão que envolveu as escolhas de ambos no Draft, eram atletas talentosos. Rivers se tornou titular no Chargers a partir de 2006, e se tornou extremamente identificado com a torcida de San Diego – a ponto de permanecer na cidade mesmo com a mudança da franquia para Los Angeles, em 2017. Apesar de não ter conquistado títulos por lá, se tornou o recordista na franquia em diversas estatísticas, e está eternizado na história do Chargers. Sua última temporada profissional foi em 2020, em que defendeu o Indianapolis Colts.
Já Manning teve uma carreira de maior impacto, e também marcou seu nome na história do Giants. Assumiu a titularidade ainda em 2004, e só perdeu de vez a posição em seu último ano como profissional, em 2019. Antes disso, chegou ao auge e foi bicampeão do Super Bowl, em 2008 e 2012. Ambos os títulos são memoráveis para o atleta, eleito o MVP.
Haverá mais escolhas ruins no futuro?
Obviamente! Os fatos ditos acima são só alguns dos piores escolhidos pelo Draft da NFL. Como visto, nem todos eram jogadores ruins, mas sim o ato de escolha acabou sendo mais polêmico. Em breve, teremos o Draft de 2021, reunindo futuras grandes histórias, seja de escolhas certeiras ou de seleções que, bem, não darão tão certo assim. E o Left Tackle Brasil estará aqui para contar tudo isso para você, amigo leitor.
Aproveitamos a Quarta-feira de Cinzas para gravar o último Maratona NFL da temporada 2020/21. Se neste ano não tivemos folia por causa da pandemia da Covid-19, fechamos a era que seria das festividades de Carnaval em anos não pandêmicos para o nosso podcast.
E neste fim de festa, nada de choradeira, ou de lamentações. Encerramos a temporada em grande estilo. Neste podcast, Carlos Oliveira e Ruan Nascimento trazem as últimas notícias ligadas à liga, além de comentar sobre os premiados da temporada que se encerrou no último dia 7 de fevereiro. Nesta semana, Mia Mastrocolo não pôde participar, mas não podia deixar de mencioná-la por sua presença ao longo da temporada, e também por estar na equipe fixa do podcast.
Além de opiniões sobre os melhores da temporada, nossos apresentadores comentaram sobre a demissão de JJ Watt do Houston Texans; e os nossos prêmios, voltados aos melhores ou piores em determinadas categorias, com aquela pitada de humor. Não foi possível comentar sobre a troca do quarterback Carson Wentz para o Indianapolis Colts pelo fato de esta movimentação ter ocorrido após a gravação do programa. O podcast foi gravado na quarta-feira, 17, e a notícia de Wentz saiu na tarde desta quinta-feira, 18.
Ouça o podcast conosco, pelo Spotify, pelo Itunes ou em demais plataformas, através do Anchor. Ou, se preferir, ouça abaixo.
Vitória acachapante do Cleveland Browns marcou a rodada de domingo (foto: Getty Images)
Neste domingo, 10 de janeiro, três jogos completaram o Wildcard da NFL, encerrando a super maratona de 18 horas de puro futebol americano nos seis duelos realizados neste final de semana. Baltimore Ravens, New Orleans Saints bateram Tennessee Titans, Chicago Bears e Pittsburgh Steelers.
Os três vencedores se juntam a Buffalo Bills, Los Angeles Rams e Tampa Bay Buccaneers, que haviam vencido no sábado, 9. Além deles, permanecem vivos nos Playoffs da NFL o Kansas City Chiefs e o Green Bay Packers. Ambos foram os melhores em suas respectivas conferências, e por isso folgaram neste final de semana. Os próximos confrontos da pós-temporada serão os do Divisional Round, as semifinais de conferência, nos dias 16 e 17 de janeiro.
Confira abaixo como foram cada uma das partidas deste domingo. Teve jogo equilibrado, teve uma vitória mantida sob controle e também uma surra histórica, que proporcionou a queda de diversos tabus. Leia na sequência!
Ravens vence Titans fora de casa, na primeira vitória de Lamar Jackson nos Playoffs
Lamar Jackson vinga a derrota sofrida no ano passado (foto: Mark Zalescki/St Joseph News Press)
A rodada de domingo começou com o Baltimore Ravens levando a melhor sobre o Tennessee Titans, pelo placar de 20 a 13. O resultado é a revanche da equipe de Baltimore sobre Tennessee, já que no ano passado, ambos se enfrentaram nos Playoffs, com vitória do Titans. O principal destaque da partida foi o quarterback Lamar Jackson, do Ravens, que passou para 179 jardas e correu para 136 jardas e um touchdown, apesar da interceptação lançada. Foi a primeira vitória de Jackson na pós-temporada em sua carreira.
O jogo também se destaca pela atuação defensiva do Ravens, que depois de tomar um susto no primeiro quarto, melhorou em campo e impediu o Titans de fazer um grande jogo ofensivo. O running back Derrick Henry, que correu na temporada regular para 2027 jardas, teve neste Wildcard apenas 40 jardas terrestres. E o quarterback Ryan Tannehill passou para 165 jardas, um touchdown e uma interceptação.
Nos primeiros minutos, a situação começou favorável à equipe do Tennessee, que jogava em casa na pós-temporada pela primeira vez desde a temporada 2008/09. O time abriu o placar com o touchdown de Tannehill para o wide receiver AJ Brown. Na sequência, a defesa interceptou Lamar Jackson, permitindo alguns minutos depois que o Titans ampliasse com um field goal do kicker Stephen Gostkowski.
A partir do segundo período, o Ravens se recuperou do susto e passou a controlar o jogo, ofensiva e defensivamente. Apesar disso, a primeira pontuação de Baltimore foi com um field goal de Justin Tucker. Porém, na sequência, Lamar Jackson fez uma grande corrida de 48 jardas para anotar um touchdown e empatar a partida, que foi para o intervalo com o placar de 10 a 10.
Quando a defesa deixa Lamar Jackson correr, ele faz a festa. Que grande jogada do quarterback do Baltimore Ravens neste touchdown. Ravens empata o jogo. #NFL#NFLnaESPNpic.twitter.com/Q9W4sQ64bO
Com quase seis minutos de posse de bola no início do terceiro quarto, o Ravens virou no placar com um touchdown corrido pelo running back JK Dobbins. Enquanto isso, o Titans não conseguia fazer nada e o melhor momento no período foi ter anotado mais um field goal, com o jogo ainda mantido em uma posse de bola. Já no último quarto, Baltimore avançou bem, não só no jogo terrestre mas também com passes de Lamar Jackson. Mas a campanha terminou frustrante com um atípico erro de Justin Tucker no field goal. Como Tennessee não conseguiu sequer diminuir no placar, o Ravens teve outra chance de ampliar no marcador. E desta vez, Tucker não errou o chute. Ainda houve tempo para a defesa de Baltimore interceptar Ryan Tannehill nos instantes finais, definindo assim o jogo em 20 a 13.
"Em janeiro, com a vacina, vai tudo voltar ao normal."
Brees teve ótima atuação, naquela que pode ser sua última temporada como profissional
Segundo colocado na NFC, o New Orleans Saints venceu o Chicago Bears no Mercedes-Benz Superdome por 21 a 9. Apesar da vitória, o Saints teve algumas dificuldades por boa parte do confronto, em especial com o seu ataque. Porém, a defesa foi bastante segura o tempo inteiro, permitindo que, na metade final da partida, New Orleans conseguisse uma sólida vantagem.
Possivelmente em sua última temporada como profissional, Drew Brees fez um bom jogo, passando para 265 jardas e dois touchdowns. Recuperado da Covid-19, o running back Alvin Kamara teve também uma ótima atuação. Ele correu para 99 jardas e um TD. Por outro lado, o quarterback do Bears, Mitchell Trubisky teve uma atuação bastante ruim. Passou para 199 jardas e um touchdown, mas estes números foram inflados pela última campanha ofensiva de Chicago, com o jogo já decidido. O Bears, inclusive, só converteu uma vez uma terceira descida, justamente quando não havia mais como se recuperar no placar.
Não dá para não mencionar o lado entretenimento deste jogo. A CBS, emissora que exibiu o jogo nos Estados Unidos, fez uma parceria com a Nickelondeon, canal infanto-juvenil que também tem no Brasil. Enquanto a primeira emissora exibia a partida normalmente, a segunda colocava efeitos de animação em tempo real durante as jogadas, como uma chuva de slime a cada touchdown, e o field goal na forma do Bob Esponja.
Drew Brees faz o passe para o Latavius Murray, que driblou a defesa do Bears, e anotou o touchdown para a chuva de slime. #NFL#NFLnaESPNpic.twitter.com/PEAO4PFjEh
Voltando ao confronto, o Saints abriu o placar com um touchdown, em passe de Drew Brees para Michael Thomas. O time ficou perto de ampliar a vantagem até o erro de field goal do kicker Will Lutz. Mais um erro veio na sequência, quando o quarterback reserva de New Orleans, Taysom Hill, entrou em campo para uma jogada e sofreu fumble. O turnover permitiu a única pontuação do Bears no primeiro tempo, com o field goal do kicker Cairo Santos.
Até o terceiro quarto, o jogo permanecia equilibrado, com o placar em 7 a 3 para o Saints. O ataque de New Orleans pouco conseguia fazer ante a forte defesa de Chicago. Porém, no ataque, o Bears se complicava com jogadas que não rendiam grandes avanços. Quando a defesa do time visitante cansou, o Saints aproveitou para ampliar a vantagem, com o passe de Drew Brees para Latavius Murray. No último período, veio mais um TD, agora em corrida de Alvin Kamara, definindo a partida. Com o jogo decidido, o Bears conseguiu o seu único touchdown, em passe de Trubisky para Jimmy Graham com o cronômetro zerado.
Browns trucida Steelers no primeiro quarto, e quebra uma infinidade de tabus com sua vitória
Foram 28 pontos anotados apenas no primeiro quarto (foto: Getty Images)
A saga do Cleveland Browns nas últimas semanas pode ser digna de estar em um livro. Desde a semana 16, o time conviveu com testes positivos de Covid-19, causando alguns desfalques. Mesmo assim, o Browns se classificou aos Playoffs pela primeira vez em 18 anos – era o time da NFL com a maior ausência da pós-temporada. Quando tudo poderia ser festa, a pandemia novamente deu suas caras nas instalações do time, afastando mais jogadores e o técnico, Kevin Stefanski, que testou positivo. Cleveland ficou sem treinar praticamente a semana inteira para o confronto com o Pittsburgh Steelers. Seu sonho de vencer no Wildcard aparentemente estava distante.
Mas a realidade foi outra. Todo brasileiro lembra dos 7 a 1 aplicados pela Alemanha no Brasil em plena semifinal da Copa do Mundo de 2014, no Mineirão. Neste domingo, o Cleveland Browns fez algo semelhante ao seu maior rival de divisão, apesar de, diferente da Seleção Brasileira, o Steelers ainda ter tentado reagir. No primeiro quarto, Cleveland abriu 28 a 0, e dominou ofensiva e defensivamente em pleno Heinz Field. Nos quartos seguintes, mesmo com Pittsburgh pontuando, o Browns não deixou os rivais encostarem, e a vitória foi de 48 a 37. Foi a primeira vitória do time de Cleveland nos Playoffs desde 1995, em época em que a equipe era treinada por Bill Bellichick.
O jogo mal começou e já teve touchdown. Uma falha do center Maurkice Pouncey no primeiro snap do Pittsburgh Steelers virou TD logo de cara, pois a bola passou direto pelo quarterback Ben Roethlisberger até cair na endzone e a defesa do Browns anotar o touchdown. Na posse de bola seguinte, Big Ben lançou uma interceptação no campo de defesa, e três jogadas depois, o quarterback do Browns, Baker Mayfield, lançou um belo passe de 40 jardas para Jarvis Landry anotar um touchdown. Depois disso, o Browns conseguiu o seu terceiro TD. E ainda no primeiro período, veio o quarto touchdown, algumas jogadas depois de Roethlisberger pela segunda vez. Todo mundo viu em choque o primeiro período, que terminou 28 a 0 para Cleveland, que se tornava o primeiro time na história dos Playoffs da NFL a abrir este placar nos primeiros 15 minutos.
No segundo quarto, tudo pareceu ficar mais tranquilo, até ter mais uma interceptação de Ben Roethlisberger. Como o ataque do Browns deu uma diminuída no ritmo, Pittsburgh, enfim, anotou o seu primeiro touchdown, dando um leve sinal de recuperação, em corrida curta de James Conner. Não demorou muito e o Browns conseguiu fazer mais um TD, agora em passe de Mayfield para Austin Hooper. Com pouco tempo para o intervalo, o Steelers diminuiu com um field goal do kicker Chris Boswell.
A vantagem do Browns foi se pulverizando no terceiro período, quando ataque e defesa afrouxaram, dando vida ao ataque do Steelers. Roethlisberger fez dois passes para touchdown neste quarto, um para Eric Ebron e o outro para JuJu Smith-Schuster. Com 12 pontos de diferença, o que parecia improvável passou a ser uma possibilidade para Pittsburgh, até que uma decisão de chutar um punt no início do último período, em um momento em que Cleveland estava inerte no ataque, mudou tudo.
Mal começou o último quarto e Baker Mayfield lançou para mais um touchdown, em passe curto para Nick Chubb, que avançou 40 jardas até a endzone. Foi um sinal claro de que Cleveland não iria afrouxar para perder. Mesmo assim, o Steelers seguiu lutando bravamente, e Roethlisberger lançou para mais um touchdown, para Chase Claypool. O Browns colocou mais três pontos no placar com um field goal de Cody Parkey, e a defesa apareceu para o turnover derradeiro, vindo de Sione Takitaki. Com o turnover, Cleveland anotou mais três pontos, e na garbage time, o Steelers finalizou sua participação com outra recepção para TD de Chase Claypool.
Báilame como si fuera la última vez Y enséñame ese pasito que no sé Un besito bien suavecito, bebé Taki taki Taki taki, ¡rumba!
Com a vitória por 48 a 37, o Browns terá o quarterback mais velho a jogar o Divisional Round na AFC, pois Baker Mayfield tem 25 anos e os demais QBs da conferência também são jovens. Mayfield passou para 263 jardas e três touchdowns. Já Roethlisberger, que teve um começo de jogo terrível, acabou passando para 501 jardas e quatro TDs, mas as quatro interceptações custaram muito caro.
Definidos os confrontos do Divisional Round
Agora, restam apenas oito equipes na disputa para ir ao Super Bowl LV, no dia 7 de fevereiro, no Raymond James Stadium, em Tampa, na Flórida. Na próxima semana, serão realizados os confrontos do Divisional Round, as semifinais das conferências. Veja as datas abaixo:
Depois de uma semana de pausa, o Maratona NFL, o nosso podcast feito em parceria entre Ruan Nascimento, Carlos Oliveira e Mia Mastrocolo, volta com tudo para analisar a rodada de Wildcard, que é a abertura dos Playoffs da NFL.
No programa, os apresentadores discutiram sobre cada um dos confrontos da liga, dando palpites em cada um dos seis jogos que abrem os mata-matas da temporada 2020/21 (o calendário estará ao final deste texto). Além de reforçar a preocupação com o Cleveland Browns, que irá para o seu jogo contra o Pittsburgh Steelers sem diversos jogadores, infectados por Covid-19, incluindo o técnico Kevin Stefanski. A equipe está sem treinar desde o último domingo, quando venceu justamente o Steelers na semana 17, pelo placar de 24 a 22, confirmando o seu retorno aos Playoffs desde a temporada 2002/03.
Entre outros assuntos, o podcast comenta as demissões de técnicos após o final da temporada, casos de Los Angeles Chargers, Jacksonville Jaguars e New York Jets, que estão à procura de substitutos. E também, o programa repercute o clima pesado que há no Houston Texans há alguns dias. A equipe contratou Nick Caserio para o cargo de general manager, e o quarterback Deshaun Watson não gostou da decisão. Segundo o repórter da NFL Ian Rapoport, Watson queria que o elenco fosse ouvido pela direção da franquia para a escolha do novo GM, o que não aconteceu. O próprio QB registrou seu descontentamento pelo Twitter.
E também, no começo do programa, deixamos a nossa solidariedade às famílias e amigos dos mais de 200 mil brasileiros que morreram de Covid-19. O podcast foi gravado no dia 7 de janeiro, data em que o Brasil atingiu esta triste marca, e ainda com a desesperança de não sabermos quando a vacinação começa no País, e com alta média de novos casos e óbitos.
Ouça o Maratona NFL conosco, pelo Spotify, Apple Podcasts e em demais plataformas, pelo Anchor. Ou, se preferir, pode acompanhar logo abaixo.
O caminho até o Super Bowl LV começará a ser trilhado
Neste sábado e domingo, dias 9 e 10 de janeiro, começam os Playoffs da NFL, com a rodada de Wildcard. Nela, entram em campo 12 dos 14 times que se classificaram à pós-temporada, com a exceção de Green Bay Packers e Kansas City Chiefs, por terem sido os melhores colocados de suas respectivas conferências, a Nacional (NFC) e a Americana (AFC). E a regra é muito simples, é vencer ou vencer. Quem levar a melhor nos seis confrontos deste final de semana, avança ao Divisional Round, e se junta a Packers e Chiefs. Agora, quem perder, estará fora da temporada, e terá de pensar no próximo ano.
E neste janeiro de 2021, pela primeira vez a NFL terá seis jogos no Wildcard, isso porque em março do ano passado, a liga aprovou o aumento de vagas para a pós-temporada. Agora são sete times por conferência, e não mais seis como era até o ano passado.
Destes jogos, você confere abaixo um especial sobre as expectativas de cada confronto, como os favoritos e possíveis desfalques. Venha com a gente porque o melhor mês do ano no futebol americano está apenas começando, e que levará dois times ao Super Bowl LV, marcado para o dia 7 de fevereiro, no Raymond James Stadium, em Tampa, na Florida. Todas as partidas terão a transmissão da ESPN para o Brasil.
Buffalo Bills x Indianapolis Colts (sábado, 15h05 – de Brasília)
Assim como em 2019/20, os Playoffs da NFL começam com um jogo do Buffalo Bills. No ano passado, o time de Buffalo foi o visitante, chegou a abrir uma grande vantagem sobre o Houston Texans, e sucumbiu no último quarto, com erros que custaram a eliminação na prorrogação. De aprendizado, o Bills buscou a evolução para 2020. E melhorou muito! O principal crescimento profissional foi o do quarterback Josh Allen, que passou para 37 touchdowns e 10 interceptações, sendo o líder da franquia na campanha de 13-3, que garantiu o título da AFC Leste pela primeira vez desde 1995. Com a segunda melhor posição geral na conferência, Buffalo é o favorito no duelo.
Por outro lado, o Colts foi uma das grandes surpresas nesta temporada 2020/21. O ataque teve a chegada do veterano quarterback Philip Rivers – que pode encerrar sua carreira ao final da temporada, e melhorou com a presença do running back calouro Jonathan Taylor, que correu para 1169 jardas e 11 touchdowns na temporada regular. A franquia volta aos Playoffs depois de um ano ausente da pós-temporada. E por ter sido o sétimo na Conferência, chega ao mata-mata como possivelmente o maior azarão entre os classificados.
Seattle Seahawks x Los Angeles Rams (sábado, 18h40)
Rivais de divisão, Seahawks e Rams voltam a se enfrentar no Wildcard
Em campo, o campeão e o vice da NFC Oeste. Por serem rivais de divisão, este será o terceiro duelo entre Seahawks e Rams. Na temporada regular, cada time venceu um duelo. Mas desta vez, o equilíbrio é deixado um pouco de lado. Vindo de uma classificação dramática na semana 17, sem o quarterback titular, Jared Goff, o Rams ainda não sabe se será mesmo Goff quem jogará a partida. Ele ainda se recupera de uma lesão no dedo, na qual precisou fazer uma cirurgia. Sem a presença dele, a situação se complica, ainda mais enfrentando um dos melhores times da NFL nesta atual temporada.
Para Seattle, a confiança principal está nas mãos de Russell Wilson. O quarterback que chegou a brigar para ser o MVP, mas que se afastou da disputa após derrotas nas semanas finais. O Seahawks não tem nenhum grande desfalque, e ainda tem a oportunidade de jogar em casa. Mesmo sem o barulho da torcida no Lumen Field (a equipe não liberou público no estádio em razão da pandemia), a gelada Seattle pode complicar ainda mais a situação do Rams neste confronto.
Washington Football Team x Tampa Bay Buccaneers (sábado, 22h20)
Dos seis jogos deste Wildcard, este é o que há mais projeções de vitória do time visitante do que o do mandante – em tese, com campanha melhor por ter sido campeão de divisão. Porém, o Washington Football Team chegou com a quarta posição na NFC, vencendo a NFC Leste com uma campanha em 7-9, enquanto o Buccaneers chega à pós-temporada depois de 11 vitórias e cinco derrotas. Apesar do desempenho ruim nos 16 jogos da temporada regular, Washington vem de uma boa sequência, com três vitórias e duas derrotas nas últimas cinco partidas, e, considerando os cinco jogos em que o quarterback Alex Smith jogou, quatro vitórias e uma derrota. O time da capital dos Estados Unidos também confia na sua defesa para o duelo contra Tampa Bay, principalmente pelo calouro Chase Young, que forçou quatro fumbles na temporada regular.
E é por estas qualidades de Washington que o Buccaneers quer afastar qualquer possibilidade de favoritismo. O técnico Bruce Arians disse que não vê Washington como um time que chegou aos Playoffs com 7-9, destacando o período em que Alex Smith virou o titular. A principal arma de Tampa é o quarterback Tom Brady, em seu primeiro jogo de Playoff sem defender... bom, vocês devem saber. Em 2020, Brady passou para 40 touchdowns, e aos 43 anos, se tornou o líder em passes para TD na história da NFL, com 581 (dez a mais que o segundo, Drew Brees). O ataque também se destaca no corpo de recebedores do time, como o wide receiver Mike Evans, com 13 TDs de recepção, e o tight end Rob Gronkowski, que anotou sete touchdowns. O último jogo do sábado marca também a volta aos Playoffs de ambos os times. Washington não atuava na pós-temporada desde 2015/16, e o Buccaneers, desde 2007/08.
Tennessee Titans x Baltimore Ravens (domingo, 15h05)
Novamente este confronto se repete nos Playoffs. No ano passado, em Baltimore, o Ravens, que tinha a melhor campanha da AFC na temporada 2019/20 sucumbiu ao Tennessee Titans. Neste ano, o jogo será em Nashville, e o jogo terrestre novamente terá atenção especial. Entre as partidas do Wildcard, é uma das mais difíceis de se apostar em um favorito. O principal nome do Titans é o running back Derrick Henry, candidato a Jogador Ofensivo do Ano, por ter corrido para 2027 jardas e 17 touchdowns. Soma isso às atuações do quarterback Ryan Tannehill, que passou para 33 touchdowns e sete interceptações na temporada regular.
No Ravens, o jogo terrestre também chama a atenção pelo quarterback Lamar Jackson, que foi o MVP da NFL na última temporada. Correndo com a bola, ele alcançou 1005 jardas, e anotando sete touchdowns. E, nos passes, ele lançou para 26 touchdowns e nove interceptações. Além disso, é de se ressaltar que Baltimore é uma equipe tradicionalmente forte no setor defensivo também. Este confronto promete bastante.
New Orleans Saints x Chicago Bears (domingo, 18h40)
De um lado, o New Orleans Saints, segundo colocado na NFC, com 12-4, e um dos candidatos a representar a Conferência Nacional no Super Bowl. Do outro, o Chicago Bears, time que chega à pós-temporada com 8-8, aos trancos e barrancos, e que sequer comemorou o avanço aos Playoffs, pois avançou depois da derrota para o rival, Green Bay Packers e por causa de resultados paralelos. Este é, possivelmente, o duelo mais desproporcional em desempenho neste Wildcard.
Há uma grande expectativa sobre como vai ser a atuação do Saints na partida. O quarterback Drew Brees já está de volta após ter fraturado 11 ossos da costela, e para a torcida de New Orleans, cada jogo do camisa 9 pode ser uma despedida, pois há a possibilidade de que Brees se aposente ao final da temporada. Além disso, o time vive a expectativa do retorno do running back Alvin Kamara, que está afastado do elenco por estar com a Covid-19. Em Chicago, o time está sem desfalques, e tem uma defesa que pode frear o fortíssimo ataque de New Orleans, como o linebacker Roquan Smith e o defensive end Khalil Mack. Mas é o ataque do Bears o fator preocupante, já que Mitchell Trubisky, o quarterback titular, não está em um bom ano – até mesmo foi preterido na posição para Nick Foles, até este se lesionar. Em 2020, na temporada regular, Trubisky passou para 2055 jardas nas dez partidas em que atuou, lançando para 16 touchdowns e oito interceptações.
Pittsburgh Steelers x Cleveland Browns (domingo, 22h20)
Após 18 anos, Browns volta aos Playoffs, mas sem o técnico Kevin Stefanski, que está com Covid-19 (foto: David Richard/AP)
Seria esperado um grande confronto entre rivais da AFC Norte, e com um virtual clima de revanche, já que o Pittsburgh Steelers perdeu para o Cleveland Browns justamente na semana 17. Seria! A questão é que este duelo agora é uma grande incerteza de acontecer. Até o fechamento deste texto, o jogo que fecha a rodada de Wildcard está confirmado. O problema é: desde domingo, o Cleveland Browns não está treinando devido a um surto de Covid-19. Desde a semana 16, a equipe, que volta à pós-temporada pela primeira vez desde 2002/03, convive com a atualização de casos em seus integrantes. O time jogou as duas últimas rodadas da temporada regular sem os wide receivers titulares, ou testados positivos ou na lista Covid-19/Reserve, que também é definida em caso de contatos com infectados. E nesta semana, mais casos foram confirmados, incluindo com o safety Ronnie Harrison e o técnico Kevin Stefanski. Antes mesmo dos mata-matas começarem, a NFL já se vê num enorme problema para enfrentar por causa da pandemia.
Com a volta dos jogadores titulares, o Pittsburgh Steelers estará com força total para o confronto. Na semana 17, o técnico Mike Tomlin poupou diversos jogadores, incluindo o quarterback Ben Roethlisberger, para que todos estivessem com 100% de condições para o mata-mata. Com a situação difícil no Browns, o time de James Conner, JuJu Smith-Schuster e TJ Watt entrará em campo como o favorito – isso se o confronto for realizado.
Cleveland Browns garantiu sua classificação depois de 18 anos (foto: Getty Images)
Feliz Ano Novo! Este é o nosso primeiro texto de 2021. E nele, falaremos da semana 17 da NFL, a rodada que definiu as últimas vagas aos Playoffs da temporada de 2020. Vale lembrar, aos navegantes de primeira viagem do futebol americano, que o ano mudou, mas na NFL, a referência ainda vale para o ano anterior.
Entre as histórias a serem contadas, está a volta do Cleveland Browns à pós-temporada depois de 18 anos; o título de divisão do Washington Football Team, vindo em um duelo não muito atrativo em pleno Sunday Night Football; a vitória do Los Angeles Rams, que garantiu vaga aos Playoffs vencendo o Cardinals com um QB que jogou profissionalmente em uma liga alternativa; a surra do Buffalo Bills, que eliminou o Miami Dolphins, em grande dia do quarterback Josh Allen; entre outros assuntos.
E ainda, você confere abaixo quais serão os jogos do Wildcard, na próxima semana, e quais técnicos já foram demitidos após o fim da semana 17. Fique com a gente!
Dezoito anos depois, Browns volta aos Playoffs
Você se lembra do que estava fazendo em 2002? Você era nascido há 18 anos atrás? Pois bem, naquele ano, em que o Brasil venceu a Copa do Mundo, o Cleveland Browns foi aos Playoffs. Mas depois disso, a franquia usou e abusou de escolhas terríveis no Draft, foi o pior time da NFL por vários anos, trocou inúmeras vezes de técnico e de quarterback, e teve de suportar até mesmo uma sequência de duas temporadas consecutivas nas quais o time venceu uma única partida. Mas em 2020/21, acabou a agonia. O Cleveland Browns garantiu sua vaga na pós-temporada.
A vitória veio com muito drama, contra o Pittsburgh Steelers, que já havia confirmado o título da AFC Norte, e jogava com reservas e sem o quarterback Ben Roethlisberger. O Browns estava sem seus wide receivers titulares, que ainda cumprem quarentena após um caso positivo de Covid-19 no elenco. Apesar disso, vencia o jogo por 24 a 16 até o finalzinho da partida, quanto Pittsburgh anotou um touchdown. Para alívio de Cleveland, a conversão de dois pontos não veio, e depois de um frustrado onside kick, o Browns finalmente pôde comemorar sua vaga nos Playoffs.
Na próxima semana, Browns e Steelers voltam a se enfrentar, agora com seus elencos principais e valendo a permanência na NFL.
Packers bate o Bears, e confirma a primeira posição na NFC
Packers folga na próxima semana, e mesmo derrotado, Bears se classifica (foto: Quinn Harris/Getty Images)
Jogando fora de casa e com o título da NFC garantido, ao Green Bay Packers, jogar na semana 17 seria para dois objetivos: vencer para ser o melhor da Conferência Nacional, e ainda terminar a temporada regular com moral, vencendo o principal rival. E foi isso mesmo o que aconteceu. Contra o Chicago Bears, o Packers venceu por 35 a 16, em mais um grande show do quarterback Aaron Rodgers, que passou para 240 jardas e quatro touchdowns. Com a primeira posição garantida, Green Bay vai folgar na semana que vem, e aguarda o pior classificado do Wildcard para jogar no Divisional Round.
Por ter vencido no jogo anterior, o Chicago Bears entrou na zona de classificação aos Playoffs na semana 16. Se vencessem o Packers, teriam confirmada a sua vaga à pós-temporada. Mas apesar da derrota, a classificação veio, pois o time do quarterback Mitchell Trubisky contou com a ajudinha do Arizona Cardinals, que também perdeu o seu jogo. Como Chicago tinha um desempenho melhor nos critérios de desempate, garantiram presença nos mata-matas. O Bears jogará contra o New Orleans Saints fora de casa.
Titans conquista a AFC Sul, e Colts avança ao Wildcard
A AFC Sul era uma das poucas divisões da NFL que ainda estavam em disputa na semana 17. Apesar disso, Tennessee Titans e Indianapolis Colts não faziam um confronto direto, e basicamente, teriam que fazer a sua parte para pelo menos jogar uma partida de mata-mata. E foi o que aconteceu. O título da divisão ficou com o Titans, que venceu o Houston Texans em um eletrizante confronto, com o placar final de 41 a 38 – foi o melhor jogo da rodada. Para Tennessee, há de se ressaltar o feito do running back Derrick Henry, que correu para mais de 200 jardas novamente, e passou a marca das 2 mil jardas terrestres em uma temporada. Apenas oito jogadores na história da NFL, incluindo Henry, alcançaram este feito.
O Indianapolis Colts também brigava pela divisão, mas não dependia apenas de si para jogar em casa na próxima semana. Porém, contra o Jacksonville Jaguars, o time teve alguns momentos difíceis, mas superou a adversidade e venceu por 28 a 14. O quarterback Philip Rivers, que pode estar em sua última temporada, passou para 164 jardas, um touchdown e uma interceptação, e o running back Jonathan Taylor fez um grande jogo, correndo para 253 jardas e dois TDs.
No Wildcard, o Titans recebe o Baltimore Ravens, reeditando o duelo do Divisional Round do ano passado. Já o Colts irá enfrentar o Buffalo Bills fora de casa.
Bills atropela Dolphins, e elimina os rivais
Bills confirma a segunda posição na AFC após bater Dolphins (foto: Adrian Kraus/AP)
O Buffalo Bills não poupou na semana 17 mesmo classificado, e derrotou o Miami Dolphins por impressionantes 56 a 26. O resultado confirmou a equipe com a segunda posição geral da AFC, e ainda eliminou os rivais de divisão, que dependiam apenas de suas forças para se classificar. O grande destaque deste duelo foi o quarterback Josh Allen, que faz a melhor temporada de sua carreira até aqui. Allen passou para 224 jardas, três touchdowns e uma interceptação, sendo o líder da franquia nesta campanha vitoriosa.
Por outro lado, a derrota do Dolphins é uma decepção para a equipe. Os 10-6 de campanha não eram esperados no início da temporada regular, mas o time embalou em boa parte da competição e parecia que ia conseguir a vaga. Como não foi possível, vão ter de esperar mais um ano para que o time volte aos Playoffs, o que não acontece desde 2016.
Washington vence a NFC Leste em melancólico Sunday Night Football
É a primeira vez, desde 2015, que a franquia se classifica aos Playoffs (foto: Derik Hamilton/AP)
A NFC Leste de 2020 foi uma festa. E não nos deixou de proporcionar momentos estranhos até mesmo na semana 17. Com os quatro times com mais derrotas que vitórias, três deles ainda poderiam se classificar nesta rodada. E a definição do título da divisão ficou mesmo para o Sunday Night Football, entre o eliminado Philadelphia Eagles contra o Washington Football Team, que ainda brigava para ser o melhor.
O jogo já começou com uma bomba pelo lado do Eagles. O quarterback Carson Wentz, ex-titular da equipe, sequer foi relacionado para o jogo – um indicativo claro de fim da linha para ele na Philadelphia. Com Jalen Hurts de QB titular, o time até travou um duelo equilibrado contra Washington. Mas estranhamente, o técnico Doug Pederson resolveu colocar o QB reserva Nate Sudfeld no último quarto, e o confronto ainda estava equilibrado. O que se viu nos minutos finais foi um show de turnovers, e ao final, Washington venceu por 20 a 14. Quem não gostou nada da atitude do Eagles foram os atletas do New York Giants. Pois se Philadelphia vencesse, seria o time de Nova York quem se classificaria.
— Left Tackle Brasil (de 🏡) 🏴 (@LeftTackleBR) January 4, 2021
Agora falando de Washington, a classificação coroa a incrível história de superação do quarterback Alex Smith. Em 2018, ele lesionou gravemente a perna, e precisou de 17 cirurgias para não morrer, pois também teve uma infecção bacteriana. Em 2020, Smith voltou a jogar e foi fundamental para liderar a sua equipe para voltar aos Playoffs. É a primeira vez, desde 2015, que Washington vai à pós-temporada.
Com QB reserva, Rams elimina Cardinals e avança à pós-temporada
A situação do Los Angeles Rams na semana 17 era preocupante. Sem o quarterback Jared Goff, a equipe corria o risco de ser eliminada enfrentando o Arizona Cardinals, que brigava por uma vaga no Wildcard, assim como Los Angeles. O time foi à campo com o QB John Wolford, que nunca havia jogado na NFL, mas tinha atuado pelo Arizona Hotshots, da liga AAF, que existiu apenas em 2019 como alternativa à offseason da National Football League. Wolford passou para 231 jardas e uma interceptação, sendo nome importante para o Rams anotar field goals, e vencer pelo placar de 18 a 7 – o único TD da equipe foi em uma interceptação retornada para touchdown. A equipe de Los Angeles enfrentará o Seattle Seahawks no Wildcard.
Já o Arizona Cardinals de Kyler Murray, que flertou com a liderança da NFC Oeste em vários momentos, perdeu fôlego nas semanas finais, e fica de fora da pós-temporada. A equipe treinada por Kliff Kingsbury não joga a pós-temporada desde que perderam a final da NFC em 2015/16.
Ravens vence Bengals sem sustos, e vai aos Playoffs pelo terceiro ano seguido
A briga por vagas aos Playoffs costuma ser de altos e baixos para várias equipes. Foi o exemplo do Baltimore Ravens, que flertou com a eliminação, mas em dezembro voltou a vencer, para se confirmar na pós-temporada. A equipe dependia apenas de si para avançar, e venceu o Cincinnati Bengals sem sofrer, pelo placar de 38 a 3, confirmando a quinta posição geral da AFC. O time do quarterback Lamar Jackson enfrentará o Tennessee Titans na primeira fase de mata-mata, em clima de revanche. No ano passado, foi o Titans quem eliminou Baltimore nos Playoffs.
Vitórias de Saints, Seahawks e Buccaneers, e derrota do Chiefs
Para não dizer que não falamos das quatro equipes classificadas deste tópico, três delas venceram e não alteraram suas posições na classificação, assim como o derrotado Kansas City Chiefs, que entrou em campo já com a primeira posição geral na AFC garantida nesta semana 17. O Chiefs perdeu para o Los Angeles Chargers por 38 a 21, poupando vários jogadores titulares, incluindo o quarterback Patrick Mahomes.
O New Orleans Saints levou a melhor sobre o Carolina Panthers, em vitória por 33 a 7. Antes do jogo, pintou a informação de que o quarterback Drew Brees pode se aposentar ao final da temporada, segundo Adam Schefter, da ESPN. Poderemos estar testemunhando as últimas atuações do lendário jogador, que futuramente irá para o Hall da Fama da liga.
Teve também a vitória do Seattle Seahawks sobre o San Francisco 49ers por 26 a 23, com Seattle confirmando a segunda posição geral da NFC. O Tampa Bay Buccaneers, que já havia confirmado vaga no Wildcard, venceu o Atlanta Falcons pelo placar de 44 a 27, e confirma a quinta posição geral na NFC.
Duelos de despedida entre eliminados
Nos jogos de quem se despediu da temporada regular, tivemos: a vitória do New York Giants sobre o Dallas Cowboys por 23 a 19; a despedida com vitória do New England Patriots sobre o New York Jets, por 28 a 14 – possivelmente o último jogo de Cam Newton na franquia, que não deve ter o contrato renovado; o grande jogo entre Minnesota Vikings e Detroit Lions, no qual o Vikings venceu por 37 a 35; e também a vitória do Las Vegas Raiders sobre o Denver Broncos por 32 a 31.
Demitidos
A segunda-feira, 4 de janeiro, marcou também o fim da linha para três técnicos na NFL. Os demitidos foram: Adam Gase, após o fracasso no New York Jets; Doug Marrone, que treinou o Jacksonville Jaguars na pior temporada na história da franquia; e Anthony Lynn, que perdeu o emprego no Los Angeles Chargers.
Além destes, outros três treinadores foram demitidos durante a temporada regular em 2020: Bill O'Brien, dispensado pelo Houston Texans; Dan Quinn, demitido pelo Atlanta Falcons; e Matt Patricia, que perdeu o emprego de treinador do Detroit Lions.
Os Playoffs estão chegando
Já estão confirmados os dias e horários dos jogos de Wildcard. Vale lembrar que, por serem os primeiros das conferências AFC e NFC, Kansas City Chiefs e Green Bay Packers não entrarão em campo na próxima semana. Confira abaixo os duelos e horários. Todas as partidas terão transmissão da ESPN para o Brasil.
Sábado, 9/1
15h05 - Buffalo Bills x Indianapolis Colts
18h40 - Seattle Seahawks x Los Angeles Rams
22h20 - Washington Football Team x Tampa Bay Buccaneers
Packers de Davante Adams e Aaron Rodgers se aproxima da melhor campanha da NFC (foto: CBS Sports)
Onze jogos foram realizados pela rodada de domingo da NFL, e emoção não faltou nestes confrontos. Não foi confirmado nenhum novo classificado aos Playoffs com relação ao sábado. Porém, a disputa dentro das divisões e pelas vagas restantes de Wildcard continuam, com algumas eliminações já confirmadas. Além disso, dois times que estavam dentro da zona de classificação até a semana 16 perderam os seus jogos, e agora correm o risco de ficar de fora da pós-temporada.
A semana 16 ainda não terminou. Nesta segunda-feira tem o Monday Night Football entre New England Patriots e Buffalo Bills. Mas o jogo é praticamente um amistoso, pois o Patriots já está eliminado e o Bills é o campeão da AFC Leste. Agora é o momento de você acompanhar o que teve de mais importante na grande maratona de partidas de domingo, a penúltima da temporada regular de 2020.
Na neve, Packers bate Titans e fica a um passo da primeira posição geral da NFC
O Sunday Night Football tinha expectativas de ser um grande jogo, pois poderia valer a primeira posição geral ao Green Bay Packers, ou o título da AFC Sul ao Tennessee Titans. Mas aí, a neve caiu em Green Bay, e quando há neve em seu Lambeau Field, não há adversário que resista ao poderio ofensivo do Packers.
Foi uma vitória por 40 a 14, com Aaron Rodgers, cada vez mais favorito para ser o MVP da temporada, lançando para 231 jardas, quatro touchdowns e uma interceptação. A defesa de Green Bay também congelou as ações ofensivas do Titans, limitando o running back Derrick Henry a "apenas" 98 jardas – para os padrões dele, é um número baixo, além de fazer duas interceptações no quarterback Ryan Tannehill.
Com o resultado, o Packers precisará vencer o Chicago Bears na semana 17 para garantir a folga do Wilcard. Se perder, terá de torcer contra o Seattle Seahawks. Já o Tennessee Titans precisará vencer o Houston Texans para garantir o título da AFC Sul, mas se perder, terá de torcer pela derrota de pelo menos um dos seguintes times: Indianapolis Colts, Miami Dolphins, Baltimore Ravens e Cleveland Browns.
Chiefs sofre, mas vence Falcons e se consolida como líder da AFC
Enfrentando o já eliminado Atlanta Falcons, o Kansas City Chiefs teve um jogo mais difícil. Apesar disso, venceu por 17 a 14, e o resultado confirma a primeira colocação geral dentro da AFC, e o consequente avanço direto ao Divisional Round. O principal nome do Chiefs foi o quarterback Patrick Mahomes, que fez dois passes para touchdown e foi peça fundamental para que o Chiefs não corresse o risco de sair derrotado na partida.
Steelers vence a AFC Norte e complica Colts
Após três derrotas consecutivas, o Pittsburgh Steelers voltou a vencer, e confirmou o título da AFC Norte com o resultado. O jogo foi um duríssimo duelo contra o Indianapolis Colts, e vencido por Pittsburgh por 28 a 24. A franquia de Pittsburgh ainda pode terminar com a segunda posição geral da AFC, mas não briga mais pela liderança da conferência.
Foi uma tarde especial para o quarterback Ben Roethlisberger, que passou para 342 jardas e três touchdowns, sendo fundamental para o duelo. Na atuação defensiva, o destaque também vai para a marca alcançada de 50 sacks nos quarterbacks adversários em quatro temporadas consecutivas, algo inédito nos últimos 40 anos na NFL.
Derrotado, o Colts, que ainda pode ser campeão da AFC Sul, saiu da zona de classificação à pós-temporada. Precisará vencer o Jacksonville Jaguars na última semana e torcer por derrota de Baltimore Ravens, Miami Dolphins ou Cleveland Browns.
Seahawks bate Rams e conquista a NFC Oeste
No duelo que valia a liderança da NFC Oeste, o Seattle Seahawks, que já estava classificado, bateu o Los Angeles Rams por 20 a 9. O resultado confirma o time do quarterback Russell Wilson como o melhor da divisão, e mantendo ainda a franquia na possibilidade de tentar a primeira colocação geral na NFC, se vencerem o San Francisco 49ers no próximo domingo e o Green Bay Packers perder.
Por outro lado, a derrota do Rams adia a classificação à pós-temporada e ainda complica o time para o próximo confronto, contra o Arizona Cardinals. Se perder, a equipe de Los Angeles pode não avançar aos Playoffs, e precisará torcer contra o Chicago Bears também.
Ravens entra na zona de classificação aos Playoffs após vencer Giants
Depois de tanto se complicar ao longo da temporada, o Baltimore Ravens voltou a entrar na zona de classificação aos Playoffs após vencer o New York Giants por 27 a 13. Agora, a equipe depende apenas de suas forças para avançar à pós-temporada, e na semana 17 enfrenta o Cincinnati Bengals, já eliminado.
A situação do Giants é mais complexa, mas ainda é possível vencer a NFC Leste. Na última rodada, a equipe precisará vencer o Dallas Cowboys, e torcer para o Philadelphia Eagles vencer o Washington Football Team.
Washington perde e fará o último SNF da temporada precisando vencer
Os resultados conspiraram a favor do Washington Football Team se classificar para os Playoffs. Era só vencer o Carolina Panthers que a pós-temporada iria se confirmar. Mas o time perdeu. A derrota por 20 a 13 foi em uma atuação sofrível da equipe localizada na capital dos Estados Unidos.
O jogo também marcou o fim da paciência da franquia de Washington com o quarterback Dwayne Haskins. Mesmo com o atleta sendo flagrado numa festa sem máscara, desrespeitando os protocolos de prevenção à Covid-19, ele começou o jogo de domingo como titular, pois Alex Smith ainda não estava 100% recuperado de sua lesão. Durante a partida, o técnico Ron Rivera o sacou de campo, depois do QB lançar duas interceptações, e foi até o final da partida com Taylor Heinicke.
Nesta segunda-feira, veio a confirmação por parte de Washington: Dwayne Haskins foi demitido pela equipe. Rivera declarou que esta era a melhor decisão para ambas as partes. O jogador está apenas em seu segundo ano como profissional, e foi escolhido na primeira rodada do Draft de 2019. Haskins nunca foi uma afirmação na franquia, e em 2020, Rivera só o definiu como titular próximo da temporada começar. Depois de quatro semanas, Haskins foi tirado da titularidade por não estar gostando de suas atuações. Assim, Kyle Allen virou o titular até quebrar a perna, permitindo o retorno de Alex Smith após dois anos afastado por uma lesão que quase tirou sua vida. Haskins só voltou a jogar porque Smith se machucou e ainda não está recuperado de seu problema atual, mas o episódio da festa o queimou de vez em Washington.
Cowboys elimina Eagles e ainda respira por uma vaga
Já dissemos algumas vezes que a NFC Leste de 2020 é uma festa, dada a imprevisibilidade dos jogos dos quatro times. E como o Washington perdeu, a vitória do Dallas Cowboys deu vida ao time, e ainda tirou outro da disputa pela divisão, já que o derrotado Philadelphia Eagles está fora. A vitória por 37 a 17 deixa Dallas com campanha em 6-9, obrigando a equipe a vencer o New York Giants na semana 17, e a torcer para o Washington Football Team perder o Sunday Night Football.
Bears depende agora só de si para avançar, e Jaguars vai para a primeira escolha
Com a derrota do Arizona Cardinals, o Chicago Bears entrou em campo contra o Jacksonville Jaguars para depender de suas forças para se classificar aos Playoffs. E conseguiu. O time de Mitchell Trubisky venceu por 41 a 17, dominando as ações adversárias desde o início. O Bears tem agora a campanha de 8-7, e se vencer o Green Bay Packers na semana 17, garante sua classificação à pós-temporada.
A situação do Jacksonville Jaguars já é oposta. O time chega a campanha de 1-14, e por causa da vitória do New York Jets, a equipe tem confirmada a pior campanha geral de toda a NFL em 2020. Assim, o Jaguars será o time com a primeira escolha geral no Draft de 2021.
Com desfalques no ataque, Browns cai para o Jets e complica sua situação
O Cleveland Browns entrou em campo com quatro wide receivers afastados na lista da Covid-19, incluindo Jarvis Landry. Com isso, Baker Mayfield teve em seu corpo de recebedores praticamente só jogadores reservas, ou que estavam no Pratice Squad da equipe. O time jogou mal contra o New York Jets e saiu de campo derrotado pelo placar de 23 a 16. O Jets, que até semana passada sequer tinha uma vitória, agora está com 2-13, e afastou de vez da possibilidade de ser o pior time da NFL. Já a situação do Browns fica complicada, pois o time caiu para sétimo na classificação da AFC, e jogará pressionado a vencer o Pittsburgh Steelers. Se perder, e o Indianapolis Colts vencer, Cleveland novamente estará fora da pós-temporada.
Ranking da classificação
Abaixo, acompanhe como está a classificação para os Playoffs dentro da AFC e na NFC. Vale lembrar que, em 2020, serão sete classificados por conferência, sendo os campeões de divisão mais os três melhores entre os não-campeões divisionais. Em asterisco, os times já classificados.
AFC
Líderes das divisões
Kansas City Chiefs*** (14-1)
Pittsburgh Steelers** (12-3)
Buffalo Bills** (11-3)
Tennessee Titans (10-5)
Wildcard
Miami Dolphins (10-5)
Baltimore Ravens (10-5)
Cleveland Browns (10-5)
Ainda na briga
Indianapolis Colts (10-5)
NFC
Líderes nas divisões
Green Bay Packers** (12-3)
New Orleans Saints** (11-4)
Seattle Seahawks** (11-4)
Washington Football Team (6-9)
Wildcard
Tampa Bay Buccaneers* (10-5)
Los Angeles Rams (9-6)
Chicago Bears (8-7)
Ainda na briga
Arizona Cardinals (8-7)
Dallas Cowboys (6-9)
New York Giants (5-10)
***Time com vantagem no mando de campo dos Playoffs da conferência