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sábado, 7 de setembro de 2024

NFL no Brasil: pelo jogo histórico, por quem estava no estádio, e por todos nós, fãs do esporte

Mais de 47 mil pessoas acompanharam o primeiro jogo da NFL no Brasil

A noite desta sexta-feira (6) foi histórica! Pela primeira vez, o Brasil foi palco de um jogo da NFL, e logo em uma partida marcada por muitos lances memoráveis, com a presença de dois grandes times. Em campo, é fato, o Philadelphia Eagles venceu o Green Bay Packers por 34 a 29, mas para nós brasileiros, o placar pouco importou. O jogo disputado na Neo Química Arena, na casa do Corinthians, em São Paulo, foi memorável, não só para os 47 mil brasileiros que estavam lá no estádio, mas para os milhões de fãs da liga em nossas terras, sendo a consolidação de que, sim, o Brasil mereceu receber um jogo da National Football League. 

Este jogo, realizado como uma partida de horário nobre para os Estados Unidos, foi resultado de um trabalho de décadas na conquista de fãs da liga pelo Brasil. Até chegarmos ao Eagles e Packers na capital paulista, passamos pelas transmissões de VTs na extinta TV Tupi, nos anos 1960; pelo início da popularização da liga no Show do Esporte, pela Band, entre os anos 1980 e 1990, em jogos trazidos pelo saudoso Luciano do Valle; pelo início da era da NFL pela ESPN, ainda nos anos 1990, com transmissões ininterruptas desde então; pelas exibições em determinados períodos pelos canais Sportv, FX, Bandsports e Esporte Interativo; pela expansão do assunto nas redes sociais até a sua democratização de acesso, seja pela TV por assinatura, na ESPN, ou via streaming, pelo NFL Game Pass, ou até mesmo por transmissões abertas, como foi ontem pela RedeTV! e Cazé TV. 

Defensor Jaire Alexander entrou em campo carregando uma bandeira do Brasil


Isso, claro, sem esquecer dos inúmeros produtores de conteúdo individuais, como aqui mesmo, no Left Tackle Brasil, existente desde 2016. Por todas estas pessoas, além dos torcedores comuns que passaram a amar a NFL, este evento valeu a pena. Vale lembrar que o sucesso da liga no patamar atual foi alcançado há poucos anos, desde a década passada. 

Torcida faz a festa

Nós brasileiros temos um jeito único de torcer, para qualquer modalidade, basta lembrar como foi a participação da nossa torcida na Copa do Mundo de 2014 e nos Jogos Olímpicos de 2016. Na NFL, não seria diferente. Já deu para perceber uma empolgação diferente do público no momento do Hino Nacional, cantado por Luísa Sonza, em que os torcedores cantaram junto com ela, se tornando um lindo coral.

Durante o jogo, as vibrações da torcida foram intensas do início ao fim, com cada jogada linda na partida, mas não somente nestes momentos. Basta lembrar que, quando o que seria o primeiro touchdown do jogo, pelo Green Bay Packers, foi anulado por múltiplas faltas, o público mandou o clássico "hei, juiz, vai tomar no c...". Por conta do jogo ser no estádio do Corinthians, muitos torcedores gritaram "Timão ê ô, Timão ê ô". 

O ápice de tudo foi no último quarto, quando o DJ do estádio tocou "Evidências", na voz de Chitãozinho & Xororó, fazendo o público cantar até mesmo à capela, quando o jogo já estava em andamento novamente.

Misto de emoções

Seja como torcedor da NFL, ou como produtor de conteúdo da liga (embora com menor volume recente de publicações), ontem foi um dia muito especial para mim. Antes do jogo, confesso que estava um pouco triste de não poder viver a sensação de estar no estádio. Mas, ontem mesmo percebi que, em 2024, não seria possível, por diversos aspectos. A tristeza se transformou em alegria no momento em que vi a Neo Química Arena lotada, e me emocionei na hora do Hino Nacional. 

Estreante pelo Eagles, Saquon Barkley foi o grande destaque da partida


Foi nesta hora em que, minhas memórias foram lá atrás, para o ano de 2011, em que comecei a ver a NFL. Naquela época, a sensação era de estar praticamente sozinho no mundo vendo os jogos daquele esporte diferente do que estamos acostumados no Brasil. O início da minha vida no futebol americano foi do acaso, ao ver algumas pessoas no finado Twitter (ou X, ou agora completamente esvaziado em nossas terras) comentando sobre os jogos da liga. Quando trazia o assunto para rodas de conversas pessoais, ninguém sabia do que eu estava falando. 

Lembrei também do momento em que a liga foi se tornando mais popular, com o aumento no número de transmissões de jogos, além da democratização da TV por assinatura e de serviços de streaming, sem contar com a possibilidade que esse esporte me deu, participando de entrevistas na Rádio Guaíba, na Rádio Gaúcha, e em diversos sites e blogs independentes, até a criação do Left Tackle Brasil. Lembrei até mesmo do momento em que mostrei a tela de um jogo da NFL para os meus pais e disse: "estão vendo isso aqui? Esse esporte está me levando para incríveis oportunidades". 

NFL, por favor, volte para o Brasil

Ontem foi especial, por mim, por você que está lendo este texto, por todos os que estavam no estádio, e por todos os que estavam vendo a partida pela TV, mesmo quando, na concorrência, havia um jogo da Seleção Brasileira de Futebol, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026.  Foi por todos nós! Inclusive, oito medalhistas do Brasil nos Jogos Olímpicos de Paris 2024 também estavam presentes na arena: Rebeca Andrade (ginástica artística), Beatriz Souza (judô), Duda (vôlei de praia), Rayssa Leal (skate), Tamires, Gabi Portilho, Jhenifer e Yasmin (todas do futebol). 

Cara ou coroa teve a participação de oito atletas medalhistas olímpicas

Pode não ter sido um dia perfeito. Sofremos com uma xenofobia desproporcional de alguns estadunidenses, tanto entre os que jogaram em São Paulo, quanto pelo autointitulado "rei" que não sabe nem onde o Brasil fica no mapa mundi. O show da Anitta também pode estar incluso entre o que não foi perfeito – adoro ela, mas sua apresentação deixou a desejar. Mas o fato é que o legado positivo foi muito maior.

Que a liga não se esqueça da festa incrível que foi a realização de um jogo da NFL no Brasil. Os organizadores estão com planos de tornar a competição mais vista fora dos Estados Unidos. Que a épica batalha entre Eagles e Packers possa ser dita no futuro como o primeiro jogo da liga em nossas terras, assim como já acontece com os tradicionais jogos de Londres, no Reino Unido, que ocorrem desde 2006. Obrigado, NFL, por acreditar em nosso país!


domingo, 23 de janeiro de 2022

Bengals e 49ers vencem fora de casa, e vão para as finais de conferência

Field goal de Robbie Gould garantiu a vitória do 49ers sobre o Green Bay Packers


A segunda fase dos Playoffs da NFL começou neste sábado (22) com dois jogos emocionantes. Pelas semifinais de conferência, o Divisional Round, Cincinnati Bengals e San Francisco 49ers bateram Tennesssee Titans e Green Bay Packers, respectivamente. Ambos os jogos foram bastante defensivos, e decididos em field goals. O Bengals derrotou o Titans por 19 a 16, enquanto o 49ers venceu o Packers por 13 a 10. 

Mesmo tendo chegado aos Playoffs com a melhor campanha de suas conferências, Packers e Titans perderam no mesmo dia. É a primeira vez, desde 2011, que o melhor time da NFC e da AFC caem no Divisional Round. 

A equipe de Cincinnati aguarda o resultado de Kansas City Chiefs e Buffalo Bills para saber quem enfrenta na final da AFC. Pela NFC, o 49ers conhecerá seu adversário do duelo entre Tampa Bay Buccaneers e Los Angeles Rams. Por terem melhor campanha que os dois times vencedores do sábado, quem vencer nos duelos deste domingo (23), jogará em casa nas finais de conferência. Confira abaixo um resumo dos dois jogos.

Defesa aparece no fim do jogo, e Bengals elimina Titans

Joe Burrow sofreu com sacks, mas está na final da AFC junto com o Cincinnati Bengals (Foto: Getty Images)

Foi um duelo muito defensivo entre Tennessee Titans e Cincinnati Bengals, que venceu por 19 a 16.  Mesmo sem lançar touchdowns, tendo uma interceptação e sofrendo impressionantes nove sacks, o quarterback Joe Burrow fez um bom jogo, lançando para 348 jardas, sendo decisivo para os quatro field goals que seu time fez durante em campo. 

Mas a defesa do Bengals também chamou a atenção. Contra o forte ataque do Tennessee Titans, e com o retorno do running back Derrick Henry, a equipe visitante freou as ações ofensivas de Tennessee, que mesmo em casa, não conseguiu se destacar. Ryan Tannehill foi interceptado em seu primeiro passe. E no último quarto, com o jogo empatado, uma interceptação decisiva colocou Cincinnati no meio do campo. Coube a Joe Burrow fazer o passe derradeiro para Ja'Marr Chase colocar o time em posição para o field goal derradeiro do kicker Evan McPhearson, e sacramentar a vitória.

A equipe de Cincinnati, que na semana passada encerrou um jejum de 31 anos sem vitórias nos Playoffs, agora volta a final da AFC depois de 33 anos. O Bengals segue vivo para tentar a conquista de seu primeiro título de Super Bowl.

 

Special teams de Green Bay vacila, e 49ers vence jogo dramático sob a neve

Na gelada Green Bay, quem levou a melhor foi o 49ers (foto: Getty Images)

Ter a melhor campanha dá o direito de jogar os Playoffs sempre em casa. E sabemos que no futebol americano, o fator local ajuda muito no mata-mata. Mas não foi o caso do último jogo deste sábado Em uma noite muito fria, com neve e temperatura de -7 graus, o San Francisco 49ers, da quente Califórnia, bateu o Green Bay Packers em pleno Lambeau Field. A equipe teve muitas dificuldades ofensivas, mas conseguiu frear o bom ataque adversário, e se aproveitou das falhas do special teams de Green Bay, decisivas para a vitória por 13 a 10.

Melhor time da temporada regular pela NFC, o Green Bay Packers começou bem, anotando um touchdown logo em sua primeira campanha. E parou ali. Os passes do  quarterback antivacina Aaron Rodgers geravam avanços, mas a defesa do 49ers evitava qualquer possibilidade de ampliação no placar. Por outro lado, o ataque do QB Jimmy Garoppolo fluía apenas no jogo terrestre, pois o camisa 10 de San Francisco demorou a engrenar. 

Com a vantagem em 7 a 0, o special teams do Packers cometeu o primeiro vacilo ainda antes do intervalo, quando o kicker Mason Crosby teve uma tentativa de field goal bloqueada. Depois, o mesmo setor, que só aparece em jogadas de chutes, falhou cedendo um grande retorno de Debbo Samuel, que garantiu que o 49ers anotasse os primeiros pontos da partida. A gota d'água veio já perto do fim da partida, quando o punter Corey Bojorquez foi devolver a bola ao 49ers, e ficou tão desprotegido como alguém que não toma a vacina contra a Covid-19. Seu chute foi bloqueado e facilmente retornado para touchdown de San Francisco. No final, a defesa do 49ers cometeu mais um sack em Rodgers, e  Garoppolo acertou passes bons para colocar o time em posição para chutar um field goal. Coube a Robbie Gould anotar o chute para a vitória.

Cinco vezes campeão do Super Bowl, o 49ers volta a uma final de conferência para tentar o seu sexto título. Há dois anos que a franquia de San Francisco não chegava tão longe na NFL.

Jogos de domingo

Hoje, a rodada começa às 17h, com o Tampa Bay Buccaneers recebendo o Los Angeles Rams. Às 20h30, tem a última partida do Divisional Round, entre Kansas City Chiefs e Buffalo Bills. Ambos os jogos têm a transmissão da ESPN2. 

O Super Bowl LVI será no dia 13 de fevereiro, no SoFi Stadium, na área metropolitana de Los Angeles. 

sexta-feira, 21 de janeiro de 2022

Semifinais de conferência prometem grandes jogos neste final de semana



Se a rodada do Wildcard pode ter decepcionado os fãs no quesito emoção, neste sábado (22) e domingo (23), com as semifinais das conferências da NFL, tudo pode ser diferente. Sobraram apenas oito equipes brigando pelo Super Bowl LVI, e em todos os jogos, há grandes expectativas para jogos emocionantes.

Quem abre os trabalhos desta fase de mata-mata é Tennessee Titans e Cincinnati Bengals, às 18h30. Na sequência, às 22h15, é a vez de Green Bay Packers e San Francisco 49ers. No domingo, o primeiro jogo do dia será entre Tampa Bay Buccaneers e Los Angeles Rams, às 17h, e às 20h, tem Kansas City Chiefs e Buffalo Bills.

No primeiro confronto, o Tennessee Titans, que enfrenta o Cincinnati Bengals, virá com elenco completo à campo. Inclusive, com a volta do running back Derrick Henry, que ficou afastado nas últimas semanas por lesão. Por sua vez, o Bengals vem embalado com a vitória sobre o Las Vegas Raiders, que quebrou um jejum de 31 anos sem triunfos na pós-temporada. 

Assim como o Titans, o Green Bay Packers folgou no Wildcard, e agora volta à campo para enfrentar o San Francisco 49ers em um gelado Lambeau Field. A equipe de Green Bay é a favorita, mas a possibilidade de neve pode deixar o jogo imprevisível, mesmo com o 49ers tendo um clima totalmente oposto do que estão acostumados quando estão em casa. 

Promete ser um grande jogo entre Tampa Bay Buccaneers e Los Angeles Rams. Tanto a equipe de Tom Brady quanto a de Matthew Stafford chegaram à pós-temporada com relativa tranquilidade. Pode ser o grande jogo da rodada a nível de emoção.

E para completar o final de semana, tem o duelo de Kansas City Chiefs e Buffalo Bills. A situação de ambos nestes Playoffs é de vir de vitórias tranquilas na semana anterior. Espera-se um confronto emocionante liderados pelos quarterbacks Patrick Mahomes e Josh Allen.

Todos os quatro jogos do Divisional têm transmissão da ESPN2. Na semana passada, o canal do grupo Disney passou por uma reformulação em suas nomenclaturas. A marca ESPN Brasil deixou de existir, e agora é apenas ESPN, com programação parecida a do canal antigo (com o futebol sendo praticamente 100% da prioridade). A ESPN2 agora é o canal que fará os jogos da NFL e demais esportes americanos. O canal que era a ESPN2 agora é ESPN3. A Fox Sports não existe mais, e virou ESPN4. Apesar de não haver mais Fox Sports, o canal Fox Sports 2 ainda existe.



segunda-feira, 10 de janeiro de 2022

Jogos insanos e zebras surpreendentes - a histórica semana 18 de 2021/22 da NFL

De forma dramática, Raiders vence Chargers e confirma a classificação aos Playoffs após cinco anos


Em 102 anos de NFL, nunca uma temporada regular havia terminado na semana 18. Neste sábado (8) e domingo (9), isso ocorreu pela primeira vez, com uma insana última rodada da primeira fase da competição. 

Foram definidos os últimos três classificados aos Playoffs, que iniciam no próximo sábado (15). San Francisco 49ers, Las Vegas Raiders e Pittsburgh Steelers conseguiram avançar na semana 18, e se juntam a Teneessee Titans, Kansas City Chiefs, Cincinnati Bengals, Buffalo Bills, New England Patriots, Green Bay Packers, Dallas Cowboys, Tampa Bay Buccaneers, Los Angeles Rams, Arizona Cardinals e Philadelphia Eagles. Um destes 14 times será o campeão do Super Bowl LVI, em 13 de fevereiro, no SoFi Stadium, na região metropolitana de Los Angeles.

A rodada derradeira teve duelos dramáticos, classificações emocionantes e uma eliminação inacreditável. Abaixo, listaremos os principais fatos dos últimos jogos da temporada regular de 2021/22.

Um Sunday Night Football digno de Playoffs

Las Vegas Raiders e Los Angeles Chargers fotam a campo no Sunday Night Football para o tudo ou nada. Quem vencesse, iria aos Playoffs, e eliminaria o rival. O jogo foi insano do início ao fim, com destaque para o dramático último quarto.

O Raiders vencia o jogo por 29 a 14, faltando pouco mais de cinco minutos. O quarterback Justin Herbert, do Chargers, comandou uma incrível reação, convertendo quartas descidas e empatando o jogo a dois segundos do final. Na prorrogação, o drama persistiu, com um field goal para cada lado. Mas ao final do jogo, o time de Las Vegas, do QB Derek Carr, se superou e venceu por 35 a 32. O Raiders volta aos Playoffs após cinco anos de ausência, e será a primeira vez que Carr jogará uma partida de mata-mata (em 2017, estava machucado). Já o Chargers se despediu da competição.

Classificação surpreendente, e carreira de Big Ben continua por mais um tempo

O Pittsburgh Steelers desta última temporada começou cambaleante. Tudo conspirava para uma eliminação melancólica, naquela que provavelmente é a última temporada da carreira do quarterback Ben Roethlisberger, o Big Ben. Em algum momento, as chances de ida aos Playoffs eram de 2% apenas.

Mas os demais resultados nas últimas semanas deram vida à Pittsburgh, que viajou até Baltimore para enfrentar o Ravens precisando vencer para seguir sonhando com alguma coisa. A vitória veio de forma dramática, também na prorrogação, por 16 a 13, mas a franquia ainda dependia de outros resultados. A classificação só se confirmou após o Sunday Night Football vencido pelo Raiders.

Lanterna da liga ajuda Pittsburgh

Mas de todos os resultados favoráveis ao Steelers, nenhum deles foi tão surpreendente quanto a vitória do Jacksonville Jaguars sobre o Indianapolis Colts por 26 a 11. Aliás, só foi possível que Pittsburgh sonhasse com Playoffs se acontecesse uma derrota do Colts. Bastava que a equipe de Indianapolis vencesse para confirmar a classificação à pós-temporada.

O resultado foi a maior surpresa da semana, já que o Jaguars só tinha duas vitórias em 2021/22. O Colts de Carson Wentz e Jonathan Taylor terá de olhar a pós-temporada pela TV. Já a equipe de Jacksonville termina o ano com a pior campanha de toda a NFL pelo segundo ano seguido, pois nesta mesma semana 18, o Detroit Lions também venceu. A primeira escolha geral do Draft de 2022 vai para o Jaguars.

49ers consegue grande virada e confirma a classificação

Não era uma situação fácil a do San Francisco 49ers. No papel, o time dependia apenas de suas forças para avançar. Mas na prática, o duelo era contra o poderoso Los Angeles Rams, que brigava pelo título da NFC Oeste com o Arizona Cardinals. E assim começou o drama de San Francisco. Com Jimmy Garoppolo de quarterback titular, o time penou no primeiro tempo, e chegou a estar perdendo por 17 a 0. A derrota tiraria o 49ers da disputa, já que o New Orleans Saints vencia o Atlanta Falcons com relativa tranquilidade. 

A reação do 49ers começou a partir do terceiro quarto. Garoppolo começou a acertar mais passes decisivos, com Brandon Ayiuk, Debbo Samuel e Jauan Jenkins sendo seus principais recebedores. O Rams ainda liderou no placar novamente no final da partida, mas o empate aconteceu pouco antes do encerramento do tempo regulamentar. Na prorrogação, o field goal do kicker Robbie Gould, e a interceptação de Emmanuel Moseley em cima do quarterback Matthew Stafford confirmaram a vitória por 27 a 24, permitindo a San Francisco jogar a próxima fase. 

Outros resultados

As demais equipes classificadas também jogaram. Houve quem poupou atletas em parte da partida, encerrando a temporada regular com derrota, casos de Green Bay Packers, Cincinnati Bengals e Philadelphia Eagles, que perderam para Detroit Lions, Cleveland Browns e Dallas Cowboys, respectivamente. Se na NFC o Packers já tinha garantido o primeiro lugar, na AFC, ainda havia a disputa pela primeira posição geral, que foi confirmada para o Tennessee Titans, que venceu o Houston Texans por 28 a 25. O Kansas City Chiefs, que ainda brigava pelo primeiro lugar, também venceu na semana 18, derrotando o Denver Broncos por 28 a 24. 

O Arizona Cardinals brigava pelo título da NFC Oeste, mas acabou ficando com uma das vagas de Wildcard porque perdeu para o Seattle Seahawks por 30 a 20. Atual campeão do Super Bowl e vencedor da NFC Sul nesta temporada, o Tampa Bay Buccaneers venceu o Carolina Panthers por 41 a 17. E pela AFC Leste, o Buffalo Bills confirmou o título, ao vencer o New York Jets por 27 a 10, enquanto o New England Patriots perdeu para o Miami Dolphins por 33 a 24. 

Nos duelos entre eliminados, além da já citada vitória do Jaguars sobre o Colts, teve também a vitória do Washington Football Team (que terá seu novo nome anunciado no mês que vem) sobre o New York Giants por 22 a 7; a vitória do Minnesota Vikings sobre o Chicago Bears por 31 a 17; e a vitória do New Orleans Saints sobre o Atlanta Falcons por 30 a 20.

Técnicos demitidos

A segunda-feira após o final da temporada regular é marcada pelo dia em que cabeças rolam em equipes que não foram bem no ano. Quatro técnicos foram demitidos após a semana 18. Ainda no domingo (9), o Denver Broncos anunciou a saída do técnico Vic Fangio. E nesta segunda (10), também perderam o emprego os treinadores Matt Nagy, do Chicago Bears, Brian Flores, do Miami Dolphins, e Mike Zimmer, do Philadelphia Eagles. Também foram demitidos os general managers Ryan Pace e Rick Spielman, do Bears e Vikings, respectivamente.

Com as quatro demissões confirmadas, até agora, seis times perderam seus treinadores em 2021/22. O primeiro a cair foi Jon Gruden, que pediu demissão do Las Vegas Raiders após a revelação de e-mails em que era racista, homofóbico e misógino. E recentemente, Urban Meyer foi dispensado do Jacksonville Jaguars, após uma série de problemas de relacionamento entre ele e os jogadores que comandava.

E os Playoffs?

Fiquei muito tempo ausente do Left Tackle Brasil por causa de algumas questões pessoais, mas não esqueceria da sequência da temporada. A partir deste sábado (15), começa o super final de semana do Wildcard, a primeira fase da pós-temporada, com seis jogos eliminatórios. Dois deles ainda serão no sábado. No domingo (16), mais três partidas, nos moldes daquela maratona linda de duelos dominicais que já estamos acostumados, e na segunda-feira (17), um Monday Night Football dos Playoffs. Apenas Green Bay Packers e Tennessee Titans folgam, e entram em campo apenas no Divisional Round, a fase semifinal das conferências.

Todos os jogos terão a transmissão dos canais ESPN para o Brasil, que a partir do próximo domingo, passam por uma mudança em seus nomes. O canal que antes era a ESPN Brasil passa a ser apenas a ESPN. O canal ESPN passará a ser ESPN2. A atual ESPN2 se transformará em ESPN3. A Fox Sports, que exibiu alguns jogos da NFL em 2021, virará a ESPN4. Apenas o Fox Sports 2 permanecerá com o mesmo nome. 

Confira abaixo as datas, horários e transmissões dos Playoffs

Sábado, 15/1

18h30 – Cincinnati Bengals x Las Vegas Raiders (ESPN)

22h15 – Buffalo Bills x New England Patriots (ESPN)

Domingo, 16/1

15h – Tampa Bay Buccaneers x Philadelphia Eagles (ESPN)

18h30 –Dallas Cowboys x San Francisco 49ers (ESPN)

22h15 – Kansas City Chiefs x Pittsburgh Steelers (ESPN)

Segunda-feira, 17/1

22h15 – Los Angeles Rams x Arizona Cardinals (ESPN2)

quinta-feira, 30 de setembro de 2021

Maratona NFL - Temporada 2021/22 - Episódio 5 - Expectativas para Patriots e Buccaneers e demais jogos da semana 4



 Está no ar a quinta edição desta temporada do Maratona NFL. Ruan Nascimento, Carlos Oliveira, Mia Mastrocolo e Fabi Vinco – com sua participação no quadro Plantão Médico –, debateram sobre os principais fatos da semana 3 da temporada 2021 da NFL.

Entre os temas, estão: o surpreendente mau início de temporada do Kansas City Chiefs, que só tem uma vitória até agora, e é o lanterna da AFC Oeste; os desempenhos de equipes de destaque neste início da temporada, casos de Carolina Panthers, Denver Broncos, Dallas Cowboys e Los Angeles Rams; além dos palpites para a semana 4, com direito ao já histórico confronto entre New England Patriots e Tampa Bay Buccaneers no Sunday Night Football, neste domingo, 3 de outubro. O jogo em questão marca o retorno de Tom Brady ao Gillette Stadium, agora defendendo as cores de outra equipe.

As análises dos principais destaques de lesionados ficam a cargo da fisioterapeuta Fabi Vinco, participante do quadro Plantão Médico, além daquele tradicional clima de descontração dos demais apresentadores para falar dos outros assuntos.

Ouça o podcast conosco pelo Spotify, pelo Apple Podcasts e em demais plataformas, via Anchor.

quarta-feira, 7 de julho de 2021

Maratona NFL – Temporada 4, episódio 2 – Expectativas para o início dos training camps da NFL


Chegou mais uma edição do Maratona NFL, já focado na temporada 2021/22 da NFL. O podcast apresentado por Ruan Nascimento, Mia Mastrocolo e Carlos Oliveira traz algumas das últimas novidades no meio da National Football League.

O programa repercutiu a revelação de Carl Nassib, defensive end do Las Vegas Raiders, que anunciou que é gay – é o primeiro atleta da NFL em atividade ao assumir a homossexualidade. Os apresentadores comemoraram o anúncio, e falaram da importância dos direitos da comunidade LGBTQIA+. 

Entre outros assuntos, a equipe comentou sobre uma recente entrevista do quarterback Tom Brady, do Tampa Bay Buccaneers, que anunciaria a sua aposentadoria nos próximos anos. Brady tem 43 anos, continua em atividade na NFL e é o atual campeão do Super Bowl – ele já venceu sete títulos, mais do que qualquer franquia da liga. 

Ainda no assunto quarterbacks, também foi falada da extensão das férias de Aaron Rodgers, do Green Bay Packers. O atual MVP da liga ainda não começou a treinar. E também sobre a punição (bem branda) ao Washington Football Team, diante das denúncias de assédio reveladas em 2020 dentro das instalações da franquia.

E fora do assunto NFL, mas que gerou comentários acalorados (e bem humorados) sobra a insana notícia publicada pela versão brasileira do El País. Um vendedor teve uma promoção meteórica em que, após vender triciclos do Homem-Aranha, virou um negociador de vacinas contra a Covid-19 pela empresa Davati Medical Supply, investigada pela CPI da Pandemia no Senado Federal, por conta de uma oferta de propina por parte de um ex-diretor do Ministério da Saúde – este que foi preso nesta quarta-feira, 7 de julho, por mentir em depoimento à CPI. 

Sem mais enrolações: ouça o Maratona NFL desta semana. Estamos no Spotify, no Apple Podcasts ou em demais plataformas, através do Anchor. 

Ou, se preferir, ouça abaixo:

quarta-feira, 16 de junho de 2021

Maratona NFL – Temporada 4, episódio 1 – Do Super Bowl até aqui, tudo o que foi notícia durante nossa ausência


Como continuamos em offseason, o Maratona NFL, o podcast transmitido aqui no Left Tackle Brasil, fez uma pausa de quatro meses. Mas agora estamos de volta. A espera acabou e o programa está no ar novamente. A equipe? A de sempre, com Ruan Nascimento, representando este site, e os amigos e colegas de bancada Carlos Oliveira e Mia Mastrocolo – a Mia infelizmente não pôde participar em razão de seus compromissos, mas ela continua na nossa equipe para esta temporada. Voltamos daquele jeito de sempre, com muita descontração, não falando apenas da National Football League mas de tudo o que marcou neste período.

A pauta do programa se resume aos principais assuntos da NFL nos últimos meses em que estivemos sem gravações inéditas. Falamos da passagem do Draft à aposentadoria de Drew Brees. Do aumento da temporada regular a partir de 2021 até o fim da longeva carreira do kicker Adam Vinatieri, que começou a jogar profissionalmente em 1996 e só agora pendurou as chuteiras. 

Também destacamos os problemas internos em algumas equipes, alguns já resolvidos e outros nem tanto. Entre os resolvidos, a troca do wide receiver Julio Jones (ex-Atlanta Falcons) para o Tennessee Titans; a não ida de Aaron Rodgers, o quarterback do Green Bay Packers e atual MVP da liga, para os treinamentos preparatórios para a temporada de 2021; e a situação de Deshaun Watson, que de queridinho da NFL, passou a ser ignorado por todo mundo diante das acusações de assédio sexual contra o jogador.

Fora da National Football League, apresentamos neste podcast os dados da Covid-19 no Brasil. Desde o nosso último podcast gravado, a pandemia ficou ainda mais descontrolada no país, e mais que dobrou o número de vidas perdidas em apenas quatro meses. São quase 500 mil mortes por Covid. Por outro lado, Carlos e Ruan voltaram a enaltecer a importância da vacinação, e enfatizando a campanha que, se você tem o direito de se vacinar, vacine-se. Só com a vacinação venceremos a pandemia. 

Ouça o Maratona NFL de retorno através de nossas plataformas, pelo Spotify, pelo Apple Podcasts e em demais plataformas, pelo Anchor. 

Ou, se preferir, ouça abaixo o podcast.


sexta-feira, 12 de março de 2021

Análises dos premiados no NFL Honors pela temporada 2020/21

Aaron Rodgers foi eleito o MVP da temporada (foto: Matt Ludtke/AP)

Se o Super Bowl é o ápice do futebol americano para qualquer equipe e qualquer jogador, individualmente, o NFL Honors traz a completa premiação para os destaques individuais da temporada. No dia 6 de fevereiro, véspera do Super Bowl LV, conhecemos os eleitos do Oscar da NFL. Por conta de todo o clima com a decisão da National Football League, vencida pelo Tampa Bay Buccaneers por 31 a 9 contra o Kansas City Chiefs, optei por falar destes nomeados individualmente em uma publicação seguinte ao confronto decisivo ocorrido no mês passado.

Provavelmente você já sabe que o Aaron Rodgers foi o MVP, ou que Justin Herbert foi eleito o Calouro Ofensivo do Ano, e está tudo bem em ter o conhecimento destas informações. E aqui neste conteúdo, falaremos exatamente sobre o porquê de estes e demais atletas e membros da comissão técnica terem sido escolhidos os melhores em suas funções. Curiosamente, nenhuma pessoa do Tampa Bay Buccaneers e nem do Kansas City Chiefs foi nomeada, apesar de que isso não diminui a grande campanha do campeão e vice do Super Bowl, respectivamente. Veja abaixo a lista e nossas análises.

Calouro Ofensivo do Ano

Herbert foi o grande destaque do Los Angeles Chargers na temporada (foto: Harry How/Getty Images)

Escolhido: Justin Herbert, quarterback do Los Angeles Chargers

Ele foi o terceiro quarterback escolhido no Draft de 2020, na sexta posição geral do recrutamento, após as nomeações de Joe Burrow, pelo Cincinnati Bengals, e de Tua Tagovailoa, pelo Miami Dolphins. Justin Herbert foi selecionado para ser o sucessor de Philip Rivers no Los Angeles Chargers, após este ter feito história na franquia e ir para o Indianapolis Colts em sua última temporada na carreira. 

O novo QB do Chargers seria reserva nas primeiras semanas, mas após o médico da equipe perfurar o pulmão de Tyrod Taylor, então titular, Herbert foi alçado para jogar na semana 2 a minutos da partida contra o Kansas City Chiefs. E foi muito bem! Não só neste duelo como em vários outros ao longo da temporada regular. Nos 15 jogos em que atuou, Herbert passou para 4336 jardas, 31 touchdowns e 10 interceptações. A franquia de Los Angeles terminou em terceiro em sua divisão, com campanha de 7-9, insuficiente para ir aos Playoffs. Porém, o desempenho de seu quarterback, escolhido o Calouro Ofensivo do Ano, dá sinais de esperança para os próximos anos.

Calouro Defensivo do Ano

Young fortaleceu o setor defensivo da franquia de Washington (foto: Getty Images)

Escolhido: Chase Young, defensive end do Washington Football Team

Chase Young foi a segunda escolha geral do Draft passado, e as análises prévias do recrutamento já indicavam que ele tinha potencial de ser um grande jogador. Na temporada regular, jogando pelo Washington Football Team, correspondeu bem às expectativas. O jovem atleta foi um dos melhores do setor defensivo da franquia, e nas 15 partidas em que atuou, fez 42 tackles ao todo, com 7,5 sacks e 4 fumbles forçados. Young foi peça fundamental para contribuir com a classificação de seu time até a pós-temporada. Washington não frequentava os Playoffs desde a temporada de 2015.

Assistente Técnico do Ano

Escolhido: Brian Daboll, coordenador ofensivo do Buffalo Bills

Daboll contribuiu para o fortalecimento do ataque do Bills (foto: USA Today Sports)

A carreira de Brian Daboll na comissão técnica é de mais de 20 anos, seja pelo High School, College Football e NFL. Já foi cinco vezes campeão do Super Bowl como assistente no New England Patriots. Como coordenador ofensivo do Buffalo Bills desde 2018, não é a primeira vez que ocupa esta função. Porém, Daboll nunca havia sido escolhido o melhor auxiliar de toda a liga.

Junto com o técnico Sean McDermott, Daboll auxiliou na revolução ofensiva do time, que mudou seu patamar desde a escolha do quarterback Josh Allen no Draft de 2018. Em 2020, a equipe avançou para os Playoffs pela segunda vez consecutiva, e chegou até a final da AFC, quando saíram derrotados pelo Kansas City Chiefs. Além disso, o Bills desta última temporada foi o vencedor da AFC Leste, divisão a qual o time não vencia desde 1995.

A eleição é feita com base apenas no desempenho da temporada regular, mas aqui cabe destacar que também poderia ser premiado como Assistente Técnico do Ano o coordenador defensivo do Tampa Bay Buccaneers, Todd Bowles, por transformar a defesa do time campeão do Super Bowl LV como uma potência. Vale lembrar que este setor não cedeu nenhum touchdown ao Chiefs na decisão. Mas a escolha de Daboll também foi uma boa decisão.

Técnico do Ano

Treinador foi o responsável por recolocar o Browns nos Playoffs após 18 anos (foto: Michael Ainsworth/AP)
Escolhido: Kevin Stefanski, treinador do Cleveland Browns

Depois de 14 temporadas como funcionário do Minnesota Vikings (ocupando diversos cargos até ser efetivado como coordenador ofensivo em 2019), Kevin Stefanski se mudou para o Cleveland Browns com um imenso desafio. Em seu primeiro ano como head coach, tinha a missão de colocar a franquia novamente nos Playoffs, o que não acontecia desde 2002. 

E conseguiu isso logo de cara. O Browns finalmente conseguiu jogar bem depois de tantos anos tentando sua reconstrução e com diversas trocas de treinador. A equipe de Baker Mayfield, Myles Garrett, Nick Chubb e Jarvis Landry conseguiu 11-5 na temporada regular, e nos Playoffs, foi além, conseguindo uma enorme vitória sobre o Pittsburgh Steelers. O time acabou caindo na fase seguinte para o Kansas City Chiefs, mas nada que apagasse o grande ano de Stefanski, eleito o melhor técnico de forma merecida.

Comeback Player Of The Year

Atleta passou por 17 cirurgias até retornar aos gramados (foto: Justin Aller/Getty Images)

Escolhido: Alex Smith, quarterback do Washington Football Team

Em 2018, Alex Smith sofreu um tackle e foi para o chão. Os médicos da equipe de Washington rapidamente o atenderam, e viram que havia uma grave lesão na perna. Imediatamente o levaram para o hospital. Uma cirurgia de emergência foi feita, até a descoberta que o problema era ainda maior, devido a uma infecção bacteriana grave. E assim iniciou uma saga que envolveu a luta pela vida do atleta, que quase veio à óbito, e que após sobreviver, por muito pouco não precisou amputar a perna. Quase dois anos depois, além das 17 cirurgias de recuperação, o jogador voltou a entrar em campo.

Na recente temporada, Smith participou de oito partidas apenas. A maioria delas como titular. Ele passou para 1.582 jardas, 6 touchdowns e 8 interceptações. Apesar dos números, o Washington Football Team cresceu com ele em campo. Com Alex Smith de titular, o time teve cinco vitórias e uma derrota. E mesmo que a equipe não fosse aos Playoffs (foi campeã da divisão e eliminada no Wildcard), depois de tudo o que o camisa 11 passou, não teria como o prêmio Comeback Player Of The Year ser para outra pessoa. O prêmio é destinado para quem retornou à liga jogando bem após uma grave lesão no ano anterior.

No entanto, para 2021 o destino de Smith é incerto. Washington confirmou que dispensará ele nesta Offseason. Aos 36 anos, ele ainda pretende continuar jogando na NFL e continuar com sua saga de superação.

Jogada da Temporada

Lance derradeiro deu ao Arizona Cardinals a vitória contra o Buffalo Bills na temporada regular (foto: Christian Petersen/Getty Images)

Lance escolhido: A Hail Mary lançada pelo quarterback do Arizona Cardinals, Kyler Murray, para o wide receiver DeAndre Hopkins, garantindo a vitória contra o Buffalo Bills

Nos últimos anos, o nome de Aaron Rodgers, o quarterback do Green Bay Packers, virou sinônimo de Hail Mary. Até mesmo o apelido de Hail Rodgers ele chegou a ganhar, por ter sido o protagonista de três lances assim entre as temporadas de 2015 e 2016. Porém, em 2020, Rodgers ganhou um concorrente em lançar passes em profundidade no apagar das luzes. Kyler Murray, que fez uma ótima temporada pelo Arizona Cardinals, apesar da ausência nos Playoffs, protagonizou o gigantesco momento da equipe, ao lançar para DeAndre Hopkins anotar o touchdown da vitória sobre o Buffalo Bills.


 A Hail Mary é uma jogada que só é usada em situações extremas. Ela consiste em um passe gigante do quarterback para a endzone, normalmente nos últimos segundos da partida, para que alguém receba para touchdown. Raramente dá certo, mas quando dá certo, o lance vira memorável. A jogada se chama Hail Mary por causa de Roger Staubach, quarterback do Dallas Cowboys nos anos 1970, que anotou um TD desta maneira. Ao explicar o lance, Staubach disse que jogou a bola para o alto e rezou uma Ave Maria para ver se dava certo. Ave Maria em inglês é... Hail Mary. O nome se popularizou e até hoje é utilizado na NFL.

Jogador Defensivo do Ano

Defensor do Rams leva o prêmio pela terceira vez (foto: Stephen Brashear/AP)


Escolhido: Aaron Donald, defensive tackle do Los Angeles Rams

Se fecharmos os olhos para citar nominalmente os dez melhores defensores da NFL na atualidade, sem pensar muito e independente da posição, o nome de Aaron Donald estará na lista. Na liga desde 2014, quando foi selecionado pelo Rams, Donald não ficou de fora de nenhum jogo. Soma-se isso ao fato de que, com a nomeação de 2020 como o Jogador Defensivo do Ano, recebe este prêmio individual pela terceira vez na carreira, assim como em 2017 e 2018. 

Nesta última temporada, Aaron Donald teve 44 tackles totais, com quatro fumbles forçados e 13,5 sacks. Sua escolha como melhor atleta de defesa da temporada não chegou a ser uma unanimidade, pois concorreu com o defensive end do Pittsburgh Steelers, TJ Watt. Porém, esta nomeação continua sendo merecida.

Jogador Ofensivo do Ano

Escolhido: Derrick Henry, running back do Tennessee Titans

Henry se tornou o oitavo na história a correr para 2000 jardas em uma única temporada (foto: Wade Payne/AP)

Normalmente este prêmio é dado ao MVP da temporada. Mas desta vez, quem levou a melhor como Jogador Ofensivo do Ano não foi eleito como o melhor de toda a liga. Derrick Henry, o running back do Tennessee Titans, fez a melhor temporada de sua carreira. O camisa 22 correu para impressionantes 2.027 jardas, e para 17 touchdowns. Henry se tornou o oitavo na história da NFL a correr para mais de 2 mil jardas. 

Desde 2016 na NFL, o running back vive o auge como profissional. É inegável que, com Derrick Henry, o Tennessee Titans cresceu consideravelmente. Não é a toa que a franquia tem garantido a presença nos Playoffs nos últimos anos. 

MVP

(foto: Quinn Harris/Getty Images)

Escolhido: Aaron Rodgers, quarterback do Green Bay Packers

MVP é a sigla em inglês para Jogador Mais Valioso. Mas, na prática, o prêmio vai para o melhor atleta da liga na temporada. Quase sempre vai para um quarterback, e desde 2013, somente QBs são os escolhidos. E se voltarmos os nomeados para atletas de defesa, foi em 1986 em que o último defensor foi eleito o melhor atleta.

Mas nossa análise é de 2020. E Aaron Rodgers foi o grande merecedor da honraria. É a terceira vez que o quarterback do Green Bay Packers leva o prêmio de MVP, assim como foi em 2011 e 2014. Na última temporada, Rodgers completou 372 passes, para 4.299 jardas, 48 touchdowns e apenas cinco interceptações. Dos 50 representantes da imprensa dos Estados Unidos que votam para decidir quem é o melhor, 44 deles votaram em Rodgers. Outros quatro votaram em Josh Allen, o QB do Buffalo Bills, e duas pessoas votaram em Patrick Mahomes, o quarterback do Kansas City Chiefs, vice-campeão do Super Bowl LV.

Ainda sobre Rodgers, ele é outro exemplo que envolve atletas em idade avançada que continuam jogando em alto nível. Ele está com 37 anos e sem indícios de que irá se aposentar em breve. Ou seja, ainda vai castigar muito as defesas adversárias com seus grandes passes.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

Buccaneers e Chiefs serão os protagonistas do Super Bowl LV

Brady e Mahomes, que já se enfrentaram na atual temporada, serão os quarterbacks protagonistas da decisão (foto: Kim Klement)

De setembro até esta madrugada, foi uma longa temporada da NFL, bastante desafiadora por causa da pandemia da Covid-19, e que driblou todas as possibilidades de cancelamento de jogos. Tivemos inúmeras grandes histórias para contar. E neste domingo, 24 de janeiro, chegamos ao capítulo que antecede o seu final, o das decisões das respectivas conferências, e que definem os dois times classificados ao Super Bowl LV. E na grande partida de daqui a duas semanas, veremos novamente o atual campeão, buscando o bicampeonato, contra um adversário ausente há algum tempo, mas que tem um quarterback de larga experiência conquistando títulos. 

No dia 7 de fevereiro, teremos Tampa Bay Buccaneers e Kansas City Chiefs no Super Bowl LV. A decisão, que será no Raymond James Stadium, em Tampa, na Florida, já é histórica antes mesmo de começar. De um lado, o Chiefs, time que venceu o Super Bowl no ano passado, e que tenta o tricampeonato ao longo de sua história, e também busca o segundo título seguido, o que não acontece em Super Bowls desde os títulos do New England Patriots, em 2004 e 2005. Do outro, o Buccaneers, que vai apenas para a sua segunda decisão em sua história, e que tentará o bicampeonato após 18 anos. A equipe ainda terá o trunfo de ser a primeira na história a jogar o Super Bowl em casa, e contará com Tom Brady, quarterback com seis títulos de Super Bowl e que, se vencer, terá mais títulos que qualquer equipe da liga.

Será a quinta vez em que os quarterbacks titulares irão se enfrentar. Tom Brady e Patrick Mahomes têm duas vitórias cada, sendo que Mahomes venceu os dois últimos jogos contra Brady. O último deles já na temporada de 2020.

Antes de criarmos todas as expectativas para este épico duelo, é importante que você, caro leitor, veja como foi a classificação de ambas as equipes, caso ainda não tenha. Tanto o Buccaneers quanto o Chiefs tiveram um relativo sufoco em algum momento de seus respectivos jogos, mas que conseguiram vencer, e agora, só pensam no Super Bowl.

Buccaneers domina Packers no gelado Lambeau Field, e conquista o título da NFC

Será o 10º Super Bowl na carreira de Tom Brady (foto: Getty Images)


Nos últimos anos, nos acostumamos a ver o Tampa Bay Buccaneers como um time de menor expressão na NFL. Afinal de contas, estamos falando da franquia que, até agora havia ido a apenas um Super Bowl, em 2003, e que desde 2007 sequer frequentava a pós-temporada. De um ano para cá, a equipe passou por uma imensa revolução. Trouxe Tom Brady, que ganhou tudo no New England Patriots e depois de 20 anos resolveu respirar por novos ares. Chegou também diversos outros nomes veteranos e, sob a batuta do técnico Bruce Arians, formou-se uma equipe renovada, e cheia de vontade de vencer. O caminho foi duro, com derrotas que causaram o questionamento da verdadeira força do elenco. E nos mata-matas, mesmo jogando três partidas fora de casa, foram eliminando adversários até terem o direito de serem os primeiros a jogar o Super Bowl em sua casa.

Neste domingo, o Buccaneers venceu o Green Bay Packers por 31 a 26, em pleno Lambeau Field, com uma atuação dominante, principalmente na primeira metade da partida. A vitória veio com sofrimento, já que Tom Brady lançou três interceptações, sendo duas no último quarto, em um momento em que Green Bay diminuía a desvantagem perigosamente. 

Brady passou para 280 jardas e três touchdowns na partida, além das já citadas três interceptações. Ele irá para o décimo Super Bowl de sua carreira e já foi seis vezes campeão. Se vencer, será o segundo na história da NFL a vencer como quarterback titular por dois times diferentes, e ampliará seu recorde individual de títulos para sete – nenhum time da NFL venceu o Super Bowl mais que seis vezes. Do outro lado do campo, o quarterback Aaron Rodgers passou para 346 jardas, três touchdowns e uma interceptação que ajudou a desmontar o Packers na partida. 

O duelo começou com a equipe de Tampa Bay abrindo o placar com um touchdown, em passe de Brady para Mike Evans. Mas cabe ressaltar que nos primeiros minutos as duas defesas faziam um bom jogo. O empate do Packers só veio no segundo quarto, com um grande passe de Aaron Rodgers, daqueles que ele se tornou especialista em fazer. Foi um lançamento de 50 jardas para Marquez Valdes-Scantling. O Buccaneers tratou de voltar à liderança rapidamente, através do TD terrestre de Leonard Fournette. No mesmo período, Green Bay voltou a reagir, mas desta vez com um field goal.

Na medida em que se aproximava do final do segundo quarto, mais uma vez, o Packers tinha a posse de bola. Tudo parecia favorável ao time até Rodgers ser interceptado por Sean Murphy-Bunting. Faltava pouco tempo para o intervalo, mas como o Buccaneers estava no meio-campo, havia tempo o suficiente para, em tese, posicionar o time para um field goal. Depois de converter uma quarta descida, a oito segundos do intervalo, porém em uma difícil parte do campo para um chute, Tampa resolveu ousar. Tom Brady não fez o referido passe curto mencionado acima, mas sim lançou uma bomba para Scott Miller receber o passe para touchdown, de 39 jardas. E com esta jogada de impacto que terminou o primeiro tempo, com o Buccaneers vencendo por 21 a 10.

A volta dos vestiários foi um verdadeiro pavor ao Packers. Logo no começo, Aaron Jones sofreu fumble, que quase foi retornado para touchdown. Mas o TD veio logo no lance seguinte, com Brady passando para o tight end Cameron Brate. Com 18 pontos atrás para recuperar, Green Bay começou a tentar a reação, com calma, até chegar na endzone, com o touchdown de Robert Tonyan, em passe de Rodgers. 

Foi nesse momento em que tudo parecia dar errado ao Buccaneers. Tom Brady acabou interceptado quando tentou passar para Mike Evans. Na sequência, Green Bay conseguiu mais um touchdown, agora em passe curto de Rodgers para Davante Adams. Mesmo com a conversão de dois pontos não dando certo, aquela hora era animadora, pois o jogo estava em uma posse de bola. 

E já no último quarto, o drama de Tampa Bay aumentava, pois Brady foi interceptado de novo. Por sorte, a defesa do Buccaneers impediu o Packers de avançar, forçando sacks em Aaron Rodgers. Na posse de bola seguinte, mais uma vez, Brady lançou a bola nas mãos de um defensor. De novo, o ataque de Green Bay não conseguiu fazer nada e chutou o punt. Na recuperação de posse, desta vez, o Bucs não cedeu nenhum turnover. Tom Brady desistiu de tentar passes longos, e a maior jogada da campanha foi um passe curto para Rob Gronkowski, que avançou 29 jardas. A posse de bola terminou com um crucial field goal.

Atrás no placar por oito pontos, o Packers finalmente acordou com seu ataque para tentar o empate. Em pouco mais de dois minutos e meio, o time ficou até a linha de oito jardas para anotar o touchdown. Estranhamente, na terceira descida, Aaron Rodgers estava com caminho aberto para correr para o TD e assim botar fogo no jogo, mas não correu. Assim, o técnico Matt LaFleur chamou o kicker Mason Crosby para tentar um field goal, e assim tentar a virada na posse de bola seguinte. Crosby acertou o chute, mas o Packers nunca mais teve a posse de bola. Coube a Tom Brady e companhia apenas gastar o relógio até zerar, com o placar de 31 a 26, para comemorar a volta do Buccaneers ao Super Bowl após 18 anos.

Chiefs vence de virada, conquista a AFC, e chega ao Super Bowl pelo segundo ano seguido

Será o segundo Super Bowl da carreira de Patrick Mahomes, que tenta o bicampeonato (foto: Jill Toyoshiba)

Quando Patrick Mahomes se tornou o titular do Kansas City Chiefs, em 2018, apenas um ano depois de ele ter sido escolhido no Draft, se percebeu que, a cada jogo, estávamos diante de uma pessoa diferente, de grande nível. Não a toa, foi o MVP da NFL naquela temporada. Na temporada passada, atingiu o ápice, sendo o campeão do Super Bowl. E agora, terá a oportunidade de conseguir o seu segundo título, e que seria o terceiro da história da franquia, pois o Chiefs venceu o Buffalo Bills por 38 a 24, e estará no Super Bowl LV após grande atuação do camisa 15.

Mahomes lançou, ao todo, para 325 jardas e três touchdowns. Praticamente não teve dificuldades na partida, tirando o único sack sofrido para o Bills. E assim, se tornou o principal nome do jogo. Os principais alvos do QB foram o tight end Travis Kelce, com 118 jardas e dois touchdowns, e Tyrek Hill, que recebeu para 172 jardas. Pelo lado do Bills, Josh Allen passou para 287 jardas, dois TDs e uma interceptação, mas sofreu diversas vezes com a pressão do Chiefs.

O jogo começou com o único momento que realmente foi ruim para o Kansas City Chiefs. A primeira campanha de Buffalo terminou com os primeiros pontos convertidos, apesar de ser apenas um field goal do kicker Tyler Bass. Na posse seguinte do Bills, teoricamente nada aconteceria e o punt foi chutado, mas o wide receiver Mecole Hardman sofreu fumble no lance, e a bola foi recuperada pelo time adversário. No lance seguinte, veio o primeiro touchdown, com passe de Allen para Dawson Knox. 

Por conta do extra point perdido, o Bills vencia por 9 a 0. Assim, Kansas City começou a sua recuperação, ainda de forma lenta. A primeira posse de bola do time que deu certo durou quase sete minutos, e terminou com o TD lançado por Mahomes para Mecole Hardman, aquele que havia errado no lance anterior. Rapidamente veio a virada, através do touchdown de Darrel Williams, e, na sequência, veio o terceiro TD, em corrida de Clyde Edwards-Helaire, já recuperado da lesão que o afastou do jogo contra o Cleveland Browns.

Perto do intervalo, e atrás no placar por 12 pontos, o Bills tratou de reagir. Josh Allen fez bons passes e deixou o Bills perto da endzone, na linha de duas jardas. Mas o técnico Sean McDermott resolveu ir para o field goal na quarta descida. Assim, o jogo foi para o intervalo com a vantagem do Chiefs em 21 a 12.

Ainda eram duas posses de bola para uma possível reação de Buffalo, mesmo com Kansas City anotando um field goal no início do terceiro período. Na sequência, novamente o Bills conseguiu uma campanha promissora, avançando até a linha de oito jardas do Chiefs. Porém, pela segunda vez, o time ficou perto do touchdown, mas anotou um field goal.

Em uma final de conferência fora de casa, chutar field goals contra um ataque tão forte, sem nem tentar arriscar um touchdown, é um risco enorme. E o ataque do Chiefs não teve piedade ante as falhas ofensivas do Bills. Com apenas quatro jogadas, Mahomes e companhia chegaram à endzone mais uma vez, em um passe ousado para Travis Kelce anotar o TD. De novo o time de Buffalo avançou pelo campo entre o final do terceiro período e o início do último quarto, mas desta vez a campanha terminou de um jeito ainda pior, com Josh Allen sendo interceptado. 

O golpe ainda veio na sequência, com o Chiefs cravando mais um touchdown, em passe de Mahomes para Kelce. O Bills ainda esboçou uma reação, pois anotou um TD, em passe de Allen para Isaiah McKenzie e, depois de recuperar um onside kick, conseguiu mais um field goal, Mas logo depois, Kansas City administrou o relógio para a vitória por 38 a 24.

Super Bowl LV será no dia 7 de fevereiro

Em duas semanas, teremos a grande decisão da NFL. O Super Bowl LV começa às 20h30 no horário de Brasília, e terá a transmissão ao vivo pela ESPN na TV brasileira. O Left Tackle Brasil também estará com sua cobertura em tempo real na noite do confronto. Não perca! 

sábado, 23 de janeiro de 2021

A um passo do paraíso: finais de conferência agitam a NFL neste domingo

Brady, Rodgers, Allen e Mahomes, os quatro quarterbacks que continuam na disputa pelo Super Bowl LV

Quatro times, dois jogos, e duas vagas para o Super Bowl LV. As finais de conferência da NFL serão neste domingo, 24 de janeiro, e conheceremos os campeões das conferências Nacional (NFC) e Americana (AFC), e serão estes vencedores que terão o direito de chegar na tão sonhada decisão da NFL, marcada para o dia 7 de fevereiro, em Tampa, na Flórida. E você confere as prévias de cada partida nos parágrafos seguintes.

Rodgers x Brady – lendários QB's se enfrentam em Playoffs pela primeira vez

Tem tudo para ser um grande jogo o duelo entre Green Bay Packers e Tampa Bay Buccaneers, no gelado Lambeau Field, valendo o título da NFC. As expectativas se cercam nos veteranos quarterbacks Aaron Rodgers, pelo Packers, e Tom Brady, do Buccaneers. E mesmo com Rodgers tendo 37 anos, e Brady com 43, este será apenas o quarto confronto entre os dois, e o primeiro em Playoffs, pelo fato de, até 2019, ambos atuarem por conferências distintas. No histórico, Brady tem duas vitórias, em 2018 e 2020, enquanto Rodgers venceu em 2014.

Mas o duelo não vai ser só entre os dois QBs. Praticamente os elencos principais de ambos os times estão confirmados. A ausência confirmada pelo Packers será a do atleta de linha defensiva Kingsley Keke, que se recupera de uma concussão. Já o Buccaneers terá um desfalque no ataque, daquele atleta que não deveria estar na NFL por enfrentar acusações de estupro. Quem for o campeão da NFC, irá interromper uma longa sequência sem estar em um Super Bowl. Apesar de ser um dos times mais tradicionais da história da NFL, o Green Bay Packers não chega a decisão desde 2011, enquanto o Buccaneers, que só tem uma aparição em Super Bowls, tenta ir para o grande jogo pela segunda vez em sua história, o que aconteceu anteriormente em 2003.

Sequência mantida ou novidade na decisão da AFC

Depois dos 50 anos de ausência de um Super Bowl, que não só foram interrompidos em 2020 como também veio o título, agora o Kansas City Chiefs tenta ir além nesta temporada. A franquia deseja ir à decisão da NFL pelo segundo ano consecutivo, e buscará quebrar o tabu do bicampeonato. Desde 2005 que o atual campeão não vence novamente. Por outro lado, o Buffalo Bills é o único dos finalistas de conferência sem um título de Super Bowl. A equipe até foi quatro vezes à decisão, entre 1991 e 1994, mas em todas elas acabou derrotada.

Será o Chiefs o time mandante da partida, por ter tido a melhor campanha da AFC. A expectativa está em torno da saúde do quarterback Patrick Mahomes, que foi liberado do protocolo de concussão e jogará, mas o atleta está com uma lesão no pé, e no confronto com o Cleveland Browns, na semana passada, teve bastante dificuldade para se movimentar em campo até o momento em que deixou a partida. No caso do Bills, todos os principais jogadores estão em condições de atuar, incluindo o quarterback Josh Allen e o wide receiver Stefon Diggs. 

Fique ligado

Às 17h05, pelo horário de Brasília, teremos o primeiro destes dois importantes duelos, entre Green Bay Packers e Tampa Bay Buccaneers. Na sequência, Kansas City Chiefs e Buffalo Bills se enfrentam, a partir das 20h40. Ambos os jogos terão a transmissão da ESPN. E no Twitter, estaremos com nossa cobertura especial das partidas em tempo real.