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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2022

Depois do tudo ou nada, a glória: Rams vira no último minuto, e vence o Super Bowl LVI


Time de Los Angeles conquista seu segundo título (foto: Getty Images)


Já dissemos aqui algumas vezes, que na maior parte dos casos, a formação de um time grande na NFL costuma ser um processo longo e trabalhoso, com a aquisição de grandes talentos via Draft, somada às chegadas de alguns craques através de trocas ou entre quem está livre no mercado. Mas há casos em que se tenta encurtar esta trajetória, com ousadas movimentações que almejam o título do Super Bowl em pouco tempo. 

Desde que voltou a jogar em Los Angeles, em 2016, o Rams trocou escolhas altas de Draft, com o objetivo de conquistar o Troféu Vince Lombardi o mais breve possível, unindo atletas jovens de incrível talento a outros veteranos que ainda poderiam mais, e que não estavam rendendo tão bem em seus times anteriores. Em 2019, o titulo da NFL ficou perto de ser alcançado, mas faltava algo a mais para completar este elenco. Com os ajustes feitos, superando adversários mais fortes, e com uma enorme capacidade de recuperação, o "all in", ou o "tudo ou nada", deu certo. Com uma virada no último minuto, o Los Angeles Rams venceu o Cincinnati Bengals por 23 a 20, e levou o Super Bowl LVI.

A partida consagra o fortíssimo elenco de Los Angeles, que coincidentemente jogou a decisão em casa, no SoFi Stadium. Um time formado pelo talentoso quarterback Matthew Stafford, que está na NFL desde 2009, e passou por inúmeros maus bocados enquanto jogava no Detroit Lions, até ser trocado para o Rams e conquistar de cara o título do Super Bowl, passando para 283 jardas, três touchdowns e duas interceptações. É também o Rams do wide receiver Cooper Kupp, que chegou no time via Draft, e hoje é um dos melhores em sua posição em toda a liga, e merecidamente foi eleito o MVP da decisão, com 99 jardas totais, duas recepções para touchdown, incluindo o TD do título. Também lembramos do já lendário defensor Aaron Donald, que fez dois sacks na decisão, e tem seu nome na jogada derradeira. E é o time de outras estrelas que se juntaram nos últimos anos via troca ou contratações de meio de temporada, como a do também wide receiver Odell Beckham Jr, do linebacker Von Miller e do cornerback Jalen Ramsey, e que tem como treinador Sean McVay, o mais jovem a vencer o Super Bowl, com 36 anos. É esta franquia a campeã de 2021/22 da NFL.

É o segundo título de Super Bowl do Rams, o primeiro desde 2000, e o primeiro com a franquia mandando seus jogos em Los Angeles. Além disso, o time é o segundo a vencer o Super Bowl jogando em casa, e repete o feito do Tampa Bay Buccaneers de 2021.  Por outro lado, o Cincinnati Bengals fez um jogo decente, e ameaçou vencer em parte da partida. O quarterback Joe Burrow passou para 263 jardas e um touchdown, mas sofreu sete sacks, um recorde na decisão. O wide receiver Tee Higgins recebeu para 100 jardas e dois TD's (um em passe do running back Joe Mixon), e Ja'Marr Chase recebeu para 89 jardas. O Bengals jogou o terceiro Super Bowl de sua história, e continua sem títulos.

Rams inicia bem

No Super Bowl LVI, as defesas começaram aparecendo nas primeiras posses de bola de Rams e Bengals. Porém, um erro de Cincinnati ao arriscar a quarta descida no meio-campo foi determinante para o placar sair do zero. Matthew Stafford logo conectou um importante passe para Cooper Kupp, e na sequência, fez o lançamento para o wide receiver Odell Beckham Jr anotar o primeiro touchdown do jogo. A reação do Bengals veio logo na sequência, quando Joe Burrow fez um belo passe para Ja'Marr Chase, embora a campanha terminou com um field goal do kicker Evan McPherson.

Entre o final do primeiro período e o início do segundo, o Rams avançou rapidamente pelo campo, até conquistar o seu segundo touchdown, em passe de Stafford para Kupp. A vantagem no placar ficou em 10 pontos, pois houve um fumble na tentativa de extra point. Com a bola nas mãos, o Bengals entrou no jogo com uma campanha bastante demorada, com o running back Joe Mixon sendo mais explorado, alternando com passes curtos de Burrow. Na linha de seis jardas, Cincinnati anotou o seu primeiro TD, mas não com passe do quarterback. Em uma ousada trick play, Burrow entregou para Mixon, que conectou um belo lançamento para Tee Higgins, livre na endzone, marcar o touchdown.  

Pouco antes do intervalo, o jogo parecia mudar de momento, a favor do Bengals, pois Stafford forçou um passe longo, mas acabou interceptado por Jessie Bates. Não houve tempo para que alguém pontuasse e a partida foi para o intervalo com uma curta vantagem do Rams por 13 a 10. Além disso, o time de Los Angeles sofreu uma enorme baixa, já que o wide receiver Odell Beckham Jr machucou o joelho, e não poderia mais continuar em campo.        
Intervalo histórico

Desde que foram reveladas as atrações do Halftime Show do Super Bowl LVI, havia muitas expectativas para a apresentação de Eminem, Snoop Dogg, Dr. Dre, Mary J. Blige e Kendrick Lamar. E todos cumpriram com um dos maiores shows do intervalo de todos os tempos, com diversos clássicos do rap e hip hop apresentados ao vivo. Houve ainda espaço para surpresas, já que 50 Cent também apareceu para a festa. 

Em protesto, Eminem ajoelhou durante o Halftime Show (Foto: Mike Segar/Reuters)


E mesmo que no contrato com a NFL havia uma cláusula proibindo os cantores a fazerem qualquer protesto, teve sim manifestação durante o show. Após cantar "Lose Yourself", ele ajoelhou no palco, em alusão aos protestos antirracistas liderados pelo ex-quarterback Colin Kaepernick. Então jogador do San Francisco 49ers em 2016, ele começou a se ajoelhar no hino americano como forma de se manifestar contra a violência policial contra negros. Após aquela temporada, perdeu seu contrato e nunca mais conseguiu espaço em nenhum time da liga, porém, se tornou símbolo da luta antirracista nos Estados Unidos.

A íntegra do Halftime Show você pode conferir aqui:

Bengals volta com tudo

Quando houve o kickoff de retorno da partida, mal deu tempo dos torcedores se acomodarem no sofá. Na primeira jogada de ataque do Cincinnati Bengals, teve touchdown. Joe Burrow fez um grande lançamento. Tee Higgins se livrou de Jalen Ramsey, e conseguiu um touchdown de 75 jardas – vale ressaltar que deveria ter havido falta na jogada, mas a arbitragem não assinalou. Pela primeira vez, o Bengals liderava no placar, e tinha motivos para comemorar mais, já que Chidobe Awuzie interceptou Matthew Stafford logo na sequência. Apesar do Turnover, o Bengals sofreu com seu setor mais carente, a linha ofensiva, que permitiu cinco sacks em Burrow apenas no terceiro período.

Mesmo com os problemas ofensivos, o Bengals conseguiu pontuar com mais um field goal, ampliando sua vantagem. Porém, o Rams conseguiu reagir, também com um field goal, anotado pelo kicker Matt Gay. A vantagem de Cincinnati era de quatro pontos no momento em que começou o último quarto.

Após várias trocas de posse de bola, enfim, a reação do Rams

Por grande parte do terceiro quarto, e mais da metade do último período, o jogo se resumiu na alternância da posse de bola entre Bengals e Rams, sem grandes avanços nem grandes jogadas. Tudo começou a mudar quando Joe Burrow, ao sofrer o seu sétimo sack na partida, saiu de campo machucado. Ele voltou a jogar, mas não conseguia mais se posicionar para fazer os passes em que fazia ao longo da partida. 

Restando pouco mais de seis minutos para o fim do jogo, o Rams teve a bola mais uma vez. Ainda parecia difícil a reação, pois a defesa do Bengals estava jogando bem. Mas aí a parceria entre Matthew Stafford e Cooper Kupp, que levou este Rams ao Super Bowl, veio para se eternizar na história. Primeiro, apenas com Kupp, que correu com a bola em uma ousada quarta descida arriscada no campo de defesa. Depois, com recepções do camisa 10 após passes precisos do camisa 9. Mas novamente, Cincinnati parecia que daria um freio nesta investida final, até que, o que seria uma quarta descida para o Rams, já a menos de dois minutos para o final, Logan Wilson cometeu falta de interferência de passe, permitindo à Los Angeles a ter mais quatro tentativas para o touchdown. 

Na sequência, veio o TD, mas as faltas de ambos os times anularam o lance. Porém, Eli Apple, do Bengals, fez outra falta. Dado o excesso de erros de Cincinnati, o Rams aproveitou a chance para a virada. Na linha de uma jarda, Stafford passou para Kupp, e foi confirmado o touchdown. Era a virada por 23 a 20, a 1:29 do final da partida.  

Com dois touchdowns, Cooper Kupp foi eleito o MVP da partida


Coube ainda uma última chance para o Bengals. O time até tentou, mas a defesa de Los Angeles, com Von Miller e, principalmente, Aaron Donald, estava sedenta pelo título. Na quarta e última descida de Cincinnati, Joe Burrow estava na iminência de ser derrubado de novo por Donald, jogou a bola fora e errou o passe. Era o fim da festa. O Los Angeles Rams garantia o título do Super Bowl LVI.

Título coroa uma forte geração

Desde 2017, quando Sean McVay virou treinador do Rams, já era nítida a mudança de patamar da franquia. Mas ainda faltava a aquisição de grandes talentos para formar um elenco completo. Desde 2016 que Los Angeles não escolhe na primeira rodada do Draft, e isso seguirá até 2024. Pode não ter sido o caminho normal de evolução de uma equipe, mas valeu a pena. A recompensa foi justa ao vencer um Super Bowl com todos os seus méritos. 

Herói da jogada derradeira, Aaron Donald pode estar se aposentando

Resta agora a dúvida sobre o futuro da equipe. Jogadores como Von Miller e Odell Beckham Jr podem sair, por estarem em final de contrato. Há a possibilidade de Aaron Donald e o offensive tackle Andrew Withworth se aposentarem. Pode ser que haja uma reformulação do elenco para a próxima temporada, ou pode até mesmo ser que os atletas que poderão sair acabem ficando com contratos reestruturados. Mas esta conversa poderá vir mais para frente. Agora, o momento da torcida ainda é de comemoração pelo título da NFL.

domingo, 13 de fevereiro de 2022

É dia de Super Bowl LVI: Bengals e Rams medem forças pelo título da NFL

SoFi Stadium, em Los Angeles, recebe Bengals e Rams

Chegou a hora de acompanharmos o Super Bowl LVI! Neste domingo (13), às 20h30, a bola oval começa a voar para a grande decisão da NFL, entre Cincinnati Bengals e Los Angeles Rams. A partida no SoFi Stadium, área metropolitana de Los Angeles, promete, em um duelo entre dois times que se reestruturaram de diferentes formas para brigarem pelo Troféu Vince Lombardi nesta noite. O jogo terá a transmissão no Brasil pela ESPN2, RedeTV!, Star+ e NFL Game Pass.

Em busca do primeiro título

Bengals retorna ao Super Bowl após 33 anos

O Cincinnati Bengals tentará seu primeiro título neste domingo. A franquia do estado de Ohio vai para o terceiro Super Bowl em sua história, e nas duas ocasiões anteriores, perdeu para o San Francisco 49ers, em 1982 e 1989. O time do técnico Zac Taylor vem em franca ascensão. Após ser o pior de toda a NFL em 2019, com a chegada de nomes como o quarterback Joe Burrow e o wide receiver Ja'Marr Chase, o elenco se estruturou para se tornar uma emergente força da Conferência Americana (AFC). E com todos os seus méritos, retornaram aos Playoffs em 2021/22 após seis anos, e derrotaram grandes equipes na pós-temporada: o Las Vegas Raiders, o Tennessee Titans e o Kansas City Chiefs (os dois últimos, fora de casa). 

Nas casas de apostas, o Bengals não é o favorito. Mas não há como menosprezar o time que derrotou gigantes na temporada regular e nos Playoffs. O time de Cincinnati forma um grande elenco, tanto no ataque com Joe Mixon e Tyler Boyd, como na defesa, com Eli Apple, e nos times especiais, como  o kicker Evan McPhearson, que anotou dois field goals da vitória somente nesta pós-temporada. A capacidade de reação nos últimos jogos mostrou que podem fazer uma grande partida, e se conquistarem o título, ele virá por seus próprios méritos.

Tudo ou nada, de novo

Rams tentará o bicampeonato jogando em casa

O Los Angeles Rams do técnico Sean McVay se mostrou nos últimos anos ser uma das grandes forças da NFC, a Conferência Nacional. Recentemente, chegaram ao Super Bowl pela última vez em 2019, mas aquela derrota para o New England Patriots foi frustrante, fazendo com que a franquia voltasse suas atenções para o mercado para voltar à decisão da NFL com outro "all in", ou, como falamos em português, no tudo ou nada. Através de trocas, em 2021, o time adquiriu o quarterback Matthew Stafford, o running back Sony Michel e o linebacker Von Miller. Além disso, a franquia da Califórnia contratou também o wide receiver Odell Beckham Jr, que se juntam a outros grandes atletas como o wide receiver Cooper Kupp, e os defensores Aaron Donald e Jalen Ramsey.

Mesmo com todo o favoritismo, o Rams vai à campo com os pés no chão, para que não joguem mal diante de uma possível soberba. A franquia foi campeã do Super Bowl apenas no ano 2000, e, além do bicampeonato, tenta o primeiro título sendo um time de Los Angeles. É a quinta vez que o Rams vai para o Super Bowl. Além do título de 2000, o Rams foi vice-campeão em 1980, 2002 e 2019. Além disso, o time de Los Angeles tentará repetir o feito do Tampa Bay Buccaneers em 2021, de ganhar o Super Bowl em casa, embora o time da NFC usará os vestiários de visitante nesta semana em razão do rodízio de mando de campo nas decisões entre as conferências.

Super show no intervalo

É normal que no Super Bowl muita gente queira ver por causa do Halftime Show, que é o show do intervalo. Neste ano, a exibição promete muito, com grandes astros do rap e hip hop dos Estados Unidos. O show será feito por Snoop Dogg, Eminem, Dr. Dre, Mary J. Blige e Kendrick Lamar, todos juntos e misturados. 

Vocês sabem que a cultura pop no Super Bowl está cada vez mais presente. E neste Super Bowl LVI, fora de campo, o Brasil também está presente. A cantora Anitta, que recentemente lançou nos Estados Unidos a música "Boys Don't Cry", entrou também na onda do Super Bowl. A própria já disse que está ficando com um jogador do Bengals, e no sábado (12), divulgou fotos e fez um show vestida com o uniforme da equipe de Cincinnati, com o número do wide receiver Tyler Boyd. Com a chegada dela, muitos fãs da cantora pretendem acompanhar a partida. E já deixamos bem claro que todos estes serão bem-vindos pela comunidade da NFL no Brasil.

Na TV aberta

A ESPN é tradicionalmente a casa do Super Bowl no Brasil, exibindo a decisão da NFL desde 1993 (com algumas exceções). E em 2022, a presença do canal na partida entre Bengals e Rams está confirmada, na ESPN2, com a narração de Fernando Nardini e os comentários de Paulo Antunes. 

Mas o alcance da NFL em nosso país, que já é bom, ficará ainda melhor. A RedeTV! exibirá a partida final pela primeira vez em sua história, garantindo a volta do Super Bowl na TV aberta. O jogo será narrado por Marcelo do Ó e os comentários de Gabriel Golim. 

Na TV aberta, o Super Bowl já foi exibido pela Band e pela extinta TV Manchete, entre os anos 1980 e 1990. A última emissora com sinal liberado a exibir o jogo foi o extinto Esporte Interativo, entre 2012 e 2017, embora o sinal fosse mais restrito às antenas parabólicas com sinal via satélite. 

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2022

Maratona NFL - Temporada 2021/22, Episódio 21 - o Super Bowl LVI na opinião de torcedores de Bengals e Rams


Está no ar uma das grandes edições tradicionais do Maratona NFL. É o podcast pré-Super Bowl com torcedores dos finalistas. Ruan Nascimento e Carlos Oliveira conversaram com os torcedores Rafael, do Cincinnati Bengals, e Gustavo, do Los Angeles Rams. Eles falaram sobre suas expectativas para o Super Bowl LVI, que será neste domingo (13), às 20h30, com transmissão da ESPN 2 e da RedeTV!. 

Ouça o podcast conosco, através do Anchor. 



segunda-feira, 31 de janeiro de 2022

Bengals e Rams viram no final, vencem suas conferéncias, e estarão no Super Bowl LVI

Bengals retorna ao Super Bowl após 33 anos

Janeiro é o mês dos Playoffs da NFL, dos deliciosos jogos eliminatórios, que muitas vezes são imprevisíveis e se eternizam na memória dos fãs da bola oval. Com 14 times em disputa do título, no Wildcard, difícil é prever quem será o campeão, mas sempre há apostas em uns cinco ou seis times. Mas apesar de ambos os protagonistas do Super Bowl LVI terem bons elencos, há três semanas, não dava pra imaginar que as duas franquias que terminaram em quarto na temporada regular derrubariam prognósticos para chegar até a decisão da NFL.

Foi isso que Cincinnati Bengals e Los Angeles Rams fizeram neste domingo (29), ao bater Kansas City Chiefs e San Francisco 49ers, respectivamente, nas finais de conferência, e confirmarem presença no Super Bowl LVI, em 13 de fevereiro, no SoFi Stadium, área metropolitana de Los Angeles. Bengals e Rams se superaram ontem, arrancaram viradas, e agora, estão a um jogo do Troféu Vince Lombardi. A equipe vencedora coroará uma surpreendente, e brilhante trajetória na temporada 2021/22.

O Bengals, de Joe Burrow, Ja'Marr Chase e do kicker draftado (sempre ressaltado pela franquia) Evan McPhearson, conseguiu uma histórica virada fora de casa. Para o Chiefs, perdiam de 21 a 3, aproveitaram-se da moleza de Kansas City para matar o jogo, e viraram na prorrogação para a vitória. Já o Rams de Matthew Stafford, Cooper Kupp e Aaron Donald, enfrentou em casa o San Francisco 49ers. Sofreu muito com a defesa adversária, mas no final também engatou a virada. São estes dois vencedores que dispitarão o título da NFL em duas semanas. Veja como foi cada partida nos parágrafos a seguir. 

Bengals aproveita de falhas do Chiefs, vence de virada, e volta ao Super Bowl após 33 anos

Em sua segunda temporada como profissional, o quarterback Joe Burrow estará no Super Bowl LVI


A temporada 2021/22 do Cincinnati Bengals já era de muitas superações, fruto de uma rápida e incrível recuperação via Draft. Em 2019, o time treinado pelo técnico Zac Taylor foi o pior de toda a NFL. Com isso, selecionaram na primeira escolha geral do Draft o quarterback Joe Burrow, em 2020. Em 2021, também no Draft, reforçaram o ataque com Ja'Marr Chase, que foi parceiro de Burrow no College Football. E com estes e outros talentos, o time conseguiu voltar aos Playoffs depois de seis anos de ausência. Cincinnati voltou a vencer nos Playoffs, o que não ocorria desde 1991. E ao bater de forma épica o Kansas City Chiefs fora de casa, por 27 a 24, retornam ao Super Bowl depois de 33 anos após vencer a AFC.

Não foi um confronto fácil. No primeiro tempo, o Chiefs dominou com três touchdowns, em passes de Patrick Mahomes. A equipe de Kansas City parecia que teria uma vitória fácil, pois vencia por 21 a 3 no segundo quarto. Mas quando o jogo estava 21 a 10, um erro estratégico custou muito caro, ao tentar um TD perto do intervalo com um passe lateral, em vez de chutar um field goal. 

No segundo tempo, Mahomes parou de jogar bem, sendo neutralizado pela defesa de Cincinnati, enquanto no ataque, Joe Burrow, Joe Mixon e Ja'Marr Chase comandaram a equipe para o empate. A virada veio ainda no tempo regulamentar, mas o Chiefs empatou no último segundo com um field goal. Na prorrogação, a defesa interceptou Patrick Mahomes, cabendo ao ataque do Bengals fazer uma campanha perfeita, para colocar o kicker calouro Evan McPhearson em posição tranquila para chutar o field goal que quebrou a ausência de 33 anos longe da decisão da NFL.

O Cincinnati Bengals tentará neste Super Bowl LVI conquistar o seu primeiro título de Super Bowl. A equipe foi duas vezes para a decisão, em 1982 e 1989, e em ambas as oportunidades, perdeu para o San Francisco 49ers. Agora, têm a chance de quebrar o jejum de títulos.

Defesa decide no final do jogo, e Rams jogará o Super Bowl em casa

Cooper Kupp foi um dos destaques da vitória do Rams


Desde que o Rams foi para Los Angeles, a franquia se reforçou para ser a grande força da NFC, e da NFL como um todo. Com o técnico Sean McVay, que treina o time desde 2017, a possibilidade de lutar pelo título do Super Bowl se tornou possível, com um elenco forte ofensiva e defensivamente. No ataque, nomes como Cam Akers, Cooper Kupp, e o recém chegado wide receiver Odell Beckham Jr. Na defesa, além dos incríveis Aaron Donald e Jalen Ramsey, o time adquiriu Von Miller também. Mas faltava um quarterback para ser o protagonista desta franquia, que esteve no Super Bowl pela última vez há pouco tempo, em 2019. E Matthew Stafford foi este homem, chegando à Los Angeles após uma troca com o Detroit Lions. Este elenco de estrelas teve percalços, mas venceu o San Francisco 49ers por 20 a 17, e representará a NFC no Super Bowl LVI.

Matthew Stafford tem redenção da sua carreira, ao levar o Rams ao Super Bowl


Foi um jogo bem mais parelho que a decisão da AFC. Foi o próprio Rams quem começou vencendo, com um belo passe de Stafford para Cooper Kupp abrir o placar. Mas o 49ers não desistiu facilmente. O quarterback Jimmy Garoppolo fazia um bom jogo, e deu o passe para o TD do empate, com Debbo Samuel recebendo o lançamento. A virada, com field goal de Robbie Gould, veio pouco antes do intervalo.

Na etapa complementar, a situação parecia mais favorável ao 49ers, já que a defesa interceptou Matthew Stafford, e na sequência, Garoppolo anotou mais um TD, em passe para George Kittle. Mas a reação veio na etapa final, com mais um TD em passe de Stafford para Kupp, e dois field goals do kicker Matt Gay, o último, já a menos de dois minutos para o final. Ainda houve tempo para uma última tentativa de San Francisco, mas Aaron Donald estava forçando o sack em Jimmy Garoppolo, que, para não ser derrubado e o relógio correr, lançou um passe no desespero, e foi interceptado por Travin Howard. O turnover sacramentou a vitória do Rams, e a classificação para o Super Bowl. 

Jogada decisiva de Aaron Donald levou o Rams ao Super Bowl



Será a quinta vez na história que o Rams jogará o Super Bowl. A franquia participou da decisão em 1980, 2000, 2002 e 2019, com o seu único título há 22 anos atrás. Matthew Stafford, embora com uma longeva carreira na NFL, jogando profissionalmente desde 2009, vive o seu ápice em Los Angeles, pois em seus anos de Detroit Lions, nunca havia vencido nos Playoffs, e agora estará no Super Bowl. Além disso, o Los Angeles Rams será o segundo time na história a jogar a decisão em casa, um ano após o Tampa Bay Buccaneers ter realizado tal façanha.

Super Bowl LVI

A grande decisão será no dia 13 de fevereiro, às 20h30, pelo horário de Brasília. Na TV brasileira, o jogo será transmitido pela ESPN 2. A partida entre Cincinnati Bengals e Los Angeles Rams será no SoFi Stadium, na área metropolitana de Los Angeles. Será o primeiro Super Bowl em LA desde 1993.

sábado, 29 de janeiro de 2022

Maratona NFL, temporada 2021/22, episódio 20: expectativas para as finais de conferência


Chegamos à 20ª edição desta temporada do Maratona NFL. Ruan Nascimento e Carlos Oliveira debateram sobre as expectativas para as Finais de Conferência deste domingo (30), entre Kansas City Chiefs e Cincinnati Bengals, pela AFC, e entre Los Angeles Rams e San Francisco 49ers, pela NFC. Houve também comentários sobre os épicos duelos do Divisional Round da semana passada.

No podcast desta semana, também houve espaço para falar sobre os outros times. Você confere as análises sobre os novos treinadores anunciados por três equipes. O New York Giants contratou Brian Daboll para o cargo, ele que era o coordenador ofensivo do Buffalo Bills. O Denver Broncos anunciou como head coach Nataniel Hackett, que foi coordenador ofensivo do Green Bay Packers. E o Chicago Bears contratou como treinador Matt Eberflus, ex-coordenador defensivo do Indianapolis Colts. 

Além disso, o programa debate sobre uma aposentadoria confirmada, a do quarterback Ben Roethlisberger, que jogou no Pittsburgh Steelers entre 2004 e 2022, e foi campeão dos Super Bowls XL (2006) e XLIII (2009). E também, sobre a informação divulgada pela CBS de que Tom Brady pode estar se aposentando após a derrota do Tampa Bay Buccaneers para o Los Angeles Rams.

Ouça o podcast pelo Spotify, pelo Apple Podcasts, pelo Google Podcasts, ou em demais plataformas, pelo Anchor.

Ou, se preferir, ouça abaixo:

segunda-feira, 24 de janeiro de 2022

Rams e Chiefs vencem históricos duelos das semifinais de conferência da NFL

Patrick Mahomes e Josh Allen deram uma verdadeira aula de futebol americano

O domingo de NFL foi épico! Se estávamos empolgados com os dois primeiros jogos das semifinais de conferência, decididos com field goals ao zerar o cronômetro, os duelos de ontem foram ainda mais insanos. Tivemos uma quase virada sofrida pelo Los Angeles Rams sobre o Tampa Bay Buccaneers, até que Cooper Kupp fez heróicas recepções para evitar uma traumática derrota, e confirmar a classificação até a final da NFC ao vencer por 30 a 27. E tivemos um duelo incrível entre Kansas City Chiefs e Buffalo Bills, que teve três touchdowns a menos de dois minutos para o final, e terminou a prorrogação com vitória de Kansas City por 42 a 36.

Com os resultados deste final de semana, as finais de conferência estão definidas. No próximo domingo, o Kansas City Chiefs jogará contra o Cincinnati Bengals, às 17h05, pelo título da AFC. E às 20h40, é a vez de Los Angeles Rams e San Francisco 49ers duelarem pelo título da NFC. Quem vencer estes dois jogos irá para o Super Bowl LVI, no dia 13 de fevereiro, no SoFi Stadium, na área metropolitana de Los Angeles.

Para quem não viu estes jogos, nos parágrafos seguintes, vamos resumir como foram estas partidas históricas. Confira!

Rams flerta com o fiasco, se recupera, e derruba Buccaneers fora de casa

Rams de Cooper Kupp voltam à final da NFC após três anos


Contra os atuais campeões do Super Bowl, o Los Angeles Rams começou dominante em campo. O ataque liderado pelo quarterback Matthew Stafford estava impecável no primeiro tempo. O wide receiver Cooper Kupp também jogava muito desde o início. E a defesa de Aaron Donald e Von Miller castigou muito o quarterback Tom Brady, do Buccaneers. O atropelo parecia iminente no intervalo, que estava 20 a 3, e poderia ter sido mais se não fosse o fumble de Cam Akers na linha de uma jarda.

No segundo tempo, o Rams ampliou com outro TD, deixando o jogo em 27 a 3. Daquele momento em diante, tudo em Los Angeles começou a ruir, e o Buccaneers começou a reagir. Tom Brady comandou uma linda reação, que lembrou a do Super Bowl LI, quando ele, pelo Patriots, liderou a histórica virada sobre o Atlanta Falcons após o time estar perdendo por 28 a 3. E o empate chegou a acontecer, com o TD de Leonard Fournette há poucos segundos do final. Aí Stafford encontrou Cooper Kupp em dois lindos lançamentos, garantindo que o kicker Matt Gay evitasse uma virada inacreditável, para anotar o field goal da vitória de Los Angeles por 30 a 27. O Rams volta à final da NFC após três anos, e tenta seu segundo título de Super Bowl.

Mahomes e Allen brilham, e Chiefs vence Bills na prorrogação após uma épica batalha

Com touchdown de Travis Kelce na prorrogação, Chiefs vence histórica batalha contra o Buffalo Bills


Antes mesmo do jogo entre Kansas City Chiefs e Buffalo Bills começar, já se sabia que o jogo poderia ser o mais parelho das semifinais de conferência. E foi assim desde o início, com ambos os times se alternando na liderança do placar, mas sem nenhum tomar distância no placar. Se sabia que o duelo iria ser dramático até o fim. Mas jamais imaginávamos que seria tanto assim.

Como a ideia deste texto é que ele seja curto, falaremos dos minutos finais. O Chiefs vencia o Bills por 26 a 21. Josh Allen, o quarterback, estava em uma situação difícil, precisando de um touchdown, em uma quarta descida para 13 jardas. A menos de dois minutos para o final, o Bills conseguiu o first down, e Gabriel Davis anotou o touchdown da virada. A conversão de dois pontos mudava de ares e o Bills liderava por 29 a 26. Mas era tempo demais para Patrick Mahomes, que conectou passes gigantes, e Tyrek Hill anotou o touchdown que deu a vantagem para Kansas City. Acabou? Que nada! Josh Allen jogou muito de novo, e a 18 segundos do final, passou para outro touchdown. Mas aí, Mahomes garantiu outro grande passe para Travis Kelce, suficiente para o kicker Harrison Buttker anotar o field goal do empate. Uma batalha linda demais!

Na prorrogação, o Chiefs teve a primeira posse de bola. Goste-se ou não, a regra é: se o primeiro time a atacar conseguir um touchdown, este vence o jogo. E o Chiefs fez a lição de casa. Mahomes encontrou Kelce no fundo da endzone para a vitória de Kansas City. Josh Allen fez um jogo épico, mas por conta da regra do tempo extra, não teve a oportunidade de fazer alguma coisa na prorrogação. A NFL precisa mudar esta regra. Agora, o Chiefs está na final da AFC pelo quarto ano seguido, e tenta chegar ao Super Bowl pela terceira temporada consecutiva. 

domingo, 23 de janeiro de 2022

Bengals e 49ers vencem fora de casa, e vão para as finais de conferência

Field goal de Robbie Gould garantiu a vitória do 49ers sobre o Green Bay Packers


A segunda fase dos Playoffs da NFL começou neste sábado (22) com dois jogos emocionantes. Pelas semifinais de conferência, o Divisional Round, Cincinnati Bengals e San Francisco 49ers bateram Tennesssee Titans e Green Bay Packers, respectivamente. Ambos os jogos foram bastante defensivos, e decididos em field goals. O Bengals derrotou o Titans por 19 a 16, enquanto o 49ers venceu o Packers por 13 a 10. 

Mesmo tendo chegado aos Playoffs com a melhor campanha de suas conferências, Packers e Titans perderam no mesmo dia. É a primeira vez, desde 2011, que o melhor time da NFC e da AFC caem no Divisional Round. 

A equipe de Cincinnati aguarda o resultado de Kansas City Chiefs e Buffalo Bills para saber quem enfrenta na final da AFC. Pela NFC, o 49ers conhecerá seu adversário do duelo entre Tampa Bay Buccaneers e Los Angeles Rams. Por terem melhor campanha que os dois times vencedores do sábado, quem vencer nos duelos deste domingo (23), jogará em casa nas finais de conferência. Confira abaixo um resumo dos dois jogos.

Defesa aparece no fim do jogo, e Bengals elimina Titans

Joe Burrow sofreu com sacks, mas está na final da AFC junto com o Cincinnati Bengals (Foto: Getty Images)

Foi um duelo muito defensivo entre Tennessee Titans e Cincinnati Bengals, que venceu por 19 a 16.  Mesmo sem lançar touchdowns, tendo uma interceptação e sofrendo impressionantes nove sacks, o quarterback Joe Burrow fez um bom jogo, lançando para 348 jardas, sendo decisivo para os quatro field goals que seu time fez durante em campo. 

Mas a defesa do Bengals também chamou a atenção. Contra o forte ataque do Tennessee Titans, e com o retorno do running back Derrick Henry, a equipe visitante freou as ações ofensivas de Tennessee, que mesmo em casa, não conseguiu se destacar. Ryan Tannehill foi interceptado em seu primeiro passe. E no último quarto, com o jogo empatado, uma interceptação decisiva colocou Cincinnati no meio do campo. Coube a Joe Burrow fazer o passe derradeiro para Ja'Marr Chase colocar o time em posição para o field goal derradeiro do kicker Evan McPhearson, e sacramentar a vitória.

A equipe de Cincinnati, que na semana passada encerrou um jejum de 31 anos sem vitórias nos Playoffs, agora volta a final da AFC depois de 33 anos. O Bengals segue vivo para tentar a conquista de seu primeiro título de Super Bowl.

 

Special teams de Green Bay vacila, e 49ers vence jogo dramático sob a neve

Na gelada Green Bay, quem levou a melhor foi o 49ers (foto: Getty Images)

Ter a melhor campanha dá o direito de jogar os Playoffs sempre em casa. E sabemos que no futebol americano, o fator local ajuda muito no mata-mata. Mas não foi o caso do último jogo deste sábado Em uma noite muito fria, com neve e temperatura de -7 graus, o San Francisco 49ers, da quente Califórnia, bateu o Green Bay Packers em pleno Lambeau Field. A equipe teve muitas dificuldades ofensivas, mas conseguiu frear o bom ataque adversário, e se aproveitou das falhas do special teams de Green Bay, decisivas para a vitória por 13 a 10.

Melhor time da temporada regular pela NFC, o Green Bay Packers começou bem, anotando um touchdown logo em sua primeira campanha. E parou ali. Os passes do  quarterback antivacina Aaron Rodgers geravam avanços, mas a defesa do 49ers evitava qualquer possibilidade de ampliação no placar. Por outro lado, o ataque do QB Jimmy Garoppolo fluía apenas no jogo terrestre, pois o camisa 10 de San Francisco demorou a engrenar. 

Com a vantagem em 7 a 0, o special teams do Packers cometeu o primeiro vacilo ainda antes do intervalo, quando o kicker Mason Crosby teve uma tentativa de field goal bloqueada. Depois, o mesmo setor, que só aparece em jogadas de chutes, falhou cedendo um grande retorno de Debbo Samuel, que garantiu que o 49ers anotasse os primeiros pontos da partida. A gota d'água veio já perto do fim da partida, quando o punter Corey Bojorquez foi devolver a bola ao 49ers, e ficou tão desprotegido como alguém que não toma a vacina contra a Covid-19. Seu chute foi bloqueado e facilmente retornado para touchdown de San Francisco. No final, a defesa do 49ers cometeu mais um sack em Rodgers, e  Garoppolo acertou passes bons para colocar o time em posição para chutar um field goal. Coube a Robbie Gould anotar o chute para a vitória.

Cinco vezes campeão do Super Bowl, o 49ers volta a uma final de conferência para tentar o seu sexto título. Há dois anos que a franquia de San Francisco não chegava tão longe na NFL.

Jogos de domingo

Hoje, a rodada começa às 17h, com o Tampa Bay Buccaneers recebendo o Los Angeles Rams. Às 20h30, tem a última partida do Divisional Round, entre Kansas City Chiefs e Buffalo Bills. Ambos os jogos têm a transmissão da ESPN2. 

O Super Bowl LVI será no dia 13 de fevereiro, no SoFi Stadium, na área metropolitana de Los Angeles. 

sexta-feira, 21 de janeiro de 2022

Semifinais de conferência prometem grandes jogos neste final de semana



Se a rodada do Wildcard pode ter decepcionado os fãs no quesito emoção, neste sábado (22) e domingo (23), com as semifinais das conferências da NFL, tudo pode ser diferente. Sobraram apenas oito equipes brigando pelo Super Bowl LVI, e em todos os jogos, há grandes expectativas para jogos emocionantes.

Quem abre os trabalhos desta fase de mata-mata é Tennessee Titans e Cincinnati Bengals, às 18h30. Na sequência, às 22h15, é a vez de Green Bay Packers e San Francisco 49ers. No domingo, o primeiro jogo do dia será entre Tampa Bay Buccaneers e Los Angeles Rams, às 17h, e às 20h, tem Kansas City Chiefs e Buffalo Bills.

No primeiro confronto, o Tennessee Titans, que enfrenta o Cincinnati Bengals, virá com elenco completo à campo. Inclusive, com a volta do running back Derrick Henry, que ficou afastado nas últimas semanas por lesão. Por sua vez, o Bengals vem embalado com a vitória sobre o Las Vegas Raiders, que quebrou um jejum de 31 anos sem triunfos na pós-temporada. 

Assim como o Titans, o Green Bay Packers folgou no Wildcard, e agora volta à campo para enfrentar o San Francisco 49ers em um gelado Lambeau Field. A equipe de Green Bay é a favorita, mas a possibilidade de neve pode deixar o jogo imprevisível, mesmo com o 49ers tendo um clima totalmente oposto do que estão acostumados quando estão em casa. 

Promete ser um grande jogo entre Tampa Bay Buccaneers e Los Angeles Rams. Tanto a equipe de Tom Brady quanto a de Matthew Stafford chegaram à pós-temporada com relativa tranquilidade. Pode ser o grande jogo da rodada a nível de emoção.

E para completar o final de semana, tem o duelo de Kansas City Chiefs e Buffalo Bills. A situação de ambos nestes Playoffs é de vir de vitórias tranquilas na semana anterior. Espera-se um confronto emocionante liderados pelos quarterbacks Patrick Mahomes e Josh Allen.

Todos os quatro jogos do Divisional têm transmissão da ESPN2. Na semana passada, o canal do grupo Disney passou por uma reformulação em suas nomenclaturas. A marca ESPN Brasil deixou de existir, e agora é apenas ESPN, com programação parecida a do canal antigo (com o futebol sendo praticamente 100% da prioridade). A ESPN2 agora é o canal que fará os jogos da NFL e demais esportes americanos. O canal que era a ESPN2 agora é ESPN3. A Fox Sports não existe mais, e virou ESPN4. Apesar de não haver mais Fox Sports, o canal Fox Sports 2 ainda existe.



domingo, 16 de janeiro de 2022

Bengals e Bills vencem na abertura dos Playoffs de 2021/22 da NFL

Bills dominou Patriots anotando touchdowns em todas as suas campanhas (foto: AP)

Dois jogos abriram a fase de Wildcard dos Playoffs da NFL neste sábado (15). Cincinnati Bengals e Buffalo Bills venceram os seus duelos contra Las Vegas Raiders e New England Patriots, respectivamente. Os confrontos marcaram o início do super final de semana, com seis partidas eliminatórias até esta segunda-feira (17). 

Neste domingo, outras três partidas dão continuidade à pós-temporada. Às 15h, o Tampa Bay Buccaneers enfrenta o Philadelphia Eagles. Às 18h30, é a vez de Dallas Cowboys e San Francisco 49ers. E finalizando a rodada, às 22h15, tem Kansas City Chiefs e Pittsburgh Steelers.

Veja abaixo como foram as partidas deste sábado.

Em final dramático, Bengals vence Raiders, e quebra jejum de 31 anos

Joe Burrow (9) e Ja'Marr Chase foram os destaques da partida (foto: Getty Images)

O que você fazia em janeiro de 1991? Talvez muitos aqui nem nascidos eram, como o meu caso. Foi há 32 anos a última vez que o Cincinnati Bengals teve uma vitória na pós-temporada. Era o jejum mais longo sem vitórias nos Playoffs entre todos os times da NFL. Neste sábado, a equipe derrotou o Las Vegas Raiders por 26 a 19, e continua na disputa por seu primeiro título de Super Bowl.

Fazia muito tempo que ambos os times não jogavam os Playoffs – Bengals em 2016 e Raiders em 2017. Era também a estreia dos quarterbacks titulares na pós-temporada, tanto de Joe Burrow quanto de Derek Carr (há cinco anos, Carr havia se lesionado na temporada regular). Em campo, o equilíbrio se manteve praticamente o tempo inteiro, com vantagem maior para a equipe de Cincinnati, que por várias vezes, estava com vantagem de mais de uma posse de bola.

Mas no último quarto, o Raiders cresceu em campo, e ameaçou a vitória que parecia tranquila do Bengals. O time de Las Vegas ficou perto de anotar um touchdown a segundos do final, até que Germaine Pratt anotou a interceptação derradeira da partida. Entre os destaques de Cincinnati, está o quarterback Joe Burrow, com dois passes para touchdown, e do wide receiver Ja'Marr Chase, que não anotou TD, mas conseguiu 116 jardas de recepção.

Bills amassa Patriots com vitória maiúscula

Com cinco passes para touchdown, Josh Allen (17) comandou a vitória de Buffalo sobre New England


Apesar de serem rivais de AFC Leste, Buffalo Bills e New England Patriots nunca haviam se encontrado nos Playoffs até este sábado. Na temporada regular, cada equipe tinha vencido um jogo. Esperava-se por um duelo parelho no Highmark Stadium, mas o que se viu foi um impressionante domínio do Bills, ante uma fraca defesa do Patriots. O placar final foi de 47 a 17. Uma surra sem precedentes.

Simplesmente, o Buffalo Bills anotou touchdown em todas as suas campanhas ofensivas, a exceção das ajoelhadas da vitória a menos de dois minutos para o final, com o duelo já decidido. O quarterback Josh Allen passou para 308 jardas e cinco touchdowns, dois deles recebidos por Dawson Knox, e um recebido por Gabriel Davis, Emmanuel Sanders e Tommy Doyle – que é de linha ofensiva. A defesa do Patriots praticamente olhou o time de Buffalo jogar. Houve ainda outros dois TDs terrestres de Devin Singletary. Foi a primeira vez na história da pós-temporada que um time anotou touchdowns nos sete primeiros drives.

Único calouro estreante nos Playoffs, Mac Jones, do New England Patriots, fez um jogo decente. Antes do atropelo de Buffalo, ele comandou uma ótima campanha que terminou em interceptação de Micah Hyde, numa jogada em que o mérito é maior ao defensor do que falha do ataque (por muito pouco não foi touchdown no lance). Jones lançou para 232 jardas, dois TDs e duas interceptações. Mas diante de uma defesa tão fraca, não pôde fazer muita coisa frente ao Bills. 

segunda-feira, 10 de janeiro de 2022

Jogos insanos e zebras surpreendentes - a histórica semana 18 de 2021/22 da NFL

De forma dramática, Raiders vence Chargers e confirma a classificação aos Playoffs após cinco anos


Em 102 anos de NFL, nunca uma temporada regular havia terminado na semana 18. Neste sábado (8) e domingo (9), isso ocorreu pela primeira vez, com uma insana última rodada da primeira fase da competição. 

Foram definidos os últimos três classificados aos Playoffs, que iniciam no próximo sábado (15). San Francisco 49ers, Las Vegas Raiders e Pittsburgh Steelers conseguiram avançar na semana 18, e se juntam a Teneessee Titans, Kansas City Chiefs, Cincinnati Bengals, Buffalo Bills, New England Patriots, Green Bay Packers, Dallas Cowboys, Tampa Bay Buccaneers, Los Angeles Rams, Arizona Cardinals e Philadelphia Eagles. Um destes 14 times será o campeão do Super Bowl LVI, em 13 de fevereiro, no SoFi Stadium, na região metropolitana de Los Angeles.

A rodada derradeira teve duelos dramáticos, classificações emocionantes e uma eliminação inacreditável. Abaixo, listaremos os principais fatos dos últimos jogos da temporada regular de 2021/22.

Um Sunday Night Football digno de Playoffs

Las Vegas Raiders e Los Angeles Chargers fotam a campo no Sunday Night Football para o tudo ou nada. Quem vencesse, iria aos Playoffs, e eliminaria o rival. O jogo foi insano do início ao fim, com destaque para o dramático último quarto.

O Raiders vencia o jogo por 29 a 14, faltando pouco mais de cinco minutos. O quarterback Justin Herbert, do Chargers, comandou uma incrível reação, convertendo quartas descidas e empatando o jogo a dois segundos do final. Na prorrogação, o drama persistiu, com um field goal para cada lado. Mas ao final do jogo, o time de Las Vegas, do QB Derek Carr, se superou e venceu por 35 a 32. O Raiders volta aos Playoffs após cinco anos de ausência, e será a primeira vez que Carr jogará uma partida de mata-mata (em 2017, estava machucado). Já o Chargers se despediu da competição.

Classificação surpreendente, e carreira de Big Ben continua por mais um tempo

O Pittsburgh Steelers desta última temporada começou cambaleante. Tudo conspirava para uma eliminação melancólica, naquela que provavelmente é a última temporada da carreira do quarterback Ben Roethlisberger, o Big Ben. Em algum momento, as chances de ida aos Playoffs eram de 2% apenas.

Mas os demais resultados nas últimas semanas deram vida à Pittsburgh, que viajou até Baltimore para enfrentar o Ravens precisando vencer para seguir sonhando com alguma coisa. A vitória veio de forma dramática, também na prorrogação, por 16 a 13, mas a franquia ainda dependia de outros resultados. A classificação só se confirmou após o Sunday Night Football vencido pelo Raiders.

Lanterna da liga ajuda Pittsburgh

Mas de todos os resultados favoráveis ao Steelers, nenhum deles foi tão surpreendente quanto a vitória do Jacksonville Jaguars sobre o Indianapolis Colts por 26 a 11. Aliás, só foi possível que Pittsburgh sonhasse com Playoffs se acontecesse uma derrota do Colts. Bastava que a equipe de Indianapolis vencesse para confirmar a classificação à pós-temporada.

O resultado foi a maior surpresa da semana, já que o Jaguars só tinha duas vitórias em 2021/22. O Colts de Carson Wentz e Jonathan Taylor terá de olhar a pós-temporada pela TV. Já a equipe de Jacksonville termina o ano com a pior campanha de toda a NFL pelo segundo ano seguido, pois nesta mesma semana 18, o Detroit Lions também venceu. A primeira escolha geral do Draft de 2022 vai para o Jaguars.

49ers consegue grande virada e confirma a classificação

Não era uma situação fácil a do San Francisco 49ers. No papel, o time dependia apenas de suas forças para avançar. Mas na prática, o duelo era contra o poderoso Los Angeles Rams, que brigava pelo título da NFC Oeste com o Arizona Cardinals. E assim começou o drama de San Francisco. Com Jimmy Garoppolo de quarterback titular, o time penou no primeiro tempo, e chegou a estar perdendo por 17 a 0. A derrota tiraria o 49ers da disputa, já que o New Orleans Saints vencia o Atlanta Falcons com relativa tranquilidade. 

A reação do 49ers começou a partir do terceiro quarto. Garoppolo começou a acertar mais passes decisivos, com Brandon Ayiuk, Debbo Samuel e Jauan Jenkins sendo seus principais recebedores. O Rams ainda liderou no placar novamente no final da partida, mas o empate aconteceu pouco antes do encerramento do tempo regulamentar. Na prorrogação, o field goal do kicker Robbie Gould, e a interceptação de Emmanuel Moseley em cima do quarterback Matthew Stafford confirmaram a vitória por 27 a 24, permitindo a San Francisco jogar a próxima fase. 

Outros resultados

As demais equipes classificadas também jogaram. Houve quem poupou atletas em parte da partida, encerrando a temporada regular com derrota, casos de Green Bay Packers, Cincinnati Bengals e Philadelphia Eagles, que perderam para Detroit Lions, Cleveland Browns e Dallas Cowboys, respectivamente. Se na NFC o Packers já tinha garantido o primeiro lugar, na AFC, ainda havia a disputa pela primeira posição geral, que foi confirmada para o Tennessee Titans, que venceu o Houston Texans por 28 a 25. O Kansas City Chiefs, que ainda brigava pelo primeiro lugar, também venceu na semana 18, derrotando o Denver Broncos por 28 a 24. 

O Arizona Cardinals brigava pelo título da NFC Oeste, mas acabou ficando com uma das vagas de Wildcard porque perdeu para o Seattle Seahawks por 30 a 20. Atual campeão do Super Bowl e vencedor da NFC Sul nesta temporada, o Tampa Bay Buccaneers venceu o Carolina Panthers por 41 a 17. E pela AFC Leste, o Buffalo Bills confirmou o título, ao vencer o New York Jets por 27 a 10, enquanto o New England Patriots perdeu para o Miami Dolphins por 33 a 24. 

Nos duelos entre eliminados, além da já citada vitória do Jaguars sobre o Colts, teve também a vitória do Washington Football Team (que terá seu novo nome anunciado no mês que vem) sobre o New York Giants por 22 a 7; a vitória do Minnesota Vikings sobre o Chicago Bears por 31 a 17; e a vitória do New Orleans Saints sobre o Atlanta Falcons por 30 a 20.

Técnicos demitidos

A segunda-feira após o final da temporada regular é marcada pelo dia em que cabeças rolam em equipes que não foram bem no ano. Quatro técnicos foram demitidos após a semana 18. Ainda no domingo (9), o Denver Broncos anunciou a saída do técnico Vic Fangio. E nesta segunda (10), também perderam o emprego os treinadores Matt Nagy, do Chicago Bears, Brian Flores, do Miami Dolphins, e Mike Zimmer, do Philadelphia Eagles. Também foram demitidos os general managers Ryan Pace e Rick Spielman, do Bears e Vikings, respectivamente.

Com as quatro demissões confirmadas, até agora, seis times perderam seus treinadores em 2021/22. O primeiro a cair foi Jon Gruden, que pediu demissão do Las Vegas Raiders após a revelação de e-mails em que era racista, homofóbico e misógino. E recentemente, Urban Meyer foi dispensado do Jacksonville Jaguars, após uma série de problemas de relacionamento entre ele e os jogadores que comandava.

E os Playoffs?

Fiquei muito tempo ausente do Left Tackle Brasil por causa de algumas questões pessoais, mas não esqueceria da sequência da temporada. A partir deste sábado (15), começa o super final de semana do Wildcard, a primeira fase da pós-temporada, com seis jogos eliminatórios. Dois deles ainda serão no sábado. No domingo (16), mais três partidas, nos moldes daquela maratona linda de duelos dominicais que já estamos acostumados, e na segunda-feira (17), um Monday Night Football dos Playoffs. Apenas Green Bay Packers e Tennessee Titans folgam, e entram em campo apenas no Divisional Round, a fase semifinal das conferências.

Todos os jogos terão a transmissão dos canais ESPN para o Brasil, que a partir do próximo domingo, passam por uma mudança em seus nomes. O canal que antes era a ESPN Brasil passa a ser apenas a ESPN. O canal ESPN passará a ser ESPN2. A atual ESPN2 se transformará em ESPN3. A Fox Sports, que exibiu alguns jogos da NFL em 2021, virará a ESPN4. Apenas o Fox Sports 2 permanecerá com o mesmo nome. 

Confira abaixo as datas, horários e transmissões dos Playoffs

Sábado, 15/1

18h30 – Cincinnati Bengals x Las Vegas Raiders (ESPN)

22h15 – Buffalo Bills x New England Patriots (ESPN)

Domingo, 16/1

15h – Tampa Bay Buccaneers x Philadelphia Eagles (ESPN)

18h30 –Dallas Cowboys x San Francisco 49ers (ESPN)

22h15 – Kansas City Chiefs x Pittsburgh Steelers (ESPN)

Segunda-feira, 17/1

22h15 – Los Angeles Rams x Arizona Cardinals (ESPN2)

quarta-feira, 13 de outubro de 2021

Maratona NFL – Temporada 2021/22, episódio 7 – As repercussões do caso Jon Gruden e análise das primeiras 5 semanas de 2021


Está no ar a sétima edição da temporada 2021/22 do Maratona NFL. Ruan Nascimento e Carlos Oliveira debateram os principais assuntos dos últimos dias, além da participação de Fabi Vinco, comentando sobre as lesões recentes entre atletas da NFL.

O principal assunto debatido foi o escândalo envolvendo Jon Gruden. Segundo uma reportagem do jornal The New York Times, Gruden enviou e-mails com mensagens racistas, misóginas e homofóbicas nos últimos anos. As conversas vazadas na segunda-feira, 11 de outubro, fazem parte da investigação contra o Washington Football Team iniciada no ano passado, na qual dirigentes do alto escalão da franquia tinham diversas posturas machistas com as mulheres que trabalhavam na equipe, principalmente as cheerleaders. Minutos após as revelações, durante o Monday Night Football, Gruden pediu demissão do Las Vegas Raiders. Além disso, o Tampa Bay Buccaneers, time ao qual treinou e foi campeão do Super Bowl em 2003, o tirou da lista dos grandes nomes da história da equipe.

Entre os outros temas do podcast, está a ausência de Russell Wilson no Seattle Seahawks nas próximas semanas – o quarterback lesionou o dedo na quinta-feira passada, em 7 de outubro, e precisou passar por cirurgia. Além disso, o programa traz palpites para os jogos da semana 6, que começa nesta quinta-feira (14).

Ouça o podcast pelo Spotify, pelo Apple Podcasts e em demais plataformas pelo Anchor. Ou, se preferir, ouça abaixo. 

quinta-feira, 16 de setembro de 2021

Maratona NFL: Temporada 2021/22 – Episódio 3 – Análises dos primeiros jogos da temporada



O Maratona NFL está de volta! Após uma necessária pausa, o podcast do Left Tackle Brasil volta para você. Carlos Oliveira, Ruan Nascimento e Mia Mastrocolo debateram as principais novidades da semana 1 da NFL, e com as perspectivas para a semana 2 da competição. E a grande novidade da volta do nosso podcast é a estreia do quadro Plantão Médico, em que a fisioterapeuta Fabi Vinco, que terá um bloco para analisar as lesões dos atletas. 

Ouça o programa pelo Spotify, pelo Apple Podcasts ou em demais plataformas pelo Anchor. Se preferir, ouça abaixo!



sexta-feira, 30 de abril de 2021

Poucas trocas e apostas definidas no primeiro dia do Draft da NFL

Trevor Lawrence foi a primeira escolha geral (foto: Logan Bowles/Jacksonville Jaguars)

Começou o Draft de 2021 pela NFL nesta quinta-feira, 29 de abril, com a pomposa primeira rodada do recrutamento de jovens atletas universitários. Os primeiros 32 jogadores foram selecionados e já têm seus destinos definidos para a próxima temporada. Resta agora saber quem serão os demais escolhidos nos próximos dois dias, no evento realizado em Cleveland, no estado norte-americano de Ohio.

Draft deste ano foi sem distanciamento social – reflexo da vacinação em massa nos EUA

Entre as primeiras 32 escolhas, a busca por quarterbacks acabou se confirmando, e os cinco que estavam previstos para serem selecionados ainda na quinta-feira já têm seus destinos definidos na NFL. Além dos QB's, foram selecionados também dois running backs, um tight end, cinco wide receivers, quatro offensive tackles, um offensive guard, quatro cornerbacks, quatro linebackers, cinco EDGE's (atletas que fazem as funções de linebackers e de atletas de linha defensiva), e um defensive end.

Depois das seleções do ano passado terem sido totalmente virtuais por causa da pandemia da Covid-19, neste ano, o Draft voltou a ser presencial, com a presença de milhares de torcedores. Isso é resultado da vacinação nos Estados Unidos, que está em ritmo acelerado por lá. Mais de 200 milhões de doses já foram aplicadas, em situação bem diferente que a do Brasil, onde atualmente faltam doses em vários estados, somado ao descontrole de novos casos e mortes. Mais de 400 mil brasileiros perderam suas vidas para o coronavírus. 

Três escolhas e três QBs

Como foi esperado, as três primeiras seleções do Draft de 2021 foram de quarterbacks. O primeiro escolhido, para a surpresa de ninguém, foi Trevor Lawrence, pelo Jacksonville Jaguars, que jogou em Clemson no futebol americano universitário. O segundo selecionado, pelo New York Jets, foi Zach Wilson, atleta de BYU, escolha essa que também já era esperada.

A terceira seleção do Draft ganhava ares de expectativa, pois era do San Francisco 49ers após uma troca com o Miami Dolphins há algumas semanas. Antes do Draft, inclusive, surgiu a informação de que a equipe teria tentado trocar de posição com o Green Bay Packers para ter o quarterback Aaron Rodgers, o que não vingou, se tornando pública também a informação de que Rodgers não estava satisfeito com as negociações para a renovação de seu contrato, e uma troca do titular de Green Bay desde 2008 não está descartada. Após toda essa situação, o 49ers voltou a mirar apenas os calouros e escolheu Trey Lance, de North Dakota State.

Completando o "top 5" dos selecionados, ainda estão o tight end Kyle Pitts, da Florida, que foi a quarta escolha geral, para o Atlanta Falcons. E na quinta posição, o Cincinnati Bengals selecionou o wide receiver Ja'Marr Chase, de LSU.

Trocas e destinos de outros dois quarterbacks

O quarterback Mac Jones foi o selecionado pelo New England Patriots

Algo que traz drama e emoção durante o Draft, principalmente na primeira rodada, é quando há trocas de escolhas em tempo real. Mas em 2021, pelo menos durante o evento, tivemos apenas três mudanças de posição. A primeira delas foi feita pelo Philadelphia Eagles, que subiu da 12ª para a 10ª escolha geral para selecionar o wide receiver DeVonta Smith, de Alabama. A equipe trocou de posição com o Dallas Cowboys, que recebeu na movimentação uma escolha de terceira rodada.

Na escolha seguinte, veio a maior das trocas durante o Draft, e de maior impacto. O Chicago Bears subiu nove posições para chegar até a 11ª escolha. A equipe selecionou o quarterback Justin Fields, de Ohio State. Para ter o jogador, o Bears trocou com o New York Giants, que recebeu a 20ª escolha geral, mais a seleção de quinta rodada deste ano, e as escolhas de primeira e quarta rodadas de 2022.

Pouco depois, foi a vez do New York Jets se envolver em mais uma troca. A equipe ainda tinha a 23ª escolha geral, obtida com uma troca com o Seattle Seahawks no ano passado, e durante o Draft, subiu nove posições até a 14ª, e escolheu o offensive guard Alijah Vera-Tucker, de USC. Na movimentação, a franquia cedeu duas escolhas de primeira rodada ao Minnesota Vikings. Foi a última troca da noite.

Como falamos na prévia do Draft, haviam cinco quarterbacks favoritos a serem escolhidos ainda na primeira rodada. Quatro deles já tinham sido selecionados. E o quinto deles foi Mac Jones, de Alabama, que jogará no New England Patriots. É o primeiro QB escolhido em primeira rodada por New England desde Drew Bledsoe, em 1993. Vale lembrar que Tom Brady, peça-chave nos seis títulos de Super Bowl da franquia, foi escolha de sexta rodada no Draft de 2000. Será Jones o responsável para a reconstrução do time nos próximos anos.

Draft continua nesta sexta-feira

Nesta sexta-feira, 30 de abril, o Draft continua com as seleções de segunda e terceira rodadas, a partir das 20h, com transmissão da ESPN2 para o Brasil. Também será o dia em que veremos as primeiras escolhas de Houston Texans, Seattle Seahawks, Los Angeles Rams e Kansas City Chiefs, que estiveram ausentes na rodada inicial.

Escolhas da primeira rodada do Draft: 

1) Jacksonville Jaguars – Trevor Lawrence (Clemson), quarterback

2) New York Jets – Zach Wilson (BYU), quarterback

3) San Francisco 49ers – Trey Lance (North Dakota State), quarterback

4) Atlanta Falcons – Kyle Pitts (Florida), tight end

5) Cincinnati Bengals – Ja'Marr Chase (LSU), wide receiver

6) Miami Dolphins – Jaylen Waddle (Alabama), wide receiver

7) Detroit Lions – Penei Sewell (Oregon), offensive tackle

8) Carolina Panthers – Jaycee Horn (Soutch Carolina), cornerback

9) Denver Broncos – Patrick Surtain II (Alabama), cornerback

10) Philadelphia Eagles – DeVonta Smith (Alabama), wide receiver

11) Chicago Bears – Justin Fields (Ohio State), quarterback

12) Dallas Cowboys – Micah Parsons (Penn State), linebacker

13) Los Angeles Chargers – Rashwn Slater (Northwestern), offensive tackle

14) New York Jets – Alijah Vera-Tucker (USC), offensive guard

15) New England Patriots – Mac Jones (Alabama), quarterback

16) Arizona Cardinals – Zaven Collins (Tulsa), linebacker

17) Las Vegas Raiders – Alex Leatherwood (Alabama), offensive tackle

18) Miami Dolphins – Jaelan Phillips (Miami), EDGE

19) Washington Football Team – Jamin Davis (Kentucky), linebacker

20) New York Giants – Kadarius Toney (Florida), wide receiver

21) Indianapolis Colts – Kwity Paye (Michigan), EDGE

22) Tennessee Titans – Caleb Farley (Virginia Tech), cornerback

23) Minnesota Vikings – Christian Darrisaw (Virginia Tech), offensive tackle

24) Pittsburgh Steelers – Najee Harris (Alabama), running back

25) Jacksonville Jaguars – Travis Etienne (Clemson), running back

26) Cleveland Browns – Greg Newsome (Northwestern), cornerback

27) Baltimore Ravens – Rashod Bateman (Minnesota), wide receiver

28) New Orleans Saints – Payton Turner (Houston), defensive end

29) Green Bay Packers – Eric Stokes (Georgia), cornerback

30) Buffalo Bills – Gregory Rousseau (Miami), EDGE

31) Baltimore Ravens  – Jayson Oweh (Penn State), EDGE

32) Tampa Bay Buccaneers – Joe Tryon (Washington), linebacker

quinta-feira, 31 de dezembro de 2020

Retrospectiva 2020 do Left Tackle Brasil: o título após 50 anos, a pandemia, e a atual temporada da NFL

Ano foi marcado por muitos jogos sem público devido à pandemia da Covid-19

Em todo final de ano, já é comum ter a realização das retrospectivas. Há o especial do jornalismo, feito pelas principais emissoras de televisão, o do esporte, da música, dos memes, e de vários outros segmentos. Aqui no Left Tackle Brasil, nestes quatro anos e meio de história, nunca havíamos feito um trabalho assim. Mas 2020 foi um ano diferente, e que, portanto, merece ser um marco na criação deste material. O foco? Exclusivo para a NFL, a liga a qual acompanhamos semanalmente.

Na National Football League, o ano se encerra com a temporada em andamento, já que a competição começa em setembro e termina em fevereiro, já no ano seguinte. A temporada regular de 2020, inclusive, ainda não acabou. No próximo domingo, 3 de janeiro, ocorre a semana 17. E por conta disso, encerraremos o ano ainda sem saber quais times ocuparão as sete vagas restantes aos Playoffs, pois sete já estarão classificados.

Nos parágrafos seguintes, você vai ver por mês quais foram os principais assuntos do ano na NFL. Em 2020, vimos o Kansas City Chiefs levar o Super Bowl depois de 50 anos; Tom Brady deixou o New England Patriots após 20 anos; a liga aumentou o número de participantes nos Playoffs, e agora são 14 equipes na pós-temporada; o time de Washington retirou seu antigo nome racista em reação aos protestos antirracismo que ecoaram dos Estados Unidos para o mundo. 

E também, você vai relembrar como a pandemia da Covid-19 abalou também as estruturas da NFL. Em 2020, o Draft foi realizado de forma totalmente virtual. Um total de 67 jogadores optaram por não atuar neste ano em razão do novo coronavírus, seja por serem do grupo de risco ou até mesmo para combater a doença. Os estádios abriram para o futebol americano, só que vazios, ou com público parcial – pois mesmo com as mortes em alta nos Estados Unidos, a liga deu aval às equipes a permissão de alguns torcedores. Além disso, a temporada regular ocorreu com constantes testes para detectar a Covid-19, assim como o cancelamento de treinos após surtos e a mudança de datas de diversas partidas. Agora, vamos ao que interessa, com a Retrospectiva 2020 do Left Tackle Brasil.

Janeiro

Queda do New England Patriots no Wildcard marcou o início de uma nova era nos Playoffs

O ano da NFL começa pelo final da temporada, já na disputa de Playoffs. E desde o Wildcard, foi possível perceber que mudanças estavam por acontecer. A começar pela queda precoce do New England Patriots, eliminado pelo Tennessee Titans em um jogo dominado pelo running back Derrick Henry, e que terminou com uma interceptação lançada por Tom Brady e retornada para touchdown. Por falar no Titans, a equipe seguiu surpreendendo, e na semana seguinte derrotou o Baltimore Ravens, do MVP de 2019, Lamar Jackson. O Titans foi até a final da AFC para enfrentar o Kansas City Chiefs, que na semana anterior, superou o Houston Texans em uma insana virada, na qual perdiam por 24 a 0, e antes mesmo do intervalo viraram o jogo, vencendo por 51 a 31. Na decisão da conferência, o Chiefs venceu por 35 a 24, e voltou ao Super Bowl após 50 anos.

No lado da NFC, as surpresas se resumiram ao Wildcard, em que os campeões de divisão que jogaram nesta fase, o New Orleans Saints e o Philadelphia Eagles, foram batidos pelo Minnesota Vikings e Seattle Seahawks, respectivamente. Mas ambos caíram no Divisional Round, para o San Francisco 49ers e Green Bay Packers, também respectivamente. Quem esperava um duelo acirrado na final da Conferência Nacional se decepcionou, pois o 49ers dominou completamente as ações do Packers, com direito aos quatro touchdowns terrestres de Raheem Mostert. Foi a primeira ida de San Francisco ao Super Bowl desde 2013. E a decisão projetada para fevereiro seria a primeira em que os dois times tinham o vermelho como a cor principal. 

Fevereiro

Patrick Mahomes fez história comandando o Chiefs ao título do Super Bowl

A noite do Super Bowl LIV, em Miami, foi histórica. Em duelo bastante equilibrado, o Kansas City Chiefs se consagrou como campeão, vencendo o San Francisco 49ers por 31 a 20.  O jogo contou com a virada do Chiefs no último quarto, mesmo após dois turnovers da defesa do 49ers. A partida consagrou Patrick Mahomes como MVP da decisão que encerrou o jejum de 50 anos sem um título para Kansas City. 

No texto que falava do Super Bowl deste ano, contextualizamos com outros fatos do ano de 1970 ao relacionar a época em que o Chiefs havia conquistado o primeiro título, com destaque para a frase "Ainda não sabemos bem como será 2020 no mundo...". Naquele dia de fevereiro, o novo coronavírus já ganhava o noticiário mundial com atenção, mas ainda não sabíamos o tamanho das consequências que a doença traria a todo o planeta.

Março

Início da pandemia forçou a interrupção de todas as grandes competições esportivas

Com a NFL de férias, o terceiro mês do ano costuma ser uma época em que, esportivamente, passamos a ver com afinco competições de outras modalidades. E em 2020 estava sendo assim. A Copa Libertadores iniciava sua fase de grupos, enquanto a UEFA Champions League estava por encerrar as oitavas de final. A NBA encaminhava-se para as últimas semanas de temporada regular, a poucos dias de começar também a Fórmula 1. Só que a Covid-19 atravessou o mundo rapidamente. O contágio pela doença, identificada na China, se espalhou para diversos países, atingindo em cheio a Itália, e depois outras nações como os Estados Unidos, e o Brasil, até a palavra PANDEMIA conviver conosco. O número de novos casos e mortes nunca mais parou de crescer, e foi necessário que tudo parasse, até mesmo as competições esportivas. No Left Tackle Brasil, até o nosso Maratona NFL voltou mais cedo, com foco em incentivar as pessoas a se cuidarem e a ficar em casa no período de quarentena.

Inicialmente a NFL decidiu não decidir. Por estar sem jogos acontecendo naquele momento, a organização da National Football League acreditava que a situação da pandemia já estaria controlada até setembro – o que não aconteceu – e focou mesmo na estruturação para a próxima temporada. A liga decidiu que 2020 seria o ano em que duas equipes a mais estariam classificadas aos Playoffs, totalizando sete times por conferência. 

E durante este caos todo, em março teve a tradicional Free Agency com uma notícia de grande impacto. Após 20 anos, o quarterback Tom Brady anunciou que deixaria o New England Patriots, e assinou um contrato de dois anos com o Tampa Bay Buccaneers. Nove meses depois, esta mudança confirma que foi um divisor de águas para as duas franquias.

Abril

Draft deste ano foi totalmente virtual (foto: reprodução NFL Network)

Enquanto os casos e mortes por Covid-19 não paravam de subir nos Estados Unidos, a NFL estava com o Draft batendo na porta. A liga agiu ainda no início do mês, confirmando que o recrutamento de calouros vindos do futebol americano universitário seria totalmente virtual. Tanto o comissário da NFL, Roger Goodell, quanto os dirigentes das franquias e os jogadores estavam diretamente de suas casas, interagindo virtualmente para a definição das escolhas, ou com a eventual entrevista dos selecionados. Até mesmo a torcida marcou presença, claro que virtualmente. O evento foi um sucesso mesmo com o distanciamento social. O primeiro a ser escolhido foi o quarterback Joe Burrow, pelo Cincinnati Bengals. 

Fora do Draft, a notícia que agitou o mercado também envolveu o Tampa Bay Buccaneers. O time contratou Rob Gronkowski, que estava aposentado após ter jogado no New England Patriots. Gronk voltou e formou parceria com Tom Brady este ano. 

Maio

Protestos antirracismo eclodiam pelo mundo após a morte de George Floyd

O mundo inteiro ficou estarrecido com a morte violenta de George Floyd, um homem negro asfixiado até a morte por um policial branco em maio, nos Estados Unidos. Protestos pelo mundo inteiro aconteceram, envolvendo também jogadores da NFL. O ex-quarterback Colin Kaepernick anunciou a criação de um fundo de apoio a manifestantes presos no país. Kaepernick foi o primeiro a protestar contra o racismo na NFL, se ajoelhando no hino estadunidense em 2016. Ele foi alvo de críticas por isso, e nunca mais voltou a jogar.

Junho

O quarterback Deshaun Watson foi visto em um dos protestos realizados nos Estados Unidos

No mês seguinte, a onda de protestos antirracistas continuou. Atletas de diversas modalidades cobraram entidades esportivas para que possam ser mais inclusivas, e que se engajem na luta contra o racismo, casos de LeBron James, astro da NBA, e de Lewis Hamilton, piloto da Fórmula 1. Na NFL, alguns dos principais atletas negros da liga cobraram a competição para exigir que protestos pela igualdade racial não sejam punidos direta ou indiretamente – embora nunca houve uma declaração formal, acredita-se que Kaepernick nunca mais voltou à NFL exatamente por causa de seus protestos. Nomes como Odell Beckham Jr, Patrick Mahomes, Jarvis Landry e Deshaun Watson gravaram um vídeo exigindo mais ações da liga, que, pressionada, atendeu e permitiu que qualquer protesto fosse realizado. Watson, inclusive, foi um dos atletas vistos em uma das manifestações.

Também em junho, no Maratona NFL, debatemos o racismo e o quão é importante a luta contra a desigualdade no mundo em que vivemos. Você pode ouvir o programa clicando aqui.

A pandemia também começou a afetar diretamente os times da NFL. Mesmo com a realização de treinos limitados e sem o contato físico, houve o contágio pelo novo coronavírus nos elencos de algumas equipes. 

Julho

A volta aos training camps exigiu máscaras e distanciamento social


A dois meses da temporada começar, a NFL foi empurrando com a barriga na definição de protocolos mais rígidos para que pudesse voltar garantindo a segurança de atletas e comissão técnica das franquias. Foi necessária a intervenção da NFLPA – a Associação de Jogadores da NFL –, com direito a ameaça de greve, para a liga arregaçar as mangas e, enfim, entrar em acordo com os atletas. As medidas envolviam o distanciamento social fora dos treinos e o uso de máscaras por todos os que não estivessem em campo. Porém, a liga não foi rígida na prevenção ao público, liberando às equipes a possibilidade de ter torcida ou não nos estádios, e seguindo determinações dos governos dos Estados. 

Houve quem não liberou torcedor em nenhuma partida, casos dos dois times de Nova York (Giants e Jets), de Los Angeles (Chargers e Rams), do Las Vegas Raiders e do New England Patriots, por exemplo. Teve times que liberaram para uma pequena parcela de torcedores, devidamente distantes uns dos outros, como o Green Bay Packers e o New Orleans Saints – ambos nas últimas semanas. E teve quem extrapolou, colocando até 25% do público total no estádio, casos de Dallas Cowboys, Jacksonville Jaguars, Cleveland Browns e Tampa Bay Buccaneers – não faltaram imagens de torcedores aglomerados e sem máscaras durante as transmissões de TV.

A principal medida foi a opção de os atletas não jogarem em 2020 e terem seus contratos suspensos. Ao todo, 67 jogadores decidiram não entrar em campo este ano, incluindo atletas de destaque em suas funções. A ausência mais nobre é a do right guard Laurent Duvernay-Tardiff, do Kansas City Chiefs. Médico por formação, ele está atuando na linha de frente no combate à Covid-19 em Montreal, no Canadá.

Ainda em julho, uma crise sem precedentes abalou a franquia de Washington. No embalo dos protestos contra o racismo em junho, os patrocinadores do time passaram a exigir a retirada do nome "Redskins", utilizado pela equipe por quase 90 anos. Com a pressão vinda das empresas que financiam o time, foi retirada a palavra racista. Redskins, que é "peles vermelhas" em inglês, é um termo racista usado contra os indígenas dos Estados Unidos. Para 2020, o nome provisório da equipe é Washington Football Team. 

Mas nem todas as notícias do mês foram ruins. O Kansas City Chiefs renovou o contrato do quarterback Patrick Mahomes, em um acordo sem precedentes na história da NFL. O novo vínculo será de dez anos, em que o jogador receberá, pelo menos, US$ 450 milhões em salários. Este contrato valerá a partir da temporada de 2022, o que garante o jogador no Chiefs até 2031.

Agosto

Alex Smith voltou depois de uma milagrosa recuperação

Às vésperas da pré-temporada começar, a liga decidiu cancelar os amistosos de agosto, ainda no mês anterior. O mês foi marcado por algumas movimentações para finalizar os elencos para a temporada regular, no mês seguinte. Houve renovações de contrato com estrelas da liga, como os tight ends George Kittle, do San Francisco 49ers, e Travis Kelce, do Kansas City Chiefs. Para os fãs do kicker brasileiro Cairo Santos, o jogador foi contratado pelo Chicago Bears, e hoje é um dos destaques da liga na posição. 

Veio também uma excelente história de superação neste mês. O quarterback Alex Smith, do Washington Football Team, voltou a ter condição de entrar em campo. Em 2018, ele sofreu uma grave lesão na perna, na qual precisou de 17 cirurgias para que não morresse. 

E no final da Offseason, veio talvez a maior furada de quarentena entre atletas da NFL. O cornerback Kemah Siverand foi dispensado do Seattle Seahawks após cometer a façanha de disfarçar uma garota para que ela tivesse acesso ao hotel onde o time realizava confinamento, como se ela fosse um jogador da equipe. O momento hilário foi bastante comentado no Maratona NFL, apresentado por Ruan Nascimento, Carlos Oliveira e Mia Mastrocolo, que havia se juntado à equipe do podcast semanas antes. 

Setembro

Protestos contra o racismo foram vistos desde a abertura da temporada da NFL (foto: reprodução NBC)

"Setembro sempre chega", dizia o Everaldo Marques nas suas transmissões de abertura da temporada regular. Desta vez, ele não disse esta frase, já que em fevereiro deixou a ESPN e hoje está no Grupo Globo. Mas nós aqui dissemos! Diante de muita expectativa, a temporada de 2020 da NFL começou com a vitória do atual campeão, Kansas City Chiefs, sobre o Houston Texans, em um jogo marcado por agradecimentos aos médicos atuantes contra a Covid-19 nos hospitais e por protestos contra o racismo antes do jogo. O ano da NFL também teve algumas equipes se destacando nas primeiras semanas, casos do Baltimore Ravens, Pittsburgh Steelers e na NFC, do Seattle Seahawks e Green Bay Packers. 

Porém, pouco depois do início da temporada, a pandemia mostrou que não entrou para a brincadeira. Mesmo com testes constantes de Covid-19, a liga enfrentou o primeiro surto da doença durante a temporada regular. Dezenas de pessoas do Tennessee Titans contraíram o novo coronavírus, e precisaram se afastar. Foi necessária uma mudança no calendário de várias equipes para não comprometer o andamento da temporada regular.

Outubro

Surto de Covid-19 no Tennessee Titans obrigou a liga a mudar as datas de diversos jogos

Enquanto a competição continuava, também estourou o caso positivo de Covid-19 em Cam Newton, o quarterback do New England Patriots. Com isso, o jogo que a equipe faria com o Kansas City Chiefs precisou ser adiado, e praticamente uma operação de guerra foi feita para que o Patriots jogasse sem que houvesse um surto no elenco. Ao todo, oito partidas precisaram mudar de dia, ou de semana. Isso interferiu também nas rodadas de folga de cada time. 

Também foi em outubro que Alex Smith voltou a jogar, mas não sem antes lembrar de mais uma crise em Washington. Selecionado na primeira rodada do Draft em 2019, o quarterback Dwayne Haskins foi tirado da titularidade pelo técnico Ron Rivera. Com isso, Kyle Allen virou o titular, mas este quebrou a perna em campo, permitindo asism que Smith voltasse a jogar depois de sua milagrosa recuperação. Inclusive, Smith deve jogar na semana 17.

Novembro

Steelers se manteve invicto até a semana 13 da NFL

A segunda metade da temporada regular veio, e os principais times começaram a se destacar. Neste mês, foi revelado quem será o artista a cantar no Super Bowl LV. Será o cantor The Weeknd. Novembro também é o mês do tradicional Dia de Ação de Graças. Porém, neste ano foi bem diferente em função da pandemia. Desta vez não teve jogadores comendo peru na beira do campo. Além disso, o jogo entre Baltimore Ravens e Pittsburgh Steelers, que seria neste dia, foi adiado em quase uma semana, pois o Ravens também enfrentou um surto de Covid-19. Entre os infectados, o quarterback Lamar Jackson também foi uma das vítimas. 

Na briga pelos Playoffs, o Pittsburgh Steelers reinava invicto, com o Kansas City Chiefs o perseguindo. Na NFC, o New Orleans Saints era o melhor time até a equipe perder o quarterback Drew Brees, que fraturou 11 ossos da costela. Com isso, Taysom Hill ganhou uma chance jogando na sua posição de origem – lembramos que Hill costuma jogar em várias posições diferentes.

Dezembro

Kansas City Chiefs está garantido com a primeira campanha geral de toda a NFL


Finalmente chegou o último mês do ano, para finalizar a nossa retrospectiva. E depois de tantos percalços, tantas histórias difíceis, a temporada regular chega ao final. Sete times já garantiram uma vaga aos Playoffs: Green Bay Packers, New Orleans Saints, Seattle Seahawks, Kansas City Chiefs, Buffalo Bills, Pittsburgh Steelers e Tampa Bay Buccaneers – este que era um dos times que estavam há mais tempo fora da pós-temporada, o que não ocorria desde 2007. Ainda brigam por uma vaga Tennessee Titans, Indianapolis Colts, Cleveland Browns, Miami Dolphins, Arizona Cardinals, Los Angeles Rams, Chicago Bears, Washington Football Team, Dallas Cowboys e New York Giants. 

Entre os eliminados, destaca-se a queda do New England Patriots, que pela primeira vez desde 2009, não jogará uma partida de mata-mata. O atual vice-campeão do Super Bowl, o San Francisco 49ers, também está fora dos Playoffs. Ainda na parte das eliminações, cabe falar do Jacksonville Jaguars, que antes mesmo da semana 17, já tem confirmada a pior campanha geral de toda a NFL, e será o time com a primeira escolha geral no Draft de 2021. 

Como será o ano que se aproxima?

Como dissemos lá no início deste textão, janeiro já começa com a semana 17 da temporada regular, para aí pensarmos nos Playoffs. Está longe de sabermos quem serão os protagonistas do Super Bowl LV, em 7 de fevereiro, no Raymond James Stadium em Tampa. Mas neste 2021 de esperanças, e com a vacina da Covid-19 já sendo aplicada em vários países, é possível que, na decisão da NFL, o público que vá comparecer ao estádio pode ser de médicos que atuaram no combate à pandemia e que já foram vacinados – se isso acontecer, será um importante reconhecimento aos profissionais da saúde que continuam enfrentando esta árdua batalha.

E antes de encerrar esta retrospectiva, o último texto do Left Tackle Brasil em 2020, gostaria de deixar aqui o meu agradecimento a todos os profissionais da saúde que lutaram dia após dia nos hospitais para curar os pacientes infectados pelo novo coronavírus. E também presto aqui a solidariedade aos familiares dos mais de 1,8 milhão de pessoas que perderam suas vidas para a Covid-19.