Bills dominou Patriots anotando touchdowns em todas as suas campanhas (foto: AP)
Dois jogos abriram a fase de Wildcard dos Playoffs da NFL neste sábado (15). Cincinnati Bengals e Buffalo Bills venceram os seus duelos contra Las Vegas Raiders e New England Patriots, respectivamente. Os confrontos marcaram o início do super final de semana, com seis partidas eliminatórias até esta segunda-feira (17).
Neste domingo, outras três partidas dão continuidade à pós-temporada. Às 15h, o Tampa Bay Buccaneers enfrenta o Philadelphia Eagles. Às 18h30, é a vez de Dallas Cowboys e San Francisco 49ers. E finalizando a rodada, às 22h15, tem Kansas City Chiefs e Pittsburgh Steelers.
Veja abaixo como foram as partidas deste sábado.
Em final dramático, Bengals vence Raiders, e quebra jejum de 31 anos
Joe Burrow (9) e Ja'Marr Chase foram os destaques da partida (foto: Getty Images)
O que você fazia em janeiro de 1991? Talvez muitos aqui nem nascidos eram, como o meu caso. Foi há 32 anos a última vez que o Cincinnati Bengals teve uma vitória na pós-temporada. Era o jejum mais longo sem vitórias nos Playoffs entre todos os times da NFL. Neste sábado, a equipe derrotou o Las Vegas Raiders por 26 a 19, e continua na disputa por seu primeiro título de Super Bowl.
Fazia muito tempo que ambos os times não jogavam os Playoffs – Bengals em 2016 e Raiders em 2017. Era também a estreia dos quarterbacks titulares na pós-temporada, tanto de Joe Burrow quanto de Derek Carr (há cinco anos, Carr havia se lesionado na temporada regular). Em campo, o equilíbrio se manteve praticamente o tempo inteiro, com vantagem maior para a equipe de Cincinnati, que por várias vezes, estava com vantagem de mais de uma posse de bola.
Mas no último quarto, o Raiders cresceu em campo, e ameaçou a vitória que parecia tranquila do Bengals. O time de Las Vegas ficou perto de anotar um touchdown a segundos do final, até que Germaine Pratt anotou a interceptação derradeira da partida. Entre os destaques de Cincinnati, está o quarterback Joe Burrow, com dois passes para touchdown, e do wide receiver Ja'Marr Chase, que não anotou TD, mas conseguiu 116 jardas de recepção.
Bills amassa Patriots com vitória maiúscula
Com cinco passes para touchdown, Josh Allen (17) comandou a vitória de Buffalo sobre New England
Apesar de serem rivais de AFC Leste, Buffalo Bills e New England Patriots nunca haviam se encontrado nos Playoffs até este sábado. Na temporada regular, cada equipe tinha vencido um jogo. Esperava-se por um duelo parelho no Highmark Stadium, mas o que se viu foi um impressionante domínio do Bills, ante uma fraca defesa do Patriots. O placar final foi de 47 a 17. Uma surra sem precedentes.
Simplesmente, o Buffalo Bills anotou touchdown em todas as suas campanhas ofensivas, a exceção das ajoelhadas da vitória a menos de dois minutos para o final, com o duelo já decidido. O quarterback Josh Allen passou para 308 jardas e cinco touchdowns, dois deles recebidos por Dawson Knox, e um recebido por Gabriel Davis, Emmanuel Sanders e Tommy Doyle – que é de linha ofensiva. A defesa do Patriots praticamente olhou o time de Buffalo jogar. Houve ainda outros dois TDs terrestres de Devin Singletary. Foi a primeira vez na história da pós-temporada que um time anotou touchdowns nos sete primeiros drives.
Único calouro estreante nos Playoffs, Mac Jones, do New England Patriots, fez um jogo decente. Antes do atropelo de Buffalo, ele comandou uma ótima campanha que terminou em interceptação de Micah Hyde, numa jogada em que o mérito é maior ao defensor do que falha do ataque (por muito pouco não foi touchdown no lance). Jones lançou para 232 jardas, dois TDs e duas interceptações. Mas diante de uma defesa tão fraca, não pôde fazer muita coisa frente ao Bills.
De forma dramática, Raiders vence Chargers e confirma a classificação aos Playoffs após cinco anos
Em 102 anos de NFL, nunca uma temporada regular havia terminado na semana 18. Neste sábado (8) e domingo (9), isso ocorreu pela primeira vez, com uma insana última rodada da primeira fase da competição.
Foram definidos os últimos três classificados aos Playoffs, que iniciam no próximo sábado (15). San Francisco 49ers, Las Vegas Raiders e Pittsburgh Steelers conseguiram avançar na semana 18, e se juntam a Teneessee Titans, Kansas City Chiefs, Cincinnati Bengals, Buffalo Bills, New England Patriots, Green Bay Packers, Dallas Cowboys, Tampa Bay Buccaneers, Los Angeles Rams, Arizona Cardinals e Philadelphia Eagles. Um destes 14 times será o campeão do Super Bowl LVI, em 13 de fevereiro, no SoFi Stadium, na região metropolitana de Los Angeles.
A rodada derradeira teve duelos dramáticos, classificações emocionantes e uma eliminação inacreditável. Abaixo, listaremos os principais fatos dos últimos jogos da temporada regular de 2021/22.
Um Sunday Night Football digno de Playoffs
Las Vegas Raiders e Los Angeles Chargers fotam a campo no Sunday Night Football para o tudo ou nada. Quem vencesse, iria aos Playoffs, e eliminaria o rival. O jogo foi insano do início ao fim, com destaque para o dramático último quarto.
O Raiders vencia o jogo por 29 a 14, faltando pouco mais de cinco minutos. O quarterback Justin Herbert, do Chargers, comandou uma incrível reação, convertendo quartas descidas e empatando o jogo a dois segundos do final. Na prorrogação, o drama persistiu, com um field goal para cada lado. Mas ao final do jogo, o time de Las Vegas, do QB Derek Carr, se superou e venceu por 35 a 32. O Raiders volta aos Playoffs após cinco anos de ausência, e será a primeira vez que Carr jogará uma partida de mata-mata (em 2017, estava machucado). Já o Chargers se despediu da competição.
Classificação surpreendente, e carreira de Big Ben continua por mais um tempo
O Pittsburgh Steelers desta última temporada começou cambaleante. Tudo conspirava para uma eliminação melancólica, naquela que provavelmente é a última temporada da carreira do quarterback Ben Roethlisberger, o Big Ben. Em algum momento, as chances de ida aos Playoffs eram de 2% apenas.
Mas os demais resultados nas últimas semanas deram vida à Pittsburgh, que viajou até Baltimore para enfrentar o Ravens precisando vencer para seguir sonhando com alguma coisa. A vitória veio de forma dramática, também na prorrogação, por 16 a 13, mas a franquia ainda dependia de outros resultados. A classificação só se confirmou após o Sunday Night Football vencido pelo Raiders.
Lanterna da liga ajuda Pittsburgh
Mas de todos os resultados favoráveis ao Steelers, nenhum deles foi tão surpreendente quanto a vitória do Jacksonville Jaguars sobre o Indianapolis Colts por 26 a 11. Aliás, só foi possível que Pittsburgh sonhasse com Playoffs se acontecesse uma derrota do Colts. Bastava que a equipe de Indianapolis vencesse para confirmar a classificação à pós-temporada.
O resultado foi a maior surpresa da semana, já que o Jaguars só tinha duas vitórias em 2021/22. O Colts de Carson Wentz e Jonathan Taylor terá de olhar a pós-temporada pela TV. Já a equipe de Jacksonville termina o ano com a pior campanha de toda a NFL pelo segundo ano seguido, pois nesta mesma semana 18, o Detroit Lions também venceu. A primeira escolha geral do Draft de 2022 vai para o Jaguars.
49ers consegue grande virada e confirma a classificação
Não era uma situação fácil a do San Francisco 49ers. No papel, o time dependia apenas de suas forças para avançar. Mas na prática, o duelo era contra o poderoso Los Angeles Rams, que brigava pelo título da NFC Oeste com o Arizona Cardinals. E assim começou o drama de San Francisco. Com Jimmy Garoppolo de quarterback titular, o time penou no primeiro tempo, e chegou a estar perdendo por 17 a 0. A derrota tiraria o 49ers da disputa, já que o New Orleans Saints vencia o Atlanta Falcons com relativa tranquilidade.
A reação do 49ers começou a partir do terceiro quarto. Garoppolo começou a acertar mais passes decisivos, com Brandon Ayiuk, Debbo Samuel e Jauan Jenkins sendo seus principais recebedores. O Rams ainda liderou no placar novamente no final da partida, mas o empate aconteceu pouco antes do encerramento do tempo regulamentar. Na prorrogação, o field goal do kicker Robbie Gould, e a interceptação de Emmanuel Moseley em cima do quarterback Matthew Stafford confirmaram a vitória por 27 a 24, permitindo a San Francisco jogar a próxima fase.
Outros resultados
As demais equipes classificadas também jogaram. Houve quem poupou atletas em parte da partida, encerrando a temporada regular com derrota, casos de Green Bay Packers, Cincinnati Bengals e Philadelphia Eagles, que perderam para Detroit Lions, Cleveland Browns e Dallas Cowboys, respectivamente. Se na NFC o Packers já tinha garantido o primeiro lugar, na AFC, ainda havia a disputa pela primeira posição geral, que foi confirmada para o Tennessee Titans, que venceu o Houston Texans por 28 a 25. O Kansas City Chiefs, que ainda brigava pelo primeiro lugar, também venceu na semana 18, derrotando o Denver Broncos por 28 a 24.
O Arizona Cardinals brigava pelo título da NFC Oeste, mas acabou ficando com uma das vagas de Wildcard porque perdeu para o Seattle Seahawks por 30 a 20. Atual campeão do Super Bowl e vencedor da NFC Sul nesta temporada, o Tampa Bay Buccaneers venceu o Carolina Panthers por 41 a 17. E pela AFC Leste, o Buffalo Bills confirmou o título, ao vencer o New York Jets por 27 a 10, enquanto o New England Patriots perdeu para o Miami Dolphins por 33 a 24.
Nos duelos entre eliminados, além da já citada vitória do Jaguars sobre o Colts, teve também a vitória do Washington Football Team (que terá seu novo nome anunciado no mês que vem) sobre o New York Giants por 22 a 7; a vitória do Minnesota Vikings sobre o Chicago Bears por 31 a 17; e a vitória do New Orleans Saints sobre o Atlanta Falcons por 30 a 20.
Técnicos demitidos
A segunda-feira após o final da temporada regular é marcada pelo dia em que cabeças rolam em equipes que não foram bem no ano. Quatro técnicos foram demitidos após a semana 18. Ainda no domingo (9), o Denver Broncos anunciou a saída do técnico Vic Fangio. E nesta segunda (10), também perderam o emprego os treinadores Matt Nagy, do Chicago Bears, Brian Flores, do Miami Dolphins, e Mike Zimmer, do Philadelphia Eagles. Também foram demitidos os general managers Ryan Pace e Rick Spielman, do Bears e Vikings, respectivamente.
Com as quatro demissões confirmadas, até agora, seis times perderam seus treinadores em 2021/22. O primeiro a cair foi Jon Gruden, que pediu demissão do Las Vegas Raiders após a revelação de e-mails em que era racista, homofóbico e misógino. E recentemente, Urban Meyer foi dispensado do Jacksonville Jaguars, após uma série de problemas de relacionamento entre ele e os jogadores que comandava.
E os Playoffs?
Fiquei muito tempo ausente do Left Tackle Brasil por causa de algumas questões pessoais, mas não esqueceria da sequência da temporada. A partir deste sábado (15), começa o super final de semana do Wildcard, a primeira fase da pós-temporada, com seis jogos eliminatórios. Dois deles ainda serão no sábado. No domingo (16), mais três partidas, nos moldes daquela maratona linda de duelos dominicais que já estamos acostumados, e na segunda-feira (17), um Monday Night Football dos Playoffs. Apenas Green Bay Packers e Tennessee Titans folgam, e entram em campo apenas no Divisional Round, a fase semifinal das conferências.
Todos os jogos terão a transmissão dos canais ESPN para o Brasil, que a partir do próximo domingo, passam por uma mudança em seus nomes. O canal que antes era a ESPN Brasil passa a ser apenas a ESPN. O canal ESPN passará a ser ESPN2. A atual ESPN2 se transformará em ESPN3. A Fox Sports, que exibiu alguns jogos da NFL em 2021, virará a ESPN4. Apenas o Fox Sports 2 permanecerá com o mesmo nome.
Confira abaixo as datas, horários e transmissões dos Playoffs
Sábado, 15/1
18h30 – Cincinnati Bengals x Las Vegas Raiders (ESPN)
22h15 – Buffalo Bills x New England Patriots (ESPN)
Domingo, 16/1
15h – Tampa Bay Buccaneers x Philadelphia Eagles (ESPN)
18h30 –Dallas Cowboys x San Francisco 49ers (ESPN)
22h15 – Kansas City Chiefs x Pittsburgh Steelers (ESPN)
Segunda-feira, 17/1
22h15 – Los Angeles Rams x Arizona Cardinals (ESPN2)
Está no ar a sétima edição da temporada 2021/22 do Maratona NFL. Ruan Nascimento e Carlos Oliveira debateram os principais assuntos dos últimos dias, além da participação de Fabi Vinco, comentando sobre as lesões recentes entre atletas da NFL.
O principal assunto debatido foi o escândalo envolvendo Jon Gruden. Segundo uma reportagem do jornal The New York Times, Gruden enviou e-mails com mensagens racistas, misóginas e homofóbicas nos últimos anos. As conversas vazadas na segunda-feira, 11 de outubro, fazem parte da investigação contra o Washington Football Team iniciada no ano passado, na qual dirigentes do alto escalão da franquia tinham diversas posturas machistas com as mulheres que trabalhavam na equipe, principalmente as cheerleaders. Minutos após as revelações, durante o Monday Night Football, Gruden pediu demissão do Las Vegas Raiders. Além disso, o Tampa Bay Buccaneers, time ao qual treinou e foi campeão do Super Bowl em 2003, o tirou da lista dos grandes nomes da história da equipe.
Entre os outros temas do podcast, está a ausência de Russell Wilson no Seattle Seahawks nas próximas semanas – o quarterback lesionou o dedo na quinta-feira passada, em 7 de outubro, e precisou passar por cirurgia. Além disso, o programa traz palpites para os jogos da semana 6, que começa nesta quinta-feira (14).
Ouça o podcast pelo Spotify, pelo Apple Podcasts e em demais plataformas pelo Anchor. Ou, se preferir, ouça abaixo.
Está no ar a quinta edição desta temporada do Maratona NFL. Ruan Nascimento, Carlos Oliveira, Mia Mastrocolo e Fabi Vinco – com sua participação no quadro Plantão Médico –, debateram sobre os principais fatos da semana 3 da temporada 2021 da NFL.
Entre os temas, estão: o surpreendente mau início de temporada do Kansas City Chiefs, que só tem uma vitória até agora, e é o lanterna da AFC Oeste; os desempenhos de equipes de destaque neste início da temporada, casos de Carolina Panthers, Denver Broncos, Dallas Cowboys e Los Angeles Rams; além dos palpites para a semana 4, com direito ao já histórico confronto entre New England Patriots e Tampa Bay Buccaneers no Sunday Night Football, neste domingo, 3 de outubro. O jogo em questão marca o retorno de Tom Brady ao Gillette Stadium, agora defendendo as cores de outra equipe.
As análises dos principais destaques de lesionados ficam a cargo da fisioterapeuta Fabi Vinco, participante do quadro Plantão Médico, além daquele tradicional clima de descontração dos demais apresentadores para falar dos outros assuntos.
Chegou mais uma edição do Maratona NFL, já focado na temporada 2021/22 da NFL. O podcast apresentado por Ruan Nascimento, Mia Mastrocolo e Carlos Oliveira traz algumas das últimas novidades no meio da National Football League.
O programa repercutiu a revelação de Carl Nassib, defensive end do Las Vegas Raiders, que anunciou que é gay – é o primeiro atleta da NFL em atividade ao assumir a homossexualidade. Os apresentadores comemoraram o anúncio, e falaram da importância dos direitos da comunidade LGBTQIA+.
Entre outros assuntos, a equipe comentou sobre uma recente entrevista do quarterback Tom Brady, do Tampa Bay Buccaneers, que anunciaria a sua aposentadoria nos próximos anos. Brady tem 43 anos, continua em atividade na NFL e é o atual campeão do Super Bowl – ele já venceu sete títulos, mais do que qualquer franquia da liga.
Ainda no assunto quarterbacks, também foi falada da extensão das férias de Aaron Rodgers, do Green Bay Packers. O atual MVP da liga ainda não começou a treinar. E também sobre a punição (bem branda) ao Washington Football Team, diante das denúncias de assédio reveladas em 2020 dentro das instalações da franquia.
E fora do assunto NFL, mas que gerou comentários acalorados (e bem humorados) sobra a insana notícia publicada pela versão brasileira do El País. Um vendedor teve uma promoção meteórica em que, após vender triciclos do Homem-Aranha, virou um negociador de vacinas contra a Covid-19 pela empresa Davati Medical Supply, investigada pela CPI da Pandemia no Senado Federal, por conta de uma oferta de propina por parte de um ex-diretor do Ministério da Saúde – este que foi preso nesta quarta-feira, 7 de julho, por mentir em depoimento à CPI.
Sem mais enrolações: ouça o Maratona NFL desta semana. Estamos no Spotify, no Apple Podcasts ou em demais plataformas, através do Anchor.
Nassib tem 28 anos, e irá para a sexta temporada como profissional na NFL (foto: Getty Images)
O atleta de linha defensiva Carl Nassib, do Las Vegas Raiders, revelou nesta segunda-feira, 21 de junho, que é gay. Nassib é o primeiro jogador da história da NFL a assumir a homossexualidade enquanto atleta em atividade. O anúncio dele foi através de sua conta do Instagram.
Sem meias palavras, Nassib se revelou diretamente para o público desta forma. "E aí pessoal! Só queria tirar um momento rápido para dizer que sou gay. Faz um tempo que pretendo fazer isso, mas finalmente me sinto confortável para tirar isso do meu peito. Eu realmente tenho a melhor vida, a melhor família, amigos e um trabalho que um cara pode querer", celebra.
No comunicado, o jogador reforça que não está fazendo isso para chamar a atenção, mas ressalta a importância da representatividade, além da visibilidade à causa LGBTQ. "Na verdade, espero que um dia, vídeos como este e todo o processo não sejam necessários, mas até lá farei o meu melhor, e a minha parte, para cultivar uma cultura que seja receptiva e compassiva", destaca Nassib. Ele declara no vídeo que doou US$ 100 mil para o Projeto Trevor, que ajuda a prevenir o suicídio de jovens LGBTQ nos Estados Unidos. "Para alguém como eu, que tenho tanta sorte todos os dias, fico incrivelmente triste ao pensar que os jovens LGBTQ correm um risco tão elevado de suicídio. Sinto uma imensa responsabilidade de ajudar de qualquer maneira que puder, e você pode também. Estudos mostram que basta um adulto aceitar para diminuir em 40% o risco de um jovem LGBTQ tentar o suicídio. Seja você um amigo, pai, treinador ou colega de equipe, você pode ser essa pessoa", ressalta.
Carl Nassib tem 28 anos, e em 2021, vai para a sua sexta temporada na NFL. Começou sua carreira profissional no Cleveland Browns, onde jogou de 2016 a 2017. Nos dois anos seguintes, defendeu o Tampa Bay Buccaneers, e em 2020, se transferiu para o Las Vegas Raiders. No ano passado, atuou em 14 partidas, participando de 27 tackles, 2,5 sacks e uma interceptação.
Junho é o mês do orgulho LGBTQ, e o anúncio de Nassib é uma importante quebra de paradigma na história da NFL. Neste mês, a liga pintou o seu logo nas cores do arco-íris, assim como a bandeira do orgulho LGBTQ, em sinal de tentativa para se mostrar uma liga mais plural e sem preconceitos. Vale lembrar que o futebol americano, assim como a maioria das modalidades esportivas masculinas, carregaram um lamentável preconceito não só contra a comunidade LGBTQ, como com qualquer outro tipo de minoria até recentemente. Aos poucos, não só a NFL como outras entidades esportivas tentam ser mais inclusivas, mas é necessário que ocorram mais ações que saiam do papel, e que vão além de um logo colorido ou de uma mensagem em seu site oficial. E, acima de tudo, que Carl Nassib continue sendo bem acolhido tanto no Raiders, quanto dentro da National Football League e a torcida em geral, para que no futuro, mais atletas possam se sentir seguros para assumir sua sexualidade.
Abril é aquele mês marcado pelo Draft da NFL, o recrutamento de atletas universitários que sonham com o futebol americano profissional. É a chance de cada jogador garantir sua entrada na National Football League e assim garantir uns belos trocados financeiramente – vale lembrar que, no College, os jogadores não recebem salário, e sua presença em campo se dá através de bolsas de estudo.
Todos os anos, o evento é sempre marcado por diversas expectativas, afinal de contas, é como um reality show da NFL. Vale lembrar que é uma cerimônia de várias horas em que os selecionados vão surgindo para o público, gerando manifestações felizes ou frustradas de seus torcedores ao vivo. A exceção do Draft de 2020, totalmente virtual por causa da primeira onda da pandemia da Covid-19, o recrutamento é um belo espetáculo de entretenimento.
Para os novatos em futebol americano, o Draft reúne jogadores recém saídos do futebol americano universitário e que tentam uma vaga na principal liga da modalidade. Ao longo de três dias, as 32 equipes da NFL escolhem os seus futuros atletas. É selecionado um jogador por vez por cada time, seguindo uma ordem inicialmente estabelecida de acordo com a classificação invertida do ano anterior – com a possibilidade da equipe trocar de posição com outra se lhe for conveniente. Em tese, o pior time tem a chance de garantir o melhor atleta vindo do College, e assim sucessivamente. É como se fosse aquele jogo de futebol praticado na rua, em que a galera se junta e escolhe, nome a nome, quem vai para cada equipe – com os melhores escolhidos primeiro e os piores por último.
No papel, o Draft permite o equilíbrio entre as franquias, já que as piores equipes podem se reconstruir no longo prazo e virarem grandes potências em poucos anos. Mas nem sempre isso dá certo. Há muita tensão entre donos e general managers para decidirem suas escolhas, e nesse clima sempre pode ter espaço para algum deslize. E aí aquela escolha dos sonhos pode virar um tremendo pesadelo.
É neste ponto que nós queremos chegar neste texto. Esqueçam escolhas certeiras, como as de Peyton Manning pelo Indianapolis Colts, ou, em um exemplo mais recente, a de Patrick Mahomes pelo Kansas City Chiefs. E esqueçam as apostas para quem vai ser o primeiro selecionado no Draft de 2021 – haverá um texto específico para o recrutamento de atletas universitários nos próximos dias. Hoje é dia de recordar das seleções ruins, daquelas em que o público vaiou logo de cara, ou que, até acreditou que poderia dar certo, mas acabou em um enorme abacaxi para descascar. Não elencaremos os fatos em um ranking ou ordem cronológica. Mas provavelmente você vai se lembrar de algumas destas movimentações.
2000 – Qualquer QB escolhido antes de Tom Brady
Chad Pennington, Giovanni Carmazzi, Chris Redman, Tee Martin, Marc Bulger e Spergon Wynn. Talvez você nem saiba quem são as pessoas citadas acima, mas todas têm algo em comum: foram quarterbacks escolhidos no Draft de 2000 antes de Tom Brady. Aqui vale ressaltar que, antes daquele recrutamento, Brady nem era cotado para ser uma estrela, e as avaliações prévias do Combine (em que os atletas disponíveis para o Draft fazem diversos testes físicos e mentais) não eram favoráveis ao jogador. Mas 21 anos depois, a aposta do New England Patriots na escolha de número 199 se mostrou mais do que certeira, e hoje Brady, agora no Tampa Bay Buccaneers, é o maior quarterback de todos os tempos.
E quanto aos demais selecionados antes, que fim levaram? Pennington e Bulger ainda tiveram momentos de titularidade, mas nenhum deles teve uma carreira de sucesso. Entre os outros, há quem sequer jogou um único snap na NFL. Além disso, até kicker e punter foram escolhidos antes de Tom Brady – o então Oakland Raiders foi o protagonista desta dupla façanha há 21 anos.
1999 – Um por todos e todas por uma
Antes e durante um Draft, só há uma maneira para que uma equipe possa mudar sua posição de escolha, seja lá por qual motivo: através das trocas. Elas podem envolver jogadores ou mais escolhas do Draft, de acordo com o interesse das duas equipes envolvidas. E por causa disso, para alcançar uma determinada posição, é comum um time ceder mais de uma escolha do Draft do ano corrente ou dos seguintes.
Mas em 1999 ocorreu algo ainda mais insano. O New Orleans Saints, ainda vivendo a era anterior ao ex-quarterback Drew Brees e o atual técnico Sean Payton, queria sair do ostracismo de décadas. E para isso, o técnico da época, Mike Ditka, convenceu a direção da franquia a tomar uma decisão absurda: trocar TODAS as suas escolhas do Draft para subir da 12ª escolha geral para a 5ª, com o objetivo de selecionar o running back Ricky Williams. Foram as seis escolhas que o Saints tinha em 1999, mais duas do Draft de 2000 (incluindo a primeira rodada) enviadas para Washington. O desejo de Ditka por Ricky Williams foi tão icônico que a revista ESPN fotografou os dois para a capa... vestindo eles como noivos.
Valorize quem faz de tudo para ter você, como Mike Ditka ao selecionar Ricky Williams (foto: reprodução/Revista ESPN)
O que poderia dar errado comprometendo um Draft inteiro por um jogador? Uma campanha lamentável de três vitórias e 13 derrotas, e a obvia demissão de Mike Ditka ao fim da temporada. Williams ainda teve um desempenho ruim em seu ano de estreia, de apenas dois touchdowns, e conviveu com diversos problemas extra-campo em Nova Orleans, sendo trocado em 2002 para o Miami Dolphins. Após o mau início de carreira, o running back se destacou em Miami, entre altos e baixos, encerrando sua passagem na NFL em 2011 pelo Baltimore Ravens, após acumular mais de 10 mil jardas terrestres.
2007 – A pior primeira escolha geral da história
A animação contagiante de Jamarcus Russell já era um sinal de que não era uma boa escolhê-lo
O Las Vegas Raiders volta a aparecer por aqui. Ainda nos tempos em que era o Oakland Raiders, o time queria voltar aos tempos de glórias em 2007. Com a primeira escolha geral do Draft daquele ano, Al Davis, o dono da franquia e que também ocupava o cargo de general manager até seu falecimento, em 2011, pretendia iniciar a reconstrução, que começaria por um quarterback ou um wide receiver, que eram bem avaliados na época. Davis seguiu sua intuição, e ela tinha nome e sobrenome: Jamarcus Russell, o quarterback.
No futebol americano universitário, Russell tinha ido bem em LSU, e isso o credenciou com a primeira escolha geral, mesmo com alguns boatos de que ele era desinteressado. Antes mesmo de estrear pelo Raiders, já vieram os primeiros problemas. Ele só assinou seu contrato durante as primeiras semanas da temporada regular de 2007. E que contrato. O vínculo foi de seis anos, US$ 68 milhões em salários, sendo US$ 31,5 milhões garantidos. E mesmo com esse grande contrato, absurdo para um calouro, só jogou naquele ano como titular na última rodada (após ter entrado em campo como reserva em algumas partidas, com atuações muito ruins).
Russell ainda ficou em Oakland por mais dois anos, e continuou sendo um fiasco nas partidas em que foi o titular. Seu desinteresse por jogar era tão grande que a Raiders o enviou um livro em branco, alegando que era para estudar sobre o adversário da próxima rodada. Ao ser questionado sobre, o quarterback disse que passou a madrugada estudando o conteúdo, e que ajudaria seu time a vencer a próxima partida. Não teve jeito. Ao fim da temporada de 2009, o Raiders finalmente o dispensou, após uma carreira em que completou míseras 4083 jardas lançadas, para 18 touchdowns e 23 interceptações.
Ficou claro que o time, que poderia pegar na primeira escolha geral quem quisesse, fez besteira ao selecionar o QB. Até porque o segundo selecionado, aquele wide receiver bem avaliado que o time cogitou contratar, era Calvin Johnson, escolhido pelo Detroit Lions, e que fez história. Em 2021, garantiu seu lugar no Hall da Fama da NFL. Outro "legado" dessa história com Russell foi que, a partir de 2011, as franquias da NFL passaram a adotar contratos mais baixos para jogadores calouros, com vínculo máximo de quatro anos, com opção de ativar um quinto ano caso este atleta tenha sido selecionado na primeira rodada.
1998 – A pior segunda escolha geral da história
A maioria dos times vencedores do Super Bowl tinham como protagonistas um quarterback. Mas antes de qualquer QB erguer o Vince Lombardi, é necessário que este evolua profissionalmente após sua seleção no Draft. Mas antes do recrutamento, times que estão sedentos por mudanças na posição fazem de tudo para garantir o melhor ou um dos melhores disponíveis entre os que chegarão do futebol americano universitário.
Em 1998, havia a expectativa para que dois QBs fossem as duas primeiras escolhas: Peyton Manning e Ryan Leaf. Sabendo disso, o então San Diego Chargers (hoje Los Angeles Chargers) subiu no Draft e garantiu a segunda escolha geral para selecionar um dos dois. Manning foi o primeiro escolhido, pelo Indianapolis Colts, e o resto é história. Leaf foi o segundo. E dali em diante, virou farsa.
Além de péssimas atuações pelo Chargers, Leaf somou diversos problemas extra-campo. Ele brigou no vestiário algumas vezes, além de ter sérias discussões com a imprensa. O ex-jogador também se lesionou em alguns momentos, isso sem contar que chegou a mentir que estava machucado. Em seu ciclo em San Diego, venceu apenas quatro partidas entre 1998 e 2000, e em 2001, foi para o Dallas Cowboys, onde jogou em três derrotas e nunca mais voltou a atuar. Seus números: 3666 jardas lançadas, 14 touchdowns e 36 interceptações.
1995 – Ele não queria jogar na NFL, e foi selecionado
Eli Herring era jogador de linha ofensiva de BYU, e teve uma carreira de destaque no futebol americano universitário. As análises prévias do Draft da NFL de 1995 indicavam que ele poderia até mesmo ser selecionado na primeira rodada. Ou seja, em tese, era um dos melhores na posição que estariam aptos a se profissionalizar. Só tinha um problema. Herring não queria jogar na NFL por ser Mórmon, e, segundo as tradições da religião, os Mórmons não trabalham aos domingos, dia reservado para orações. E como você já deve saber, é domingo o dia em que acontece a maioria dos jogos da liga. O futuro ex-atleta avisou a todos os times que não queria jogar por seguir sua doutrina religiosa. Mesmo assim, alguém foi atrás dele no Draft.
Lá vem o Raiders de novo! Olha só que absurdo! Parafraseando Galvão Bueno no tenebroso 7 a 1 que a Alemanha aplicou no Brasil na Copa de 2014, a franquia de Las Vegas, que na época ainda residia em Oakland, selecionou Herring na sexta rodada daquele Draft. O time até tentou oferecer um contrato de US$ 1,5 milhão para ver se ele mudaria de ideia, mas não teve efeito. Foi uma escolha gasta à toa.
2016 – Subir no Draft por um kicker
Você que chegou na NFL em 2020, e que viu o Tampa Bay Buccaneers levar o título do Super Bowl em fevereiro deste ano, provavelmente deve achar que a franquia sempre foi vencedora. Mas não é bem assim. Entre 2003 (ano do primeiro título) e 2021, o time passou por alguns maus bocados. E temporada após temporada, o Draft era visto como a chance perfeita para o Bucs saísse das piores posições da liga para enfim voltar a brigar para vencer a competição.
E aí voltamos para 2016. Passada a primeira noite do Draft, reservada apenas à primeira rodada do recrutamento, o segundo dia estava mais tranquilo, com cada equipe selecionando seus jogadores no tempo estabelecido, ocorrendo eventuais trocas em tempo real. Até que o Buccaneers resolveu dar as caras e chamar a atenção de todo mundo. O time subiu 15 posições para ter mais uma chance de escolher na segunda rodada. A equipe de Tampa enviou ao Kansas City Chiefs suas escolhas de terceira e quarta rodadas na troca, e selecionou um kicker.
Existem muitos kickers de alto nível na NFL atual, assim como alguns medianos e outros medíocres, como em qualquer profissão na vida. Mas quando se trata desta posição, é comum que as equipes só selecionem um kicker no final do Draft, ou até mesmo esperem passar o recrutamento para contratar alguém por um valor ainda mais barato. A título de exemplo, Adam Vinatieri, o maior kicker da história, não foi draftado em seu ano de início de carreira na NFL, em 1996. Mesmo assim, o Buccaneers gastou cartucho e fez acontecer a seleção de Roberto Aguayo.
O atleta vindo de Florida State tinha qualidades na posição antes do Draft. Até mesmo recebeu o prêmio Lou Groza, dedicado ao melhor kicker da temporada do College Football – o brasileiro Cairo Santos, que joga hoje no Chigago Bears, recebeu tal honraria, mas não foi selecionado no Draft. Ou seja, a troca realizada pelo Buccaneers e a seleção de Aguayo na segunda rodada se tornaram uma imensa pressão sobre o jogador.
Ainda em 2016, durante a temporada regular, já haviam questionamentos sobre seu talento. Ao final do seu ano de calouro, Aguayo acertou 22 field goals de 31 tentativas, em um aproveitamento de 71% nos chutes, considerado muito baixo para a posição. Em 2017, para pressioná-lo, o Buccaneers contratou um outro kicker e assim ativar uma competição interna entre os jogadores. Sobrou para Aguayo, que foi cortado antes mesmo da temporada começar. Ele ainda tenta voltar à NFL, e passou por Chicago Bears, Carolina Panthers, Los Angeles Chargers e New England Patriots, mas jamais ficou nos elencos para atuar na temporada regular.
2017 – Trocar uma posição por Mitchell Trubisky
Trubisky foi a aposta do Bears em 2017, e deu errado (foto: Matt Rourke/AP)
Que fique claro que não estamos colocando Mitchell Trubisky como um dos piores quarterbacks da história, mas como o texto cita as más escolhas feitas no Draft, a seleção deste jogador pelo Chicago Bears em 2017 merece o devido destaque.
O Bears é o time que está na NFL desde o ano de sua fundação, em 1920. A histórica e centenária franquia já teve inúmeros grandes jogadores, sendo campeã por nove vezes (oito títulos na era antiga da NFL, e um de Super Bowl). Apesar disso, a posição de quarterback nunca foi de alguém que teve uma excelente carreira, sendo o personagem principal na conquista de títulos. Querem um exemplo? O líder em passes para touchdown e em jardas lançadas no Bears é ninguém menos que Jay Cutler, que jogou por lá entre 2009 e 2016, a quem os próprios torcedores de Chicago não têm boas lembranças.
Assim chegamos à 2017. Depois de anos de sofrimento, finalmente o Bears decidiu demitir Jay Cutler, que, cabe ressaltar, só jogou uma temporada completa sem se afastar por lesões ou qualquer outro motivo, com direito a uma única ida aos Playoffs neste período. No Draft de quatro anos atrás, o Bears tinha a terceira escolha geral, e estava sedento por um quarterback. A pressão por um franchise QB, aquele que tem uma longa carreira por uma equipe e é o responsável por títulos, foi maior do que nunca. E o desejo por alguém desta posição foi tão grande que, após a escolha do Cleveland Browns, a primeira geral daquele recrutamento, o Bears realizou uma insana troca com o San Francisco 49ers, que tinha a segunda seleção, para escolher Mitchell Trubisky. Chicago enviou escolhas de primeira, terceira e quarta rodadas, e mais uma seleção de terceira rodada de 2018, para subir uma única posição e escolher o quarterback que queriam.
Quando foi feito o anúncio de Trubisky, ninguém entendeu nada, um pagamento tão caro de escolhas para subir uma única posição, e o 49ers nem foi atrás de QB. No papel, ele nem era o melhor quarterback disponível, já que foi o mesmo Draft de, pasmem, Patrick Mahomes (hoje no Kansas City Chiefs) e Deshaun Watson (ainda no Houston Texans, e enfrentando dezenas de acusações de assédio sexual). E na prática, também não. Nos quatro anos em que permaneceu em Chicago, Trubisky teve muitas atuações ruins. Seu melhor ano como titular foi em 2018, em que foi selecionado ao Pro Bowl e levou o Bears aos Playoffs, mas a grande força da franquia estava mesmo na defesa.
Em 2020, com Trubisky já pressionado pela posição, o Bears contratou Nick Foles para ser o quarterback reserva. Foles chegou através de uma troca, e recebendo um salário relativamente alto, reflexos do título de Super Bowl conquistado por Foles no Philadelphia Eagles na temporada 2017/18. Mesmo assim, Foles foi para a reserva e Trubisky seguiu titular. Tudo ia bem (porque a defesa segurava o rojão e mantinha o time invicto) até o duelo contra o Atlanta Falcons. O técnico Matt Nagy perdeu a paciência de vez com ele e o substituiu por Foles, que garantiu uma inacreditável virada.
Antes do fim de seu ciclo em Chicago, Trubisky ainda teve tempo de voltar a se tornar o titular, mas apenas porque Foles se machucou seriamente. Ao final da temporada, foi cortado do elenco. Recentemente, foi contratado para o Buffalo Bills, mas será o reserva por lá, já que Josh Allen é o quarterback titular e está consolidado na posição dentro da franquia. Ou seja, o Bears apostou muito alto para subir uma posição, por alguém que não rendeu como esperavam.
2004 – Eli Manning e o ranço pela equipe que o escolheu
Eli Manning super animado ao ser escolhido pelo Chargers (foto: USA Today Sports)
Seria impossível fazer um texto sobre as más escolhas no Draft da NFL sem citar a peripécia causada por Eli Manning. Se vocês soubessem o que aconteceu em 2004 ficariam enojados. Não foi feita aqui uma ordem da melhor para a pior seleção entre as citadas nesta publicação, mas a polêmica envolvendo o ex-jogador do New York Giants há 17 anos é algo que estará marcado para sempre na história do Draft.
O ano de 2004 proporcionou a chegada de três grandes quarterbacks da NFL. Além de Eli Manning, naquele Draft, também foram selecionados Ben Roethlisberger, até hoje no Pittsburgh Steelers, e Philip Rivers, que fez carreira no Los Angeles Chargers e pendurou as chuteiras recentemente após uma temporada no Indianapolis Colts. Mas voltamos para Eli, o irmão mais novo de Peyton Manning. Sua carreira universitária, por Ole Miss, o alçou para ser o favorito para a primeira escolha geral do Draft.
Mas quem tinha o direito de ter esta escolha era o então San Diego Chargers. A franquia desejava ter Eli Manning como o seu QB. Porém, o próprio Eli deixou bem claro que não queria ir para lá. O pai do jogador, o ex-quarterback Archie Manning, também interviu em nome do filho para que não houvesse a seleção. Tudo isso irritou profundamente a torcida e a direção do Chargers, que resolveu vingar a afronta do calouro. Na noite do Draft, a franquia de San Diego selecionou Manning como a primeira escolha geral em nome do deboche. O momento foi tão incrível que dá para ver claramente o desconforto do jogador ao segurar a camisa do Chargers.
Provavelmente foi o ponto alto na história do Draft. Mas apesar deste fato, Manning só tocou na camisa do Chargers naquele dia. Interessado no jogador, e sabendo que a franquia de San Diego fez a escolha em nome do entretenimento, o New York Giants já tinha feito um acordo com a equipe que escolheu Eli. A solução foi, na quarta escolha geral, a franquia de Nova York escolheu o também quarterback Philip Rivers, e pouco depois do Draft realizou uma troca para ter Eli Manning. Na transição, o Giants enviou uma escolha de terceira rodada, e escolhas de primeira e quinta rodada do Draft de 2005.
Apesar do momento afrontoso, depois da troca, Manning e Rivers acabaram fazendo história por suas respectivas franquias, provando que, independente de toda a questão que envolveu as escolhas de ambos no Draft, eram atletas talentosos. Rivers se tornou titular no Chargers a partir de 2006, e se tornou extremamente identificado com a torcida de San Diego – a ponto de permanecer na cidade mesmo com a mudança da franquia para Los Angeles, em 2017. Apesar de não ter conquistado títulos por lá, se tornou o recordista na franquia em diversas estatísticas, e está eternizado na história do Chargers. Sua última temporada profissional foi em 2020, em que defendeu o Indianapolis Colts.
Já Manning teve uma carreira de maior impacto, e também marcou seu nome na história do Giants. Assumiu a titularidade ainda em 2004, e só perdeu de vez a posição em seu último ano como profissional, em 2019. Antes disso, chegou ao auge e foi bicampeão do Super Bowl, em 2008 e 2012. Ambos os títulos são memoráveis para o atleta, eleito o MVP.
Haverá mais escolhas ruins no futuro?
Obviamente! Os fatos ditos acima são só alguns dos piores escolhidos pelo Draft da NFL. Como visto, nem todos eram jogadores ruins, mas sim o ato de escolha acabou sendo mais polêmico. Em breve, teremos o Draft de 2021, reunindo futuras grandes histórias, seja de escolhas certeiras ou de seleções que, bem, não darão tão certo assim. E o Left Tackle Brasil estará aqui para contar tudo isso para você, amigo leitor.
Entre os contratados, está a aquisição do tight end Hunter Henry, um dos novos reforços do New England Patriots (foto: USA Today Sports)
Março é aquele mês em que já nos acostumamos a estarmos sem o futebol americano, e o qual já nos dedicamos a ver outros esportes. A NBA está à pleno vapor, a Fórmula 1 iniciará sua temporada no final do mês e, no futebol, a temporada 2021 recém começou no Brasil, aos trancos e barrancos, enquanto o ano de 2020 terminou há poucos dias, com a final da Copa do Brasil. Mas não é por isso que não tem novidades na NFL, ainda mais agora, no mês em que abre oficialmente a janela de transferências da liga.
O ano fiscal de 2021 da liga começa em 17 de março. Apesar disso, já houve algumas movimentações importantes até a noite desta segunda-feira. São contratações ou dispensas das franquias já pensando na próxima temporada, que deve ocorrer normalmente em setembro, pois lá nos Estados Unidos, a vacinação contra a Covid-19 segue em ritmo acelerado, realidade bem diferente da nossa, aqui no Brasil, em que vivemos o pior estágio da pandemia.
Nesta segunda-feira, 15, houve muitas novidades na contração de jogadores. E entre os times, quem marcou presença foi o New England Patriots. O time treinado por Bill Bellichick, que também é o GM, arregaçou as mangas para retomar o caminho dos Playoffs, o que não aconteceu em 2020, interrompendo uma sequência de 12 temporadas seguidas na pós-temporada. Reforçando a defesa, o time contratou o linebacker Matt Judon, ex-Baltimore Ravens, por quatro anos e US$ 56 milhões em salários. E além dele, a equipe trouxe para seu elenco o defensive back Jalen Mills, ex-Philadelphia Eagles, também por quatro anos e US$ 24 milhões. A expectativa para um melhor setor defensivo neste ano acaba ficando grande, pois devem voltar ao elenco o linebacker Dont'a Hightower e o safety Patrick Chung, que optaram por não jogar em 2020 por causa da Covid-19.
Ainda em New England, o ataque foi fortalecido com as contratações dos wide receivers Nelson Agholor e Kendrick Bourne (ex-Las Vegas Raiders e San Francisco 49ers, respectivamente), e do tight end Jonnu Smith, ex-Tennessee Titans. Agholor receberá por dois anos o valor de US$ 26 milhões, já Bourne chega ao Patriots por US$ 22,5 milhões e três anos de contrato, enquanto Smith ficará com o maior contrato: quatro anos e US$ 50 milhões em salários. Todos devem ser bons alvos para o quarterback Cam Newton, que permanece na equipe para 2021, por US$ 14 milhões de salário. Além disso, na manhã desta terça-feira, 16, foi contratado o tight end Hunter Henry, ex-Los Angeles Chargers, que receberá US$ 37,5 milhões por três anos.
No domingo, 14 de março, noticiamos a aposentadoria do quarterback Drew Brees, que após 20 anos na NFL, sendo 15 deles no New Orleans Saints, decidiu pendurar as chuteiras. Quanto a quem será o seu sucessor, abre-se uma disputa para a titularidade, se ficará com o versátil Taysom Hill ou com Jameis Winston, que foi titular entre 2015 e 2019 no Tampa Bay Buccaneers.
Pelos atuais campeões do Super Bowl, havia uma expectativa para que alguns dos principais atletas saíssem do Buccaneers, até por conta da valorização que estes teriam no mercado. Mas não foi bem assim. Tom Brady, o quarterback de sete títulos de Super Bowl, renovou o contrato por mais um ano, e o maior jogador de todos os tempos da NFL fica em Tampa pelo menos até 2022 (isso mesmo, teremos Brady em campo com 45 anos). Seu fiel escudeiro, o tight end Rob Gronkowski, também fica. Ele renovou seu contrato por mais um ano, e receberá US$ 10 milhões.
Já no Kansas City Chiefs, atual vice-campeão, as mudanças chegaram principalmente na linha ofensiva, maior problema da franquia na temporada passada. O Chiefs dispensou os offensive tackles Mitchell Schwartz e Eric Fischer. E entre as contratações, Joe Thuney, ex-New England Patriots.
Contratações de impacto têm surgido por vários times. E o Las Vegas Raiders é um deles. O time contratou o defensive end Yannick Ngakoue, por dois anos e US$ 26 milhões de salário. O atleta já foi selecionado ao Pro Bowl, e surgiu no Jacksonville Jaguars, em 2016. No ano passado, jogaria pelo Minnesota Vikings, mas foi trocado para o Baltimore Ravens antes da temporada começar. Ainda no setor defensivo, o Los Angeles Rams renovou o contrato do linebacker Leonard Floyd, que receberá US$ 64 milhões em seu vínculo de quatro anos.
As movimentações também envolvem aqueles times que foram muito mal em 2020, e que tentam se fortalecer para este ano. O New York Jets é um deles. A equipe contratou o wide receiver Corey Davis, ex-Tennessee Titans, por um grande valor. Ele receberá US$ 37,5 milhões por três anos.
E na função de quarterback, um famoso andarilho tem uma nova casa garantida. Ryan Fitzpatrick assinou com o Washington Football Team por uma temporada. Ele receberá US$ 10 milhões para jogar na franquia, e pode ser que seja o titular, pois Alex Smith, o Comeback Player of the Year de 2020, foi dispensado, e tentará arranjar um emprego em outro time. Fitzpatrick irá para o nono time diferente em sua 17ª temporada na carreira. O quarterback tem passagens por Los Angeles Rams (na época, St Louis Rams), Buffalo Bills, Cincinnati Bengals, Houston Texans, New York Jets, Tennessee Titans, Tampa Bay Buccaneers e Miami Dolphins – time em que defendeu em 2020.
Até o fechamento deste texto, estas foram as principais movimentações das equipes da NFL. Assim que tivermos outras novidades, atualizaremos aqui no Left Tackle Brasil.
Passe de Ryan Fitzpatrick enquanto ele sofre falta foi decisivo para a vitória do Miami Dolphins (foto: Getty Images)
Quatro jogos foram realizados neste início de semana 16, entre os dias 25 e 26 de dezembro, já no estágio final da temporada de 2020 da NFL. E em todos eles, ocorreram fatos importantes na luta por vagas à pós-temporada, que iniciam em janeiro. Após os resultados, o New Orleans Saints continuou com sua perseguição à primeira colocação geral da NFC, o Tampa Bay Buccaneers confirmou sua volta aos Playoffs depois de 13 anos, o Arizona Cardinals se complicou na briga pela pós-temporada, e o Miami Dolphins eliminou o Las Vegas Raiders em um insano final de jogo.
Para quem perdeu os jogos desta sexta-feira e sábado, é só ficar ligado no resumo destas partidas nos parágrafos seguintes.
Kamara faz seis touchdowns e Saints elimina Vikings
Running back fez o jogo da sua vida na rodada de Natal na NFL (foto: Michael C. Herbert/New Orleans Saints)
O New Orleans Saints, que já estava classificado aos Playoffs, venceu o Minnesota Vikings no jogo especial de Natal, pelo placar de 52 a 33. O resultado deixa o time ainda vivo a tentar a primeira posição geral da NFC, e assim garantir acesso direto ao Divisional Round – desde que o Green Bay Packers não vença nenhum de seus dois jogos restantes. Além disso, a franquia de New Orleans eliminou o Minnesota Vikings.
A partida foi marcada pelo grande show do running back Alvin Kamara, que correu para 155 jardas e seis touchdowns. Não acompanhamos o Fantasy Football por aqui, mas certamente estes números do jogador devem dar muitos títulos em diversas ligas. Nem mesmo os 33 pontos anotados pela franquia de Minnesota foram suficientes para frear o camisa 41 de Nova Orleans.
Buccaneers quebra recordes e volta aos Playoffs após 13 anos
Tom Brady passou para quatro touchdowns, e deixou o campo ainda no terceiro quarto (foto: Lon Horwedel/AP)
Você se lembra do que fazia da vida em 2007? Naquele ano um tanto distante, o Brasil sediou os Jogos Pan-Americanos, no Rio de Janeiro; teve o acidente aéreo com o voo da TAM em São Paulo; o You Tube, tão popular hoje em dia, finalmente poderia ser acessado em outros idiomas que não fossem o inglês; a dupla Sandy & Júnior se separaria para voltar apenas em uma turnê especial em 2019; entre outros assuntos. Há 13 anos, na NFL, o New England Patriots protagonizava a temporada perfeita, caindo no Super Bowl, já em 2008.
O que muitos não lembram na National Football League é que, em 2007, também havia sido o último ano do Tampa Bay Buccaneers marcando presença nos Playoffs. Mas essa sequência acabou neste sábado, ironicamente com o protagonismo de Tom Brady, MVP da liga há 13 anos justamente por defender o Patriots. A vitória que confirmou o Buccaneers na pós-temporada foi por 47 a 7 sobre o Detroit Lions, em jogo no qual a equipe de Tampa sequer sofreu com qualquer investida adversária.
Apenas o primeiro tempo foi o suficiente para a vitória, e a consequente classificação aos Playoffs. Na primeira metade do confronto, a franquia quebrou o recorde de jardas em 30 minutos, e de pontos totais – foram para o intervalo vencendo por 34 a 0. O resultado foi tão sob controle que Brady, que lançou ao todo para 348 jardas e quatro touchdowns, deixasse o campo para ser poupado no início do terceiro período, assim como outros grandes nomes da franquia. Sem chances de título na NFC Norte, o Buccaneers precisará de mais uma vitória para confirmar a quinta posição entre os times do Wildcard, e assim enfrentar o campeão da NFC Leste.
49ers vence e complica Cardinals na luta à pós-temporada
Resultado deixa o 49ers com 6-9, já eliminado na disputa para os Playoffs (foto: Christian Petersen/Getty Images)
Eliminado, o San Francisco 49ers jogou contra o Arizona Cardinals apenas para cumprir tabela. E no StateFarm Stadium, a casa do Cardinals e lar temporário da franquia de San Francisco, a vitória veio nesta semana 16, por 20 a 12. Pelo 49ers, o quarterback titular foi CJ Beathard, que fez um bom jogo, passando para 182 jardas e três touchdowns, com destaque para o jogo terrestre comandado pelo running back Jeff Wilson. Ele correu para 183 jardas e ainda teve uma recepção de 21 jardas que rendeu em touchdown.
A derrota da franquia do Arizona acende um sinal de alerta, pois o time é o sétimo na classificação geral da NFC. Se o Chicago Bears vencer neste domingo o Jacksonville Jaguars, será o Bears o time a ocupar a sétima colocação, igualando em vitórias e derrotas com o Cardinals, mas levando a vantagem nos critérios de desempate. E neste caso, o Cardinals correria o risco de ser eliminado na semana 17 mesmo se vencesse.
Fitzpatrick entra no final do jogo, e Dolphins faz virada inacreditável sobre o Raiders
Não dá apenas para resumir que o Miami Dolphins venceu o Las Vegas Raiders por 26 a 25 sem comentar os insanos minutos finais da partida. Foi o jogo em que o Dolphins trocou de quarterback no meio da partida, quase saiu de campo derrotado, e de forma impressionante saiu vencedor nos últimos segundos.
Enquanto o ataque do Raiders se mostrava melhor, o do Dolphins estava com sérias dificuldades para garantir o avanço de jardas. Sem o wide receiver DeVante Parker, o quarterback Tua Tagovailoa não conseguia lançar passes longos. Ele completou 17 de 22 passes para 94 jardas e um touchdown. Assim, no último período, quando o time perdia de 16 a 13, o técnico Brian Flores bancou o calouro para colocar o veterano Ryan Fitzpatrick na posição. Na primeira campanha, não teve virada, mas teve o field goal que deixava o placar empatado. Na sequência, a reação de Las Vegas veio com um touchdown de 85 jardas lançado por Derek Carr para Nelson Agholor. Como o extra point foi perdido, bastava um TD com extra point para a virada de Miami ser possível. E isso aconteceu pouco depois, com passe de Fitzpatrick para Myles Gaskin.
Um field goal deixaria o Raiders novamente na ponta. A equipe avançou até a redzone, queimando o máximo de tempo possível e virando o jogo com um field goal quando restavam 19 segundos para o final. Sem tempos para pedir, a inacreditável virada de Miami aconteceu após um passe longo de Fitzpatrick para Mack Hollins, lançamento o qual o QB sequer viu, pois sofreu uma falta de facemask no momento em que lançava a bola. Como o passe de 49 jardas foi completo, mais as 15 jardas de punição ao Raiders pela infração, foi possível que o kicker Jason Sanders convertesse o field goal da vitória. Com 10-5 e em sétimo na classificação geral da AFC, basta que o Dolphins vença o próximo jogo para se classificar. Já Las Vegas perdeu suas chances de avançar na NFL.
O passe que mudou tudo. Fitzpatrick soltou o braço, e a falta de 15 jardas permitiu ao Dolphins chutar o field goal da vitória. pic.twitter.com/Lh2YTXbD7T
Desta vez o Papai Noel terá que ver sozinho os jogos da rodada de Natal
Chegou o Natal, aquela época maravilhosa, na qual trocamos presentes e temos aquela abundância de variedades alimentícias na hora da ceia – apesar da uva passa e da maçã na maionese, as vilãs do jantar. E também, na torcida para que seja uma festividade com poucas pessoas, pois continuamos em uma pandemia. E enquanto a hora da comida não chega, é dada a hora de lembrarmos que a NFL está em sua reta final na temporada regular. A semana 16 se aproxima e emoção não vai faltar nos jogos que restam.
Nesta quinta-feira, 24 de dezembro, não teremos o Thursday Night Football. O último TNF da temporada foi na semana passada, e nesta semana, a liga trará jogos por quatro dias consecutivos, já que acabou a temporada regular do College Football. Na sexta-feira de Natal, New Orleans Saints e Minnesota Vikings abrem os trabalhos da semana 16. No sábado, 26, mais três jogos serão realizados. Domingo, 27, tem 12 partidas na gostosa maratona semanal que se estende por horas. E fechando a penúltima semana, na segunda-feira, 28, tem o Monday Night Football – o último de 2020.
Por ser uma liga relativamente curta, a duas semanas do fim da temporada regular, ainda há muita disputa em jogo. Apenas dois dos 16 jogos da próxima rodada não envolvem pelo menos um time que tenta uma vaga à pós-temporada: Houston Texans e Cincinnati Bengals, e Los Angeles Chargers contra o Denver Broncos – ambos duelos marcados para domingo.
O ano de 2020 é o primeiro em que sete franquias se classificarão aos Playoffs em cada conferência, e não mais seis pela AFC e NFC, como era até 2019. Seis das 14 vagas totais à pós-temporada já estão garantidas, faltando apenas a confirmação do posicionamento de cada equipe. Além disso, a primeira posição geral da conferência se tornou ainda mais importante, pois somente o melhor colocado avança direto ao Divisional Round, enquanto os demais já correm o risco de caírem no Wildcard.
A partir dos próximos parágrafos, você confere resumidamente a situação de cada time que ainda está vivo na vaga aos Playoffs. Na Conferência Americana (AFC), há seis times brigando por quatro vagas restantes. E pela Conferência Nacional (NFC) a disputa é mais acirrada, com nove franquias que ainda tentam as quatro vagas a serem preenchidas. Acompanhe abaixo.
New Orleans Saints (10-4) x Minnesota Vikings (6-8) (sexta-feira, 18h30)
O Saints, que já teve na liderança geral da NFC, está classificado à pós-temporada, mas o confronto natalino contra o Minnesota Vikings ainda vale muito para a franquia de Nova Orleans. Uma vitória garante o título da NFC Sul, o que dá o direito de um jogo em casa nos Playoffs. Além disso, se o Saints vencer, e o Green Bay Packers perder, ainda é possível ter a melhor campanha da Conferência Nacional, desde que o Packers perca também na semana 17, somado a mais uma vitória de New Orleans.
Já a situação do Vikings é mais dramática. A equipe precisa vencer à todo custo para seguir sonhando com a sétima posição na NFC e assim chegar no Wildcard. Além de vencer, será necessário que Minnesota vença também na semana 17, somado a duas derrotas do Arizona Cardinals (atual sétimo colocado) e a uma derrota do Chicago Bears (que atualmente está à sua frente).
Detroit Lions (5-9) x Tampa Bay Buccaneers (9-5) (sábado, 15h)
Enquanto o Detroit Lions joga para cumprir tabela, por já estar eliminado, a primeira partida de sábado vale a real possibilidade de o Tampa Bay Buccaneers retornar aos Playoffs após 13 anos. A equipe do quarterback Tom Brady garante a sua classificação com uma vitória já nesta semana. Além disso, se vencer os dois últimos jogos, e o New Orleans Saints perder os dois confrontos restantes, o Buccaneers avança como campeão da NFC Sul.
Arizona Cardinals (8-6) x San Francisco 49ers (5-9) (sábado, 18h30)
A partida entre rivais da NFC Oeste vale mesmo para o Arizona Cardinals, pois o 49ers não tem mais chances de classificação. O time atualmente é o sétimo na classificação geral da Conferência Nacional. É possível que a classificação venha nesta semana, se o Cardinals vencer o 49ers, somado a uma derrota do Chicago Bears.
Las Vegas Raiders (7-7) x Miami Dolphins (9-5) (sábado, 22h15)
Finalizando a rodada de sábado, Raiders e Dolphins farão o primeiro duelo em que os dois quarterbacks titulares são de origem do estado do Havaí. Marcus Mariota jogará por Las Vegas no lugar do lesionado Derek Carr, e o calouro Tua Tagovailoa é o titular de Miami. O jogo é de vida ou morte para os dois times da AFC.
O Raiders vive a situação mais complexa. Fora da zona de classificação à pós-temporada, precisa vencer o Dolphins e o Denver Broncos na semana 17, e torcer para que Miami perca também na última rodada, e que o Baltimore Ravens saia derrotado em seus dois últimos jogos. Já o Dolphins, atual sétimo colocado na AFC, precisa vencer Las Vegas e o Buffalo Bills para avançar aos Playoffs sem ter de secar ninguém.
Pittsburgh Steelers (11-3) x Indianapolis Colts (10-4) (domingo, 15h)
Depois de uma série de 11 jogos sem perder, o Pittsburgh Steelers passou a conviver com o drama de encarar três derrotas consecutivas, e se antes a equipe brigava pela melhor campanha da AFC, agora vive a incerteza até de ser a campeã da sua própria divisão, a AFC Norte. Mesmo classificado, o time do técnico Mike Tomlin entrará em campo precisando da vitória. Se vencer e o Cleveland Browns perder, Pittsburgh confirma o título da divisão. Porém, o próximo confronto é contra uma equipe que permanece viva na briga pela classificação.
A equipe de Indianapolis está atualmente na zona de classificação. O avanço à pós-temporada pode ser confirmado nesta rodada, se vencer e o Miami Dolphins e o Baltimore Ravens perderem. A franquia também briga pelo título da AFC Sul, e está atrás do Tennessee Titans na divisão – ambos têm campanhas iguais, com a vantagem do Titans nos critérios de desempate.
Atlanta Falcons (4-10) x Kansas City Chiefs (13-1) (domingo, 15h)
Patrick Mahomes é um dos favoritos ao prêmio de MVP da temporada, e diante do eliminado Atlanta Falcons, tem a oportunidade de confirmar a melhor campanha dentro da AFC com uma vitória. Os atuais campeões do Super Bowl perderam apenas um jogo neste ano, e vêm de uma imponente vitória sobre o New Orleans Saints. O Kansas City Chiefs precisa de apenas uma vitória para confirmar a folga na primeira fase da pós-temporada.
Jacksonville Jaguars (1-13) x Chicago Bears (7-7) (domingo, 15h)
Primeiro time fora da zona de classificação aos Playoffs, o Chicago Bears joga pressionado a vencer seus dois últimos jogos. Além disso, o time também precisa torcer por duas derrotas do Arizona Cardinals para que possa avançar na fase seguinte. Eliminado, o Jacksonville Jaguars luta para não ficar com a pior campanha da NFL, posição em que ocupa neste momento.
Baltimore Ravens (9-5) x New York Giants (5-9) (domingo, 15h)
O Baltimore Ravens de Lamar Jackson, MVP da temporada passada, é o primeiro time da AFC fora da zona de classificação aos Playoffs. Mesmo com a grande campanha, a equipe não depende apenas de si para avançar. É necessário que o Ravens vença seus dois últimos jogos, e tenha de torcer por uma derrota do Miami Dolphins ou do Indianapolis Colts, ou por duas derrotas do Tennessee Titans para avançar.
A situação do New York Giants é para brigar pelo título da NFC Leste, já que não há mais chances de avanço por uma das vagas de Wildcard da NFC. Atualmente em terceiro na divisão, o time precisa vencer Ravens e o rival Dallas Cowboys na semana 17, e torcer por uma derrota do Washington Football Team para se classificar. Se o time de Nova York perder um dos confrontos restantes estará matematicamente eliminado.
New York Jets (1-13) x Cleveland Browns (10-4) (domingo, 15h)
Após vencer o Los Angeles Rams e deixar de ser o pior da NFL, o New York Jets joga apenas para cumprir tabela na semana 16. Outrora um time que passou por constantes fiascos nos últimos anos, o Cleveland Browns deu uma guinada ao caminho de vitórias, e se vencer o Jets, somada a uma derrota de Miami Dolphins ou Baltimore Ravens, garante a classificação já neste final de semana. O Browns é o time há mais tempo sem disputar os Playoffs, e desde 2002 isso não acontece. Além disso, Cleveland também pode vencer a AFC Norte, se vencer na semana 16 e derrotar o Pittsburgh Steelers na semana 17, contando também com uma derrota de Pittsburgh neste domingo.
Washington Football Team (6-8) x Carolina Panthers (4-10) (domingo, 18h05)
Líder da NFC Leste, o Washington Football Team depende apenas de suas forças para ser o campeão da divisão. Se vencer os dois jogos, garante a vaga aos Playoffs com 50% de aproveitamento, sem entrar na estatística de ser campeão de divisão perdendo mais jogos que vencendo. Washington pode confirmar sua vaga à pós-temporada já nesta semana, se vencer o eliminado Carolina Panthers, e o Dallas Cowboys e o New York Giants também perderem. A dúvida para o time da capital dos Estados Unidos é saber quem será o quarterback titular. Alex Smith não jogou na semana passada, e é dúvida para a semana 16. Se Smith não entrar em campo, o time irá de Dwayne Haskins na posição, mesmo sem estar com boa moral na franquia. Ele foi multado em US$ 40 mil dólares por ser flagrado em uma festa após o jogo da semana anterior contra o Arizona Cardinals. A multa foi por quebra dos protocolos de segurança contra a Covid-19.
Dallas Cowboys (5-9) x Philadelphia Eagles (4-9-1) (domingo, 18h25)
O Dallas Cowboys é o atual vice-líder da NFC Leste, e só pode avançar aos Playoffs se vencer a divisão. Para isso acontecer, a franquia precisa vencer o Eagles na semana 16 e o New York Giants na semana 17, além de torcer por duas derrotas do Washington Football Team. Para o Eagles se classificar, basta que a equipe vença os dois últimos jogos, contra Cowboys e Washington, e ainda terá de torcer para Washington perder seu jogo contra o Carolina Panthers.
Seattle Seahawks (10-4) x Los Angeles Rams (9-5) (domingo, 18h25)
O Seattle Seahawks já está classificado, e atualmente é líder da NFC Oeste. E o duelo justamente com o rival da divisão pode definir o título para Seattle se houver vitória sobre o Los Angeles Rams. Além disso, o Seahawks ainda pode ser o melhor time da NFC, se vencer os próximos dois jogos e o New Orleans Saints e o Green Bay Packers perderem as duas partidas restantes.
Por outro lado, o Rams depende apenas de suas forças para ser o melhor da sua divisão. Se vencer o Seahawks, Los Angeles volta à liderança da divisão e confirma sua classificação aos Playoffs. E vencendo também o Arizona Cardinals na semana 17, confirma o título e o mando de campo em um jogo da pós-temporada.
Green Bay Packers (11-3) x Tennessee Titans (10-4) (domingo, 22h20)
Classificado e campeão da NFC Norte, o Green Bay Packers joga apenas para tentar a primeira posição geral na NFC. Para isso acontecer nesta semana 16, o time do quarterback Aaron Rodgers precisa vencer o Tennessee Titans no Sunday Night Football e torcer para que o New Orleans Saints e o Seattle Seahawks percam nesta rodada, para assim apenas cumprir tabela na semana 17.
O Titans ainda não está garantido na pós-temporada, mas se vencer e o Miami Dolphins ou o Baltimore Ravens perderem, confirmam o avanço aos Playoffs. E vencendo as duas partidas restantes, contra Packers e o Houston Texans, confirma o título da sua divisão, a AFC Sul.
New England Patriots (6-8) x Buffalo Bills (11-3) (segunda-feira, 22h15)
Para o New England Patriots, o Monday Night Football da semana 16 será uma verdadeira ressaca, pois é o primeiro jogo após a confirmação de que a equipe não tem mais chances de classificação aos Playoffs. Pela primeira vez desde 2009, New England vai entrar de férias após a semana 17.
Por outro lado, o Buffalo Bills já é o campeão da AFC Leste, e não consegue mais alcançar o Kansas City Chiefs, mesmo que termine o ano em 13-3 e o Chiefs perca os dois últimos jogos, pois no confronto direto entre ambos, deu Kansas City.
Herbert foi o nome do Chargers para conseguir a vitória (foto: Reuters)
O Los Angeles Chargers venceu o Las Vegas Raiders no Thursday Night Football da semana 15, nesta quinta-feira, 17 de dezembro. A vitória por 30 a 27 é resultado de um dramático e equilibrado confronto, repleto momentos surpreendentes. Os dois times alternaram a liderança no placar em diversos momentos, e por duas vezes, a franquia de Los Angeles teve a oportunidade de vencer o jogo com um field goal, mas ambas as oportunidades foram desperdiçadas. E na prorrogação, depois de sair em desvantagem, o Chargers venceu, já nos minutos finais.
O calouro Justin Herbert foi o grande destaque da partida. O quarterback de Los Angeles passou para 314 jardas e dois touchdowns, e foi o cara da franquia no tempo extra, fazendo um passe decisivo que permitiu que fosse possível o TD da vitória, com ele próprio fazendo força por cima da linha ofensiva para a bola chegar na endzone. Por outro lado, o Las Vegas Raiders teve como destaque um velho conhecido, que não havia jogado ainda em 2020. O quarterback Marcus Mariota, ex-Tennessee Titans, entrou em campo durante a partida, após Derek Carr lesionar a virilha. Passou para 226 jardas, um touchdown e uma interceptação, e correu para mais 88 jardas e um TD. O tight end Darren Waller foi o principal alvo entre os recebedores, conseguindo 150 jardas e um touchdown.
A vitória do Chargers deixa o time com campanha em 5-9. O time já está eliminado na disputa aos Playoffs de 2020/21, mas o triunfo marca o fim de um jejum que durava dois anos de seguidas derrotas para os rivais da AFC Oeste. O Las Vegas Raiders tem agora o desempenho em 7-7, e faltando duas semanas para o fim da temporada regular, se vê com menos chances de ir para a pós-temporada.
Foi Los Angeles quem começou o jogo melhor, por causa de uma campanha longa que resultou no primeiro touchdown do time, em passe de Herbert para Hunter Henry. O Raiders logo diminuiu no placar, com um field goal de Daniel Carlson, mas nesta campanha, o time se viu em maior dificuldade para o restante do jogo, pois foi nesta hora que Derek Carr lesionou a virilha e não voltou mais para a partida.
Apesar disso, Las Vegas virou o jogo no segundo quarto, com Mariota não se intimidando por entrar em campo durante a partida. O quarterback lançou um passe de 35 jardas para Darren Waller anotar o primeiro TD do time, e virar o plcar. O Chargers voltou a empatar o jogo com um field goal anotado por Michael Badgley, e retomou a liderança posteriormente, em passe de Justin Herbert para Tyron Johnson. A partida foi para o intervalo com Los Angeles vencendo por 17 a 10.
O terceiro quarto se resumiu a longas campanhas. Em sua primeira posse após o intervalo, o Raiders conseguiu empatar a partida mais uma vez, em TD do running back Josh Jacobs. O Chargers teve outra oportunidade para ficar na frente no placar e conseguiu em longa campanha, encerrada com a corrida para TD de Kallen Ballage. Novamente, o Las Vegas Raiders foi em busca do empate, em uma posse de bola que passou de dez minutos, e com 19 jogadas ao todo, terminando com o touchdown terrestre de Marcus Mariota.
Com o placar em 24 a 24, um field goal poderia decidir tudo. Os minutos finais se aproximavam e os dois quarterbacks estavam indo bem. Tendo a posse de bola, o Chargers avançou pelo campo e teve a oportunidade de chutar para mais três pontos a menos de quatro minutos do fim, mas o kicker Michael Badgley errou o chute. Na sequência, Mariota protagonizou importantes passes para que fosse o Raiders o responsável por anotar o chute que daria a vitória. Já na redzone, o QB do Raiders foi interceptado por Chris Harris Jr, e ele mesmo teve de fazer o tackle para impedir o retorno para touchdown. Já faltavam menos de dois minutos e, tudo o que Los Angeles deveria fazer era correr com a bola o máximo possível para acabar com o jogo em um field goal. Mas não foi isso o que aconteceu. Na terceira descida para duas jardas, o técnico Anthony Lynn botou Herbert para passar a bola, e ele quase sofreu fumble. No field goal, mais uma vez, Badgley errou o chute.
O Chargers teve a sorte de não perder no tempo regulamentar, mas o Raiders bem que tentou isso. Até houve uma possibilidade de um field goal de 65 jardas, que seria o maior da história, já nos últimos segundos, mas a jogada foi mal executada e nem chute teve. Foi para a prorrogação. No tempo extra, Las Vegas comandou o ataque na primeira posse de bola, que durou mais da metade do período. A franquia foi até a linha de cinco jardas e não conseguiu o TD que daria a vitória, mas foram para o field goal, e Daniel Carlson acertou.
Mas a regra da prorrogação é: se o time da primeira posse de bola anotar o touchdown, ele vence a partida, mas se pontuar com um field goal, a equipe em desvantagem terá sua chance para empatar ou virar. Assim, o Chargers teve a posse de bola, e Justin Herbert mostrou porque ele foi uma boa escolha pela franquia no Draft deste ano. O quarterback lançou um passe imenso, de 53 jardas, para Jalen Guyton, e quase foi touchdown. Mas não demorou muito para o TD da virada ocorrer, pois o próprio Herbert tratou de fazer o esforço sobre a linha ofensiva para garantir que a bola passasse à endzone. No final, o Chargers venceu o jogo por 30 a 27.
Na semana 16, o Las Vegas Raiders terá outro duro confronto para seguir sonhando com uma vaga aos Playoffs, e enfrentará o Miami Dolphins. Já o Los Angeles Chargers jogará contra o Denver Broncos.