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domingo, 30 de janeiro de 2022

Todo ciclo glorioso tem o seu fim: 22 anos depois, Tom Brady anuncia sua aposentadoria

Tom Brady conquistou sete títulos de Super Bowl


Na vida, nada é eterno. Por mais que um ciclo seja lindo e maravilhoso, uma hora, ele acaba. Até casamentos de décadas acabam, seja através de um divórcio ou quando uma pessoa deste casal falece. A eternidade não é algo pertencente a este plano. Se em todos os aspectos de nossas vidas, é impossível que algo seja para sempre, no esporte, isso não seria diferente. Principalmente quando se trata de um super atleta, que, por mais que sua rotina de exercícios e alimentos seja impecável, ainda este super atleta é um ser humano. E que ser humano! Tom Brady teve uma carreira invejável, de incríveis 22 anos atuando em alto nível, com sete títulos de Super Bowl, três vezes eleito MVP, 15 nomeações ao Pro Bowl. Tem o recorde histórico de passes para touchdown, jardas passadas, vitórias de jogos, vitórias em Playoffs, e muitos outros. E neste sábado, 29 de janeiro, tomou-se conhecimento de que esta brilhante carreira terá o seu ponto final, com o anúncio feito pelo próprio nesta terça-feira, 1° de fevereiro.

A informação foi noticiada originalmente por dois dos principais nomes da mídia dos Estados Unidos que cobrem a NFL: Adam Schefter, da ESPN, e Ian Rapoport, do NFL Network. E nesta terça-feira, Brady, de 44 anos, fez o comunicado em suas redes sociais, agradecendo à sua família, amigos e companheiros de Tampa Bay Buccaneers, seu último time, e em outra postagem, ao New England Patriots, onde atuou por 20 anos.

A despedida de Tom Brady marca o fim da carreira do maior jogador de futebol americano de todos os tempos. Brady sairá de cena para ser imortalizado no Hall da Fama em breve, e como um dos maiores atletas de todos os tempos de todos os esportes, ao lado de Pelé, Lewis Hamilton, Serena Williams, Michael Jordan e muitos outros. 

22 anos de sucesso

A carreira de Brady foi marcada por um alto nível jamais visto no futebol americano, porque não houve declínio físico como com outros grandes jogadores. É bem verdade que o seu começo na NFL não foi com brilho e com altas expectativas, após ter jogado em Michigan no futebol americano universitário. Em 2000, ele foi selecionado no Draft pelo New England Patriots com a escolha de número 199, na sexta rodada, e precisando disputar para ser o primeiro quarterback reserva, já que naquela época, o Patriots tinha um quarterback titular, que era Drew Bledsoe. Foi também o primeiro ano do técnico Bill Bellichick no comando da franquia.

Em 2002, Brady, e o Patriots, foram campeões do Super Bowl pela primeira vez


Em 2001, a carreira de Brady, e a história do New England Patriots, mudou. Após Bledsoe se lesionar na segunda rodada, Brady virou titular, e aos poucos, foi mostrando que tinha um imenso talento na posição. Brady nunca mais foi o reserva, e levou New England ao Super Bowl XXXVI. Contra o St Louis Rams, o camisa 12 comandou uma das mais incríveis campanhas para a vitória já vistas, com o time avançando pelo campo com menos de um minuto e meio para o final, e deixar a equipe em posição para o field goal do título, em fevereiro de 2002. Tom Brady foi eleito o MVP da decisão, e nascia ali uma dinastia.

Apesar de a temporada de 2002 ter terminado sem ida aos Playoffs, o Patriots, e Brady, conquistaram juntos mais dois títulos nas duas temporadas seguintes, derrotando nas decisões Carolina Panthers e Philadelphia Eagles, respectivamente. O jogador foi se tornando cada vez mais importante para a equipe, que poderia mudar os atletas em outras posições, mas continuava em alto nível por causa de seu quarterback. Em 2007/08, Brady foi eleito o MVP da NFL pela primeira vez, ao liderar uma campanha invicta por New England. Mas aquela campanha incrível terminaria decepcionante, com a derrota no Super Bowl para o New York Giants, no Super Bowl XLII.

Perder aquela decisão trouxe alguns pontos de interrogação em muitos analistas sobre a carreira de Brady, se talvez não poderia haver um declínio já ali, após três títulos de Super Bowl. Para piorar, a temporada de 2008 começou com Brady rompendo os ligamentos do joelho, e ficando de fora de todo aquele ano. Mas 2009 veio para ser uma breve redenção, com o quarterback levando o prêmio de Comeback Player Of The Year, voltado a quem se lesionou e depois retornou a jogar em alto nível. 

Mesmo com mais de 30 anos, o jogador seguiu em alto nível. Foi o MVP da temporada de 2010, e em 2012, foi a outro Super Bowl, de novo com derrota para o New York Giants. A falta de novos títulos de Super Bowl parecia ser um indicativo de que sua carreira já estivesse próxima do final, principalmente após o mau início da temporada de 2014/15. Mal os torcedores, e os críticos, soubessem, mas aquela temporada terminaria com um épico título de Super Bowl, vencido sobre o Seattle Seahawks (aquele do passe na linha de uma jarda), com mais uma incrível atuação de Tom Brady, eleito o MVP, e sendo o terceiro QB na história a ter quatro títulos.

Em 2015, Brady conquistou seu quarto Super Bowl (dez anos depois do último título)

Brady já era o maior quarterback do New England Patriots, e um dos maiores da história da NFL, mas aí veio outro percalço. Ele foi punido com seis jogos de suspensão – depois reduzidos a quatro – por supostamente saber que as bolas usadas pelo Patriots na final da AFC de 2015 (um jogo antes do Super Bowl XLIX) estavam mais murchas que o normal. O camisa 12 apelou da pena na justiça comum, mas teve de cumprir a punição em 2016. 

Quando voltou, retornou para se tornar ainda mais incrível. No final daquela mesma temporada, já em 2017, esteve no Super Bowl LI contra o Atlanta Falcons, e liderou a maior das viradas de todos os tempos em Super Bowls, quando o Patriots perdia de 28 a 3, e virou para 34 a 28 na prorrogação. Brady se tornou o primeiro QB a vencer cinco Super Bowls. Com 40 anos, na temporada 2017, se tornou o mais velho a ser o MVP da temporada, mas no Super Bowl LII, veio a derrota para o Philadelphia Eagles.

Contra o Atlanta Falcons no Super Bowl LI, Tom Brady liderou a maior virada da história dos Super Bowls


A incrível carreira de Tom Brady não teve declínio, porque já em 2019, o Patriots foi a outro Super Bowl, e venceu o Los Angeles Rams. O quarterback se tornou o primeiro atleta da NFL a vencer seis vezes esta decisão, contribuindo com uma dinastia do Patriots que tornava a franquia a maior campeã da era Super Bowl. O camisa 12 não queria deixar de vencer. Nunca quis deixar o topo. Já tinha vencido tudo o que podia pela franquia de Foxboro. Estava eternizado. E por isso, considerou que era necessária uma mudança de ares.

A saída do quarterback anunciada em março de 2020 para o Tampa Bay Buccaneers só não foi um baque maior para a comunidade da NFL porque o mundo inteiro estava em pânico com o início da pandemia da Covid-19. A gratidão dos torcedores do Patriots foi tanta que foi uma saída sem mágoas, sem tristezas, por tudo o que o camisa 12 fez por lá. Em Tampa, de início, pensava-se que o ciclo incrível no Patriots não se repetiria por lá. Após uma derrota na semana 1 de 2020, houve quem disse "bem-vindo à NFC", como se tudo o que ele fez em New England fosse irrelevante por causa da Conferência Americana, a AFC, ser "mais fraca", na visão destes críticos. Ledo engano. O Buccaneers de Brady foi muito bem, pois a equipe se estruturou para ser forte. E terminou com domínio na NFC, conquistando o Super Bowl LV, em 2021, com uma atuação tranquila sobre o Kansas City Chiefs. Estava realizado, e com mais títulos que qualquer franquia da NFL na era Super Bowl.

Ao lado de Rob Gronkowski, Tom Brady conquistou o seu sétimo Super Bowl, pelo Tampa Bay Buccaneers



Ainda quis mais, pois tinha contrato para fazer mais nesta sua última temporada, em 2021, com direito a um jogo contra o New England Patriots em pleno Gillette Stadium, vencido pela equipe de Tampa. Brady jogou muito bem, mesmo com o Buccaneers desfalcado por lesões, e problemas extra-campo. O camisa 12 foi o líder em passes para touchdown (43) e em jardas aéreas lançadas (5.316). Vale lembrar, ele fez isso com 44 anos! Merece ser o MVP desta última temporada, pelos recordes em idade avançada, e por ter se vacinado contra a Covid-19. Nos Playoffs, contra o Los Angeles Rams, quando tudo parecia perdido, por 27 a 3, comandou uma incrível campanha para empatar o jogo a menos de um minuto para o final. Mas a derrota veio no último segundo, não por sua culpa. O último jogo profissional de Tom Brady foi digno de Tom Brady. 

O futuro

Tom Brady deixará  NFL com o recorde de títulos de Super Bowl (7, mais do que qualquer equipe), de MVPs em Super Bowls (5), passes para touchdown (624), vitórias como quarterback (243), jardas lançadas (84.520), e muito mais. Sairá eternizado como o maior quarterback de todos os tempos. Será difícil ultrapassá-lo, mas não importa.

Fora do futebol americano, provavelmente vai ficar em casa, e curtir mais a sua vida com sua esposa, a modelo brasileira Gisele Bündchen, e os filhos. Vai saber se não morará no Rio Grande do Sul? Em 2018, ele esteve em Porto Alegre e assistiu a um clássico Gre-Nal, recebendo uma camisa do Grêmio. Mas seja onde for, será um descanso merecido. Foram 22 anos muito intensos, e agora, é só curtir os próximos anos.

Gratidão

Agora é a parte que falo como torcedor. Eu, Ruan Nascimento, torço para o New England Patriots, e muito é por causa de Tom Brady. O primeiro jogo de NFL que eu vi foi com ele em campo, o Super Bowl XLII, mas juro que não entendi nada daquela partida. Passei a acompanhá-lo mesmo na temporada de 2011, e virei torcedor do Patriots mesmo com a derrota em outro Super Bowl. Brady me ensinou a nunca desistir dos meus objetivos. Talvez por causa dele vocês estão vendo este texto. Celebrei cada título que pude ver de sua carreira, até mesmo o do Buccaneers.

Quando falar para as próximas gerações que verão a NFL, falarei de tudo o que Brady fez pelo futebol americano. Muito obrigado, Tom! Você é a inspiração de milhões, e agora merece aproveitar tudo o que construiu. Que carreira hein! 

*Publicado originalmente em 30 de janeiro, e atualizado em 1° de fevereiro, quando houve o anúncio em definitivo da aposentadoria de Tom Brady.

sábado, 29 de janeiro de 2022

Maratona NFL, temporada 2021/22, episódio 20: expectativas para as finais de conferência


Chegamos à 20ª edição desta temporada do Maratona NFL. Ruan Nascimento e Carlos Oliveira debateram sobre as expectativas para as Finais de Conferência deste domingo (30), entre Kansas City Chiefs e Cincinnati Bengals, pela AFC, e entre Los Angeles Rams e San Francisco 49ers, pela NFC. Houve também comentários sobre os épicos duelos do Divisional Round da semana passada.

No podcast desta semana, também houve espaço para falar sobre os outros times. Você confere as análises sobre os novos treinadores anunciados por três equipes. O New York Giants contratou Brian Daboll para o cargo, ele que era o coordenador ofensivo do Buffalo Bills. O Denver Broncos anunciou como head coach Nataniel Hackett, que foi coordenador ofensivo do Green Bay Packers. E o Chicago Bears contratou como treinador Matt Eberflus, ex-coordenador defensivo do Indianapolis Colts. 

Além disso, o programa debate sobre uma aposentadoria confirmada, a do quarterback Ben Roethlisberger, que jogou no Pittsburgh Steelers entre 2004 e 2022, e foi campeão dos Super Bowls XL (2006) e XLIII (2009). E também, sobre a informação divulgada pela CBS de que Tom Brady pode estar se aposentando após a derrota do Tampa Bay Buccaneers para o Los Angeles Rams.

Ouça o podcast pelo Spotify, pelo Apple Podcasts, pelo Google Podcasts, ou em demais plataformas, pelo Anchor.

Ou, se preferir, ouça abaixo:

segunda-feira, 24 de janeiro de 2022

Rams e Chiefs vencem históricos duelos das semifinais de conferência da NFL

Patrick Mahomes e Josh Allen deram uma verdadeira aula de futebol americano

O domingo de NFL foi épico! Se estávamos empolgados com os dois primeiros jogos das semifinais de conferência, decididos com field goals ao zerar o cronômetro, os duelos de ontem foram ainda mais insanos. Tivemos uma quase virada sofrida pelo Los Angeles Rams sobre o Tampa Bay Buccaneers, até que Cooper Kupp fez heróicas recepções para evitar uma traumática derrota, e confirmar a classificação até a final da NFC ao vencer por 30 a 27. E tivemos um duelo incrível entre Kansas City Chiefs e Buffalo Bills, que teve três touchdowns a menos de dois minutos para o final, e terminou a prorrogação com vitória de Kansas City por 42 a 36.

Com os resultados deste final de semana, as finais de conferência estão definidas. No próximo domingo, o Kansas City Chiefs jogará contra o Cincinnati Bengals, às 17h05, pelo título da AFC. E às 20h40, é a vez de Los Angeles Rams e San Francisco 49ers duelarem pelo título da NFC. Quem vencer estes dois jogos irá para o Super Bowl LVI, no dia 13 de fevereiro, no SoFi Stadium, na área metropolitana de Los Angeles.

Para quem não viu estes jogos, nos parágrafos seguintes, vamos resumir como foram estas partidas históricas. Confira!

Rams flerta com o fiasco, se recupera, e derruba Buccaneers fora de casa

Rams de Cooper Kupp voltam à final da NFC após três anos


Contra os atuais campeões do Super Bowl, o Los Angeles Rams começou dominante em campo. O ataque liderado pelo quarterback Matthew Stafford estava impecável no primeiro tempo. O wide receiver Cooper Kupp também jogava muito desde o início. E a defesa de Aaron Donald e Von Miller castigou muito o quarterback Tom Brady, do Buccaneers. O atropelo parecia iminente no intervalo, que estava 20 a 3, e poderia ter sido mais se não fosse o fumble de Cam Akers na linha de uma jarda.

No segundo tempo, o Rams ampliou com outro TD, deixando o jogo em 27 a 3. Daquele momento em diante, tudo em Los Angeles começou a ruir, e o Buccaneers começou a reagir. Tom Brady comandou uma linda reação, que lembrou a do Super Bowl LI, quando ele, pelo Patriots, liderou a histórica virada sobre o Atlanta Falcons após o time estar perdendo por 28 a 3. E o empate chegou a acontecer, com o TD de Leonard Fournette há poucos segundos do final. Aí Stafford encontrou Cooper Kupp em dois lindos lançamentos, garantindo que o kicker Matt Gay evitasse uma virada inacreditável, para anotar o field goal da vitória de Los Angeles por 30 a 27. O Rams volta à final da NFC após três anos, e tenta seu segundo título de Super Bowl.

Mahomes e Allen brilham, e Chiefs vence Bills na prorrogação após uma épica batalha

Com touchdown de Travis Kelce na prorrogação, Chiefs vence histórica batalha contra o Buffalo Bills


Antes mesmo do jogo entre Kansas City Chiefs e Buffalo Bills começar, já se sabia que o jogo poderia ser o mais parelho das semifinais de conferência. E foi assim desde o início, com ambos os times se alternando na liderança do placar, mas sem nenhum tomar distância no placar. Se sabia que o duelo iria ser dramático até o fim. Mas jamais imaginávamos que seria tanto assim.

Como a ideia deste texto é que ele seja curto, falaremos dos minutos finais. O Chiefs vencia o Bills por 26 a 21. Josh Allen, o quarterback, estava em uma situação difícil, precisando de um touchdown, em uma quarta descida para 13 jardas. A menos de dois minutos para o final, o Bills conseguiu o first down, e Gabriel Davis anotou o touchdown da virada. A conversão de dois pontos mudava de ares e o Bills liderava por 29 a 26. Mas era tempo demais para Patrick Mahomes, que conectou passes gigantes, e Tyrek Hill anotou o touchdown que deu a vantagem para Kansas City. Acabou? Que nada! Josh Allen jogou muito de novo, e a 18 segundos do final, passou para outro touchdown. Mas aí, Mahomes garantiu outro grande passe para Travis Kelce, suficiente para o kicker Harrison Buttker anotar o field goal do empate. Uma batalha linda demais!

Na prorrogação, o Chiefs teve a primeira posse de bola. Goste-se ou não, a regra é: se o primeiro time a atacar conseguir um touchdown, este vence o jogo. E o Chiefs fez a lição de casa. Mahomes encontrou Kelce no fundo da endzone para a vitória de Kansas City. Josh Allen fez um jogo épico, mas por conta da regra do tempo extra, não teve a oportunidade de fazer alguma coisa na prorrogação. A NFL precisa mudar esta regra. Agora, o Chiefs está na final da AFC pelo quarto ano seguido, e tenta chegar ao Super Bowl pela terceira temporada consecutiva. 

domingo, 23 de janeiro de 2022

Bengals e 49ers vencem fora de casa, e vão para as finais de conferência

Field goal de Robbie Gould garantiu a vitória do 49ers sobre o Green Bay Packers


A segunda fase dos Playoffs da NFL começou neste sábado (22) com dois jogos emocionantes. Pelas semifinais de conferência, o Divisional Round, Cincinnati Bengals e San Francisco 49ers bateram Tennesssee Titans e Green Bay Packers, respectivamente. Ambos os jogos foram bastante defensivos, e decididos em field goals. O Bengals derrotou o Titans por 19 a 16, enquanto o 49ers venceu o Packers por 13 a 10. 

Mesmo tendo chegado aos Playoffs com a melhor campanha de suas conferências, Packers e Titans perderam no mesmo dia. É a primeira vez, desde 2011, que o melhor time da NFC e da AFC caem no Divisional Round. 

A equipe de Cincinnati aguarda o resultado de Kansas City Chiefs e Buffalo Bills para saber quem enfrenta na final da AFC. Pela NFC, o 49ers conhecerá seu adversário do duelo entre Tampa Bay Buccaneers e Los Angeles Rams. Por terem melhor campanha que os dois times vencedores do sábado, quem vencer nos duelos deste domingo (23), jogará em casa nas finais de conferência. Confira abaixo um resumo dos dois jogos.

Defesa aparece no fim do jogo, e Bengals elimina Titans

Joe Burrow sofreu com sacks, mas está na final da AFC junto com o Cincinnati Bengals (Foto: Getty Images)

Foi um duelo muito defensivo entre Tennessee Titans e Cincinnati Bengals, que venceu por 19 a 16.  Mesmo sem lançar touchdowns, tendo uma interceptação e sofrendo impressionantes nove sacks, o quarterback Joe Burrow fez um bom jogo, lançando para 348 jardas, sendo decisivo para os quatro field goals que seu time fez durante em campo. 

Mas a defesa do Bengals também chamou a atenção. Contra o forte ataque do Tennessee Titans, e com o retorno do running back Derrick Henry, a equipe visitante freou as ações ofensivas de Tennessee, que mesmo em casa, não conseguiu se destacar. Ryan Tannehill foi interceptado em seu primeiro passe. E no último quarto, com o jogo empatado, uma interceptação decisiva colocou Cincinnati no meio do campo. Coube a Joe Burrow fazer o passe derradeiro para Ja'Marr Chase colocar o time em posição para o field goal derradeiro do kicker Evan McPhearson, e sacramentar a vitória.

A equipe de Cincinnati, que na semana passada encerrou um jejum de 31 anos sem vitórias nos Playoffs, agora volta a final da AFC depois de 33 anos. O Bengals segue vivo para tentar a conquista de seu primeiro título de Super Bowl.

 

Special teams de Green Bay vacila, e 49ers vence jogo dramático sob a neve

Na gelada Green Bay, quem levou a melhor foi o 49ers (foto: Getty Images)

Ter a melhor campanha dá o direito de jogar os Playoffs sempre em casa. E sabemos que no futebol americano, o fator local ajuda muito no mata-mata. Mas não foi o caso do último jogo deste sábado Em uma noite muito fria, com neve e temperatura de -7 graus, o San Francisco 49ers, da quente Califórnia, bateu o Green Bay Packers em pleno Lambeau Field. A equipe teve muitas dificuldades ofensivas, mas conseguiu frear o bom ataque adversário, e se aproveitou das falhas do special teams de Green Bay, decisivas para a vitória por 13 a 10.

Melhor time da temporada regular pela NFC, o Green Bay Packers começou bem, anotando um touchdown logo em sua primeira campanha. E parou ali. Os passes do  quarterback antivacina Aaron Rodgers geravam avanços, mas a defesa do 49ers evitava qualquer possibilidade de ampliação no placar. Por outro lado, o ataque do QB Jimmy Garoppolo fluía apenas no jogo terrestre, pois o camisa 10 de San Francisco demorou a engrenar. 

Com a vantagem em 7 a 0, o special teams do Packers cometeu o primeiro vacilo ainda antes do intervalo, quando o kicker Mason Crosby teve uma tentativa de field goal bloqueada. Depois, o mesmo setor, que só aparece em jogadas de chutes, falhou cedendo um grande retorno de Debbo Samuel, que garantiu que o 49ers anotasse os primeiros pontos da partida. A gota d'água veio já perto do fim da partida, quando o punter Corey Bojorquez foi devolver a bola ao 49ers, e ficou tão desprotegido como alguém que não toma a vacina contra a Covid-19. Seu chute foi bloqueado e facilmente retornado para touchdown de San Francisco. No final, a defesa do 49ers cometeu mais um sack em Rodgers, e  Garoppolo acertou passes bons para colocar o time em posição para chutar um field goal. Coube a Robbie Gould anotar o chute para a vitória.

Cinco vezes campeão do Super Bowl, o 49ers volta a uma final de conferência para tentar o seu sexto título. Há dois anos que a franquia de San Francisco não chegava tão longe na NFL.

Jogos de domingo

Hoje, a rodada começa às 17h, com o Tampa Bay Buccaneers recebendo o Los Angeles Rams. Às 20h30, tem a última partida do Divisional Round, entre Kansas City Chiefs e Buffalo Bills. Ambos os jogos têm a transmissão da ESPN2. 

O Super Bowl LVI será no dia 13 de fevereiro, no SoFi Stadium, na área metropolitana de Los Angeles. 

sexta-feira, 21 de janeiro de 2022

Semifinais de conferência prometem grandes jogos neste final de semana



Se a rodada do Wildcard pode ter decepcionado os fãs no quesito emoção, neste sábado (22) e domingo (23), com as semifinais das conferências da NFL, tudo pode ser diferente. Sobraram apenas oito equipes brigando pelo Super Bowl LVI, e em todos os jogos, há grandes expectativas para jogos emocionantes.

Quem abre os trabalhos desta fase de mata-mata é Tennessee Titans e Cincinnati Bengals, às 18h30. Na sequência, às 22h15, é a vez de Green Bay Packers e San Francisco 49ers. No domingo, o primeiro jogo do dia será entre Tampa Bay Buccaneers e Los Angeles Rams, às 17h, e às 20h, tem Kansas City Chiefs e Buffalo Bills.

No primeiro confronto, o Tennessee Titans, que enfrenta o Cincinnati Bengals, virá com elenco completo à campo. Inclusive, com a volta do running back Derrick Henry, que ficou afastado nas últimas semanas por lesão. Por sua vez, o Bengals vem embalado com a vitória sobre o Las Vegas Raiders, que quebrou um jejum de 31 anos sem triunfos na pós-temporada. 

Assim como o Titans, o Green Bay Packers folgou no Wildcard, e agora volta à campo para enfrentar o San Francisco 49ers em um gelado Lambeau Field. A equipe de Green Bay é a favorita, mas a possibilidade de neve pode deixar o jogo imprevisível, mesmo com o 49ers tendo um clima totalmente oposto do que estão acostumados quando estão em casa. 

Promete ser um grande jogo entre Tampa Bay Buccaneers e Los Angeles Rams. Tanto a equipe de Tom Brady quanto a de Matthew Stafford chegaram à pós-temporada com relativa tranquilidade. Pode ser o grande jogo da rodada a nível de emoção.

E para completar o final de semana, tem o duelo de Kansas City Chiefs e Buffalo Bills. A situação de ambos nestes Playoffs é de vir de vitórias tranquilas na semana anterior. Espera-se um confronto emocionante liderados pelos quarterbacks Patrick Mahomes e Josh Allen.

Todos os quatro jogos do Divisional têm transmissão da ESPN2. Na semana passada, o canal do grupo Disney passou por uma reformulação em suas nomenclaturas. A marca ESPN Brasil deixou de existir, e agora é apenas ESPN, com programação parecida a do canal antigo (com o futebol sendo praticamente 100% da prioridade). A ESPN2 agora é o canal que fará os jogos da NFL e demais esportes americanos. O canal que era a ESPN2 agora é ESPN3. A Fox Sports não existe mais, e virou ESPN4. Apesar de não haver mais Fox Sports, o canal Fox Sports 2 ainda existe.



segunda-feira, 10 de janeiro de 2022

Jogos insanos e zebras surpreendentes - a histórica semana 18 de 2021/22 da NFL

De forma dramática, Raiders vence Chargers e confirma a classificação aos Playoffs após cinco anos


Em 102 anos de NFL, nunca uma temporada regular havia terminado na semana 18. Neste sábado (8) e domingo (9), isso ocorreu pela primeira vez, com uma insana última rodada da primeira fase da competição. 

Foram definidos os últimos três classificados aos Playoffs, que iniciam no próximo sábado (15). San Francisco 49ers, Las Vegas Raiders e Pittsburgh Steelers conseguiram avançar na semana 18, e se juntam a Teneessee Titans, Kansas City Chiefs, Cincinnati Bengals, Buffalo Bills, New England Patriots, Green Bay Packers, Dallas Cowboys, Tampa Bay Buccaneers, Los Angeles Rams, Arizona Cardinals e Philadelphia Eagles. Um destes 14 times será o campeão do Super Bowl LVI, em 13 de fevereiro, no SoFi Stadium, na região metropolitana de Los Angeles.

A rodada derradeira teve duelos dramáticos, classificações emocionantes e uma eliminação inacreditável. Abaixo, listaremos os principais fatos dos últimos jogos da temporada regular de 2021/22.

Um Sunday Night Football digno de Playoffs

Las Vegas Raiders e Los Angeles Chargers fotam a campo no Sunday Night Football para o tudo ou nada. Quem vencesse, iria aos Playoffs, e eliminaria o rival. O jogo foi insano do início ao fim, com destaque para o dramático último quarto.

O Raiders vencia o jogo por 29 a 14, faltando pouco mais de cinco minutos. O quarterback Justin Herbert, do Chargers, comandou uma incrível reação, convertendo quartas descidas e empatando o jogo a dois segundos do final. Na prorrogação, o drama persistiu, com um field goal para cada lado. Mas ao final do jogo, o time de Las Vegas, do QB Derek Carr, se superou e venceu por 35 a 32. O Raiders volta aos Playoffs após cinco anos de ausência, e será a primeira vez que Carr jogará uma partida de mata-mata (em 2017, estava machucado). Já o Chargers se despediu da competição.

Classificação surpreendente, e carreira de Big Ben continua por mais um tempo

O Pittsburgh Steelers desta última temporada começou cambaleante. Tudo conspirava para uma eliminação melancólica, naquela que provavelmente é a última temporada da carreira do quarterback Ben Roethlisberger, o Big Ben. Em algum momento, as chances de ida aos Playoffs eram de 2% apenas.

Mas os demais resultados nas últimas semanas deram vida à Pittsburgh, que viajou até Baltimore para enfrentar o Ravens precisando vencer para seguir sonhando com alguma coisa. A vitória veio de forma dramática, também na prorrogação, por 16 a 13, mas a franquia ainda dependia de outros resultados. A classificação só se confirmou após o Sunday Night Football vencido pelo Raiders.

Lanterna da liga ajuda Pittsburgh

Mas de todos os resultados favoráveis ao Steelers, nenhum deles foi tão surpreendente quanto a vitória do Jacksonville Jaguars sobre o Indianapolis Colts por 26 a 11. Aliás, só foi possível que Pittsburgh sonhasse com Playoffs se acontecesse uma derrota do Colts. Bastava que a equipe de Indianapolis vencesse para confirmar a classificação à pós-temporada.

O resultado foi a maior surpresa da semana, já que o Jaguars só tinha duas vitórias em 2021/22. O Colts de Carson Wentz e Jonathan Taylor terá de olhar a pós-temporada pela TV. Já a equipe de Jacksonville termina o ano com a pior campanha de toda a NFL pelo segundo ano seguido, pois nesta mesma semana 18, o Detroit Lions também venceu. A primeira escolha geral do Draft de 2022 vai para o Jaguars.

49ers consegue grande virada e confirma a classificação

Não era uma situação fácil a do San Francisco 49ers. No papel, o time dependia apenas de suas forças para avançar. Mas na prática, o duelo era contra o poderoso Los Angeles Rams, que brigava pelo título da NFC Oeste com o Arizona Cardinals. E assim começou o drama de San Francisco. Com Jimmy Garoppolo de quarterback titular, o time penou no primeiro tempo, e chegou a estar perdendo por 17 a 0. A derrota tiraria o 49ers da disputa, já que o New Orleans Saints vencia o Atlanta Falcons com relativa tranquilidade. 

A reação do 49ers começou a partir do terceiro quarto. Garoppolo começou a acertar mais passes decisivos, com Brandon Ayiuk, Debbo Samuel e Jauan Jenkins sendo seus principais recebedores. O Rams ainda liderou no placar novamente no final da partida, mas o empate aconteceu pouco antes do encerramento do tempo regulamentar. Na prorrogação, o field goal do kicker Robbie Gould, e a interceptação de Emmanuel Moseley em cima do quarterback Matthew Stafford confirmaram a vitória por 27 a 24, permitindo a San Francisco jogar a próxima fase. 

Outros resultados

As demais equipes classificadas também jogaram. Houve quem poupou atletas em parte da partida, encerrando a temporada regular com derrota, casos de Green Bay Packers, Cincinnati Bengals e Philadelphia Eagles, que perderam para Detroit Lions, Cleveland Browns e Dallas Cowboys, respectivamente. Se na NFC o Packers já tinha garantido o primeiro lugar, na AFC, ainda havia a disputa pela primeira posição geral, que foi confirmada para o Tennessee Titans, que venceu o Houston Texans por 28 a 25. O Kansas City Chiefs, que ainda brigava pelo primeiro lugar, também venceu na semana 18, derrotando o Denver Broncos por 28 a 24. 

O Arizona Cardinals brigava pelo título da NFC Oeste, mas acabou ficando com uma das vagas de Wildcard porque perdeu para o Seattle Seahawks por 30 a 20. Atual campeão do Super Bowl e vencedor da NFC Sul nesta temporada, o Tampa Bay Buccaneers venceu o Carolina Panthers por 41 a 17. E pela AFC Leste, o Buffalo Bills confirmou o título, ao vencer o New York Jets por 27 a 10, enquanto o New England Patriots perdeu para o Miami Dolphins por 33 a 24. 

Nos duelos entre eliminados, além da já citada vitória do Jaguars sobre o Colts, teve também a vitória do Washington Football Team (que terá seu novo nome anunciado no mês que vem) sobre o New York Giants por 22 a 7; a vitória do Minnesota Vikings sobre o Chicago Bears por 31 a 17; e a vitória do New Orleans Saints sobre o Atlanta Falcons por 30 a 20.

Técnicos demitidos

A segunda-feira após o final da temporada regular é marcada pelo dia em que cabeças rolam em equipes que não foram bem no ano. Quatro técnicos foram demitidos após a semana 18. Ainda no domingo (9), o Denver Broncos anunciou a saída do técnico Vic Fangio. E nesta segunda (10), também perderam o emprego os treinadores Matt Nagy, do Chicago Bears, Brian Flores, do Miami Dolphins, e Mike Zimmer, do Philadelphia Eagles. Também foram demitidos os general managers Ryan Pace e Rick Spielman, do Bears e Vikings, respectivamente.

Com as quatro demissões confirmadas, até agora, seis times perderam seus treinadores em 2021/22. O primeiro a cair foi Jon Gruden, que pediu demissão do Las Vegas Raiders após a revelação de e-mails em que era racista, homofóbico e misógino. E recentemente, Urban Meyer foi dispensado do Jacksonville Jaguars, após uma série de problemas de relacionamento entre ele e os jogadores que comandava.

E os Playoffs?

Fiquei muito tempo ausente do Left Tackle Brasil por causa de algumas questões pessoais, mas não esqueceria da sequência da temporada. A partir deste sábado (15), começa o super final de semana do Wildcard, a primeira fase da pós-temporada, com seis jogos eliminatórios. Dois deles ainda serão no sábado. No domingo (16), mais três partidas, nos moldes daquela maratona linda de duelos dominicais que já estamos acostumados, e na segunda-feira (17), um Monday Night Football dos Playoffs. Apenas Green Bay Packers e Tennessee Titans folgam, e entram em campo apenas no Divisional Round, a fase semifinal das conferências.

Todos os jogos terão a transmissão dos canais ESPN para o Brasil, que a partir do próximo domingo, passam por uma mudança em seus nomes. O canal que antes era a ESPN Brasil passa a ser apenas a ESPN. O canal ESPN passará a ser ESPN2. A atual ESPN2 se transformará em ESPN3. A Fox Sports, que exibiu alguns jogos da NFL em 2021, virará a ESPN4. Apenas o Fox Sports 2 permanecerá com o mesmo nome. 

Confira abaixo as datas, horários e transmissões dos Playoffs

Sábado, 15/1

18h30 – Cincinnati Bengals x Las Vegas Raiders (ESPN)

22h15 – Buffalo Bills x New England Patriots (ESPN)

Domingo, 16/1

15h – Tampa Bay Buccaneers x Philadelphia Eagles (ESPN)

18h30 –Dallas Cowboys x San Francisco 49ers (ESPN)

22h15 – Kansas City Chiefs x Pittsburgh Steelers (ESPN)

Segunda-feira, 17/1

22h15 – Los Angeles Rams x Arizona Cardinals (ESPN2)

quarta-feira, 13 de outubro de 2021

Maratona NFL – Temporada 2021/22, episódio 7 – As repercussões do caso Jon Gruden e análise das primeiras 5 semanas de 2021


Está no ar a sétima edição da temporada 2021/22 do Maratona NFL. Ruan Nascimento e Carlos Oliveira debateram os principais assuntos dos últimos dias, além da participação de Fabi Vinco, comentando sobre as lesões recentes entre atletas da NFL.

O principal assunto debatido foi o escândalo envolvendo Jon Gruden. Segundo uma reportagem do jornal The New York Times, Gruden enviou e-mails com mensagens racistas, misóginas e homofóbicas nos últimos anos. As conversas vazadas na segunda-feira, 11 de outubro, fazem parte da investigação contra o Washington Football Team iniciada no ano passado, na qual dirigentes do alto escalão da franquia tinham diversas posturas machistas com as mulheres que trabalhavam na equipe, principalmente as cheerleaders. Minutos após as revelações, durante o Monday Night Football, Gruden pediu demissão do Las Vegas Raiders. Além disso, o Tampa Bay Buccaneers, time ao qual treinou e foi campeão do Super Bowl em 2003, o tirou da lista dos grandes nomes da história da equipe.

Entre os outros temas do podcast, está a ausência de Russell Wilson no Seattle Seahawks nas próximas semanas – o quarterback lesionou o dedo na quinta-feira passada, em 7 de outubro, e precisou passar por cirurgia. Além disso, o programa traz palpites para os jogos da semana 6, que começa nesta quinta-feira (14).

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quinta-feira, 30 de setembro de 2021

Maratona NFL - Temporada 2021/22 - Episódio 5 - Expectativas para Patriots e Buccaneers e demais jogos da semana 4



 Está no ar a quinta edição desta temporada do Maratona NFL. Ruan Nascimento, Carlos Oliveira, Mia Mastrocolo e Fabi Vinco – com sua participação no quadro Plantão Médico –, debateram sobre os principais fatos da semana 3 da temporada 2021 da NFL.

Entre os temas, estão: o surpreendente mau início de temporada do Kansas City Chiefs, que só tem uma vitória até agora, e é o lanterna da AFC Oeste; os desempenhos de equipes de destaque neste início da temporada, casos de Carolina Panthers, Denver Broncos, Dallas Cowboys e Los Angeles Rams; além dos palpites para a semana 4, com direito ao já histórico confronto entre New England Patriots e Tampa Bay Buccaneers no Sunday Night Football, neste domingo, 3 de outubro. O jogo em questão marca o retorno de Tom Brady ao Gillette Stadium, agora defendendo as cores de outra equipe.

As análises dos principais destaques de lesionados ficam a cargo da fisioterapeuta Fabi Vinco, participante do quadro Plantão Médico, além daquele tradicional clima de descontração dos demais apresentadores para falar dos outros assuntos.

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quinta-feira, 16 de setembro de 2021

Maratona NFL: Temporada 2021/22 – Episódio 3 – Análises dos primeiros jogos da temporada



O Maratona NFL está de volta! Após uma necessária pausa, o podcast do Left Tackle Brasil volta para você. Carlos Oliveira, Ruan Nascimento e Mia Mastrocolo debateram as principais novidades da semana 1 da NFL, e com as perspectivas para a semana 2 da competição. E a grande novidade da volta do nosso podcast é a estreia do quadro Plantão Médico, em que a fisioterapeuta Fabi Vinco, que terá um bloco para analisar as lesões dos atletas. 

Ouça o programa pelo Spotify, pelo Apple Podcasts ou em demais plataformas pelo Anchor. Se preferir, ouça abaixo!



sexta-feira, 10 de setembro de 2021

Buccaneers vence Cowboys em eletrizante abertura da temporada 2021 da NFL

Com 44 anos, Tom Brady segue em grande nível, e foi um dos destaques da partida

Foram sete longos meses de espera até a noite desta quinta-feira, 9 de setembro. E esse tempo sem NFL foi bem recompensado com a abertura da temporada 2021. O Tampa Bay Buccaneers venceu o Dallas Cowboys por 31 a 29, em uma partida bastante disputada e emocionante, decidida nos segundos finais. Os atuais campeões do Super Bowl começam o ano com sua primeira vitória.

Os grandes protagonistas da noite foram os quarterbacks das duas equipes. Tom Brady, no alto de seus 44 anos e sete títulos de Super Bowl, segue sem sentir o peso da idade, e jogou em alto nível. O QB do Buccaneers completou 32 de 50 passes, para 379 jardas, quatro touchdowns e duas interceptações. Já Dak Prescott, o quarterback do Cowboys, voltou a jogar em grande estilo. O camisa 4, que perdeu a maior parte da temporada devido a uma lesão, passou para 403 jardas, três touchdowns e uma interceptação.

O primeiro touchdown  da temporada foi pelo Buccaneers, em passe de Tom Brady para Chris Godwin. Na sequência, o Cowboys empatou o jogo com um touchdown, em passe de Dak Prescott para CeeDee Lamb, que fez uma grande rota para chegar à endzone. Já no segundo quarto, a equipe de Tampa voltou a ficar na frente no placar, com mais um TD lançado de Brady para o tight end Rob Gronkowski. 

Dallas reagiu após um fumble do Buccaneers, e diminuiu no placar com mais um TD, em passe de Presccot para Amari Cooper. O empate não veio porque o kicker Greg Zuerlein – que havia perdido um field goal antes – errou no extra point. Logo na sequência, Tom Brady foi interceptado, e a virada do Cowboys veio com um field goal. Pouco antes do intervalo, um touchdown de 57 jardas deu ao Bucs a virada novamente, em belo passe de Brady. O Buccaneers foi para o intervalo vencendo por 21 a 16.

Na metade final, o Dallas Cowboys reagiu, e ficou perto de virar no placar com um touchdown, mas a campanha terminou apenas em field goal. Porém, o próprio Dak Prescott lançou uma interceptação que beneficiou o Buccaneers, já iniciando sua campanha na redzone. Novamente, Brady lançou um passe para Gronkowski anotar o TD e ampliar a vantagem. Mas o Cowboys voltou a deixar o jogo em uma posse de bola, com mais um TD lançado por Prescott para Cooper.

Já no último período, o Buccaneers passou a gastar o relógio, e Tom Brady continuou jogando bem. A chance de definir a partida surgiu com Chris Godwin, que sofreu fumble a duas jardas da endzone. Aos trancos e barrancos – muito por conta das faltas ofensivas –, o Cowboys conseguiu avançar pelo campo e Greg Zuerlein, que tinha tido três erros em seus chutes, acertou um field goal a 1:24 para o final da partida, botando Dallas na frente por 29 a 28. 

Mesmo com a vantagem, Tom Brady e companhia tiveram tempo de sobra para uma última tentativa de ataque. E deu certo. O camisa 12 lançou passes fundamentais, principalmente o lançamento para Chris Godwin, que colocou o time em área de field goal. Coube a Ryan Succop acertar o chute da vitória por 31 a 29. 


quarta-feira, 7 de julho de 2021

Maratona NFL – Temporada 4, episódio 2 – Expectativas para o início dos training camps da NFL


Chegou mais uma edição do Maratona NFL, já focado na temporada 2021/22 da NFL. O podcast apresentado por Ruan Nascimento, Mia Mastrocolo e Carlos Oliveira traz algumas das últimas novidades no meio da National Football League.

O programa repercutiu a revelação de Carl Nassib, defensive end do Las Vegas Raiders, que anunciou que é gay – é o primeiro atleta da NFL em atividade ao assumir a homossexualidade. Os apresentadores comemoraram o anúncio, e falaram da importância dos direitos da comunidade LGBTQIA+. 

Entre outros assuntos, a equipe comentou sobre uma recente entrevista do quarterback Tom Brady, do Tampa Bay Buccaneers, que anunciaria a sua aposentadoria nos próximos anos. Brady tem 43 anos, continua em atividade na NFL e é o atual campeão do Super Bowl – ele já venceu sete títulos, mais do que qualquer franquia da liga. 

Ainda no assunto quarterbacks, também foi falada da extensão das férias de Aaron Rodgers, do Green Bay Packers. O atual MVP da liga ainda não começou a treinar. E também sobre a punição (bem branda) ao Washington Football Team, diante das denúncias de assédio reveladas em 2020 dentro das instalações da franquia.

E fora do assunto NFL, mas que gerou comentários acalorados (e bem humorados) sobra a insana notícia publicada pela versão brasileira do El País. Um vendedor teve uma promoção meteórica em que, após vender triciclos do Homem-Aranha, virou um negociador de vacinas contra a Covid-19 pela empresa Davati Medical Supply, investigada pela CPI da Pandemia no Senado Federal, por conta de uma oferta de propina por parte de um ex-diretor do Ministério da Saúde – este que foi preso nesta quarta-feira, 7 de julho, por mentir em depoimento à CPI. 

Sem mais enrolações: ouça o Maratona NFL desta semana. Estamos no Spotify, no Apple Podcasts ou em demais plataformas, através do Anchor. 

Ou, se preferir, ouça abaixo:

quarta-feira, 12 de maio de 2021

Buccaneers e Cowboys abrem a temporada 2021 da NFL

Time conquistou seu segundo título de Super Bowl em 2021 (foto: Tampa Bay Buccaneers)

A NFL divulgou o seu calendário de jogos para a temporada de 2021 na manhã desta quarta-feira, 12 de maio. E logo na abertura, o Tampa Bay Buccaneers, atual campeão do Super Bowl, encara o Dallas Cowboys, no dia 9 de setembro, às 21h20 pelo horário de Brasília. A partida será no Raymond James Stadium, em Tampa, no estado norte-americano da Florida.

O tradicional NFL Kickoff traz a expectativa para ser um bom jogo. A partida envolve a equipe que conquistou o último Troféu Vince Lombardi, e que continua com todos os titulares do Super Bowl LV, em fevereiro, contra o Dallas Cowboys, que não se classificou aos Playoffs na temporada passada, mas que conta com um elenco forte, e de uma das maiores torcidas entre os norte-americanos.

O anúncio também vem com uma boa notícia para os fãs da NFL que moram nos Estados Unidos. Já estão à venda os ingressos para os jogos de 2021. A expectativa da liga é para que o público volte a lotar os estádios neste ano, já que a vacinação contra a Covid-19 segue em ritmo acelerado. Por lá, qualquer pessoa acima dos 16 anos já pode tomar o imunizante contra o coronavírus. 

Ainda na semana 1, a rodada de domingo, 12 de setembro, reunirá grandes confrontos como Buffalo Bills e Pittsburgh Steelers, Kansas City Chiefs e Cleveland Browns, New Orleans Saints e Green Bay Packers, e New England Patriots e Miami Dolphins. O primeiro Sunday Night Football da temporada, neste mesmo dia, será entre Los Angeles Rams e Chicago Bears. Neste ano, o Monday Night Football da primeira rodada, em 13 de setembro, não será com dois jogos. A partida que finalizará a rodada será entre Las Vegas Raiders e Baltimore Ravens.

Em 2021, Londres voltará a receber partidas da NFL. Em outubro, a capital inglesa sediará dois jogos, no Tottenham Hotspur Stadium, a casa do Tottenham. No dia 10, terá o confronto entre Atlanta Falcons e New York Jets, e uma semana depois, no dia 17, o jogo será entre Jacksonville Jaguars e Miami Dolphins. Ambas as partidas têm a previsão de horário para às 10h30. No ano passado, tanto os jogos de Londres como o confronto realizado na Cidade do México foram cancelados em razão da pandemia da Covid-19. O retorno ao Reino Unido também é consequência da vacinação em massa aplicada em mais de 67% dos britânicos até agora.

Ao longo da tarde de hoje, a liga divulgará o calendário completo. Este ano, será a primeira vez na história que uma temporada regular terá 18 semanas, em que cada equipe fará 17 partidas. 

Confira as datas e horários (de Brasília) dos jogos da semana 1 da temporada 2021 da NFL:

Quinta-feira, 9 de setembro

21h20 – Tampa Bay Buccaneers x Dallas Cowboys

Domingo, 12 de setembro

14h – Buffalo Bills x Pittsburgh Steelers

14h – Carolina Panthers x New York Jets

14h – Indianapolis Colts x Seattle Seahawks

14h – Washington Football Team x Los Angeles Chargers

14h – Detroit Lions x San Francisco 49ers

14h – Tennessee Titans x Arizona Cardinals

14h – Atlanta Falcons x Philadelphia Eagles

14h – Cincinnati Bengals x Minnesota Vikings

14h – Houston Texans x Jacksonville Jaguars

17h25 – Kansas City Chiefs x Cleveland Browns

17h25 – New Orleans Saints x Green Bay Packers

17h25 – New England Patriots x Miami Dolphins

17h25 – New York Giants x Denver Broncos

21h20 – Los Angeles Rams x Chicago Bears

Segunda-feira, 13 de setembro

21h15 – Las Vegas Raiders x Baltimore Ravens

terça-feira, 16 de março de 2021

Às vésperas da Free Agency, as primeiras movimentações de impacto para 2021

Entre os contratados, está a aquisição do tight end Hunter Henry, um dos novos reforços do New England Patriots (foto: USA Today Sports)

Março é aquele mês em que já nos acostumamos a estarmos sem o futebol americano, e o qual já nos dedicamos a ver outros esportes. A NBA está à pleno vapor, a Fórmula 1 iniciará sua temporada no final do mês e, no futebol, a temporada 2021 recém começou no Brasil, aos trancos e barrancos, enquanto o ano de 2020 terminou há poucos dias, com a final da Copa do Brasil. Mas não é por isso que não tem novidades na NFL, ainda mais agora, no mês em que abre oficialmente a janela de transferências da liga.

O ano fiscal de 2021 da liga começa em 17 de março. Apesar disso, já houve algumas movimentações importantes até a noite desta segunda-feira. São contratações ou dispensas das franquias já pensando na próxima temporada, que deve ocorrer normalmente em setembro, pois lá nos Estados Unidos, a vacinação contra a Covid-19 segue em ritmo acelerado, realidade bem diferente da nossa, aqui no Brasil, em que vivemos o pior estágio da pandemia. 

Nesta segunda-feira, 15, houve muitas novidades na contração de jogadores. E entre os times, quem marcou presença foi o New England Patriots. O time treinado por Bill Bellichick, que também é o GM, arregaçou as mangas para retomar o caminho dos Playoffs, o que não aconteceu em 2020, interrompendo uma sequência de 12 temporadas seguidas na pós-temporada. Reforçando a defesa, o time contratou o linebacker Matt Judon, ex-Baltimore Ravens, por quatro anos e US$ 56 milhões em salários. E além dele, a equipe trouxe para seu elenco o defensive back Jalen Mills, ex-Philadelphia Eagles, também por quatro anos e US$ 24 milhões. A expectativa para um melhor setor defensivo neste ano acaba ficando grande, pois devem voltar ao elenco o linebacker Dont'a Hightower e o safety Patrick Chung, que optaram por não jogar em 2020 por causa da Covid-19.

Ainda em New England, o ataque foi fortalecido com as contratações dos wide receivers Nelson Agholor e Kendrick Bourne (ex-Las Vegas Raiders e San Francisco 49ers, respectivamente), e do tight end Jonnu Smith, ex-Tennessee Titans. Agholor receberá por dois anos o valor de US$ 26 milhões, já Bourne chega ao Patriots por US$ 22,5 milhões e três anos de contrato, enquanto Smith ficará com o maior contrato: quatro anos e US$ 50 milhões em salários. Todos devem ser bons alvos para o quarterback Cam Newton, que permanece na equipe para 2021, por US$  14 milhões de salário. Além disso, na manhã desta terça-feira, 16, foi contratado o tight end Hunter Henry, ex-Los Angeles Chargers, que receberá US$ 37,5 milhões por três anos.

No domingo, 14 de março, noticiamos a aposentadoria do quarterback Drew Brees, que após 20 anos na NFL, sendo 15 deles no New Orleans Saints, decidiu pendurar as chuteiras. Quanto a quem será o seu sucessor, abre-se uma disputa para a titularidade, se ficará com o versátil Taysom Hill ou com Jameis Winston, que foi titular entre 2015 e 2019 no Tampa Bay Buccaneers.

Pelos atuais campeões do Super Bowl, havia uma expectativa para que alguns dos principais atletas saíssem do Buccaneers, até por conta da valorização que estes teriam no mercado. Mas não foi bem assim. Tom Brady, o quarterback de sete títulos de Super Bowl, renovou o contrato por mais um ano, e o maior jogador de todos os tempos da NFL fica em Tampa pelo menos até 2022 (isso mesmo, teremos Brady em campo com 45 anos). Seu fiel escudeiro, o tight end Rob Gronkowski, também fica. Ele renovou seu contrato por mais um ano, e receberá US$ 10 milhões.

Já no Kansas City Chiefs, atual vice-campeão, as mudanças chegaram principalmente na linha ofensiva, maior problema da franquia na temporada passada. O Chiefs dispensou os offensive tackles Mitchell Schwartz e Eric Fischer. E entre as contratações, Joe Thuney, ex-New England Patriots.

Contratações de impacto têm surgido por vários times. E o Las Vegas Raiders é um deles. O time contratou o defensive end Yannick Ngakoue, por dois anos e US$ 26 milhões de salário. O atleta já foi selecionado ao Pro Bowl, e surgiu no Jacksonville Jaguars, em 2016. No ano passado, jogaria pelo Minnesota Vikings, mas foi trocado para o Baltimore Ravens antes da temporada começar. Ainda no setor defensivo, o Los Angeles Rams renovou o contrato do linebacker Leonard Floyd, que receberá US$ 64 milhões em seu vínculo de quatro anos.

As movimentações também envolvem aqueles times que foram muito mal em 2020, e que tentam se fortalecer para este ano. O New York Jets é um deles. A equipe contratou o wide receiver Corey Davis, ex-Tennessee Titans, por um grande valor. Ele receberá US$ 37,5 milhões por três anos.

E na função de quarterback, um famoso andarilho tem uma nova casa garantida. Ryan Fitzpatrick assinou com o Washington Football Team por uma temporada. Ele receberá US$ 10 milhões para jogar na franquia, e pode ser que seja o titular, pois Alex Smith, o Comeback Player of the Year de 2020, foi dispensado, e tentará arranjar um emprego em outro time. Fitzpatrick irá para o nono time diferente em sua 17ª temporada na carreira. O quarterback tem passagens por Los Angeles Rams (na época, St Louis Rams), Buffalo Bills, Cincinnati Bengals, Houston Texans, New York Jets, Tennessee Titans, Tampa Bay Buccaneers e Miami Dolphins – time em que defendeu em 2020.

Até o fechamento deste texto, estas foram as principais movimentações das equipes da NFL. Assim que tivermos outras novidades, atualizaremos aqui no Left Tackle Brasil. 


sexta-feira, 12 de março de 2021

Análises dos premiados no NFL Honors pela temporada 2020/21

Aaron Rodgers foi eleito o MVP da temporada (foto: Matt Ludtke/AP)

Se o Super Bowl é o ápice do futebol americano para qualquer equipe e qualquer jogador, individualmente, o NFL Honors traz a completa premiação para os destaques individuais da temporada. No dia 6 de fevereiro, véspera do Super Bowl LV, conhecemos os eleitos do Oscar da NFL. Por conta de todo o clima com a decisão da National Football League, vencida pelo Tampa Bay Buccaneers por 31 a 9 contra o Kansas City Chiefs, optei por falar destes nomeados individualmente em uma publicação seguinte ao confronto decisivo ocorrido no mês passado.

Provavelmente você já sabe que o Aaron Rodgers foi o MVP, ou que Justin Herbert foi eleito o Calouro Ofensivo do Ano, e está tudo bem em ter o conhecimento destas informações. E aqui neste conteúdo, falaremos exatamente sobre o porquê de estes e demais atletas e membros da comissão técnica terem sido escolhidos os melhores em suas funções. Curiosamente, nenhuma pessoa do Tampa Bay Buccaneers e nem do Kansas City Chiefs foi nomeada, apesar de que isso não diminui a grande campanha do campeão e vice do Super Bowl, respectivamente. Veja abaixo a lista e nossas análises.

Calouro Ofensivo do Ano

Herbert foi o grande destaque do Los Angeles Chargers na temporada (foto: Harry How/Getty Images)

Escolhido: Justin Herbert, quarterback do Los Angeles Chargers

Ele foi o terceiro quarterback escolhido no Draft de 2020, na sexta posição geral do recrutamento, após as nomeações de Joe Burrow, pelo Cincinnati Bengals, e de Tua Tagovailoa, pelo Miami Dolphins. Justin Herbert foi selecionado para ser o sucessor de Philip Rivers no Los Angeles Chargers, após este ter feito história na franquia e ir para o Indianapolis Colts em sua última temporada na carreira. 

O novo QB do Chargers seria reserva nas primeiras semanas, mas após o médico da equipe perfurar o pulmão de Tyrod Taylor, então titular, Herbert foi alçado para jogar na semana 2 a minutos da partida contra o Kansas City Chiefs. E foi muito bem! Não só neste duelo como em vários outros ao longo da temporada regular. Nos 15 jogos em que atuou, Herbert passou para 4336 jardas, 31 touchdowns e 10 interceptações. A franquia de Los Angeles terminou em terceiro em sua divisão, com campanha de 7-9, insuficiente para ir aos Playoffs. Porém, o desempenho de seu quarterback, escolhido o Calouro Ofensivo do Ano, dá sinais de esperança para os próximos anos.

Calouro Defensivo do Ano

Young fortaleceu o setor defensivo da franquia de Washington (foto: Getty Images)

Escolhido: Chase Young, defensive end do Washington Football Team

Chase Young foi a segunda escolha geral do Draft passado, e as análises prévias do recrutamento já indicavam que ele tinha potencial de ser um grande jogador. Na temporada regular, jogando pelo Washington Football Team, correspondeu bem às expectativas. O jovem atleta foi um dos melhores do setor defensivo da franquia, e nas 15 partidas em que atuou, fez 42 tackles ao todo, com 7,5 sacks e 4 fumbles forçados. Young foi peça fundamental para contribuir com a classificação de seu time até a pós-temporada. Washington não frequentava os Playoffs desde a temporada de 2015.

Assistente Técnico do Ano

Escolhido: Brian Daboll, coordenador ofensivo do Buffalo Bills

Daboll contribuiu para o fortalecimento do ataque do Bills (foto: USA Today Sports)

A carreira de Brian Daboll na comissão técnica é de mais de 20 anos, seja pelo High School, College Football e NFL. Já foi cinco vezes campeão do Super Bowl como assistente no New England Patriots. Como coordenador ofensivo do Buffalo Bills desde 2018, não é a primeira vez que ocupa esta função. Porém, Daboll nunca havia sido escolhido o melhor auxiliar de toda a liga.

Junto com o técnico Sean McDermott, Daboll auxiliou na revolução ofensiva do time, que mudou seu patamar desde a escolha do quarterback Josh Allen no Draft de 2018. Em 2020, a equipe avançou para os Playoffs pela segunda vez consecutiva, e chegou até a final da AFC, quando saíram derrotados pelo Kansas City Chiefs. Além disso, o Bills desta última temporada foi o vencedor da AFC Leste, divisão a qual o time não vencia desde 1995.

A eleição é feita com base apenas no desempenho da temporada regular, mas aqui cabe destacar que também poderia ser premiado como Assistente Técnico do Ano o coordenador defensivo do Tampa Bay Buccaneers, Todd Bowles, por transformar a defesa do time campeão do Super Bowl LV como uma potência. Vale lembrar que este setor não cedeu nenhum touchdown ao Chiefs na decisão. Mas a escolha de Daboll também foi uma boa decisão.

Técnico do Ano

Treinador foi o responsável por recolocar o Browns nos Playoffs após 18 anos (foto: Michael Ainsworth/AP)
Escolhido: Kevin Stefanski, treinador do Cleveland Browns

Depois de 14 temporadas como funcionário do Minnesota Vikings (ocupando diversos cargos até ser efetivado como coordenador ofensivo em 2019), Kevin Stefanski se mudou para o Cleveland Browns com um imenso desafio. Em seu primeiro ano como head coach, tinha a missão de colocar a franquia novamente nos Playoffs, o que não acontecia desde 2002. 

E conseguiu isso logo de cara. O Browns finalmente conseguiu jogar bem depois de tantos anos tentando sua reconstrução e com diversas trocas de treinador. A equipe de Baker Mayfield, Myles Garrett, Nick Chubb e Jarvis Landry conseguiu 11-5 na temporada regular, e nos Playoffs, foi além, conseguindo uma enorme vitória sobre o Pittsburgh Steelers. O time acabou caindo na fase seguinte para o Kansas City Chiefs, mas nada que apagasse o grande ano de Stefanski, eleito o melhor técnico de forma merecida.

Comeback Player Of The Year

Atleta passou por 17 cirurgias até retornar aos gramados (foto: Justin Aller/Getty Images)

Escolhido: Alex Smith, quarterback do Washington Football Team

Em 2018, Alex Smith sofreu um tackle e foi para o chão. Os médicos da equipe de Washington rapidamente o atenderam, e viram que havia uma grave lesão na perna. Imediatamente o levaram para o hospital. Uma cirurgia de emergência foi feita, até a descoberta que o problema era ainda maior, devido a uma infecção bacteriana grave. E assim iniciou uma saga que envolveu a luta pela vida do atleta, que quase veio à óbito, e que após sobreviver, por muito pouco não precisou amputar a perna. Quase dois anos depois, além das 17 cirurgias de recuperação, o jogador voltou a entrar em campo.

Na recente temporada, Smith participou de oito partidas apenas. A maioria delas como titular. Ele passou para 1.582 jardas, 6 touchdowns e 8 interceptações. Apesar dos números, o Washington Football Team cresceu com ele em campo. Com Alex Smith de titular, o time teve cinco vitórias e uma derrota. E mesmo que a equipe não fosse aos Playoffs (foi campeã da divisão e eliminada no Wildcard), depois de tudo o que o camisa 11 passou, não teria como o prêmio Comeback Player Of The Year ser para outra pessoa. O prêmio é destinado para quem retornou à liga jogando bem após uma grave lesão no ano anterior.

No entanto, para 2021 o destino de Smith é incerto. Washington confirmou que dispensará ele nesta Offseason. Aos 36 anos, ele ainda pretende continuar jogando na NFL e continuar com sua saga de superação.

Jogada da Temporada

Lance derradeiro deu ao Arizona Cardinals a vitória contra o Buffalo Bills na temporada regular (foto: Christian Petersen/Getty Images)

Lance escolhido: A Hail Mary lançada pelo quarterback do Arizona Cardinals, Kyler Murray, para o wide receiver DeAndre Hopkins, garantindo a vitória contra o Buffalo Bills

Nos últimos anos, o nome de Aaron Rodgers, o quarterback do Green Bay Packers, virou sinônimo de Hail Mary. Até mesmo o apelido de Hail Rodgers ele chegou a ganhar, por ter sido o protagonista de três lances assim entre as temporadas de 2015 e 2016. Porém, em 2020, Rodgers ganhou um concorrente em lançar passes em profundidade no apagar das luzes. Kyler Murray, que fez uma ótima temporada pelo Arizona Cardinals, apesar da ausência nos Playoffs, protagonizou o gigantesco momento da equipe, ao lançar para DeAndre Hopkins anotar o touchdown da vitória sobre o Buffalo Bills.


 A Hail Mary é uma jogada que só é usada em situações extremas. Ela consiste em um passe gigante do quarterback para a endzone, normalmente nos últimos segundos da partida, para que alguém receba para touchdown. Raramente dá certo, mas quando dá certo, o lance vira memorável. A jogada se chama Hail Mary por causa de Roger Staubach, quarterback do Dallas Cowboys nos anos 1970, que anotou um TD desta maneira. Ao explicar o lance, Staubach disse que jogou a bola para o alto e rezou uma Ave Maria para ver se dava certo. Ave Maria em inglês é... Hail Mary. O nome se popularizou e até hoje é utilizado na NFL.

Jogador Defensivo do Ano

Defensor do Rams leva o prêmio pela terceira vez (foto: Stephen Brashear/AP)


Escolhido: Aaron Donald, defensive tackle do Los Angeles Rams

Se fecharmos os olhos para citar nominalmente os dez melhores defensores da NFL na atualidade, sem pensar muito e independente da posição, o nome de Aaron Donald estará na lista. Na liga desde 2014, quando foi selecionado pelo Rams, Donald não ficou de fora de nenhum jogo. Soma-se isso ao fato de que, com a nomeação de 2020 como o Jogador Defensivo do Ano, recebe este prêmio individual pela terceira vez na carreira, assim como em 2017 e 2018. 

Nesta última temporada, Aaron Donald teve 44 tackles totais, com quatro fumbles forçados e 13,5 sacks. Sua escolha como melhor atleta de defesa da temporada não chegou a ser uma unanimidade, pois concorreu com o defensive end do Pittsburgh Steelers, TJ Watt. Porém, esta nomeação continua sendo merecida.

Jogador Ofensivo do Ano

Escolhido: Derrick Henry, running back do Tennessee Titans

Henry se tornou o oitavo na história a correr para 2000 jardas em uma única temporada (foto: Wade Payne/AP)

Normalmente este prêmio é dado ao MVP da temporada. Mas desta vez, quem levou a melhor como Jogador Ofensivo do Ano não foi eleito como o melhor de toda a liga. Derrick Henry, o running back do Tennessee Titans, fez a melhor temporada de sua carreira. O camisa 22 correu para impressionantes 2.027 jardas, e para 17 touchdowns. Henry se tornou o oitavo na história da NFL a correr para mais de 2 mil jardas. 

Desde 2016 na NFL, o running back vive o auge como profissional. É inegável que, com Derrick Henry, o Tennessee Titans cresceu consideravelmente. Não é a toa que a franquia tem garantido a presença nos Playoffs nos últimos anos. 

MVP

(foto: Quinn Harris/Getty Images)

Escolhido: Aaron Rodgers, quarterback do Green Bay Packers

MVP é a sigla em inglês para Jogador Mais Valioso. Mas, na prática, o prêmio vai para o melhor atleta da liga na temporada. Quase sempre vai para um quarterback, e desde 2013, somente QBs são os escolhidos. E se voltarmos os nomeados para atletas de defesa, foi em 1986 em que o último defensor foi eleito o melhor atleta.

Mas nossa análise é de 2020. E Aaron Rodgers foi o grande merecedor da honraria. É a terceira vez que o quarterback do Green Bay Packers leva o prêmio de MVP, assim como foi em 2011 e 2014. Na última temporada, Rodgers completou 372 passes, para 4.299 jardas, 48 touchdowns e apenas cinco interceptações. Dos 50 representantes da imprensa dos Estados Unidos que votam para decidir quem é o melhor, 44 deles votaram em Rodgers. Outros quatro votaram em Josh Allen, o QB do Buffalo Bills, e duas pessoas votaram em Patrick Mahomes, o quarterback do Kansas City Chiefs, vice-campeão do Super Bowl LV.

Ainda sobre Rodgers, ele é outro exemplo que envolve atletas em idade avançada que continuam jogando em alto nível. Ele está com 37 anos e sem indícios de que irá se aposentar em breve. Ou seja, ainda vai castigar muito as defesas adversárias com seus grandes passes.

segunda-feira, 8 de março de 2021

Por que não devemos parabenizar as mulheres pelo dia 8 de março

Sarah Fuller se tornou a primeira mulher a jogar na conferência SEC, do College Football (foto: Hunter Dyke/Getty Images)

Hoje é dia 8 de março, o Dia Internacional da Mulher. É uma data na qual é celebrada para reforçar a luta pela igualdade de gênero entre mulheres e homens. Oficializado em 1975 pela Organização das Nações Unidas (ONU), este dia é marcado por atos desde o início do século XX ao redor do mundo. E cabe reforçar que são reinvindicações importantes, e que devem ser reforçadas a cada ano por mais direitos para elas.

Os primeiros movimentos por igualdade de gênero foram registrados em 26 de fevereiro de 1909, em Nova York, nos Estados Unidos. Na ocasião, 15 mil mulheres marcharam nas ruas da cidade por melhores condições de trabalho, pois muitas delas chegavam a trabalhar 16 horas por dia e em seis dias da semana. Na Europa, em 1910, a alemã Clara Zetkin propôs a criação de uma jornada de manifestações durante uma reunião da Segunda Conferência Internacional das Mulheres Socialistas, sem ter uma data específica. Após este encontro, o primeiro dia oficial da mulher foi datado em 11 de março do ano seguinte, em 1911.

O uso do 8 de Março como data do Dia Internacional da Mulher começou ainda em 1917. Na Rússia, em 8 de março daquele ano, milhares de mulheres foram às ruas protestar contra a fome e contra a Primeira Guerra Mundial. Aquele movimento foi o início da Revolução Russa, que derrubou o regime dos czares para o surgimento da União Soviética. Anos depois, em 1975, a ONU definiu oficialmente a data, celebrada hoje em diversos países com protestos pela igualdade entre mulheres e homens.

Mais de 100 anos depois dos primeiros atos em favor dos direitos iguais para as mulheres, ainda é evidente que há muito trabalho para que esta igualdade seja efetiva. E isso se inclui no mundo dos esportes. Em 2019, as jogadoras da seleção de futebol dos Estados Unidos processaram a federação por discriminação de gênero. Em 2015, o time norte-americano venceu a Copa do Mundo Feminina, e recebeu como prêmio US$ 1,72 milhão, enquanto a seleção de futebol masculino recebeu US$ 5,4 milhões por sua participação até as oitavas de final da Copa do Mundo de 2014, no Brasil.

E quando falamos em desigualdade de gênero nos esportes, no futebol americano isso é ainda mais evidente. Enquanto a NFL é uma liga multibilionária nos Estados Unidos, e obviamente é a maior da modalidade, para o gênero feminino, não há uma competição que tenha a mesma visibilidade do que a da National Football League. A maior das ligas para mulheres em terras estadunidenses é a Women's Football Alliance, criada em 2009 e que para a edição de 2021 promete 66 times. A competição não é transmitida no Brasil, e é jogada em regras semelhantes às da NFL.

Porém, mundialmente, a liga feminina de futebol americano que ganhou notoriedade, inclusive chegando a ser exibida em solo brasileiro há alguns anos, é a Extreme Football League, antiga Legends Football League e que surgiu como Lingerie Football League, em 2009. Por mais que seu nome tenha mudado, a cultura da competição ainda é a mesma. Basicamente, em seus jogos, mulheres usando lingerie, e com o mínimo de proteção contra lesões após os tackles, jogam futebol americano. O objetivo do campeonato até pode ser o de definir uma equipe campeã, mas na prática, a exibição foca apenas nos corpos das atletas, servindo como um espetáculo de entretenimento barato, do nível daqueles antigos programas da TV aberta nos anos 90 que exibiam as mulheres de forma sexista, como aquele da "Musa da Camiseta Molhada", por exemplo.

Apesar deste péssimo exemplo, acredito na esperança de que a desigualdade de gênero no futebol americano seja reduzida. No caso da NFL, as mulheres já vêm ganhando espaço na comissão técnica de alguns times. A pioneira foi Jen Welter, que estava no corpo de treinadores do Arizona Cardinals de 2015, que foi finalista da NFC. Atualmente, há outras integrantes, como a assistente técnica de wide receivers do San Francisco 49ers, Katie Sowers – primeira a integrar um time participante do Super Bowl, em 2020; Lori Locust e Maral Javadifar, assistente técnica de linha defensiva e preparadora física, respectivamente, do Tampa Bay Buccaneers – pioneiras na comissão de um time campeão do Super Bowl, em 2021. Citamos como exemplo também Callie Brownson, que atuou como técnica interina de tight ends no Cleveland Browns em uma partida de 2020, e se destacou por seu trabalho, sendo mencionada no Hall da Fama da liga. E, no corpo de juízes, impossível não mencionar Sarah Thomas, a primeira árbitra de campo, que graças ao seu brilhante trabalho, esteve na equipe atuante no Super Bowl LV, em fevereiro deste ano. E fora da NFL, ainda tivemos a atleta Sarah Fuller, a primeira a jogar em um time da SEC, uma das principais conferências do futebol americano universitário. Ela atuou como kicker pela universidade de Vanderbilt.

Embora importantes, estes passos são apenas o começo na luta por direitos iguais entre mulheres e homens no futebol americano, esporte o qual cubro aqui neste site há quase cinco anos. Que em breve o público feminino tenha ainda mais espaço dentro da modalidade em campo, e não apenas fora dele. Que exemplos como de Sarah Thomas, Jen Welter e Sarah Fuller se multipliquem ainda mais. E que a luta de vocês, mulheres, por igualdade de gênero, seja ainda mais fortalecida.

Portanto, é válido que você, homem que está lendo este texto, não parabenize pelo Dia Internacional da Mulher. De nada adianta que elas recebam parabéns, flores e chocolates em uma data do ano, se durante todos os outros 364 dias elas ainda têm de enfrentar um mundo cheio de misoginia, sexismo, desigualdade e desrespeito. Principalmente no meio esportivo, onde elas têm sua competência questionada o tempo todo.