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sábado, 29 de janeiro de 2022

Maratona NFL, temporada 2021/22, episódio 20: expectativas para as finais de conferência


Chegamos à 20ª edição desta temporada do Maratona NFL. Ruan Nascimento e Carlos Oliveira debateram sobre as expectativas para as Finais de Conferência deste domingo (30), entre Kansas City Chiefs e Cincinnati Bengals, pela AFC, e entre Los Angeles Rams e San Francisco 49ers, pela NFC. Houve também comentários sobre os épicos duelos do Divisional Round da semana passada.

No podcast desta semana, também houve espaço para falar sobre os outros times. Você confere as análises sobre os novos treinadores anunciados por três equipes. O New York Giants contratou Brian Daboll para o cargo, ele que era o coordenador ofensivo do Buffalo Bills. O Denver Broncos anunciou como head coach Nataniel Hackett, que foi coordenador ofensivo do Green Bay Packers. E o Chicago Bears contratou como treinador Matt Eberflus, ex-coordenador defensivo do Indianapolis Colts. 

Além disso, o programa debate sobre uma aposentadoria confirmada, a do quarterback Ben Roethlisberger, que jogou no Pittsburgh Steelers entre 2004 e 2022, e foi campeão dos Super Bowls XL (2006) e XLIII (2009). E também, sobre a informação divulgada pela CBS de que Tom Brady pode estar se aposentando após a derrota do Tampa Bay Buccaneers para o Los Angeles Rams.

Ouça o podcast pelo Spotify, pelo Apple Podcasts, pelo Google Podcasts, ou em demais plataformas, pelo Anchor.

Ou, se preferir, ouça abaixo:

domingo, 18 de abril de 2021

Escolhas que deram errado no Draft da NFL


Abril é aquele mês marcado pelo Draft da NFL, o recrutamento de atletas universitários que sonham com o futebol americano profissional. É a chance de cada jogador garantir sua entrada na National Football League e assim garantir uns belos trocados financeiramente – vale lembrar que, no College, os jogadores não recebem salário, e sua presença em campo se dá através de bolsas de estudo.

Todos os anos, o evento é sempre marcado por diversas expectativas, afinal de contas, é como um reality show da NFL. Vale lembrar que é uma cerimônia de várias horas em que os selecionados vão surgindo para o público, gerando manifestações felizes ou frustradas de seus torcedores ao vivo. A exceção do Draft de 2020, totalmente virtual por causa da primeira onda da pandemia da Covid-19, o recrutamento é um belo espetáculo de entretenimento.

Para os novatos em futebol americano, o Draft reúne jogadores recém saídos do futebol americano universitário e que tentam uma vaga na principal liga da modalidade. Ao longo de três dias, as 32 equipes da NFL escolhem os seus futuros atletas. É selecionado um jogador por vez por cada time, seguindo uma ordem inicialmente estabelecida de acordo com a classificação invertida do ano anterior – com a possibilidade da equipe trocar de posição com outra se lhe for conveniente. Em tese, o pior time tem a chance de garantir o melhor atleta vindo do College, e assim sucessivamente. É como se fosse aquele jogo de futebol praticado na rua, em que a galera se junta e escolhe, nome a nome, quem vai para cada equipe – com os melhores escolhidos primeiro e os piores por último.

No papel, o Draft permite o equilíbrio entre as franquias, já que as piores equipes podem se reconstruir no longo prazo e virarem grandes potências em poucos anos. Mas nem sempre isso dá certo. Há muita tensão entre donos e general managers para decidirem suas escolhas, e nesse clima sempre pode ter espaço para algum deslize. E aí aquela escolha dos sonhos pode virar um tremendo pesadelo. 

É neste ponto que nós queremos chegar neste texto. Esqueçam escolhas certeiras, como as de Peyton Manning pelo Indianapolis Colts, ou, em um exemplo mais recente, a de Patrick Mahomes pelo Kansas City Chiefs. E esqueçam as apostas para quem vai ser o primeiro selecionado no Draft de 2021 – haverá um texto específico para o recrutamento de atletas universitários nos próximos dias. Hoje é dia de recordar das seleções ruins, daquelas em que o público vaiou logo de cara, ou que, até acreditou que poderia dar certo, mas acabou em um enorme abacaxi para descascar. Não elencaremos os fatos em um ranking ou ordem cronológica. Mas provavelmente você vai se lembrar de algumas destas movimentações.

2000 – Qualquer QB escolhido antes de Tom Brady

Chad Pennington, Giovanni Carmazzi, Chris Redman, Tee Martin, Marc Bulger e Spergon Wynn. Talvez você nem saiba quem são as pessoas citadas acima, mas todas têm algo em comum: foram quarterbacks escolhidos no Draft de 2000 antes de Tom Brady. Aqui vale ressaltar que, antes daquele recrutamento, Brady nem era cotado para ser uma estrela, e as avaliações prévias do Combine (em que os atletas disponíveis para o Draft fazem diversos testes físicos e mentais) não eram favoráveis ao jogador. Mas 21 anos depois, a aposta do New England Patriots na escolha de número 199 se mostrou mais do que certeira, e hoje Brady, agora no Tampa Bay Buccaneers, é o maior quarterback de todos os tempos.

E quanto aos demais selecionados antes, que fim levaram? Pennington e Bulger ainda tiveram momentos de titularidade, mas nenhum deles teve uma carreira de sucesso. Entre os outros, há quem sequer jogou um único snap na NFL. Além disso, até kicker e punter foram escolhidos antes de Tom Brady – o então Oakland Raiders foi o protagonista desta dupla façanha há 21 anos.

1999 – Um por todos e todas por uma

Antes e durante um Draft, só há uma maneira para que uma equipe possa mudar sua posição de escolha, seja lá por qual motivo: através das trocas. Elas podem envolver jogadores ou mais escolhas do Draft, de acordo com o interesse das duas equipes envolvidas. E por causa disso, para alcançar uma determinada posição, é comum um time ceder mais de uma escolha do Draft do ano corrente ou dos seguintes. 

Mas em 1999 ocorreu algo ainda mais insano. O New Orleans Saints, ainda vivendo a era anterior ao ex-quarterback Drew Brees e o atual técnico Sean Payton, queria sair do ostracismo de décadas. E para isso, o técnico da época, Mike Ditka, convenceu a direção da franquia a tomar uma decisão absurda: trocar TODAS as suas escolhas do Draft para subir da 12ª escolha geral para a 5ª, com o objetivo de selecionar o running back Ricky Williams. Foram as seis escolhas que o Saints tinha em 1999, mais duas do Draft de 2000 (incluindo a primeira rodada) enviadas para Washington. O desejo de Ditka por Ricky Williams foi tão icônico que a revista ESPN fotografou os dois para a capa... vestindo eles como noivos.

Valorize quem faz de tudo para ter você, como Mike Ditka ao selecionar Ricky Williams (foto: reprodução/Revista ESPN)

O que poderia dar errado comprometendo um Draft inteiro por um jogador? Uma campanha lamentável de três vitórias e 13 derrotas, e a obvia demissão de Mike Ditka ao fim da temporada. Williams ainda teve um desempenho ruim em seu ano de estreia, de apenas dois touchdowns, e conviveu com diversos problemas extra-campo em Nova Orleans, sendo trocado em 2002 para o Miami Dolphins. Após o mau início de carreira, o running back se destacou em Miami, entre altos e baixos, encerrando sua passagem na NFL em 2011 pelo Baltimore Ravens, após acumular mais de 10 mil jardas terrestres.

2007 – A pior primeira escolha geral da história

A animação contagiante de Jamarcus Russell já era um sinal de que não era uma boa escolhê-lo


O Las Vegas Raiders volta a aparecer por aqui. Ainda nos tempos em que era o Oakland Raiders, o time queria voltar aos tempos de glórias em 2007. Com a primeira escolha geral do Draft daquele ano, Al Davis, o dono da franquia e que também ocupava o cargo de general manager até seu falecimento, em 2011, pretendia iniciar a reconstrução, que começaria por um quarterback ou um wide receiver, que eram bem avaliados na época. Davis seguiu sua intuição, e ela tinha nome e sobrenome: Jamarcus Russell, o quarterback.

No futebol americano universitário, Russell tinha ido bem em LSU, e isso o credenciou com a primeira escolha geral, mesmo com alguns boatos de que ele era desinteressado. Antes mesmo de estrear pelo Raiders, já vieram os primeiros problemas. Ele só assinou seu contrato durante as primeiras semanas da temporada regular de 2007. E que contrato. O vínculo foi de seis anos, US$ 68 milhões em salários, sendo US$ 31,5 milhões garantidos. E mesmo com esse grande contrato, absurdo para um calouro, só jogou naquele ano como titular na última rodada (após ter entrado em campo como reserva em algumas partidas, com atuações muito ruins).

Russell ainda ficou em Oakland por mais dois anos, e continuou sendo um fiasco nas partidas em que foi o titular. Seu desinteresse por jogar era tão grande que a Raiders o enviou um livro em branco, alegando que era para estudar sobre o adversário da próxima rodada. Ao ser questionado sobre, o quarterback disse que passou a madrugada estudando o conteúdo, e que ajudaria seu time a vencer a próxima partida. Não teve jeito. Ao fim da temporada de 2009, o Raiders finalmente o dispensou, após uma carreira em que completou míseras 4083 jardas lançadas, para 18 touchdowns e 23 interceptações. 

Ficou claro que o time, que poderia pegar na primeira escolha geral quem quisesse, fez besteira ao selecionar o QB. Até porque o segundo selecionado, aquele wide receiver bem avaliado que o time cogitou contratar, era Calvin Johnson, escolhido pelo Detroit Lions, e que fez história. Em 2021, garantiu seu lugar no Hall da Fama da NFL. Outro "legado" dessa história com Russell foi que, a partir de 2011, as franquias da NFL passaram a adotar contratos mais baixos para jogadores calouros, com vínculo máximo de quatro anos, com opção de ativar um quinto ano caso este atleta tenha sido selecionado na primeira rodada.

1998 – A pior segunda escolha geral da história

A maioria dos times vencedores do Super Bowl tinham como protagonistas um quarterback. Mas antes de qualquer QB erguer o Vince Lombardi, é necessário que este evolua profissionalmente após sua seleção no Draft. Mas antes do recrutamento, times que estão sedentos por mudanças na posição fazem de tudo para garantir o melhor ou um dos melhores disponíveis entre os que chegarão do futebol americano universitário. 

Em 1998, havia a expectativa para que dois QBs fossem as duas primeiras escolhas: Peyton Manning e Ryan Leaf. Sabendo disso, o então San Diego Chargers (hoje Los Angeles Chargers) subiu no Draft e garantiu a segunda escolha geral para selecionar um dos dois. Manning foi o primeiro escolhido, pelo Indianapolis Colts, e o resto é história. Leaf foi o segundo. E dali em diante, virou farsa.

Além de péssimas atuações pelo Chargers, Leaf somou diversos problemas extra-campo. Ele brigou no vestiário algumas vezes, além de ter sérias discussões com a imprensa. O ex-jogador também se lesionou em alguns momentos, isso sem contar que chegou a mentir que estava machucado. Em seu ciclo em San Diego, venceu apenas quatro partidas entre 1998 e 2000, e em 2001, foi para o Dallas Cowboys, onde jogou em três derrotas e nunca mais voltou a atuar. Seus números: 3666 jardas lançadas, 14 touchdowns e 36 interceptações. 

1995 – Ele não queria jogar na NFL, e foi selecionado

Eli Herring era jogador de linha ofensiva de BYU, e teve uma carreira de destaque no futebol americano universitário. As análises prévias do Draft da NFL de 1995 indicavam que ele poderia até mesmo ser selecionado na primeira rodada. Ou seja, em tese, era um dos melhores na posição que estariam aptos a se profissionalizar. Só tinha um problema. Herring não queria jogar na NFL por ser Mórmon, e, segundo as tradições da religião, os Mórmons não trabalham aos domingos, dia reservado para orações. E como você já deve saber, é domingo o dia em que acontece a maioria dos jogos da liga. O futuro ex-atleta avisou a todos os times que não queria jogar por seguir sua doutrina religiosa. Mesmo assim, alguém foi atrás dele no Draft.

 Lá vem o Raiders de novo! Olha só que absurdo! Parafraseando Galvão Bueno no tenebroso 7 a 1 que a Alemanha aplicou no Brasil na Copa de 2014, a franquia de Las Vegas, que na época ainda residia em Oakland, selecionou Herring na sexta rodada daquele Draft. O time até tentou oferecer um contrato de US$ 1,5 milhão para ver se ele mudaria de ideia, mas não teve efeito. Foi uma escolha gasta à toa. 

2016 – Subir no Draft por um kicker

Você que chegou na NFL em 2020, e que viu o Tampa Bay Buccaneers levar o título do Super Bowl em fevereiro deste ano, provavelmente deve achar que a franquia sempre foi vencedora. Mas não é bem assim. Entre 2003 (ano do primeiro título) e 2021, o time passou por alguns maus bocados. E temporada após temporada, o Draft era visto como a chance perfeita para o Bucs saísse das piores posições da liga para enfim voltar a brigar para vencer a competição.

E aí voltamos para 2016. Passada a primeira noite do Draft, reservada apenas à primeira rodada do recrutamento, o segundo dia estava mais tranquilo, com cada equipe selecionando seus jogadores no tempo estabelecido, ocorrendo eventuais trocas em tempo real. Até que o Buccaneers resolveu dar as caras e chamar a atenção de todo mundo. O time subiu 15 posições para ter mais uma chance de escolher na segunda rodada. A equipe de Tampa enviou ao Kansas City Chiefs suas escolhas de terceira e quarta rodadas na troca, e selecionou um kicker.

Existem muitos kickers de alto nível na NFL atual, assim como alguns medianos e outros medíocres, como em qualquer profissão na vida. Mas quando se trata desta posição, é comum que as equipes só selecionem um kicker no final do Draft, ou até mesmo esperem passar o recrutamento para contratar alguém por um valor ainda mais barato. A título de exemplo, Adam Vinatieri, o maior kicker da história, não foi draftado em seu ano de início de carreira na NFL, em 1996. Mesmo assim, o Buccaneers gastou cartucho e fez acontecer a seleção de Roberto Aguayo.

O atleta vindo de Florida State tinha qualidades na posição antes do Draft. Até mesmo recebeu o prêmio Lou Groza, dedicado ao melhor kicker da temporada do College Football – o brasileiro Cairo Santos, que joga hoje no Chigago Bears, recebeu tal honraria, mas não foi selecionado no Draft. Ou seja, a troca realizada pelo Buccaneers e a seleção de Aguayo na segunda rodada se tornaram uma imensa pressão sobre o jogador. 

Ainda em 2016, durante a temporada regular, já haviam questionamentos sobre seu talento. Ao final do seu ano de calouro, Aguayo acertou 22 field goals de 31 tentativas, em um aproveitamento de 71% nos chutes, considerado muito baixo para a posição. Em 2017, para pressioná-lo, o Buccaneers contratou um outro kicker e assim ativar uma competição interna entre os jogadores. Sobrou para Aguayo, que foi cortado antes mesmo da temporada começar. Ele ainda tenta voltar à NFL, e passou por Chicago Bears, Carolina Panthers, Los Angeles Chargers e New England Patriots, mas jamais ficou nos elencos para atuar na temporada regular.

2017 – Trocar uma posição por Mitchell Trubisky

Trubisky foi a aposta do Bears em 2017, e deu errado (foto: Matt Rourke/AP)


Que fique claro que não estamos colocando Mitchell Trubisky como um dos piores quarterbacks da história, mas como o texto cita as más escolhas feitas no Draft, a seleção deste jogador pelo Chicago Bears em 2017 merece o devido destaque. 

O Bears é o time que está na NFL desde o ano de sua fundação, em 1920. A histórica e centenária franquia já teve inúmeros grandes jogadores, sendo campeã por nove vezes (oito títulos na era antiga da NFL, e um de Super Bowl). Apesar disso, a posição de quarterback nunca foi de alguém que teve uma excelente carreira, sendo o personagem principal na conquista de títulos. Querem um exemplo? O líder em passes para touchdown e em jardas lançadas no Bears é ninguém menos que Jay Cutler, que jogou por lá entre 2009 e 2016, a quem os próprios torcedores de Chicago não têm boas lembranças.

Assim chegamos à 2017. Depois de anos de sofrimento, finalmente o Bears decidiu demitir Jay Cutler, que, cabe ressaltar, só jogou uma temporada completa sem se afastar por lesões ou qualquer outro motivo, com direito a uma única ida aos Playoffs neste período. No Draft de quatro anos atrás, o Bears tinha a terceira escolha geral, e estava sedento por um quarterback. A pressão por um franchise QB, aquele que tem uma longa carreira por uma equipe e é o responsável por títulos, foi maior do que nunca. E o desejo por alguém desta posição foi tão grande que, após a escolha do Cleveland Browns, a primeira geral daquele recrutamento, o Bears realizou uma insana troca com o San Francisco 49ers, que tinha a segunda seleção, para escolher Mitchell Trubisky. Chicago enviou escolhas de primeira, terceira e quarta rodadas, e mais uma seleção de terceira rodada de 2018, para subir uma única posição e escolher o quarterback que queriam.

Quando foi feito o anúncio de Trubisky, ninguém entendeu nada, um pagamento tão caro de escolhas para subir uma única posição, e o 49ers nem foi atrás de QB. No papel, ele nem era o melhor quarterback disponível, já que foi o mesmo Draft de, pasmem, Patrick Mahomes (hoje no Kansas City Chiefs) e Deshaun Watson (ainda no Houston Texans, e enfrentando dezenas de acusações de assédio sexual). E na prática, também não. Nos quatro anos em que permaneceu em Chicago, Trubisky teve muitas atuações ruins. Seu melhor ano como titular foi em 2018, em que foi selecionado ao Pro Bowl e levou o Bears aos Playoffs, mas a grande força da franquia estava mesmo na defesa. 

Em 2020, com Trubisky já pressionado pela posição, o Bears contratou Nick Foles para ser o quarterback reserva. Foles chegou através de uma troca, e recebendo um salário relativamente alto, reflexos do título de Super Bowl conquistado por Foles no Philadelphia Eagles na temporada 2017/18. Mesmo assim, Foles foi para a reserva e Trubisky seguiu titular. Tudo ia bem (porque a defesa segurava o rojão e mantinha o time invicto) até o duelo contra o Atlanta Falcons. O técnico Matt Nagy perdeu a paciência de vez com ele e o substituiu por Foles, que garantiu uma inacreditável virada.

Antes do fim de seu ciclo em Chicago, Trubisky ainda teve tempo de voltar a se tornar o titular, mas apenas porque Foles se machucou seriamente. Ao final da temporada, foi cortado do elenco. Recentemente, foi contratado para o Buffalo Bills, mas será o reserva por lá, já que Josh Allen é o quarterback titular e está consolidado na posição dentro da franquia. Ou seja, o Bears apostou muito alto para subir uma posição, por alguém que não rendeu como esperavam.

2004 – Eli Manning e o ranço pela equipe que o escolheu

Eli Manning super animado ao ser escolhido pelo Chargers (foto: USA Today Sports)

Seria impossível fazer um texto sobre as más escolhas no Draft da NFL sem citar a peripécia causada por Eli Manning. Se vocês soubessem o que aconteceu em 2004 ficariam enojados. Não foi feita aqui uma ordem da melhor para a pior seleção entre as citadas nesta publicação, mas a polêmica envolvendo o ex-jogador do New York Giants há 17 anos é algo que estará marcado para sempre na história do Draft.

O ano de 2004 proporcionou a chegada de três grandes quarterbacks da NFL. Além de Eli Manning, naquele Draft, também foram selecionados Ben Roethlisberger, até hoje no Pittsburgh Steelers, e Philip Rivers, que fez carreira no Los Angeles Chargers e pendurou as chuteiras recentemente após uma temporada no Indianapolis Colts. Mas voltamos para Eli, o irmão mais novo de Peyton Manning. Sua carreira universitária, por Ole Miss, o alçou para ser o favorito para a primeira escolha geral do Draft.

Mas quem tinha o direito de ter esta escolha era o então San Diego Chargers. A franquia desejava ter Eli Manning como o seu QB. Porém, o próprio Eli deixou bem claro que não queria ir para lá. O pai do jogador, o ex-quarterback Archie Manning, também interviu em nome do filho para que não houvesse a seleção. Tudo isso irritou profundamente a torcida e a direção do Chargers, que resolveu vingar a afronta do calouro. Na noite do Draft, a franquia de San Diego selecionou Manning como a primeira escolha geral em nome do deboche. O momento foi tão incrível que dá para ver claramente o desconforto do jogador ao segurar a camisa do Chargers.


        

Provavelmente foi o ponto alto na história do Draft. Mas apesar deste fato, Manning só tocou na camisa do Chargers naquele dia. Interessado no jogador, e sabendo que a franquia de San Diego fez a escolha em nome do entretenimento, o New York Giants já tinha feito um acordo com a equipe que escolheu Eli. A solução foi, na quarta escolha geral, a franquia de Nova York escolheu o também quarterback Philip Rivers, e pouco depois do Draft realizou uma troca para ter Eli Manning. Na transição, o Giants enviou uma escolha de terceira rodada, e escolhas de primeira e quinta rodada do Draft de 2005.

Apesar do momento afrontoso, depois da troca, Manning e Rivers acabaram fazendo história por suas respectivas franquias, provando que, independente de toda a questão que envolveu as escolhas de ambos no Draft, eram atletas talentosos. Rivers se tornou titular no Chargers a partir de 2006, e se tornou extremamente identificado com a torcida de San Diego – a ponto de permanecer na cidade mesmo com a mudança da franquia para Los Angeles, em 2017. Apesar de não ter conquistado títulos por lá, se tornou o recordista na franquia em diversas estatísticas, e está eternizado na história do Chargers. Sua última temporada profissional foi em 2020, em que defendeu o Indianapolis Colts.

Já Manning teve uma carreira de maior impacto, e também marcou seu nome na história do Giants. Assumiu a titularidade ainda em 2004, e só perdeu de vez a posição em seu último ano como profissional, em 2019. Antes disso, chegou ao auge e foi bicampeão do Super Bowl, em 2008 e 2012. Ambos os títulos são memoráveis para o atleta, eleito o MVP. 

Haverá mais escolhas ruins no futuro?

Obviamente! Os fatos ditos acima são só alguns dos piores escolhidos pelo Draft da NFL. Como visto, nem todos eram jogadores ruins, mas sim o ato de escolha acabou sendo mais polêmico. Em breve, teremos o Draft de 2021, reunindo futuras grandes histórias, seja de escolhas certeiras ou de seleções que, bem, não darão tão certo assim. E o Left Tackle Brasil estará aqui para contar tudo isso para você, amigo leitor. 

segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

A emocionante rodada de domingo pela semana 16


Packers de Davante Adams e Aaron Rodgers se aproxima da melhor campanha da NFC (foto: CBS Sports)

Onze jogos foram realizados pela rodada de domingo da NFL, e emoção não faltou nestes confrontos. Não foi confirmado nenhum novo classificado aos Playoffs com relação ao sábado. Porém, a disputa dentro das divisões e pelas vagas restantes de Wildcard continuam, com algumas eliminações já confirmadas. Além disso, dois times que estavam dentro da zona de classificação até a semana 16 perderam os seus jogos, e agora correm o risco de ficar de fora da pós-temporada.

A semana 16 ainda não terminou. Nesta segunda-feira tem o Monday Night Football entre New England Patriots e Buffalo Bills. Mas o jogo é praticamente um amistoso, pois o Patriots já está eliminado e o Bills é o campeão da AFC Leste. Agora é o momento de você acompanhar o que teve de mais importante na grande maratona de partidas de domingo, a penúltima da temporada regular de 2020.

Na neve, Packers bate Titans e fica a um passo da primeira posição geral da NFC

O Sunday Night Football tinha expectativas de ser um grande jogo, pois poderia valer a primeira posição geral ao Green Bay Packers, ou o título da AFC Sul ao Tennessee Titans. Mas aí, a neve caiu em Green Bay, e quando há neve em seu Lambeau Field, não há adversário que resista ao poderio ofensivo do Packers. 

Foi uma vitória por 40 a 14, com Aaron Rodgers, cada vez mais favorito para ser o MVP da temporada, lançando para 231 jardas, quatro touchdowns e uma interceptação. A defesa de Green Bay também congelou as ações ofensivas do Titans, limitando o running back Derrick Henry a "apenas" 98 jardas – para os padrões dele, é um número baixo, além de fazer duas interceptações no quarterback Ryan Tannehill.

Com o resultado, o Packers precisará vencer o Chicago Bears na semana 17 para garantir a folga do Wilcard. Se perder, terá de torcer contra o Seattle Seahawks. Já o Tennessee Titans precisará vencer o Houston Texans para garantir o título da AFC Sul, mas se perder, terá de torcer pela derrota de pelo menos um dos seguintes times: Indianapolis Colts, Miami Dolphins, Baltimore Ravens e Cleveland Browns. 

Chiefs sofre, mas vence Falcons e se consolida como líder da AFC

Enfrentando o já eliminado Atlanta Falcons, o Kansas City Chiefs teve um jogo mais difícil. Apesar disso, venceu por 17 a 14, e o resultado confirma a primeira colocação geral dentro da AFC, e o consequente avanço direto ao Divisional Round. O principal nome do Chiefs foi o quarterback Patrick Mahomes, que fez dois passes para touchdown e foi peça fundamental para que o Chiefs não corresse o risco de sair derrotado na partida.

Steelers vence a AFC Norte e complica Colts

Após três derrotas consecutivas, o Pittsburgh Steelers voltou a vencer, e confirmou o título da AFC Norte com o resultado. O jogo foi um duríssimo duelo contra o Indianapolis Colts, e vencido por Pittsburgh por 28 a 24. A franquia de Pittsburgh ainda pode terminar com a segunda posição geral da AFC, mas não briga mais pela liderança da conferência.

Foi uma tarde especial para o quarterback Ben Roethlisberger, que passou para 342 jardas e três touchdowns, sendo fundamental para o duelo. Na atuação defensiva, o destaque também vai para a marca alcançada de 50 sacks nos quarterbacks adversários em quatro temporadas consecutivas, algo inédito nos últimos 40 anos na NFL.

Derrotado, o Colts, que ainda pode ser campeão da AFC Sul, saiu da zona de classificação à pós-temporada. Precisará vencer o Jacksonville Jaguars na última semana e torcer por derrota de Baltimore Ravens, Miami Dolphins ou Cleveland Browns.

Seahawks bate Rams e conquista a NFC Oeste

No duelo que valia a liderança da NFC Oeste, o Seattle Seahawks, que já estava classificado, bateu o Los Angeles Rams por 20 a 9. O resultado confirma o time do quarterback Russell Wilson como o melhor da divisão, e mantendo ainda a franquia na possibilidade de tentar a primeira colocação geral na NFC, se vencerem o San Francisco 49ers no próximo domingo e o Green Bay Packers perder.

Por outro lado, a derrota do Rams adia a classificação à pós-temporada e ainda complica o time para o próximo confronto, contra o Arizona Cardinals. Se perder, a equipe de Los Angeles pode não avançar aos Playoffs, e precisará torcer contra o Chicago Bears também.

Ravens entra na zona de classificação aos Playoffs após vencer Giants

Depois de tanto se complicar ao longo da temporada, o Baltimore Ravens voltou a entrar na zona de classificação aos Playoffs após vencer o New York Giants por 27 a 13. Agora, a equipe depende apenas de suas forças para avançar à pós-temporada, e na semana 17 enfrenta o Cincinnati Bengals, já eliminado.

A situação do Giants é mais complexa, mas ainda é possível vencer a NFC Leste. Na última rodada, a equipe precisará vencer o Dallas Cowboys, e torcer para o Philadelphia Eagles vencer o Washington Football Team. 

Washington perde e fará o último SNF da temporada precisando vencer

Os resultados conspiraram a favor do Washington Football Team se classificar para os Playoffs. Era só vencer o Carolina Panthers que a pós-temporada iria se confirmar. Mas o time perdeu. A derrota por 20 a 13 foi em uma atuação sofrível da equipe localizada na capital dos Estados Unidos. 

O jogo também marcou o fim da paciência da franquia de Washington com o quarterback Dwayne Haskins. Mesmo com o atleta sendo flagrado numa festa sem máscara, desrespeitando os protocolos de prevenção à Covid-19, ele começou o jogo de domingo como titular, pois Alex Smith ainda não estava 100% recuperado de sua lesão. Durante a partida, o técnico Ron Rivera o sacou de campo, depois do QB lançar duas interceptações, e foi até o final da partida com Taylor Heinicke. 

Nesta segunda-feira, veio a confirmação por parte de Washington: Dwayne Haskins foi demitido pela equipe. Rivera declarou que esta era a melhor decisão para ambas as partes. O jogador está apenas em seu segundo ano como profissional, e foi escolhido na primeira rodada do Draft de 2019. Haskins nunca foi uma afirmação na franquia, e em 2020, Rivera só o definiu como titular próximo da temporada começar. Depois de quatro semanas, Haskins foi tirado da titularidade por não estar gostando de suas atuações. Assim, Kyle Allen virou o titular até quebrar a perna, permitindo o retorno de Alex Smith após dois anos afastado por uma lesão que quase tirou sua vida. Haskins só voltou a jogar porque Smith se machucou e ainda não está recuperado de seu problema atual, mas o episódio da festa o queimou de vez em Washington.

Cowboys elimina Eagles e ainda respira por uma vaga

Já dissemos algumas vezes que a NFC Leste de 2020 é uma festa, dada a imprevisibilidade dos jogos dos quatro times. E como o Washington perdeu, a vitória do Dallas Cowboys deu vida ao time, e ainda tirou outro da disputa pela divisão, já que o derrotado Philadelphia Eagles está fora. A vitória por 37 a 17 deixa Dallas com campanha em 6-9, obrigando a equipe a vencer o New York Giants na semana 17, e a torcer para o Washington Football Team perder o Sunday Night Football.

Bears depende agora só de si para avançar, e Jaguars vai para a primeira escolha

Com a derrota do Arizona Cardinals, o Chicago Bears entrou em campo contra o Jacksonville Jaguars para depender de suas forças para se classificar aos Playoffs. E conseguiu. O time de Mitchell Trubisky venceu por 41 a 17, dominando as ações adversárias desde o início. O Bears tem agora a campanha de 8-7, e se vencer o Green Bay Packers na semana 17, garante sua classificação à pós-temporada.

A situação do Jacksonville Jaguars já é oposta. O time chega a campanha de 1-14, e por causa da vitória do New York Jets, a equipe tem confirmada a pior campanha geral de toda a NFL em 2020. Assim, o Jaguars será o time com a primeira escolha geral no Draft de 2021.

Com desfalques no ataque, Browns cai para o Jets e complica sua situação

O Cleveland Browns entrou em campo com quatro wide receivers afastados na lista da Covid-19, incluindo Jarvis Landry. Com isso, Baker Mayfield teve em seu corpo de recebedores praticamente só jogadores reservas, ou que estavam no Pratice Squad da equipe. O time jogou mal contra o New York Jets e saiu de campo derrotado pelo placar de 23 a 16. O Jets, que até semana passada sequer tinha uma vitória, agora está com 2-13, e afastou de vez da possibilidade de ser o pior time da NFL. Já a situação do Browns fica complicada, pois o time caiu para sétimo na classificação da AFC, e jogará pressionado a vencer o Pittsburgh Steelers. Se perder, e o Indianapolis Colts vencer, Cleveland novamente estará fora da pós-temporada.

Ranking da classificação

Abaixo, acompanhe como está a classificação para os Playoffs dentro da AFC e na NFC. Vale lembrar que, em 2020, serão sete classificados por conferência, sendo os campeões de divisão mais os três melhores entre os não-campeões divisionais. Em asterisco, os times já classificados.

AFC

Líderes das divisões

Kansas City Chiefs*** (14-1)

Pittsburgh Steelers** (12-3)

Buffalo Bills** (11-3)

Tennessee Titans (10-5)

Wildcard

Miami Dolphins (10-5)

Baltimore Ravens (10-5)

Cleveland Browns (10-5)

Ainda na briga

Indianapolis Colts (10-5)

NFC

Líderes nas divisões

Green Bay Packers** (12-3)

New Orleans Saints** (11-4)

Seattle Seahawks** (11-4)

Washington Football Team (6-9)

Wildcard

Tampa Bay Buccaneers* (10-5)

Los Angeles Rams (9-6)

Chicago Bears (8-7)

Ainda na briga

Arizona Cardinals (8-7)

Dallas Cowboys (6-9)

New York Giants (5-10)

***Time com vantagem no mando de campo dos Playoffs da conferência

** Campeão de divisão

* Vaga garantida nos Playoffs



quinta-feira, 24 de dezembro de 2020

Os cenários para os Playoffs nos confrontos da semana 16 da NFL

Desta vez o Papai Noel terá que ver sozinho os jogos da rodada de Natal

Chegou o Natal, aquela época maravilhosa, na qual trocamos presentes e temos aquela abundância de variedades alimentícias na hora da ceia – apesar da uva passa e da maçã na maionese, as vilãs do jantar. E também, na torcida para que seja uma festividade com poucas pessoas, pois continuamos em uma pandemia. E enquanto a hora da comida não chega, é dada a hora de lembrarmos que a NFL está em sua reta final na temporada regular. A semana 16 se aproxima e emoção não vai faltar nos jogos que restam.

Nesta quinta-feira, 24 de dezembro, não teremos o Thursday Night Football. O último TNF da temporada foi na semana passada, e nesta semana, a liga trará jogos por quatro dias consecutivos, já que acabou a temporada regular do College Football. Na sexta-feira de Natal, New Orleans Saints e Minnesota Vikings abrem os trabalhos da semana 16. No sábado, 26, mais três jogos serão realizados. Domingo, 27, tem 12 partidas na gostosa maratona semanal que se estende por horas. E fechando a penúltima semana, na segunda-feira, 28, tem o Monday Night Football – o último de 2020.

Por ser uma liga relativamente curta, a duas semanas do fim da temporada regular, ainda há muita disputa em jogo. Apenas dois dos 16 jogos da próxima rodada não envolvem pelo menos um time que tenta uma vaga à pós-temporada: Houston Texans e Cincinnati Bengals, e Los Angeles Chargers contra o Denver Broncos – ambos duelos marcados para domingo.

O ano de 2020 é o primeiro em que sete franquias se classificarão aos Playoffs em cada conferência, e não mais seis pela AFC e NFC, como era até 2019. Seis das 14 vagas totais à pós-temporada já estão garantidas, faltando apenas a confirmação do posicionamento de cada equipe. Além disso, a primeira posição geral da conferência se tornou ainda mais importante, pois somente o melhor colocado avança direto ao Divisional Round, enquanto os demais já correm o risco de caírem no Wildcard.

A partir dos próximos parágrafos, você confere resumidamente a situação de cada time que ainda está vivo na vaga aos Playoffs. Na Conferência Americana (AFC), há seis times brigando por quatro vagas restantes. E pela Conferência Nacional (NFC) a disputa é mais acirrada, com nove franquias que ainda tentam as quatro vagas a serem preenchidas. Acompanhe abaixo.

New Orleans Saints (10-4) x Minnesota Vikings (6-8) (sexta-feira, 18h30)

O Saints, que já teve na liderança geral da NFC, está classificado à pós-temporada, mas o confronto natalino contra o Minnesota Vikings ainda vale muito para a franquia de Nova Orleans. Uma vitória garante o título da NFC Sul, o que dá o direito de um jogo em casa nos Playoffs. Além disso, se o Saints vencer, e o Green Bay Packers perder, ainda é possível ter a melhor campanha da Conferência Nacional, desde que o Packers perca também na semana 17, somado a mais uma vitória de New Orleans.

Já a situação do Vikings é mais dramática. A equipe precisa vencer à todo custo para seguir sonhando com a sétima posição na NFC e assim chegar no Wildcard. Além de vencer, será necessário que Minnesota vença também na semana 17, somado a duas derrotas do Arizona Cardinals (atual sétimo colocado) e a uma derrota do Chicago Bears (que atualmente está à sua frente).

Detroit Lions (5-9) x Tampa Bay Buccaneers (9-5) (sábado, 15h)

Enquanto o Detroit Lions joga para cumprir tabela, por já estar eliminado, a primeira partida de sábado vale a real possibilidade de o Tampa Bay Buccaneers retornar aos Playoffs após 13 anos. A equipe do quarterback Tom Brady garante a sua classificação com uma vitória já nesta semana. Além disso, se vencer os dois últimos jogos, e o New Orleans Saints perder os dois confrontos restantes, o Buccaneers avança como campeão da NFC Sul. 

Arizona Cardinals (8-6) x  San Francisco 49ers (5-9) (sábado, 18h30)
 
A partida entre rivais da NFC Oeste vale mesmo para o Arizona Cardinals, pois o 49ers não tem mais chances de classificação. O time atualmente é o sétimo na classificação geral da Conferência Nacional. É possível que a classificação venha nesta semana, se o Cardinals vencer o 49ers, somado a uma derrota do Chicago Bears. 

Las Vegas Raiders (7-7) x Miami Dolphins (9-5) (sábado, 22h15)

Finalizando a rodada de sábado, Raiders e Dolphins farão o primeiro duelo em que os dois quarterbacks titulares são de origem do estado do Havaí. Marcus Mariota jogará por Las Vegas no lugar do lesionado Derek Carr, e o calouro Tua Tagovailoa é o titular de Miami. O jogo é de vida ou morte para os dois times da AFC.

O Raiders vive a situação mais complexa. Fora da zona de classificação à pós-temporada, precisa vencer o Dolphins e o Denver Broncos na semana 17, e torcer para que Miami perca também na última rodada, e que o Baltimore Ravens saia derrotado em seus dois últimos jogos. Já o Dolphins, atual sétimo colocado na AFC, precisa vencer Las Vegas e o Buffalo Bills para avançar aos Playoffs sem ter de secar ninguém.

Pittsburgh Steelers (11-3) x Indianapolis Colts (10-4) (domingo, 15h)

Depois de uma série de 11 jogos sem perder, o Pittsburgh Steelers passou a conviver com o drama de encarar três derrotas consecutivas, e se antes a equipe brigava pela melhor campanha da AFC, agora vive a incerteza até de ser a campeã da sua própria divisão, a AFC Norte. Mesmo classificado, o time do técnico Mike Tomlin entrará em campo precisando da vitória. Se vencer e o Cleveland Browns perder, Pittsburgh confirma o título da divisão. Porém, o próximo confronto é contra uma equipe que permanece viva na briga pela classificação.

A equipe de Indianapolis está atualmente na zona de classificação. O avanço à pós-temporada pode ser confirmado nesta rodada, se vencer e o Miami Dolphins e o Baltimore Ravens perderem. A franquia também briga pelo título da AFC Sul, e está atrás do Tennessee Titans na divisão – ambos têm campanhas iguais, com a vantagem do Titans nos critérios de desempate.

Atlanta Falcons (4-10) x Kansas City Chiefs (13-1) (domingo, 15h)

Patrick Mahomes é um dos favoritos ao prêmio de MVP da temporada, e diante do eliminado Atlanta Falcons, tem a oportunidade de confirmar a melhor campanha dentro da AFC com uma vitória. Os atuais campeões do Super Bowl perderam apenas um jogo neste ano, e vêm de uma imponente vitória sobre o New Orleans Saints. O Kansas City Chiefs precisa de apenas uma vitória para confirmar a folga na primeira fase da pós-temporada.

Jacksonville Jaguars (1-13) x Chicago Bears (7-7) (domingo, 15h)

Primeiro time fora da zona de classificação aos Playoffs, o Chicago Bears joga pressionado a vencer seus dois últimos jogos. Além disso, o time também precisa torcer por duas derrotas do Arizona Cardinals para que possa avançar na fase seguinte. Eliminado, o Jacksonville Jaguars luta para não ficar com a pior campanha da NFL, posição em que ocupa neste momento.

Baltimore Ravens (9-5) x New York Giants (5-9) (domingo, 15h)

O Baltimore Ravens de Lamar Jackson, MVP da temporada passada, é o primeiro time da AFC fora da zona de classificação aos Playoffs. Mesmo com a grande campanha, a equipe não depende apenas de si para avançar. É necessário que o Ravens vença seus dois últimos jogos, e tenha de torcer por uma derrota do Miami Dolphins ou do Indianapolis Colts, ou por duas derrotas do Tennessee Titans para avançar.

A situação do New York Giants é para brigar pelo título da NFC Leste, já que não há mais chances de avanço por uma das vagas de Wildcard da NFC. Atualmente em terceiro na divisão, o time precisa vencer Ravens e o rival Dallas Cowboys na semana 17, e torcer por uma derrota do Washington Football Team para se classificar. Se o time de Nova York perder um dos confrontos restantes estará matematicamente eliminado.

New York Jets (1-13) x Cleveland Browns (10-4) (domingo, 15h)

Após vencer o Los Angeles Rams e deixar de ser o pior da NFL, o New York Jets joga apenas para cumprir tabela na semana 16. Outrora um time que passou por constantes fiascos nos últimos anos, o Cleveland Browns deu uma guinada ao caminho de vitórias, e se vencer o Jets, somada a uma derrota de Miami Dolphins ou Baltimore Ravens, garante a classificação já neste final de semana. O Browns é o time há mais tempo sem disputar os Playoffs, e desde 2002 isso não acontece. Além disso, Cleveland também pode vencer a AFC Norte, se vencer na semana 16 e derrotar o Pittsburgh Steelers na semana 17, contando também com uma derrota de Pittsburgh neste domingo.

Washington Football Team (6-8) x Carolina Panthers (4-10) (domingo, 18h05)

Líder da NFC Leste, o Washington Football Team depende apenas de suas forças para ser o campeão da divisão. Se vencer os dois jogos, garante a vaga aos Playoffs com 50% de aproveitamento, sem entrar na estatística de ser campeão de divisão perdendo mais jogos que vencendo. Washington pode confirmar sua vaga à pós-temporada já nesta semana, se vencer o eliminado Carolina Panthers, e o Dallas Cowboys e o New York Giants também perderem. A dúvida para o time da capital dos Estados Unidos é saber quem será o quarterback titular. Alex Smith não jogou na semana passada, e é dúvida para a semana 16. Se Smith não entrar em campo, o time irá de Dwayne Haskins na posição, mesmo sem estar com boa moral na franquia. Ele foi multado em US$ 40 mil dólares por ser flagrado em uma festa após o jogo da semana anterior contra o Arizona Cardinals. A multa foi por quebra dos protocolos de segurança contra a Covid-19. 

Dallas Cowboys (5-9) x Philadelphia Eagles (4-9-1) (domingo, 18h25)

O Dallas Cowboys é o atual vice-líder da NFC Leste, e só pode avançar aos Playoffs se vencer a divisão. Para isso acontecer, a franquia precisa vencer o Eagles na semana 16 e o New York Giants na semana 17, além de torcer por duas derrotas do Washington Football Team. Para o Eagles se classificar, basta que a equipe vença os dois últimos jogos, contra Cowboys e Washington, e ainda terá de torcer para Washington perder seu jogo contra o Carolina Panthers. 

Seattle Seahawks (10-4) x Los Angeles Rams (9-5) (domingo, 18h25)

O Seattle Seahawks já está classificado, e atualmente é líder da NFC Oeste. E o duelo justamente com o rival da divisão pode definir o título para Seattle se houver vitória sobre o Los Angeles Rams. Além disso, o Seahawks ainda pode ser o melhor time da NFC, se vencer os próximos dois jogos e o New Orleans Saints e o Green Bay Packers perderem as duas partidas restantes.

Por outro lado, o Rams depende apenas de suas forças para ser o melhor da sua divisão. Se vencer o Seahawks, Los Angeles volta à liderança da divisão e confirma sua classificação aos Playoffs. E vencendo também o Arizona Cardinals na semana 17, confirma o título e o mando de campo em um jogo da pós-temporada.

Green Bay Packers (11-3) x Tennessee Titans (10-4) (domingo, 22h20)

Classificado e campeão da NFC Norte, o Green Bay Packers joga apenas para tentar a primeira posição geral na NFC. Para isso acontecer nesta semana 16, o time do quarterback Aaron Rodgers precisa vencer o Tennessee Titans no Sunday Night Football e torcer para que o New Orleans Saints e o Seattle Seahawks percam nesta rodada, para assim apenas cumprir tabela na semana 17.

O Titans ainda não está garantido na pós-temporada, mas se vencer e o Miami Dolphins ou o Baltimore Ravens perderem, confirmam o avanço aos Playoffs. E vencendo as duas partidas restantes, contra Packers e o Houston Texans, confirma o título da sua divisão, a AFC Sul.

New England Patriots (6-8) x Buffalo Bills (11-3) (segunda-feira, 22h15)

Para o New England Patriots, o Monday Night Football da semana 16 será uma verdadeira ressaca, pois é o primeiro jogo após a confirmação de que a equipe não tem mais chances de classificação aos Playoffs. Pela primeira vez desde 2009, New England vai entrar de férias após a semana 17. 

Por outro lado, o Buffalo Bills já é o campeão da AFC Leste, e não consegue mais alcançar o Kansas City Chiefs, mesmo que termine o ano em 13-3 e o Chiefs perca os dois últimos jogos, pois no confronto direto entre ambos, deu Kansas City. 

segunda-feira, 21 de dezembro de 2020

Seis vagas aos Playoffs estão confirmadas após a semana 15

Ao vencer o Washington Football Team, Seahawks garantiu sua classificação


Quase todos os 32 times da NFL já entraram em campo pela semana 15 da temporada regular, com a exceção para Pittsburgh Steelers e Cincinnati Bengals, que se enfrentam no Monday Night Football, às 22h15. Neste final de semana, teve rodada da NFL no sábado, 19 de dezembro, com dois jogos, e no domingo, 20, com a realização de outras 12 partidas.

Caso tenha perdido algum fato importante, este é o texto que você usará para se informar sobre alguns dos principais momentos do final de semana. Sigam abaixo.

Favoritos, Bills e Packers vencem seus confrontos de sábado

Por já ter terminado a temporada regular do College Football, a NFL colocou duas partidas no sábado nesta semana 15. E nestes confrontos, houve a definição de mais um classificado aos Playoffs. O Buffalo Bills venceu fora de casa o Denver Broncos, pelo enorme placar de 48 a 19. O resultado classificou o Bills aos Playoffs como campeão da AFC Leste, divisão ao qual a franquia não vencia desde 1995. A equipe do quarterback Josh Allen ainda pode beliscar a possibilidade de ser a melhor da AFC, mas para isso, não poderia ser mais derrotada e o Kansas City Chiefs, atual primeiro colocado, teria que perder os seus dois últimos jogos.

A partida seguinte foi a do já classificado Green Bay Packers contra o Carolina Panthers. Após o Packers abrir 21 a 3 em suas três primeiras campanhas ofensivas, a equipe relaxou e viu o adversário se aproximar no placar. Porém, ao final do jogo, Green Bay garantiu a vitória por 24 a 16, mantendo a liderança geral da NFC. O título da sua divisão, a NFC Norte, já está garantido.

Chiefs vence Saints na volta de Drew Brees

O principal jogo de domingo não foi o Sunday Night Football, mas sim o duelo entre New Orleans Saints e Kansas City Chiefs. O confronto que poderia ser um Super Bowl, dadas as forças atuais das duas equipes, rendeu grandes jogadas e emoção até os últimos minutos. Mas em campo, o Chiefs levou a melhor, garantindo campanha em 12-1 e encaminhando a confirmação geral da primeira posição na AFC. 

Pelo Saints, a partida marcou a volta de Drew Brees após quatro semanas. Ele havia fraturado 11 ossos da costela durante um jogo, e visivelmente o quarterback atuou sem estar 100%. Mesmo assim, ele passou para 234 jardas, três touchdowns e uma interceptação. Já Patrick Mahomes, o quarterback de Kansas City, teve outra grande atuação, passando para 254 jardas e três touchdowns.

Seahawks sofre no final, mas vence e se classifica

O Seattle Seahawks venceu o Washington Football Team por 20 a 15, e garantiu matematicamente uma vaga nos Playoffs – o título da divisão ainda não está garantido. A vitória foi mais dramática que o esperado, já que o Seahawks vencia por 20 a 3 até o início do último quarto. E sem Alex Smith, machucado, o time da capital dos Estados Unidos foi à campo com Dwayne Haskins, que inclusive lançou uma hail mary para tentar a virada, sem sucesso. 

Agora, o Seahawks tem campanha de 10-4, e lidera a NFC Oeste, com uma vitória a mais que o Los Angeles Rams, segundo colocado na divisão. Já Washington encerra a sua sequência de vitórias, mas continua na liderança da NFC Leste com 6-8.

Falcons sofre nova virada inacreditável, e Buccaneers se aproxima de retorno aos Playoffs

Desde o Super Bowl LI, em que vencia por 28 a 3 e saiu derrotado, o Atlanta Falcons virou sinônimo de equipe que não consegue sustentar uma vantagem larga no placar. Em 2020, o time já havia perdido dois jogos de maneira inacreditável, e, na semana 15, novamente foi vítima da Falconizada – termo usado em derrotas semelhantes com inspiração justamente na franquia de Atlanta.

Contra o Tampa Bay Buccaneers, o time vencia por 17 a 0 no primeiro tempo. Mas na metade final, o Buccaneers reagiu, e no último quarto, virou no placar, garantindo a vitória por 31 a 27. Tom Brady, que também foi o algoz de Atlanta na referida decisão, passou para 390 jardas e dois touchdowns, sendo um deles justamente o da virada. A equipe de Tampa agora tem 9-5, e se aproxima da conquista de uma das vagas aos Playoffs, o que não acontece desde 2007. Derrotado, o Falcons já estava matematicamente eliminado.

Dolphins vence e elimina o New England Patriots

Jogando em casa, o Miami Dolphins venceu o New England Patriots com tranquilidade, pelo placar de 22 a 12. A vitória deixa a franquia da Florida com campanha em 9-5, na sétima posição geral dentro da AFC, mas ainda longe de estar com a vaga garantida nos Playoffs por conta do Baltimore Ravens (primeiro fora da zona de classificação) também ter 9-5. O destaque do Dolphins vai para o jogo terrestre, que conseguiu mais de 250 jardas totais. Salvon Ahmed correu para 122 jardas e um touchdown, e Matt Breida correu para 86 jardas. O quarterback Tua Tagovailoa não passou para nenhum TD, mas foi duas vezes à endzone carregando a bola.

Pelo New England Patriots, a derrota acaba de vez com as chances de avanço à pós-temporada. É a primeira vez em 11 anos que a franquia não chega aos Playoffs. Desde setembro, ficou claro que o time treinado por Bill Bellichick tinha sérios problemas no ataque, principalmente com as más atuações dos recebedores, e com as interceptações lançadas em excesso pelo quarterback Cam Newton.

Disputa pelas vagas restantes na AFC fica ainda mais restrita

Após a semana 15, são três times garantidos pela Conferência Americana nos Playoffs, sendo sete classificados ao todo por conferência. Enquanto Kansas City Chiefs, Pittsburgh Steelers e Buffalo Bills lutam já pela posição final para as partidas eliminatórias, outras seis equipes ainda brigam pelas quatro vagas restantes.

Líder da AFC Sul com 10-4, o Tennessee Titans bateu o Detroit Lions pelo placar de 46 a 25, mantendo a ponta da divisão que segue indefinida, pois o Indianapolis Colts, também com 10-4, levou a melhor em seu confronto, derrotando o Houston Texans por 27 a 20. O Cleveland Browns ainda não está classificado, e matematicamente ainda tem chances de vencer a AFC Norte, com 10-4 no momento. Neste domingo, a franquia bateu o New York Giants por 20 a 6 no Sunday Night Football, e está próxima de voltar à pós-temporada pela primeira vez desde 2002. O Miami Dolphins é atualmente o sétimo na classificação geral, com 9-5, assim como o Baltimore Ravens, que bateu o Jacksonville Jaguars por 40 a 14 – Baltimore é o primeiro time fora da zona de classificação à pós-temporada. Derrotado no Thursday Night Football para o Los Angeles Chargers, o Las Vegas Raiders, com 7-7, ainda tem chances matemáticas de classificação, mas para isso precisaria vencer seus dois últimos jogos e torcer por derrotas de Dolphins e Ravens nas duas últimas rodadas.

NFC Leste volta a ficar equilibrada

Com a derrota do Washington Football Team, somada a vitória do Dallas Cowboys, a disputa interna na NFC Leste continua indefinida, e com todos os quatro times com chances de classificação aos Playoffs.

Washington é o único time na divisão com seis vitórias. E também o único que, com duas vitórias, se classifica sem depender de ninguém. O Dallas Cowboys, que venceu o San Francisco 49ers por 41 a 33, é agora o novo vice-líder da divisão, e tem campanha de 5-9. Por ter perdido para o Cleveland Browns, o New York Giants, também com 5-9, virou o terceiro na NFC Leste, e fica atrás do Cowboys nos critérios de desempate. 

Quem está mais atrás na disputa é o Philadelphia Eagles, com 4-9-1. O time perdeu para o Arizona Cardinals por 33 a 26, mas ainda tem chances matemáticas de classificação – se vencer seus dois jogos restantes e Washington perder as duas últimas partidas, e Cowboys e Giants não vencerem mais que um confronto. Pior divisão da NFL, a NFC Leste vai permitir uma das disputas mais acirradas nas semanas 16 e 17.

Jets vence o primeiro jogo em 2020

Foi na semana 15 da temporada de 2020 que o último time da NFL sem vitórias, enfim, venceu. O New York Jets derrotou o Los Angeles Rams fora de casa, pelo surpreendente placar de 23 a 20. A vitória neste confronto era inesperada, dado o fato de que o Rams, com 9-5, era o líder da NFC Oeste e continua firme na briga por uma vaga aos Playoffs.

Além disso, o Jets liderou no placar desde o início, com direito a punt bloqueado e uma interceptação no quarterback do Rams, Jared Goff. Agora, a franquia de Nova York tem a campanha de 1-13, e deixa de ser a pior de toda a NFL. O Jacksonville Jaguars também tem 1-13, e fica atrás do Jets nos critérios de desempate. Se a temporada regular de 2020 terminasse hoje, seria Jacksonville o time com a primeira escolha geral do Draft de 2021.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

Troca de líderes nas conferências e novos classificados aos Playoffs marcam a semana 14 da NFL

Green Bay Packers garante vaga aos Playoffs com mais um título da NFC Norte (foto: Carlos Osorio/AP)

Chegou a segunda-feira pós-rodada da NFL, e por conta disso, trazemos aqui no Left Tackle Brasil aquele resumo caprichado do que aconteceu de mais importante nos jogos da semana 14, realizados neste domingo, 13 de dezembro. Das 14 vagas disponíveis aos Playoffs, em janeiro, quatro delas já estão garantidas, ficando indefinido, para estes classificados, a posição na tabela para saber se jogam o Wildcard, ou se entram nos mata-matas pelo Divisional Round – em 2020, apenas o melhor de cada conferência pula uma fase da pós-temporada.

Confira logo abaixo um resumo de tudo o que aconteceu de importante nos jogos deste final de semana.

Packers conquista a NFC Norte e vira líder da Conferência Nacional

O Green Bay Packers venceu o seu rival de divisão, o Detroit Lions, pelo placar de 31 a 24. O resultado coloca o time de Aaron Rodgers e companhia como campeão da NFC Norte, e com o adicional de se tornar o líder da NFC como um todo, graças à derrota do New Orleans Saints. O time, apelidado pelos torcedores nos últimos anos como Rei do Norte, conquistou a divisão pela 11ª primeira vez (a NFC Norte foi criada em 2002), até pelo fato de o Packers ter mais títulos de divisão que todos os seus rivais juntos.

Foi mais um dia em que Aaron Rodgers estava inspirado, responsável pelos quatro touchdowns de Green Bay, passando para três deles e correndo para mais um. Do outro lado do campo, o Lions chegou a assustar no último quarto, mas o bom desempenho do Packers ao longo de toda a partida não foi o suficiente para uma reação mais efetiva da franquia de Detroit.

Chiefs vira líder da AFC e é campeão da AFC Oeste pelo quinto ano seguido

A vitória sobre o Miami Dolphins por 33 a 27 definiu o Kansas City Chiefs como campeão da sua divisão, a AFC Oeste. É o quinto título consecutivo da franquia treinada por Andy Reid, fruto do bom trabalho de gestão implementado pelo Chiefs nos últimos anos. E com o adicional do quarterback Patrick Mahomes.

Apesar de Mahomes ser o destaque na vitória do Chiefs, ele teve momentos sofridos ao longo do jogo. A defesa de Miami forçou um impressionante sack no quarterback, que quase rendeu um safety ao Dolphins. O camisa 15 também lançou três interceptações, mais do que tinha lançado em toda a temporada antes desta partida. Mas apesar disso, Mahomes passou para dois TDs e 393 jardas. E o Chiefs conseguiu uma imponente vantagem no placar entre o segundo e terceiro períodos, confirmando a vitória mesmo com o Dolphins anotando 17 pontos no último quarto. Agora, a equipe de Kansas City está na ponta da Conferência Americana, após a sua vitória somada à derrota do Pittsburgh Steelers.

Bills domina Steelers no Sunday Night Football

Até a semana 12, o Pittsburgh Steelers era o único time invicto da NFL. Passados os dois últimos jogos, essa invencibilidade não só caiu como agora o time tem duas derrotas consecutivas. Contra o Buffalo Bills no Sunday Night Football, diante de uma neve que caiu em Buffalo, o Steelers não resistiu e foi derrotado por 26 a 15. 

Pelo Bills, o resultado é ótimo, pois praticamente garante a franquia nos Playoffs, e, com 10-3, deixa o time muito próximo também da conquista da AFC Leste – a qual, pela primeira vez em 11 anos, não será vencida pelo New England Patriots. A classificação aos mata-matas pode ser confirmada nesta segunda-feira se o Cleveland Browns vencer o Baltimore Ravens. Os destaques de Buffalo foram o quarterback Josh Allen, que passou para dois touchdowns, e a defesa, que interceptou Ben Roethlisberger duas vezes, sendo uma delas com retorno para touchdown. 

Derrotado, o Steelers já está classificado, e continua líder da AFC Norte. Porém, o comando da conferência não é mais da franquia. Se o Steelers vencer mais um jogo, garante pelo menos o título da divisão.

Hurts estreia como titular com vitória do Eagles

O assunto que movimentou os últimos dias foi a decisão do técnico Doug Pederson, do Philadelphia Eagles, de tirar o quarterback Carson Wentz da titularidade e alçar o calouro Jalen Hurts na posição. E o novato estreou com vitória sobre o New Orleans Saints por 24 a 21, passando para 167 jardas e um touchdown, e correndo para mais 106 jardas. O resultado garante apenas a quarta vitória do Eagles em 2020, e que ainda dá um pouco de esperanças para o time se classificar aos Playoffs (já que o líder da divisão, o Washington Football Team, tem 6-7, e o Eagles tem 4-8-1).

Já o Saints tem 10-3, e deixou a liderança geral da NFC. A equipe já está classificada e ainda precisa de mais uma vitória para pelo menos garantir o título da NFC Sul, a sua divisão. 

Colts e Titans vencem, acirrando batalha pela AFC Sul

A divisão Sul da AFC vai ficar mesmo entre Indianapolis Colts ou Tennessee Titans, já que oficialmente estão eliminados o Houston Texans e o Jacksonville Jaguars. E Colts e Titans, ambos com 9-4, venceram os seus jogos de domingo por placares largos. A equipe do Tennessee Titans teve a vitória por maior vantagem, batendo o Jaguars por 31 a 10. Novamente o running back Derrick Henry foi  o destaque de Tennessee, correndo para 212 jardas e dois touchdowns, além dos dois TDs lançados pelo quarterback Ryan Tannehill. Do lado do Jaguars, que tenta não ter a pior campanha da NFL em 2020, a boa notícia foi a volta de Gardner Minshew. Ele começou como reserva, ainda se recuperando de uma lesão, e entrou no segundo tempo, fazendo um passe para touchdown.

Já o Indianapolis Colts bateu o Las Vegas Raiders por 44 a 27. Foi uma atuação dominante, na qual o time praticamente garante sua classificação aos Playoffs, já que foi um confronto direto com o Raiders, que agora tem 7-6. A atuação foi tão impressionante por Indianapolis que em apenas uma oportunidade o time chutou um punt em devolução de posse de bola. O quarterback Philip Rivers teve uma boa atuação, passando para 244 jardas e dois touchdowns, e o running back Jonathan Taylor correu para dois touchdowns.

Seahawks se recupera e volta a vencer

O Seattle Seahawks estava vivendo uma má fase nos últimos jogos, e aproveitou o duelo contra o New York Jets para voltar a vencer e por uma larga vantagem, vencendo por 40 a 3. É bem verdade que a vitória foi sobre o pior time da NFL, mas dá moral para o time seguir na disputa pelo título da NFC Oeste, ou até mesmo beliscar a possibilidade de terminar o ano como o melhor da NFC como um todo, embora tenha de depender das derrotas de outros times.

Washington vence e se torna o líder da NFC Leste

A boa sequência de vitórias do Washington Football Team rendeu à equipe a liderança da NFC Leste. A divisão continua sendo uma festa, e a campanha da franquia ainda é de mais derrotas que vitórias, com 6-7. A questão preocupante é que o quarterback Alex Smith se machucou na partida, mas segundo o técnico Ron Rivera, é possível que Smith possa continuar jogando nas próximas semanas.

Cardinals bate Giants e segue na briga pelo Wildcard

O Arizona Cardinals venceu o New York Giants por 26 a 7, e se mantém firme na briga por uma das vagas de Wildcard. A equipe tem agora 7-6 e ocupa a última vaga aos Playoffs, Mas no momento, nada ainda está garantido, mas a vitória dá uma moral para as últimas semanas. Já o Giants, que teve o retorno de Daniel Jones como quarterback titular, fica em situação mais complicada, e perdeu a liderança da NFC Leste para Washington.

Buccaneers vence e abre vantagem para se classificar

Um dos últimos times a folgar em 2020, o Tampa Bay Buccaneers voltou a jogar e venceu o Minnesota Vikings por 26 a 14. A vitória deixa o time com campanha em 8-5, e coloca duas vitórias de vantagem sobre o primeiro time fora da zona de Wildcard (justamente o próprio Vikings). Com o resultado, o Buccaneers fica a uma vitória de se consolidar de vez nos Playoffs de 2020, 13 anos depois de sua última aparição na pós-temporada.

Outros resultados

A rodada de domingo também teve lei do ex, já que o quarterback Andy Dalton, do Dallas Cowboys, levou a melhor sobre o seu ex-time, o Cincinnati Bengals, em vitória por 30 a 7; o Chicago Bears derrotou, e eliminou, o Houston Texans por 36 a 7; o Denver Broncos venceu o Carolina Panthers por 32 a 27; também teve a vitória do Los Angeles Chargers sobre o Atlanta Falcons por 20 a 17, derrota que custou a eliminação de Atlanta. 

Fechando a semana 14, tem o Cleveland Browns enfrentando o Baltimore Ravens. O Browns tem campanha de 9-3, e se vencer, fica muito próximo de voltar aos Playoffs após 18 anos. Já o Ravens precisa da vitória, pois se perder, as chances de classificação se reduzem, e a equipe poderá ficar de fora da pós-temporada.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

Maratona NFL – temporada 3, episódio 19 – comentários sobre Carson Wentz na reserva, e as investigações após a derrota do Jets



No episódio desta semana do Maratona NFL, dois assuntos foram os principais destaques do nosso podcast, e foram bastante analisados pelos nossos comentaristas Carlos Oliveira, Mia Mastrocolo e Ruan Nascimento. O primeiro grande assunto foi a decisão do técnico do Philadelphia Eagles, Doug Pederson, de tirar a titularidade do quarterback Carson Wentz após o mau desempenho do jogador nesta temporada. Há um texto em nosso site falando mais detalhes sobre esta notícia, e você pode conferir clicando aqui.

O outro tema de destaque do podcast vai para a investigação que a NFL abriu para apurar se houve um movimento intencional por parte do New York Jets de perder o jogo para o Las Vegas Raiders no último domingo. O lance em questão foi o touchdown da virada do Raiders, a cinco segundos do final. A equipe de Las Vegas precisava de um TD para virar o jogo, e o passe longo para a endzone era a única coisa a ser feita. Surpreendentemente, o Jets colocou oito jogadores para pressionar o quarterback Derek Carr, e não recuar toda a defesa para impedir a recepção para touchdown. Como consequência após a derrota, que deixa o time em 0-12, o coordenador defensivo do time, Greg Williams, foi demitido.


Ouça o Maratona NFL conosco, pelo Spotify, pelo Apple Podcasts ou em demais plataformas, pelo Anchor.

Se preferir, ouça o programa abaixo. 

segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

A briga pelos Playoffs após a rodada de domingo pela semana 13

 

Saints é o primeiro time a garantir classificação para os Playoffs (foto: Brynn Anderson/AP)

Neste domingo, 6 de dezembro, começou a semana 13 da temporada 2020 da NFL. E já iniciou com rodada, com a realização de 12 jogos, em uma semana na qual não houve a realização do Thursday Night Football. O jogo seria entre Baltimore Ravens e Dallas Cowboys, mas diante de um surto de Covid-19 no elenco do Ravens, a partida foi adiada para esta terça-feira, 8, concluindo a semana.

E após 13 semanas, ou após 12 jogos para todos os times, finalmente saiu o primeiro classificado aos Playoffs: o New Orleans Saints, que tem a melhor campanha da NFC no momento, mas ainda pode cair para uma das vagas de Wildcard se perder. Outras equipes encaminharam suas vagas aos mata-matas em janeiro, enquanto Los Angeles Chargers e Cincinnati Bengals confirmaram suas eliminações neste ano. Confira abaixo o resumo da rodada.

Saints mantém invencibilidade mesmo sem Drew Brees, e garante classificação

O New Orleans Saints conquistou sua décima vitória nesta temporada, ao bater o Atlanta Falcons por 21 a 16. A partida foi a terceira sem a presença de Drew Brees pela equipe de New Orleans, e o reserva Taysom Hill jogou bem. Passando com a bola, ele lançou para 232 jardas e dois touchdowns (os primeiros TDs de passes dele desde que virou titular), e correndo para mais 83 jardas. O running back Alvin Kamara foi outro destaque, correndo 88 jardas e anotando também um TD. 

Com a vitória, o Saints garante a primeira vaga aos Playoffs desta temporada. Com 10-2, o time lidera a classificação geral da NFC, mas ainda pode perder este posto ou até mesmo a liderança da sua divisão, a NFC Sul. Portanto, New Orleans ainda tem mais algumas batalhas até o final da temporada.

Chiefs se aproxima do título da divisão

Em um jogo mais difícil do que se esperava, o Kansas City Chiefs venceu o Denver Broncos por 22 a 16 no Sunday Night Football, e fica muito próximo do título da AFC Oeste. A campanha do Chiefs, em 11-1, ainda pode ir além, pois o time briga pela primeira posição da Conferência Americana. Basta uma vitória apenas para que os atuais campeões do Super Bowl cheguem aos Playoffs.

Foi uma noite mais difícil para Patrick Mahomes e companhia, já que a defesa do Denver Broncos freou bem as ações ofensivas adversárias. Apesar disso, Mahomes lançou para 318 jardas e um touchdown, para o tight end Travis Kelce, que fez história ao ser o primeiro atleta da posição a conseguir cinco temporadas com 1000 jardas de recepção. Derrotado, o Broncos fica cada vez mais distante de qualquer possibilidade de ir à pós-temporada. Desta vez, o time foi à campo com seu quarterback titular, Drew Lock, e não com alguém improvisado na posição, como contamos aqui na semana passada. 

Packers domina Eagles e fica perto do título da NFC Norte

Com muita tranquilidade, o Green Bay Packers venceu o Philadelphia Eagles por 30 a 16, e está próximo de conquistar a NFC Norte. E não só isso, a equipe do Wisconsin briga pela primeira posição geral dentro da NFC, com uma vitória a menos que o New Orleans Saints, porém levando a vantagem no confronto direto caso os dois times tenham a mesma campanha. 

Mais uma vez, Aaron Rodgers jogou bem, e lançou três passes para touchdown. Com 36 anos, ele continua firme na briga para ser o MVP da temporada de 2020. Dois deles foram para o wide receiver Davante Adams, que completou 121 jardas de recepção.

Por outro lado, a derrota do Eagles, que agora está com 3-8-1, pode ter significado o fim da era Carson Wentz como quarterback titular. Assim como já vinha fazendo em 2020, ele jogou muito mal novamente, acertando seis passes apenas, para 79 jardas. No terceiro quarto, o técnico Doug Pederson o tirou de campo para dar chance ao calouro Jalen Hurts, que foi melhor que Wentz mesmo tendo sido interceptado uma vez. Philadelphia anotou 13 pontos no último quarto, contra apenas 3 nos três períodos anteriores, e Hurts fez um passe para touchdown.

Colts volta a vencer e novamente fica na briga pela AFC Sul

O Indianapolis Colts venceu o Houston Texans neste domingo, por 26 a 20, e chega agora à campanha de 8-4. Com o resultado, a equipe encosta na liderança da divisão junto com o Tennessee Titans, que leva a vantagem pelo desempenho contra rivais da AFC Sul. A vitória veio com muito drama, já que o Houston Texans (que tem 4-8 agora) tentou a virada até o último lance, quando o ataque de Houston perdeu o controle da bola na redzone após um snap mal feito. O fumble deu a posse de bola para o Colts, que se recupera após o atropelo sofrido contra o Titans na semana passada.

Rams vira líder da NFC Oeste após vencer o Arizona Cardinals

A NFC Oeste está sendo a divisão mais imprevisível de 2020. E após a semana 13, é o Los Angeles Rams o líder deste grupo, por ter vencido o Arizona Cardinals por 38 a 28, prejudicar o rival na busca por uma vaga nos Playoffs, e ainda ter contado com a sorte do Seattle Seahawks ter perdido. No duelo equilibrado, se destacou o jogo terrestre do Rams, que anotou três touchdowns, com os running backs Cam Akers e Darrell Henderson, e com o quarterback Jared Goff. Apesar da vitória, não está nada garantida a situação do Rams para a pós-temporada, já que há muita disputa dentro da NFC Oeste.

Giants surpreende Seahawks, e emplaca quatro vitórias seguidas

Vindo da NFC Leste – a divisão da NFL que é uma festa, dadas as más campanhas de todas as quatro equipes –, sem o seu quarterback titular, e enfrentando um dos melhores times da liga, o New York Giants estava longe de ser o favorito contra o Seattle Seahawks. Mas a National Football League é imprevisível, e nem sempre a lógica se confirma. O Giants venceu Seattle em pleno Lumen Field – novo nome do estádio do Seahawks – por 17 a 12.

O jogo foi muito esquisito no primeiro tempo. Seattle vencia por um estranho placar de 5 a 0, vindos de um field goal e um safety. Na etapa final, o Giants virou o jogo, e não deixou mais a vantagem no placar. Sem Daniel Jones, lesionado, o quarterback foi Colt McCoy, que passou para 105 jardas, um touchdown e uma interceptação. Já Russell Wilson tá se afastando da briga para ser o MVP da temporada, e teve outro jogo sem uma grande atuação. Wilson passou para 263 jardas, um touchdown e uma interceptação. 

Com a vitória do Giants, a equipe emplaca uma ótima sequência de quatro triunfos consecutivos, e tem agora a campanha em 5-7, liderando a NFC Leste. Já o Seahawks  perdeu a liderança da NFC Oeste, e tem agora a campanha de 8-4.

Cleveland Browns chega à nona vitória e bate Tennessee Titans

Se você olhar pelo placar final, de 41 a 35, sem ter visto a partida, poderá dizer que o Cleveland Browns sofreu para derrotar o Tennessee Titans. É bem verdade que os minutos finais foram de drama. mas a atuação de Cleveland no primeiro tempo foi irrepreensível, com o time pontuando em todas as suas campanhas. Na segunda etapa, houve sim a reação de Tennessee, com direito ao último touchdown anotado a segundos do fim, e com o kicker Stephen Gostkowski tentando um onside kick sem sucesso.

Com este resultado, o Cleveland Browns chega à 9-3, e está firme na luta para retornar à pós-temporada, o que não acontece desde 2002. Mesmo derrotado, o Tennessee Titans continua líder da AFC Sul, com 8-4, porém com a vantagem ameaçada pelo Indianapolis Colts. Vale lembrar que a liderança da divisão permite ao time jogar a primeira partida dos Playoffs em casa. 

Jets quase vence a primeira, mas vacila no fim, e coordenador defensivo é demitido

O New York Jets é atualmente o pior time da NFL. Mas neste domingo, contra o Las Vegas Raiders, por muito pouco a equipe não venceu o primeiro jogo. A equipe estava com a vantagem no placar, por 28 a 24, e a defesa havia causado um turnover on downs contra o Raiders a pouco mais de um minuto do fim. Porém, ainda houve tempo para mais uma posse de bola de Las Vegas. E a cinco segundos do final, o quarterback Derek Carr lançou o passe de 46 jardas para Henry Ruggs III anotar o touchdown da virada. O resultado deixa o Jets com a inglória campanha em 0-12, enquanto Las Vegas tem agora 7-5, e firme na briga pelos Playoffs.

Só que o lance derradeiro da partida foi totalmente estranho. O técnico Adam Gase mandou sete jogadores de defesa para cima de Derek Carr, sabendo que ele lançaria um passe em profundidade para o touchdown. A marcação em Ruggs III foi praticamente nula. E a ESPN traz um dado que prejudica o Jets. Desde 2006 (ano de início da coleta deste tipo de dados), nenhum time da NFL havia colocado sete jogadores para cima do QB adversário a segundos do fim, com o time vencendo por quatro ou mais pontos. 

Este dado dá a entender que o time abriu sua defesa intencionalmente para perder a partida, e assim ser o pior da NFL e ter a primeira escolha geral no Draft do ano que vem. Como consequência do lance polêmico, a franquia demitiu nesta segunda-feira, 7, o coordenador defensivo, Gregg Williams.

Outros resultados e próximos jogos

A semana 13 ainda teve a vitória do New England Patriots sobre o Los Angeles Chargers, por 45 a 0, mantendo as esperanças de classificação do time treinado por Bill Bellichick; a vitória, na prorrogação, do Minnesota Vikings sobre o Jacksonville Jaguars por 27 a 24; o Miami Dolphins venceu o Cincinnati Bengals por 19 a 7, se mantendo firme na briga pelo título da NFC Leste e por uma das vagas de Wildcard; e ainda, a virada do Detroit Lions sobre o Chicago Bears por 34 a 30, no primeiro jogo de Detroit sem o técnico Matt Patricia, demitido após a partida do Dia de Ação de Graças.

Fechando a rodada, nesta segunda-feira, às 19h, o Pittsburgh Steelers recebe o Washington Football Team, em jogo remarcado porque a partida anterior de Pittsburgh foi na quarta-feira passada. Na sequência, às 22h15, tem o Monday Night Football entre San Francisco 49ers e Buffalo Bills. E a rodada encerra com o jogo entre Baltimore Ravens e Dallas Cowboys. 

segunda-feira, 30 de novembro de 2020

O que houve de mais importante na rodada da semana 12

Patrick Mahomes viveu um grande dia, lançando para mais de 400 jardas (foto: Mike Ehrmann/Getty Images)

O domingo, 29 de novembro, foi de segundo turno das eleições municipais em 57 cidades brasileiras. E também foi dia de NFL. Nesta semana 12, um total de 12 jogos foram realizados no domingo, pelo fato de que duas partidas haviam ocorrido no Dia de Ação de Graças, e ainda há outras duas para acontecer fechando a rodada – Philadelphia Eagles e Seattle Seahawks, pelo Monday Night Football, e Pittsburgh Steelers e Baltimore Ravens, que seria uma das partidas do Thanksgiving, porém adiada para terça-feira, 1º de dezembro, devido a múltiplos casos de Covid-19 em atletas das duas equipes.

 Até agora, ainda não há nenhum time para dizer com segurança de que está classificado aos Playoffs. Porém, matematicamente, outras duas franquias perderam seus jogos, e foram confirmadas fora da fase de mata-mata, prevista para janeiro. Cincinnati Bengals e Jacksonville Jaguars se unem ao New York Jets no clube dos times que apenas disputam posições para o Draft do ano que vem.

Sem mais enrolações. Vamos para os tópicos com os principais jogos da rodada. 

Mahomes brilha novamente em vitória do Kansas City Chiefs

Começamos com o duelo entre os quarterbacks Tom Brady, do Tampa Bay Buccaneers, e Patrick Mahomes, do Kansas City Chiefs. Em campo, deu Mahomes, que jogou muito, na vitória do Chiefs por 27 a 24. No primeiro quarto, ele lançou dois passes gigantescos para touchdown como um grande cartão de visitas para os adversários, que jogavam em casa. Ao todo, o camisa 15 completou 37 passes, para impressionantes 462 jardas e três touchdowns, todos lançados ao wide receiver Tyrek Hill.

Já do outro lado do campo, Tom Brady passou para 345 jardas e três touchdowns, mas foi duas vezes interceptado, justamente quando o Buccaneers já tentava a recuperação no placar no segundo tempo. Com isso, o time de Tampa acumula agora 7-5, e fica bem atrás do New Orleans Saints, líder da NFC Sul, e de toda a NFC, que tem 9-2 e a vantagem de ter vencido os dois confrontos diretos. Enquanto isso, o Chiefs continua com a segunda melhor campanha da AFC, com 10-1.

Packers surra Bears em pleno horário nobre

Por mais importante que seja a rivalidade entre Green Bay Packers e Chicago Bears, era notório que o Sunday Night Football da semana 12 não prometia um duelo parelho entre os dois times. Enquanto Green Bay luta pela primeira campanha geral da NFC, o Bears foi ladeira abaixo em seu desempenho, acumulando derrotas consecutivas. E foi assim que o Packers venceu com absoluta tranquilidade, por 41 a 25. 

Com metade do jogo realizado, já era notório que o Packers venceria por larga vantagem, dado o bom entrosamento do ataque liderado pelo quarterback Aaron Rodgers, e a atuação decepcionante do QB Mitchell Trubisky, do Bears, que novamente ganhou chance como titular depois que Nick Foles se lesionou. Trubisky lançou duas interceptações bizarras, e ainda sofreu um fumble retornado para touchdown. Por sua vez, Rodgers lançou quatro passes para TD, novamente jogando em alto nível aos 36 anos. Agora, Green Bay tem 8-3, ocupando a segunda posição da NFC, enquanto o Bears passa a ter 5-6, sendo a quinta derrota consecutiva.

Saints vence Broncos em um dos piores jogos aéreos em décadas

Normalmente um jogo desproporcional no placar não é citado nos primeiros tópicos dos nossos textos de segunda-feira (isso se não for para a seção "outros resultados"), a menos que este placar seja no Sunday Night Football (caso do jogo acima) ou quando os dois quarterbacks da partida tenham um jogo de péssima atuação lançando passes. Foi o caso de New Orleans Saints e Denver Broncos.

O Saints venceu por 31 a 3. Este é o placar. Mas o que chama a atenção foi que, no segundo jogo como quarterback titular pelo time, Taysom Hill novamente não lançou nenhum passe para touchdown. E pior, passou para 78 jardas e uma interceptação. O que salva Hill de críticas mais pesadas é que ele próprio correu bastante com a bola, anotando dois touchdowns terrestres, assim como o running back Alvin Kamara. E assim, mesmo sem Drew Brees, o Saints passa a ter agora 9-2 em 2020, e permanece com a melhor campanha da NFC.

Agora precisamos falar do Denver Broncos. Um quarterback reserva do time contraiu Covid-19, e antes do teste positivo ser confirmado, ele e os demais QBs da franquia, incluindo o titular, Drew Lock, se reuniram em sala fechada, e todos sem máscaras. Assim, todos eles foram incluídos na lista Covid-19 Reserve, na qual infectados ou quem teve contato com um infectado se isolam dos demais e fiquem sem jogar. A informação saiu no sábado e, no desespero, o Broncos precisou ir atrás de um freelancer na posição, o wide receiver Kendall Hinton, que foi QB no futebol americano universitário, mas não jogava na função desde 2017 – ele estava no "Pratice Squad" do time, na qual era contratado, mas não no elenco ativo, que pode jogar. Hinton foi um fiasco, e não digo nem por ser culpa dele, já que não é mais um quarterback. Ele completou um único passe, para apenas 13 jardas, e foi interceptado duas vezes. Por conta disso, o Denver Broncos quebrou um tabu que era do San Diego Chargers, de ter mais interceptações que passes completos em um jogo.

Browns chega a 8 vitórias e Jaguars demite o GM

Na pior das hipóteses, o Cleveland Browns terminará o ano com 50% de aproveitamento. Após a vitória sobre o Jacksonville Jaguars por 27 a 25, a franquia atingiu a oitava vitória no ano, com apenas três derrotas. É a primeira vez desde 2007 que Cleveland atinge esta marca. Neste momento, o Browns ocupa uma das três vagas de Wildcard na AFC, e tem dois jogos de vantagem sobre o primeiro fora desta zona de classificação, que é o Baltimore Ravens, que ainda não jogou na semana 12.

O destaque para o Browns vai principalmente para o ataque. Baker Mayfield lançou dois passes para touchdown, enquanto o running back Nick Chubb correu para 144 jardas e um TD. Desde a chegada do técnico Kevin Stefanski, o time vive um bom momento. Será 2020 o ano em que Cleveland finalmente sairá do jejum de estar fora dos Playoffs?

Por outro lado, o Jacksonville Jaguars demitiu o general manager, Dave Caldwell. Ele estava na franquia havia oito anos, e as coisas já não estavam boas em 2020. O time venceu apenas um jogo neste ano e pode ter a primeira escolha geral no Draft do ano que vem.

Patriots reage, vence Cardinals, e permanece na briga

O bom time do Arizona Cardinals abriu 10 a 0 sobre o New England Patriots, com o quarterback Kyler Murray jogando bem e a defesa fazendo turnovers. Porém, o time cometeu erros cruciais no final do jogo, que resultaram na vitória de New England por 20 a 17. 

Todos os touchdowns foram anotados por running backs, sendo dois por Kenyan Drake, do Cardinals, e dois por James White, do Patriots. Com o jogo empatado, parecia que a situação ficaria em favor de Arizona, após o quarterback Cam Newton ser interceptado a quatro minutos para o fim, e perto do meio-campo. Mas New England ganhou uma sobrevida, pois o kicker Zane Gonzalez errou o field goal. Na campanha seguinte, corridas rápidas e passes certeiros de Newton permitiram ao Patriots a chance de ter um field goal, e Nick Folk acertou o chute da vitória. 

Com 5-6, a situação do Patriots ainda é difícil para se classificar aos Playoffs, mas o time está a dois jogos atrás do sétimo colocado da AFC, o Colts. Já o Cardinals caiu para a sétima posição geral na NFC, e perde uma oportunidade de brigar pela liderança da NFC Oeste.

Outras vitórias de líderes da divisão

O Buffalo Bills voltou a vencer, permanecendo na ponta da AFC Leste. A vitória por 27 a 17 sobre o Los Angeles Chargers deixa o time com 8-3, em quarto dentro da conferência.

Em clássico da AFC Sul, o Tennessee Titans venceu o Indianapolis Colts por 45 a 26, retomando à liderança da divisão. O time havia perdido a ponta da AFC Sul justamente em derrota para Indianapolis, há duas semanas. O Titans agora tem 8-3, enquanto o Colts passa a ter 7-4, sendo o sétimo da AFC, e ainda dentro da zona de Playoffs.

A NFC Leste continua uma festa, e com novo líder. O New York Giants bateu o Cincinnati Bengals por 19 a 17. O resultado coloca a franquia na liderança da divisão, mesmo com a campanha sendo 4-7. Vale lembrar que esta liderança pode ser perdida ainda hoje, pois o Philadelphia Eagles, que tem 3-6-1, joga hoje no Monday Night Football contra o Seattle Seahawks.

Outros resultados

A rodada de domingo ainda teve a vitória do Miami Dolphins sobre o New York Jets por 20 a 3. Sem Tua Tagovailoa, lesionado, Ryan Fitzpatrick voltou a ser o titular, fazendo dois passes para touchdown. O time continua vivo na briga pela liderança da AFC Leste. O Minnesota Vikings levou a melhor sobre o Carolina Panthers, vencendo por 28 a 27. O jogo foi dramático, com virada de Minnesota no último minuto, e erro no field goal que poderia ter sido da vitória de Carolina. Também houve a vitória do Atlanta Falcons sobre o Las Vegas Raiders, por 43 a 6. E o San Francisco 49ers venceu o Los Angeles Rams por 23 a 20, e querendo entrar na briga por uma das vagas de Wildcard.

quinta-feira, 19 de novembro de 2020

Maratona NFL, Temporada 3, Episódio 16 – Corrida para MVP e protocolos contra a Covid-19 em pauta

O quarterback do Arizona Cardinals, Kyler Murray, está na briga para ser o melhor jogador da NFL em 2020 (foto: USA Today)

Está no ar o Maratona NFL desta semana. Na 16ª edição do podcast, pelo menos nesta temporada atual. O programa trata de diversos assuntos importantes que permearam o universo na National Football League nos últimos dias.

O podcast destaca entre os temas: as novidades nos protocolos de prevenção à Covid-19 dentro da liga; a corrida para MVP da temporada de 2020; o novo corte de cabelo do quarterback Justin Herbert, do Los Angeles Chargers; informações acerca da lesão sofrida pelo quarterback Drew Brees, do New Orleans Saints; e muito mais. 

Nesta semana, o podcast foi gravado por Carlos Oliveira e Ruan Nascimento, pois a Mia Mastrocolo não conseguiu participar. Ouça o programa conosco no Spotify, no Apple Podcasts ou então em demais plataformas pelo Anchor. 

Ou se preferir, ouça o programa abaixo.