domingo, 7 de agosto de 2016

NFL cancela Hall Of Fame Game

Más condições do gramado provocam o cancelamento do Hall Of Fame Game

Quem esperou até hoje para o retorno da NFL, terá de esperar por mais quatro dias. A liga anunciou na noite deste domingo (7) que cancelou o Hall Of Fame Game, previsto para acontecer às 21h, entre Green Bay Packers e Indianapolis Colts. A alegação da NFL é devido às más condições do Tom Benson Hall Of Fame Stadium, em Canton, Ohio, onde aconteceria a partida.

Sendo assim, a pré-temporada da liga terá seu início somente na próxima quinta-feira (11). Serão seis partidas neste dia. Nenhuma delas terá transmissão de algum canal brasileiro.

Confira os duelos de abertura da pré-temporada:

20h

Philadelphia Eagles x Tampa Bay Buccaneers

Atlanta Falcons x Washington Redskins


20h30

Baltimore Ravens x Carolina Panthers

New York Jets x Jacksonville Jaguars

New England Patriots x New Orleans Saints


21h

Chicago Bears x Denver Broncos

Pré-temporada: o placar pouco importa

Com o Hall Of Fame Game cancelado, a NFL volta nesta quinta-feira (11)

Até que enfim, ela voltou! Após o cancelamento do Hall Of Fame Game, nesta quinta-feira (11) começa a pré-temporada da NFL. Serão quatro semanas em que todas as equipes farão duelos importantes para iniciarem seu aquecimento para os jogos de setembro.

Para quem está em seus primeiros anos e quer acompanhar a pré-temporada da NFL, é importante destacar uma coisa: o placar final do jogo é o que menos importa em uma partida. Se seu time perder para uma equipe historicamente mais fraca, não ligue. É algo normal.

Na pré-temporada, cada franquia tem pelo menos 90 jogadores (tudo isso), e dificilmente quem começa a partida termina ela (algo que é comum na temporada regular, quando aí, está valendo mesmo). "Ah, mas e por que Brady não joga, por que Rodgers tá na reserva?", são possíveis perguntas que você que está lendo deve estar fazendo, talvez substituindo os nomes para os de outros atletas. A resposta é simples: porque a pré-temporada serve justamente para definir quem tem condições reais para integrar o elenco quando setembro chegar.

Logo, os principais atletas, os consagrados, participam muito pouco. Tom Brady, quarterback do New England Patriots, por exemplo, dificilmente joga mais que dois períodos nas quatro partidas que sua equipe realiza. Drew Brees, QB do New Orleans Saints, costuma ser ainda mais criterioso, e participa da pré-temporada em um único drive, ou seja, em uma única situação de ataque do Saints durante todo este período. Citei estes dois, mas tem muitos outros exemplos, e muitos dos principais jogam pouco até para evitar o risco de sofrerem alguma lesão, como exemplo do wide receiver Jordy Nelson, do Green Bay Packers, que em 2015 perdeu a temporada inteira por se lesionar na pré-temporada.

Mas se os principais não jogam muito, por que este período é importante? Simples: para dar mais oportunidade e experiência para os novos jogadores, em especial os selecionados no Draft deste ano, e que podem garantir um espaço no elenco, para estar, justamente, com os principais. Portanto, fundamentos como passe, corrida, recepção, tackle, interceptação ou fumble forçado são determinantes para definir quem está dentro ou fora do elenco. Afinal de contas, dos 90 que iniciam a pré-temporada, só 53 integram em definitivo cada franquia na temporada regular. Ou seja, quase metade dos que iniciam terão que fazer alguma outra coisa da vida entre setembro e dezembro. Logo, se você ver no seu time aquele quarterback horrível (que não é o titular) lançar cinco interceptações em um jogo, pode ficar tranquilo porque ele provavelmente não estará nem entre os reservas quando a temporada iniciar.

Para quem ama o futebol americano, é legal demais ver este ciclo. É o último passo antes do início da NFL para valer. E se você ainda não se convenceu de que o placar pouco importará na pré-temporada, aqui vai um exemplo bem explicativo. Em 2008, o Detroit Lions venceu todos os quatro jogos neste período inicial, mas quando a temporada regular começou, perdeu todos eles, em incríveis 16 derrotas seguidas (algo único na NFL atual). Pronto, agora você está convencido.

ATUALIZADO: O texto foi originalmente escrito no último domingo (7), antes do Hall Of Fame Game. Como o duelo foi cancelado, houve uma nova atualização.

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

NFL consagra os novos integrantes do Hall da Fama

Lendas como Brett Favre receberam ontem a maior honraria da NFL (foto: Packers.com)

A noite desta quinta-feira (4) foi de consagração para os novos integrantes do Hall da Fama da NFL, a maior honraria da liga. Foram condecorados nomes como Brett Favre, Tony Dungy, Orlando Pace, Marvin Harrison, Kevin Greene e Edward DeBartolo, que receberam a jaqueta dourada que só quem é integrante do Hall da Fama pode usar.

Entre os atletas escolhidos, nenhum nome da turma de 2016 do Hall da Fama é maior que o de Brett Favre, lendário quarterback que fez história pelo Green Bay Packers e pelo Minnesota Vikings, sendo o segundo maior recordista em passes para touchdown. Favre também tem um anel de campeão do Super Bowl, por ter vencido a grande decisão da NFL em 1997.

Outro grande nome é do técnico Tony Dungy. que foi um importante líder pelo Indianapolis Colts, levando a franquia ao título do Super Bowl XLI, em 2007. Além de Dungy e Favre, os também escolhidos neste ano ao HoF são: o offensive tackle Orlando Pace, que fez carreira no St Louis Rams e no Chicago Bears; o wide receiver Marvin Harrison, que também foi peça importante do Colts campeão com Tony Dungy; o linebacker Kevin Green, que fez carreira no Los Angeles Rams e no Pittsburgh Steelers; e o empresário Edward DeBartolo, dono do San Francisco 49ers na era mais vitoriosa da equipe, quando venceram cinco Super Bowls nos anos 80 e 90.

E se o futebol americano fosse um esporte olímpico?



O futebol americano nunca foi um esporte olímpico, e provavelmente jamais será. Mas com o início dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro (que terão sua abertura nesta sexta-feira, 5), muito me perguntei sobre como seria se o esporte que tanto amamos fosse uma modalidade olímpica. Com esta dúvida, resolvi então elaborar um texto totalmente imaginário, cogitando, claro, se fossem reais as chances de o futebol americano um dia virar um esporte integrante do maior evento esportivo do mundo. Neste caso, inserindo-os nesta edição que se aproxima.

Partindo deste imaginário, podemos também cogitar a possibilidade de os atletas profissionais da modalidade estarem nos Jogos Olímpicos, algo que não é permitido nem na Copa do Mundo de Futebol Americano. Logo, já cogitamos os astros da NFL dominando todas as posições da seleção norte-americana, no que seria uma caminhada a passos largos para o ouro olímpico.

É bem verdade que o domínio supremo dos Estados Unidos seria evidente. Ou melhor, já é, mesmo com a Copa do Mundo sendo disputada apenas por amadores. Os norte-americanos só não foram campeões quando, vejam bem, não participaram. O nível técnico das demais seleções seria semelhante ao que já vemos no futebol americano pelo mundo.

A seleção brasileira teria uma difícil batalha para brigar por uma medalha de prata, ou bronze, já que México, Japão, Canadá, Alemanha e outros países jogam o esporte há mais tempo. Mas daria para ficar no top 10. A diferença é que nosso país teria um grande astro da NFL, o kicker Cairo Santos, que nos ajudaria em diversas oportunidades com field goals e extra points. Talvez por ser em casa, e pelo fator "fazer história em nosso país", talvez o Brasil poderia ter alguma chance de pódio.

Agora vamos falar do Dream Team. Sim, vou usar o mesmo apelido da seleção norte-americana de basquete para o futebol americano. Não citarei todos os 53 que poderiam ocupar o elenco, mas vou falar sobre quem seriam os principais jogadores para cada posição.

O quarterback titular seria Aaron Rodgers. O mais completo da NFL. Caso Rodgers ficasse indisponível, o técnico Bill Bellichick (que treinaria o Dream Team) teria à disposição os reservas Tom Brady, Cam Newton e Carson Palmer. O ataque dos sonhos norte-americano teria os wide receivers Odell Beckham Jr., Julian Edelman, Tyler Lockett e Dez Bryant como titulares, além dos tight ends Rob Gronkowski e Tyler Eiffert. Como kicker, caberia a Stephen Gostkowski anotar field goals e extra points para os Estados Unidos.

A defesa americana também seria impecável. Como cornerbacks, Josh Norman e Richard Sherman seriam os responsáveis pelas interceptações, enquanto Malick Jackson, Von Miller, Khalil Mack e J.J. Watt seriam os líderes nos fumbles forçados e sacks, atuando como linha defensiva ou linebackers. Seriam estes os jogadores americanos que liderariam os Estados Unidos rumo à medalha de ouro.

Não é todo dia que tem Jogos Olímpicos, e justamente por isso, busquei trazer de alguma maneira este grande evento também para o universo que norteia este blog. É claro, foi apenas um texto imaginário, com uma pitada de realidade, mas de muita ficção também, já que o futebol americano provavelmente jamais será uma modalidade olímpica. Não se preocupem, em nada mudará a cobertura deste esporte durante os Jogos aqui no Left Tackle. Até porque, a bola oval não vai parar. E em dois dias, a NFL já estará de volta, com a pré-temporada.. E com a NFL se aproximando, as medalhas ficarão em segundo plano.

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Justin Tucker acredita que pode acertar um field goal de 84 jardas

Justin Tucker quer acertar um dia um field goal de 84 jardas (foto: Baltimoreravens.com)

Justin Tucker é um dos dos kickers de maior qualidade da NFL. No Baltimore Ravens, o atleta tem status de estrela, ainda mais com seu novo contrato de 16,8 milhões de dólares pelos próximos quatro anos. E nesta quinta-feira (4), o jogador campeão do Super Bowl XLVII disse que é possível anotar um field goal de até 84 jardas, dependendo das condições de jogo.

"Nós realmente pensamos sobre essas coisas, especificamente, se você me mandar lá fora, você tem uma razão para isso - porque acho que posso fazer um chute", disse ao programa Good Morning Football, do canal NFL Network. "Para mim, não importa onde eu possa chutar uma bola boa onde as condições são boas. Na última temporada, jogamos em Denver, o tempo estava quente e o campo era bom. Você está na altitude, de modo que a bola simplesmente é carregada, e no pré-jogo, eu acertei a barra transversal em um chute de 85. Então, se a situação for boa, talvez 84 jardas e meia", completou.

Tucker é um kicker de extrema qualidade, e desde 2012 é o responsável pelos chutes para a equipe de Baltimore. Em sua carreira na NFL, já acertou 18 field goals com distância superior a de 50 jardas.

Apesar disso, o chute mais longo da história é bem "mais curto" que as 84 jardas que Tucker pretende acertar um dia. Em 2013, Matt Prater, então jogador do Denver Broncos (hoje no Detroit Lions) anotou um chute de 64 jardas, sendo o field goal mais longo da história da liga.

A explicação para este chute de Prater também tem a ver com a altitude. Denver é uma cidade que tem 1.600 metros de altitude. E por causa da baixa pressão do ar, é mais fácil que uma bola percorra no ar uma distância maior que o normal em cidades litorâneas.

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Como Andrew Luck buscará retornar à elite dos QB's da NFL

Andrew Luck (12) é agora o jogador de maior contrato da história da NFL (foto: Colts.com)

Depois de uma temporada marcada por lesões, pairam no ar muitas dúvidas sobre como será o ano de 2016 para o quarterback Andrew Luck, do Indianapolis Colts. Considerado um QB de elite em seus primeiros anos, ainda não se sabe se Luck terá mais sorte na próxima temporada da NFL.

Luck chegou ao Indianapolis Colts com a primeira escolha geral no Draft de 2012, com a responsabilidade de substituir Peyton Manning, que ficou de fora durante todo o ano de 2011, e que depois foi para o Denver Broncos. Foi nítida a evolução da equipe naquela temporada com Luck. De último colocado em 2011, o Colts chegou até os playoffs em 2012, chegando até às semifinais da AFC naquela temporada.

Em 2013 e 2014, as temporadas do Colts também foram boas com Andrew Luck de quarterback titular. Em especial em 2014, o auge do jogador até aqui, quando teve 40 passes para touchdown, ajudando a equipe a chegar até a final da AFC, quando perdeu para o New England Patriots, naquele famoso jogo do "Deflategate".

O ano passado já foi mais complicado para Andrew Luck. O atleta sofreu uma série de lesões, e esteve em campo em apenas sete partidas. O Colts sentiu a ausência do QB, e seus reservas não conseguiram fazer boas atuações. A equipe de Indianapolis conseguiu mesmo assim chegar em segundo na Divisão Sul da AFC, mas não conseguiu uma vaga no Wild Card, a primeira fase de playoffs.

Mas em 2016, tudo parece ser diferente. Luck agora tem um grande contrato. Receberá um total 140 milhões de dólares pelos próximos seis anos, e tem agora o maior contrato da história da NFL. Isso quer dizer que o Indianapolis Colts também aposta no talento do jogador para ganhar um Super Bowl à médio ou longo prazo.

Acredito que Andrew Luck recuperará a boa forma neste ano. Embora é importante destacar que a Divisão Sul da AFC deve ser a mais equilibrada em 2016. Domingo já inicia a pré-temporada, e aí poderemos ver se Luck voltará a ter condições físicas de fazer bons jogos. Que o atleta volte a jogar em alto nível. Os fãs da NFL adorariam ver Luck voltando a ser de novo um dos melhores quarterbacks da liga.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

San Diego Chargers contrata wide receiver James Jones

James Jones (de camisa branca) teve oito recepções para touchdown em 2015 (foto: Packers.com)

O San Diego Chargers assinou contrato nesta terça-feira (2) com o veterano wide receiver James Jones, de 32 anos. O atleta, que estava no Green Bay Packers, chega à equipe da Califórnia como maneira de repor os desfalques que a franquia teve em seu ataque durante a intertemporada. Não foram divulgados os valores de salários do jogador.

Jones está na NFL desde 2007, quando foi contratado pelo Packers. Em Green Bay, foi campeão do Super Bowl XLV, em 2011, e só ficou de fora da equipe em 2014, quando jogou por um ano no Oakland Raiders.

Em 2015, com a lesão do também wide receiver Jordy Nelson, Jones voltou ao Packers, e foi um dos principais alvos do quarterback Aaron Rodgers. Foram 50 recepções para 890 jardas, incluindo oito recepções para touchdown. Com o retorno de Nelson a ter condições de jogo, James Jones optou por escolher um outro caminho para sua carreira, e este caminho passa por San Diego.

Agora, na nova equipe, o veterano jogador deve ser um dos principais alvos do quarterback Phillip Rivers. É um importante reforço no ataque composto por atletas como Keenan Allen e Travis Benjamin. O Chargers busca para este ano fazer uma campanha bem melhor em 2016. No ano passado, a franquia venceu apenas quatro jogos, e foi uma das cinco piores da NFL.