terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Clemson vira o jogo a um segundo do final, e conquista título nacional no College

Quarterback DeShaun Watson (4) foi o grande nome na virada da equipe

Quem não ficou acordado até a madrugada desta segunda-feira (9) perdeu uma épica decisão do College Football. A universidade de Clemson se sagrou campeã nacional ao vencer Alabama por 35 a 31, com direito ao touchdown da vitória ser anotado a um segundo do final. O duelo foi realizado no Raymond James Stadium, em Tampa, casa do Tampa Bay Buccaneers, da NFL. Foi a revanche de Clemson, já que no ano passado, a equipe perdeu a final do College para Alabama.

Foi uma grande noite do quarterback DeShaun Watson, de Clemson, que foi o principal nome da equipe na virada da partida, mostrando que pode ser um bom jogador na NFL. O atleta passou para 420 jardas e três touchdowns, e ainda correu para 46 jardas e um TD. O wide receiver Hunter Renfrow recebeu dois passes para TD, e Mike Williams recebeu outro passe para a endzone. No jogo terrestre, Waine Gallman II correu também para um touchdown.

Em Alabama, o quarterback Jalen Hurts teve 131 jardas e um touchdown. Ele também correu para um TD, totalizando 63 jardas terrestres. O running back Bo Scarbrough correu para 93 jardas e dois touchdowns. O tight end O. J. Howard também recebeu um passe para a endzone.

O confronto começou com Alabama fazendo uma grande partida. Após uma quarta para uma jarda não convertida por Clemson, Aproveitando-se do turnover on downs, Alabama comandou um drive rápido, de apenas três jogadas, para um touchdown de Bo Scarbrough de 25 jardas.  Já no segundo quarto, o running back conseguiu outro TD, este de 37 jardas, deixando o jogo em 14 a 0 para os campeões das finais do ano passado. Com 6:09 restando para o intervalo, foi a vez de Clemson iniciar sua reação, com um touchdown terrestre do quarterback DeShaun Watson. O placar foi de 14 a 7 para Alabama no intervalo.

Na volta dos vestiários, as chances de título de Clemson pareciam perdidas, após um fumble em seu campo, retornado para a linha de 16 jardas. Mas o bom trabalho defensivo forçou apenas um field goal para Alabama. Na sequência, Clemson voltou a reagir, com um passe de DeShaun Watson para Hunter Renfrow. Ao final do terceiro período, Alabama voltou a colocar dez pontos de vantagem no jogo, com um passe para touchdown de Jalen Hurts para O.J. Howard, em uma jogada de 68 jardas.

Os 15 minutos finais foram de extrema emoção. Ainda no início do último quarto, DeShaun Watson passou para Mike Williams na endzone, deixando o time ainda três pontos atrás no placar. Restando pouco mais de quatro minutos para o fim do jogo, Clemson, enfim, conseguiu a virada, em um drive de 88 jardas em apenas seis jogadas. Na beira da endzone, Waine Gallman II correu para o TD de uma jarda, deixando o jogo em 28 a 24. Com 2:07 para zerar o relógio, foi a vez de Alabama voltar a liderar no placar, com uma corrida de 30 jardas do quarterback Jalen Hurts.

Clemson conseguiu um excelente drive, com o time parando na linha de duas jardas no campo de ataque. Perdendo por três pontos, a seis segundos do fim, um field goal seria suficiente para levar o jogo à prorrogação. Mas o time foi na ousadia e arriscou a conversão. DeShaun Watson viu Hunter Renfrow livre na endzone, e lançou a bola para ele. Touchdown! A um segundo do fim, Clemson virou o jogo, e conquistou o título nacional do College Football.

domingo, 8 de janeiro de 2017

Com Hail Mary de Aaron Rodgers, Packers dispara no segundo tempo e vence último duelo do Wildcard

Aaron Rodgers (12) lançou para quatro touchdowns, três deles para Randall Cobb (18) (foto: Packers.com)

No duelo mais empolgante da rodada de Wildcard, o Green Bay Packers venceu o New York Giants neste domingo (8) por 38 a 13. A vitória arrasadora no Lambeau Field classificou o time do Wisconsin à semifinal da NFC. Na próxima semana, o time enfrentará o Dallas Cowboys na próxima semana, no domingo (15), às 19h40, no AT & T Stadium.

Foi um confronto que se tornou o grande cabo eleitoral do quarterback Aaron Rodgers para o prêmio de MVP da temporada. O jogador passou para 362 jardas e quatro touchdowns, com direito a uma Hail Mary no final do primeiro tempo, mais uma na carreira dele. Randall Cobb foi o recebedor mais efetivo do time, com três recepções para TD. Defensivamente, o time conseguiu dois turnovers, e a secundária ainda anulou o wide receiver Odell Beckham Jr, que dropou a bola em algumas oportunidades.

O confronto também marcou a quebra de um incômodo tabu. Nos dois últimos duelos entre Packers e Giants em playoffs no Lambeau Field, em 2007 e 2011, foi a equipe de Nova York quem se saiu vencedora.

Apesar do placar elástico, a partida começou tensa para Green Bay. O New York Giants fazia um excelente início de partida. O quarterback Eli Manning (299 jardas, um TD e uma interceptação) conectou bons passes, para muitas jardas, logo em seus primeiros drives. Mas os drops de seus wide receivers levaram o time para chutar um field goal, convertido por Robbie Gould. O trabalho defensivo de Nova York também evitou que Aaron Rodgers conectasse passes em profundidade, com uma ótima marcação de sua secundária em cima dos wide receivers da equipe.

O segundo período começou com a defesa de Green Bay cedendo menos jardas que no primeiro quarto de jogo. Porém, o ataque seguia pouco efetivo. Enquanto isso, o Giants conseguiu mais um field goal, deixando a vantagem em 6 a 0.

Mas aí surgiu a estrela de Aaron Rogers, e quando ele resolve arregaçar as mangas, o estrago pode ser enorme. Em um drive que começou já no campo de ataque, o quarterback lançou dois bons passes para Devante Adams, um deles para o touchdown que deu ao Packers a vantagem no placar. Na posse seguinte, Rodgers provou mais uma vez que a alcunha de "Homem Hail Mary" se aplica ao jogador. Com seis segundos para o intervalo, o atleta lançou uma hail mary de 42 jardas para Randall Cobb. Touchdown! Mais uma vez em uma grande jogada, na iminência do relógio zerar. O Packers foi para os vestiários vencendo por 14 a 6. A partir deste momento, a partida ganhou outros ares.


A metade final da partida começou com uma má notícia para o Green Bay Packers.O wide receiver Jordy Nelson machucou a costela ainda no primeiro tempo, mas teve confirmada a sua ausência no restante do confronto. Em campo, a partida começou a ficar mais intensa, provando ser o melhor jogo desta fase de Wildcard. O Giants voltou para o jogo, e anotou o seu primeiro touchdown na partida, com um grande passe de Eli Manning para Tavarres King, em sua primeira recepção para TD na carreira. Logo na posse seguinte, foi a vez do Packers conseguir o TD, após mais uma conexão de Aaron Rodgers para Randall Cobb para a endzone. O time ainda converteu um field goal no terceiro período.

O Green Bay Packers seguiu com importantes avanços no último período. Em um drive longo, o quarterback fez mais um passe para TD, o quarto dele na partida, a terceira recepção de Randall Cobb no plano de gol. Perdendo por 18 pontos, o Giants ainda tentou reagir, mas Eli Manning sofreu um fumble, forçado por Clay Matthews. Gastando o relógio, Green Bay ainda conseguiu mais um touchdown, com o full back Aaron Ripkowski, sacramentando a sua classificação à semifinal da Conferência Nacional.

As semifinais da NFC já estão definidas. O Packers viajará até Arlington, no Texas, para enfrentar o Dallas Cowboys no próximo domingo (15). O outro duelo será entre Atlanta Falcons e Seattle Seahawks, no sábado (14) às 19h35, no Georgia Dome, em Atlanta.

Steelers domina e conquista a última vaga para a semifinal da AFC

Le'Veon Bell (26) quebrou o recorde de jardas terrestres em playoffs (foto: Steelers.com)
No terceiro duelo da fase de Wildcard, o Pittsburgh Steelers teve uma ótima atuação, e venceu o Miami Dolphins por 30 a 12. Com o apoio de sua torcida no Heinz Field, somado ao congelante clima de Pittsburgh, o time avança na pós-temporada da NFL, e agora vai jogar a semifinal da Conferência Americana contra o Kansas City Chiefs, no próximo domingo (15), às 16h05.

Derrotado, o Miami Dolphins está fora da pós-temporada, e o time segue com o incômodo tabu de não vencer uma partida de playoffs desde a temporada de 2000. O quarterback Matt Moore lançou para um touchdown na partida, mas sofreu três turnovers, sendo uma interceptação e dois fumbles.

Foi um jogo de grande domínio de Pittsburgh ofensiva e defensivamente. No ataque, o poderoso trio envolvendo o quarterback Ben Roethlisberger, o wide receiver Antonio Brown e o running back Le'Veon Bell contribuiu muito com a vitória. Big Ben acertou 13 passes para 197 jardas e dois touchdowns. Antonio Brown recebeu para 124 jardas e dois TD's. E Le'Veon Bell estreou na pós-temporada em sua carreira com 167 jardas e dois TD's, quebrando o recorde de jardas terrestres em uma partida de playoffs na história da franquia. A equipe também conseguiu três turnovers, com Ryan Shazier e James Harrison sendo os grandes nomes do time de defesa.

A partida começou favoravel aos Steelers desde o início. Em sua primeira posse de bola, o time anotou um touchdown com passe de Ben Roethlisberger para Antonio Brown, que fez uma grande jogada de 50 jardas até a endzone. Logo na sequência, a conexão entre Big Ben e Antonio Brown resultou em outro TD, de 62 jardas. Miami logo reagiu com um bom drive, porém a equipe pontuou apenas com um field goal.

O segundo quarto começou com excelentes avanços de Pittsburgh, agora, com Le'Veon Bell no jogo terrestre. Com muito esforço, o atleta chegou à endzone para mais um touchdown. Com isso, os Steelers conseguiram deixar o jogo em 17 pontos de diferença. O Dolphins voltou a pontuar com outro field goal convertido por Andrew Franks. A esperança para Miami veio com uma interceptação em cima de Big Ben. Quando o Dolphins já estava na redzone, o quarterback Matt Moore sofreu um fumble forçado por James Harrison. Os Steelers foram ao intervalo vencendo por 20 a 6.

Quando as equipes voltaram aos vestiários, o Miami Dolphins fazia mais um ataque promissor, até que Moore e o running back Jay Ajayi se atrapalharam em uma jogada, e o fumble foi recuperado pelos Steelers. Após um field goal convertido, Pittsburgh conseguiu mais uma interceptação, com Ryan Shazier. O domínio foi ainda maior na sequência, com mais um touchdown de Le'Veon Bell.

No último quarto, já com o placar encaminhado a favor dos Steelers, o Miami Dolphins conseguiu seu primeiro touchdown na partida, com um passe curto de Matt Moore para Damien Williams. A equipe ainda tentou uma conversão de dois pontos sem sucesso.

Com este resultado, estão definidos os confrontos das semifinais da AFC. O Pittsburgh Steelers encara na próxima semana o Kansas City Chiefs, enquanto o Houston Texans duelará contra o New England Patriots.

Seahawks confirma favoritismo e vence Lions no Wildcard

Com 161 jardas terrestres, Thomas Rawls foi o grande nome da equipe na partida (foto: Seahawks.com)

Com uma atuação dominante, o Seattle Seahawks venceu o Detroit Lions por 26 a 6, na segunda partida do Wildcard da NFL, neste sábado (14). A vitória em casa, no Century Link Field, confirma Seattle na próxima fase dos playoffs, na semifinal da NFC. Foi a décima vitória consecutiva da franquia em casa em duelos de pós-temporada, sendo a terceira maior marca na história da NFL nesta estatística.

É o quinto ano consecutivo que o Seahawks fica entre os oito melhores da NFL. Agora, a equipe viajará até Atlanta, onde enfrenta o Falcons, segundo colocado na Conferência Nacional.

Enquanto o Lions mantém um incômodo tabu. Desde 1991 o time não vence uma partida de pós-temporada. Detroit é o único time da NFC que nunca disputou um Super Bowl.

O desempenho do Seahawks foi muito mais efetivo no jogo terrestre, principalmente com Thomas Rawls. O running back correu para 161 jardas e um touchdown, sendo o grande nome da partida. O quarterback Russell Wilson lançou para 224 jardas e dois TD's, também colaborando para o bom rendimento do time.

As defesas dominaram as ações de grande parte do primeiro quarto. Tanto o Lions quanto o Seahawks pouco conseguiram fazer em suas posses de bola. Russell Wilson foi quem teve mais dificuldade, sofrendo três sacks. Matthew Stafford, o quarterback do Detroit Lions, também foi pouco efetivo, apesar de não ter sofrido sacks nos primeiros 15 minutos de jogo, que foram sem nenhuma pontuação das duas equipes.

O início do segundo quarto teve algumas jogadas decisivas. Já posicionado no campo de ataque, o Detroit Lions tentou converter uma quarta descida para uma jarda e não conseguiu. Com isso, o Seahawks começou a atacar próximos da metade do seu campo. Com o jogo terrestre liderado por Thomas Rawls, Seattle chegou até a linha de duas jardas. De maneira ousada, a equipe arriscou a quarta descida, e Russell Wilson acertou o passe para touchdown, recebido por Paul Richardson com uma das mãos. O lance ainda rendeu uma polêmica, pois Richardson cometeu uma falta de facemask no jogador de defesa dos Lions, e os árbitros não assinalaram a infração.


Ainda na primeira metade da partida, o Seattle Seahawks ampliou sua vantagem com um field goal convertido por Steven Hauschka. O Lions apresentou melhora ofensiva no final do segundo quarto, após Matthew Stafford  conectar bons passes, mas a equipe não conseguiu o TD, e teve de se contentar com um field goal de Matt Prater. No intervalo, Seattle vencia a partida por 10 a 3.

O terceiro período começou com Detroit diminuindo a desvantagem, com mais um field goal. Mas as corridas de Seattle contribuíram para que o time avançasse muitas jardas. O touchdown não veio nesta posse, e a equipe chutou um field goal, já no último quarto.

No drive seguinte, o Seahawks conseguiu mais um touchdown, este sendo um TD terrestre de Thomas Rawls. Porém, o extra point perdido ainda deixava um rastro de incerteza para a vitória. A posse seguinte dos donos da casa foi muito mais efetiva, com a equipe avançando muitas jardas, com direito a duas incríveis recepções: mais uma de Paul Richardson com uma das mãos, e a outra com Doug Baldwin, que precisou do apoio de suas nádegas para ter o controle da bola. Na sequência, o próprio Baldwin recebeu um passe para touchdown, sacramentando a vitória de Seattle.


Por ter ficado em terceiro na NFC, o Seahawks já tem definido seu próximo adversário. No próximo sábado (14), a equipe enfrentará o Atlanta Falcons fora de casa, no Georgia Dome. O jogo será às 19h35, pelo horário de Brasília.

sábado, 7 de janeiro de 2017

Sem dificuldades, Texans vence partida de abertura dos playoffs da NFL

Osweiller (17) retornou à titularidade fazendo uma grande partida (foto: houstontexans.com)


Estamos nos playoffs! E já temos o primeiro vencedor na pós-temporada. O Houston Texans venceu o Oakland Raiders neste sábado (7), na partida que abriu a rodada de Wildcard na NFL. A vitória por 27 a 14 deixa o time de Houston com esperanças de ser a primeira franquia da história da NFL a jogar o Super Bowl em seu estádio, já que a edição 51 da grande final será no NRG Stadium, a casa do Texans.

Agora a franquia vencedora viaja até Foxboro, onde enfrenta o New England Patriots na semifinal da AFC. A partida será no sábado, às 23h10, no Gillette Stadium.

O duelo marcou o retorno de Brock Osweiller como quarterback titular do Houston Texans. Ele havia sido colocado ao banco de reservas após alguns desempenhos ruins na temporada regular. O atleta voltou à titularidade porque Tom Savage sofreu uma concussão na semana passada, e não poderia entrar em campo neste sábado. Osweiller fez um bom jogo, acertando 14 passes, para 168 jardas e um touchdown, além de correr até a endzone uma vez.

A partida começou tensa para o Oakland Raiders, especialmente no ataque. O calouro quarterback Connor Cook, substituto de Derek Carr, acertava poucos passes, e foi interceptado na linha de 15 jardas de seu campo. Aproveitando-se dos erros ofensivos de Oakland, o Texans anotou um touchdown com Lamar Miller avançando no jogo terrestre, e também com um field goal de Nick Novak. Os 10 pontos sofridos no início da partida fizeram o Raiders reagir. Após um bom retorno de punt, o time fez boas corridas e conseguiu um touchdown com Latavius Murray.

O segundo quarto foi com menos intensidade ofensiva. Os dois times fizeram poucas jogadas para mais de 10 jardas. Antes do Two Minute Warning, o Texans havia pontuado com um field goal. Nos dois minutos finais, Houston conseguiu um excelente drive, sob a liderança de Brock Osweiller e do wide receiver DeAndre Hopkins. A parceria entre QB e WR resultou em um touchdown. E para piorar os problemas ofensivos do Raiders, a equipe ainda sofreu com a lesão de seu center, o jogador Rodney Hudson.O Texans foi para o intervalo com uma excelente vantagem, vencendo por 20 a 7.

A sequência da partida foi repleta de drives curtos e muitos punts. Não houve turnovers, nem mesmo pontuações no terceiro período. No quarto final da partida, o Houston Texans anotou mais um touchdown, com corrida de Brock Osweiller para a endzone, deixando em três posses a vantagem na partida. O Raiders tentou uma reação, com um passe para touchdown de Connor Cook para Andre Holmes, mas duas interceptações do quarterback nos minutos finais deixaram o time de Oakland fora da próxima fase.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Playoffs da NFL iniciam com a expectativa de grandes confrontos


Janeiro, um mês de muito calor, de praias e piscinas, e também do melhor momento esportivo do ano: os playoffs da NFL. É o período em que o delírio e a insanidade dos mata-matas mais emocionantes do mundo chega até nós, e que sempre nos presenteia com grandes partidas, e confrontos imprevisíveis, no caminho que se encerrará no Super Bowl LI, no dia 5 de fevereiro, em Houston, no NRG Stadium.
Depois de longas 17 semanas, com cada equipe realizando 16 jogos, agora é o momento de descobrirmos quais delas vão mesmo ter mais chances de conquistar o título. Restam apenas 12 times, que a partir deste sábado (7), entram em confrontos diretos e eliminatórios por uma das duas vagas ao Super Bowl.
Para quem ainda não conhece o sistema de eliminatórias na NFL, estas 12 franquias estão divididas em duas conferências, a Nacional (NFC) e a Americana (AFC). Classificam-se para os playoffs os campeões das divisões Norte, Sul, Leste e Oeste de cada uma delas, além dos dois times de melhor campanha que não conquistaram um título divisional, totalizando seis equipes por conferência. Os dois melhores de cada uma delas entram nos mata-matas na semana seguinte (14 e 15 de janeiro), enquanto o restante já se enfrenta nos dias 7 e 8. Os confrontos são em melhor de um jogo, em que quem vencer seguirá na disputa, e quem perder estará eliminado.
Neste sábado e domingo haverá a rodada de Wildcard, a primeira fase de playoffs. Folgam no final de semana: New England Patriots e Kansas City Chiefs, pela AFC, e Dallas Cowboys e Atlanta Falcons, na NFC. Confira agora os jogos, e o que esperar de cada um deles.

Houston Texans x Oakland Raiders (Sábado, 19h35)
Pelo segundo ano consecutivo, será um jogo do Houston Texans o que abrirá os playoffs da NFL. A franquia tenta o inédito feito de ser o primeiro time a sediar um Super Bowl e entrar em campo na decisão. Mas o caminho para chegar à pós-temporada não foi fácil. O Texans sofreu com lesões importantes, como a do defensor JJ Watt, e teve de trocar seu quarterback titular após o mau desempenho de Brock Osweiller e seu contrato de US$ 72 milhões. Com Tom Savage na posição, o time conseguiu sair do aperto e conquistou a equilibrada AFC Sul com uma campanha em 9-7. Porém, Houston terá de entrar em campo no Wildcard com Osweiller, já que Savage sofreu uma concussão e não poderá entrar em campo.
Mesmo visitante, o Oakland Raiders é o favorito no duelo. Desde 2002 a equipe não disputava uma partida de playoffs, e em 2016 fez uma excelente temporada, com uma campanha em 12-4. O time só não ganhou a AFC Oeste porque o Kansas City Chiefs levou a melhor nos confrontos diretos. O que pesa contra o Raiders a partir de agora é a ausência de seu principal jogador, o quarterback Derek Carr, que machucou o joelho na véspera de Natal, e está impossibilitado de entrar em campo. Caberá a Matt McGloin ser o QB substituto, e junto com Latavius Murray e Amari Cooper no ataque, e Khalil Mack na defesa, o time tentará se manter na sequência do campeonato.

Seattle Seahawks x Detroit Lions (sábado, 23h15)
Desde que o QB Russell Wilson foi selecionado no Draft pelo Seattle Seahawks, a equipe não sabe o que é ficar de fora dos playoffs. Pela quinta vez consecutiva, a franquia chega à pós-temporada na esperança de repetir os feitos de 2013 e 2014, quando chegou ao Super Bowl, vencido em 2013. Por muitas semanas, Seattle figurou na segunda posição geral na NFC, o que garantiria a folga, mas derrotas importantes para Green Bay Packers e Arizona Cardinals nas últimas rodadas forçaram a ida da equipe ao Wildcard. O ponto favorável à equipe é jogar no Century Link Field, onde a torcida sempre empurra o time, causando um verdadeiro clima infernal para os adversários. O problema é justamente a defesa, conhecido ponto forte do time, que está com importantes desfalques nesta pós-temporada, como o Safety Earl Thomas III.
O Detroit Lions fez uma grande temporada de 2016, se mostrando sólido no ataque comandado pelo experiente quarterback Matthew Stafford. Por muitas rodadas, acreditava-se que Detroit levaria a fortíssima NFC Norte, mas pesou contra o time os duríssimos duelos nas últimas semanas, contra New York Giants, Dallas Cowboys e Green Bay Packers. Mesmo assim, o Lions chegou aos playoffs com a sexta posição na Conferência Nacional, e quer fazer bonito a partir de agora. Um reencontro com as vitórias não seria improvável, já que agora começa um campeonato à parte.

Pittsburgh Steelers x Miami Dolphins (domingo, 16h05)
Os Steelers são os maiores campeões da história do Super Bowl, com seis conquistas. Dentro da Conferência Americana, são um dos times mais fortes presentes nesta pós-temporada. E o confronto com o Miami Dolphins pode ser o grande motor de arranque para uma equipe tão forte e tradicional. Com o poderoso trio ofensivo envolvendo o quarterback Ben Roethlisberger, o running back Le’Veon Bell e o wide receiver Antonio Brown, Pittsburgh tem o favoritismo neste duelo de wildcard, além de jogar em casa, no Heinz Field, onde o clima gelado da Pensilvania poderá favorecer à franquia.
Foram oito anos fora dos playoffs, mas o Miami Dolphins está de volta. A equipe fez uma excelente temporada regular, através de um fortíssimo jogo terrestre comandado por Jarvis Landry e Jay Ajayi. O Dolphins foi o sexto colocado na AFC, um grande resultado, levando em conta que a equipe joga a AFC Leste, há oito temporadas dominada pelo New England Patriots. Contra o Pittsburgh Steelers, o que pesa contra o time é o clima frio na cidade onde a partida será realizada, e também a ausência de Ryan Tannehill, quarterback titular do time.

Green Bay Packers x New York Giants (domingo, 19h40)
É o confronto mais imprevisível entre as partidas do Wildcard. O Green Bay Packers teve uma incrível reação nesta temporada, em que chegou a ficar em terceiro dentro da NFC Norte, e mesmo assim venceu a divisão após conseguir importantes vitórias nas últimas semanas. Sob a batuta do QB Aaron Rodgers, candidato a MVP da temporada, Green Bay terá um duríssimo duelo pela frente. Mas a franquia jogará em casa, no Lambeau Field, o que é um grande ponto favorável para o Packers.
Na última vez que o New York Giants foi aos playoffs, a franquia conquistou o Super Bowl, em 2011. Depois de um longo período de fora, a equipe de Nova York retorna à pós-temporada com sede de título. Em 2016, Eli Manning fez boas atuações, e a parceria com o wide receiver Odell Beckham Jr rendeu efeitos. Além disso, o Giants tem uma forte defesa, que venceu o Dallas Cowboys por duas vezes neste ano. O que pode complicar o time é justamente o fato de que grande parte do elenco ainda não disputou uma partida de playoffs. Sem dúvidas, este será o duelo mais interessante do final de semana.
As quatro partidas terão transmissão ao vivo para o Brasil pela ESPN e Esporte Interativo. Os jogos também podem ser vistos nas plataformas online oferecidas pelos dois canais, o Watch ESPN e o EI Plus, respectivamente.
_________________________________________________________________________________

Texto: Ruan Nascimento

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Em 10 atos, a retrospectiva da temporada regular da NFL


A intensidade da temporada regular da National Football League chegou ao fim. Depois de quatro meses, em 17 semanas consecutivas, encerrou a grande fase do principal campeonato de futebol americano do mundo. Das 32 equipes participantes da liga, 20 delas já podem iniciar seus planejamentos para 2017, e refletir sobre seus acertos e erros que aconteceram no ano que passou. Por outro lado, 12 franquias seguem vivas na disputa pelo título. A partir deste sábado (7), inicia a fase de playoffs, em que quem vencer mantém suas esperanças de chegar ao Super Bowl.
Mas antes de falarmos da pós-temporada, precisamos destacar alguns pontos interessantes que ocorreram entre os dias 8 de setembro e 1º de janeiro,
quando acabou a primeira fase. Algumas equipes confirmaram seu favoritismo, enquanto outros times decepcionaram. Houve também as surpresas que fizeram um grande ano, independente de ir ou não para os mata-matas. Veja agora os 10 grandes momentos de destaque na temporada 2016 da NFL.

Os dominantes estão nos playoffs

New England Patriots, Pittsburgh Steelers, Seattle Seahawks e Green Bay Packers são quatro equipes bastante tradicionais na NFL, e frequentemente vão além da temporada regular. Cada uma destas franquias passou por situações bem distintas em 2016, mas todas elas tiveram algo em comum: avançaram aos playoffs. O Patriots foi quem teve o ano mais atípico, com a ausência do quarterback Tom Brady nas quatro primeiras partidas da equipe – o atleta foi suspenso por conta do escândalo do Deflategate. Mesmo assim, New England manteve um excelente rendimento e avançou à pós-temporada com a melhor campanha geral na Conferência Americana. Também na AFC, os Steelers demonstraram uma grande força neste ano, principalmente pelo ataque comandado por Ben Roethlisberger, Antonio Brown e Le’Veon Bell. As lesões atrapalharam o rendimento da equipe, mas o título da AFC Norte foi conquistado com uma semana de antecedência.
Na NFC, o Seattle Seahawks foi por muitas semanas a equipe que ficou mais próxima de tentar tirar do Dallas Cowboys o primeiro lugar geral, mas algumas derrotas fundamentais nas últimas semanas, somadas ao equilíbrio entre as demais equipes da Conferência Nacional colocaram Seattle no Wildcard. Este é o quinto ano consecutivo com a presença de Seattle na pós-temporada. Maior campeão da história da NFL (entre títulos da era antiga e Super Bowl), o Green Bay Packers começou 2016 com sérios problemas, sofrendo derrotas até para equipes sem tradição. A ausência na pós-temporada era uma possibilidade real, já que Detroit Lions e Minnesota Vikings (rivais de NFC Norte) estavam bem. Mas uma grande reação nas últimas seis semanas, sob a liderança do quarterback Aaron Rodgers, o Packers conquistou a divisão com suas próprias forças.

Os não-favoritos que fizeram bonito
Antes da temporada regular começar, o Left Tackle Brasil fez uma projeção do que poderia acontecer em 2016 na NFL. Equipes como Miami Dolphins, Tennessee Titans, Tampa Bay Buccaneers e Detroit Lions sequer foram cotadas para disputar uma vaga aos playoffs. Mas o tempo e o equilíbrio da liga mudaram os rumos destas franquias. Saco de pancadas na AFC Leste nos últimos anos, o Miami Dolphins engrenou bem neste ano, principalmente com Jarvis Landry e Jay Ajayi. O time sofreu com ausência do quarterback Ryan Tannehill nas últimas semanas, com uma lesão no joelho, mas, mesmo assim, conseguiu confirmar sua volta à pós-temporada, o que não acontecia desde 2008. Já o Detroit Lions também fez um ótimo ano, e 2016 provou que há vida em Detroit mesmo com a aposentadoria de Calvin Johnson. O ataque do Lions continua bom, e nesta temporada, a defesa também foi fundamental para colocar a equipe na rodada de Wildcard.
Destes não-favoritos, Tennessee Titans e Tampa Bay Buccaneers não se classificaram aos playoffs, o que não necessariamente significa que foi um fracasso. Em 2015, o Titans foi o pior time da NFL, mas com boas escolhas no Draft de 2016, somadas a contratações importantes na offseason, entre elas a do running back DeMarco Murray, o time do Tennessee teve um grande salto de rendimento, e só não venceu a AFC Sul porque o Houston Texans teve a vantagem no confronto direto. O Buccaneers também ficou de fora, mas a equipe também teve 9-7 em 2016, e ficou na segunda colocação da NFC Sul, um bom desempenho, considerando que a franquia havia sido a última colocada na NFL em 2014.

Franquias tradicionais que voltaram com força

Ao final de agosto, com o anúncio de mais uma lesão do quarterback Tony Romo, o ano do Dallas Cowboys parecia comprometido. Um enorme engano, diante da espetacular temporada realizada pela franquia. O Cowboys perdeu apenas dois jogos em 2016, com uma forte linha ofensiva e sob o comando de dois calouros, o QB Dak Prescott e o running back Ezekiel Elliott. O ponto de interrogação na equipe é justamente o fato de que seus principais atletas do elenco atual são justamente estreantes em pós-temporada. Lembrando sempre que a fase de playoffs é um campeonato à parte, e tudo pode acontecer.
Se falamos das duas derrotas do Cowboys, ambas aconteceram para o New York Giants, histórico rival de NFC Leste. Foram cinco anos longe dos playoffs, quando o time foi campeão do Super Bowl XLVI, em 2012. Após constantes fracassos, a equipe volta à pós-temporada com status de ser um time que é sempre bom ficar de olho. A defesa do Giants é muito boa, e consegue parar até mesmo ataques poderosos, como o de Dallas. Além disso, a parceria entre Eli Manning e Odell Beckham Jr está dando muito certo, o que pode transformar o time de Nova York em um dos favoritos neste mês de janeiro.
O Oakland Raiders de 2016 foi a grande mostra que escolhas importantes no Draft podem fazer a diferença a médio prazo, exemplos do quarterback Derek Carr, do wide receiver Amari Cooper e do linebacker Khalil Mack. A equipe fez um grande ano, com uma campanha em 12-4, e volta aos playoffs depois de 14 anos de fora. Os Raiders brigaram pelo título da AFC Oeste até a última rodada, mas o Kansas City Chiefs levou a melhor. O que complica a equipe é a lesão do QB Derek Carr, que está fora da temporada – uma notícia triste para quem esperou tanto tempo para voltar a ter esperanças de título.

Finalistas na temporada 2015, e queda precoce em 2016
Denver Broncos e Carolina Panthers foram os protagonistas do Super Bowl 50, em fevereiro passado. Se no último ano foram os dois melhores times da NFL, o equilíbrio da liga evidenciou que quem vai bem em uma temporada, não necessariamente joga bem no ano seguinte, e ambos os finalistas não estarão nos playoffs. Pela primeira vez desde 2003, os times que fizeram o Super Bowl ficaram de fora dos mata-matas no ano posterior, repetindo o feito de Tampa Bay Buccaneers e Oakland Raiders naquele ano.
Atual campeão, o Broncos viveu o drama de perder seu quarterback titular, o lendário Peyton Manning, que se aposentou. Além disso, a franquia ainda teve na offseason a saída de Brock Osweiller (então QB reserva), e apostou de maneira fracassada na contratação de Mark Sanchez. Foi o jovem Trevor Siemian o titular em 2016. O time fez 9-7 na atual temporada, não sendo um desempenho tão ruim, mas Kansas City Chiefs e Oakland Raiders, rivais de AFC Oeste, foram muito melhores, deixando Denver de fora da festa.
Já o Carolina Panthers decepcionou de vez. Em 2015, o time perdeu apenas um jogo na temporada regular, e o próprio Super Bowl, já na decisão. Haviam grandes esperanças de que o time repetiria o excelente desempenho do ano anterior. Mas na prática, o rendimento foi lamentável. Seis vitórias e dez derrotas, deixando o Panthers na lanterna da própria divisão.

Franquias que decepcionaram na temporada
Haviam alguns times que tinham boas expectativas para 2016, mas que na prática deixaram a desejar. O Minnesota Vikings foi quem mais teve a lamentar. A franquia começou o ano com 5-0, e foi a última equipe a perder sua invencibilidade. Mas aí tudo desandou. O Vikings terminou o ano com 8-8, e terá de olhar a pós-temporada pela TV. O Philadelphia Eagles também começou a temporada com boas expectativas, mas os confrontos divisionais na NFC Leste deixaram o time com a pior colocação dentro da divisão.
O Indianapolis Colts é uma franquia forte dentro da AFC, mas pelo segundo ano consecutivo, ficam de fora da fase de mata-mata. Em uma divisão tão parelha, foram três derrotas do Colts dentro da AFC Sul, isso influenciou no mau desempenho do time. Já o caso do New York Jets foi bem mais decepcionante. Em 2015, o time disputou uma vaga aos playoffs até a última semana, mas em 2016, tudo deu errado na franquia, e o quarterback Ryan Fitzpatrick acabou substituído no final da temporada.

Lesões que comprometeram algumas equipes
Infelizmente as lesões fazem parte das competições esportivas em qualquer modalidade. No futebol americano, a temporada é curta justamente para evitar ao máximo o desgaste físico dos atletas. O ano de 2016 na NFL foi marcado por muitas lesões importantes. A mais grave delas foi a do quarterback Teddy Bridgewater, do Minnesota Vikings, que o tirou de toda a temporada, e seu futuro no esporte ainda é incerto. Ainda no Vikings, a equipe perdeu também o running back Adrian Peterson, que só voltou no final de dezembro.
Outra lesão comprometedora foi a do QB Tony Romo, do Dallas Cowboys, que desfalcaria o time por metade da temporada. Mas com o ótimo desempenho de Dak Precott, o veterano QB ficou no banco de reservas durante o resto do ano, e provavelmente mudará de time na offseason.
Entre os classificados aos playoffs, alguns atletas notáveis ficarão de fora por terem se machucado. É o caso do tight end Rob Gronkowski, do New England Patriots, do safety Earl Thomas III, do Seattle Seahawks, e dos quarterbacks Ryan Tannehill e Derek Carr, de Miami Dolphins e Oakland Raiders, respectivamente.

Há esperanças para os piores times da NFL?
É só conferir o desempenho de algumas equipes ao longo dos anos que a resposta fica clara. Sim, há esperanças. O Cleveland Browns foi o pior time da NFL em 2016, com apenas uma vitória. A franquia está com um elenco jovem, aliado a alguns veteranos que podem contribuir com o desempenho dos calouros. O time terá a primeira escolha geral no Draft de 2017. Se o grupo se entrosar bem, quem sabe um dia Cleveland pode sair da longa maré de azar que vive.
O segundo time de pior aproveitamento em 2016 foi o San Francisco 49ers, que ganhou apenas dois jogos nesta temporada. A equipe vive um longo período de vacas magras, e muita coisa precisa ser feita para o time se reerguer. Mas o 49ers é o segundo maior campeão da história do Super Bowl, logo, reposições importantes e escolhas de bons atletas no Draft podem auxiliar a equipe num futuro próximo.

Calouros que fizeram uma ótima temporada de estreia

Impossível escrever sobre este tópico sem citar o quarterback Dak Prescott e o running back Ezekiel Elliott, do Dallas Cowboys. A dupla funcionou bem em seu primeiro ano de NFL com o apoio de uma grande linha ofensiva. Também teve um ótimo ano o QB Carson Wentz, do Philadelphia Eagles. Ele foi a segunda escolha geral do Draft de 2016, e teve uma boa temporada como calouro, e pode se consolidar dentro da liga. Outros atletas de destaque em seu primeiro ano, foram o running back Tyrek Hill, do Kansas City Chiefs, o defensive end Joey Bosa, do San Diego Chargers, e o ofensive tackle Laremy Tunsil, do Miami Dolphins.

De maneira geral, a temporada 2016 foi ruim?
Este questionamento foi levantado nas primeiras semanas da NFL, principalmente após alguns jogos sofríveis de horário nobre – como o Monday Night Football entre San Francisco 49ers e Los Angeles Rams. Nos primeiros dois meses, a liga também sofreu com a baixa audiência, influenciada pela acirrada campanha para a eleição presidencial norte-americana, mas depois de novembro, as coisas se ajustaram para a NFL. Quem não se empolgou com as partidas entre Dallas Cowboys e Pittsburgh Steelers, entre New England Patriots e Seattle Seahawks, ou então com o dramático field goal convertido por Cairo Santos no Sunday Night Football entre Kansas City Chiefs e Denver Broncos? Isso só para ficar em três exemplos. Os confrontos emocionantes permaneceram. Além disso, seis dos 12 classificados aos playoffs não participaram da pós-temporada em 2015, elevando o alto nível de competitividade da NFL. Portanto, a resposta para a pergunta deste entre título é simples: não!

Os postulantes ao Super Bowl LI
Doze equipes farão a pós-temporada, e só duas delas participarão do Super Bowl LI. A 51ª edição deste megaevento será em Houston, no dia 5 de fevereiro, em que os campeões das conferências Nacional (NFC) e Americana (AFC) se enfrentam. Pelo fato de cada fase ser decidida em um jogo único, qualquer equipe pode surpreender e chegar longe, mesmo quem só entrar em campo fora de casa. Representam a NFC: Dallas Cowboys, Atlanta Falcons, Seattle Seahawks, Green Bay Packers, New York Giants e Detroit Lions. E pela AFC, disputam a pós-temporada: New England Patriots, Kansas City Chiefs, Pittsburgh Steelers, Houston Texans, Oakland Raiders e Miami Dolphins.
Na Conferência Nacional, o alto nível técnico deixarão imprevisíveis os mata-matas. Dallas Cowboys, Atlanta Falcons, Green Bay Packers e New York Giants contam com os elencos mais fortes para estes playoffs. O Seattle Seahawks é sempre uma grande força, mas o fato de ter se classificado via wildcard, somadas às lesões em seus principais nomes de defesa deixam a equipe menos favorita. Quanto ao Detroit Lions, uma boa sequência na pós-temporada é mais improvável, porém, não seria impossível de acontecer.
O New England Patriots é o principal candidato a vencer a Conferência Americana. O time de Tom Brady e do técnico Bill Bellichick é a maior força da AFC, e é favorito a tentar uma vaga ao Super Bowl. Mas Pittsburgh Steelers e Kansas City Chiefs buscarão evitar que isso aconteça. Estes dois, especificamente, são os times de maior ameaça para New England dentro da AFC. O Oakland Raiders poderia estar neste grupo, caso a lesão do Derek Carr não tivesse comprometido o ataque da equipe. Já Houston Texans e Miami Dolphins são as apostas mais improváveis para vencer esta conferência.
Agora, se aproxima o grande momento da temporada da NFL. A fase de playoffs vai separar os pequenos dos gigantes. Muitas histórias incríveis não vão faltar nos próximos dias. E nós contaremos o que acontecer de importante nesta fase.