quinta-feira, 16 de julho de 2020

Tennessee Titans renova com o running back Derrick Henry

Atleta é um dos principais destaques dos atuais vice-campeões da AFC


O Tennessee Titans renovou o contrato do running back Derrick Henry nesta quarta-feira, 15 de julho. Segundo o repórter Adam Schefter, da ESPN norte-ameriana, o novo vínculo do atleta com a franquia será de quatro anos, e US$ 50 milhões de dólares em salários. Henry, de 26 anos, tem a garantia de receber US$ 25,5 milhões com a sua renovação.

O acerto veio nas últimas horas para as equipes definirem a franchise tag não-exclusiva, que dá um ano a mais de contrato para um jogador que não tenha acertado a sua renovação de contrato, mas que o permitia negociar com outras equipes da NFL. No entanto, o acordo garante que o  running back permaneça no Tennessee como um dos maiores destaques da equipe.

Derrick Henry chegou ao Tennesssee Titans em 2016, após ser escolhido na primeira rodada do Draft daquele ano. Hoje é um dos principais jogadores do time treinado por Mike Vrabel, e em 2019, teve a melhor temporada da carreira, com 1540 jardas terrestres e 16 touchdowns, além de outras duas recepções para TD. A campanha histórica levou a franquia à final da Conferência Americana, a AFC, quando foram derrotados na ocasião para o Kansas City Chiefs.


segunda-feira, 13 de julho de 2020

Washington Redskins confirma a retirada de seu nome e logo



O nome da franquia Washington Redskins está oficialmente retirado. Na manhã desta segunda-feira, 13 de julho, o time enviou um comunicado através de suas redes sociais confirmando a retirada de seu nome e do logo, um índio nas cores borgonha, dourada e branca. A equipe não definiu um prazo de quando terá a nova nomenclatura.

A confirmação da exclusão de seu nome e logo veio após manifestações de multinacionais que patrocinam a franquia, e a própria liga, pedindo que Washington retirasse a palavra "Redskins" de seu nome. Redskins, traduzindo para o português, é "peles vermelhas", em uma referência pejorativa aos indígenas norte-americanos. Portanto, é um termo considerado racista.

Uma das empresas a fazer pressão foi a companhia de logística FedEx, que ameaçou romper com o contrato de direitos de nome do estádio de Washington, o FedEx Field caso o time não revesse sua nomenclatura. Como resposta, há dez dias, o proprietário do time da NFL, Dan Snyder, enviou comunicado anunciando que o time iria rever seu nome. E nesta segunda-feira, a decisão foi ratificada.

A franquia é uma das mais tradicionais da NFL, com dois títulos da era antiga, e mais três títulos de Super Bowl. Surgiu em 1932 com o nome Boston Braves, e em 1933, adotou a alcunha Redskins, seguindo em Boston até 1936, quando, a partir de 1937, passou a jogar na área próxima à Washington D.C., capital dos Estados Unidos.

Em sua história, o fundador do time, George Preston Marshall, sempre deixou claro que o uso do nome "Redskins" nunca foi para homenagear os indígenas norte-americanos. O passado também lembra que a franquia foi a última equipe da liga a aceitar negros em seu elenco, apenas em 1962, e após pressão do governo norte-americano.

Nas últimas décadas, a retirada do nome "Redskins" por Washington sempre foi debatida. Em alguns momentos, houve também pressões da sociedade para a mudança em sua nomenclatura, sempre ignoradas pela franquia. Isso mudou recentemente, após a morte de George Floyd, ex-segurança negro morto asfixiado por um policial branco durante uma abordagem. Com o episódio, protestos antirracistas cresceram nos Estados Unidos e em diversos países do mundo, inclusive no Brasil.

Com esse movimento, a pressão para Washington mudar o nome cresceu a ponto de chegar nas empresas que financiam o time. Sob a ameaça de perderem contratos multimilionários, a franquia recuou e a palavra racista será retirada. É um importante passo na luta contra o racismo.


sexta-feira, 10 de julho de 2020

Maratona NFL Especial - Episódio 16 - Análises de super contrato de Patrick Mahomes



O Maratona NFL desta semana repercute, principalmente, o novo contrato do quarterback Patrick Mahomes, que renovou com o Kansas City Chiefs e receberá cerca de US$ 500 milhões em um vínculo de dez anos. Ruan Nascimento e Carlos Oliveira analisam os detalhes deste grande acordo. 

Entre outros assuntos, o podcast volta a falar da mudança de nome do Washington Redskins; e do pedido do running back Raheem Mostert para ser trocado pelo San Francisco 49ers.

Ouça o programa conosco, pelo Spotify e pelo Soundcloud, ou baixe pelo Google Drive.

segunda-feira, 6 de julho de 2020

Patrick Mahomes renova com Chiefs em acordo histórico e multimilionário

Mahomes será o jogador mais bem pago da história da NFL

O quarterback Patrick Mahomes, do Kansas City Chiefs, fez história nesta segunda-feira, 6 de julho. Mesmo restando dois anos para encerrar seu contrato de calouro (válido para as temporadas de 2020 e 2021), o jogador de 24 anos renovou o vínculo com a franquia da NFL, em um acordo multimilionário. Segundo a ESPN norte-americana, quem trouxe a informação em primeira mão, novo contrato será por dez anos, e US$ 450 milhões, o maior acordo individual com um atleta na história da liga – e talvez dos esportes como um todo. Considerando a cotação do dólar no Brasil (fechada hoje em R$ 5,36), Mahomes receberá até 2031 mais de R$ 2,4 bilhões. 

Anualmente, o salário do QB será em torno de US$ 45 milhões, que também é um valor inédito pago a um atleta da liga. O acerto também já é reflexo do novo teto salarial da NFL, aprovado neste ano pela associação de jogadores da competição, a NFLPA.

O valor do acordo é uma clara aposta do Kansas City Chiefs em manter Mahomes no elenco, e até mesmo em formar uma grande história junto ao camisa 15, com mais títulos conquistados no futuro. Vale lembrar que em duas temporadas de Mahomes como titular, a franquia de Kansas City chegou a uma final de conferência, e a um título de Super Bowl. 

Mahomes foi selecionado no Draft de 2017 pelo Kansas City Chiefs, e passou aquela temporada na reserva de Alex Smith, jogando apenas na semana 17 daquele ano, com o time já classificado aos Playoffs. No ano seguinte, Mahomes se tornou titular, e assombrou o mundo da NFL ao fazer 50 passes para touchdown (alcançando uma marca que apenas Peyton Manning e Tom Brady haviam conseguido anteriormente), se tornando o MVP da temporada. O ápice veio no ano passado. Após se recuperar de uma lesão no meio da temporada, levou o Chiefs ao Super Bowl, se tornando decisivo para o segundo título da história da franquia após 50 anos de espera.

Em suas estatísticas, Mahomes tem 724 passes completos, para 9.412 jardas, 76 touchdowns e 18 interceptações. Quem poderá parar o quarterback agora, ainda mais com este contratão?

sexta-feira, 3 de julho de 2020

Washington Redskins anuncia que mudará de nome



Após ser pressionada pelos seus patrocinadores a mudar de nome, a franquia Washington Redskins anunciou, nesta sexta-feira, 3 de julho, que abrirá um processo para modificar a sua nomenclatura. A iniciativa é mais um movimento contra o racismo visto no universo da NFL desde a morte de George Floyd, em maio.

O comunicado veio um dia após a FedEx, empresa de logística dos Estados Unidos, e que dá nome ao estádio de Washington – o FedEx Field – pressionou o time a mudar o seu nome, sob o risco de a empresa romper seu contrato com a franquia da NFL. Até 2025, a FedEx possui o "naming rights" do estádio, em uma parceria que custou US$ 205 milhões. Na semana passada, acionistas minoritários de empresas que anunciam no Redskins também passaram a pressionar estas organizações quanto ao nome da equipe de futebol americano.

O Washington Redskins tem esse nome desde 1933. Redskins, em português, é "peles vermelhas", e nos Estados Unidos, esta expressão é pejorativa contra os indígenas norte-americanos. Nos últimos anos, a discussão acerca da retirada deste nome ficou mais intensificada, porém, com a franquia de Washington sempre ignorando o assunto. Porém, com o aumento do apelo devido aos protestos contra a desigualdade racial, somada à pressão de anunciantes – e a uma consequente perda de receita – a organização mudou sua postura.

No anúncio, o atual dono da equipe de Washington, Daniel Snyder, deixou claro que a mudança é pensada principalmente no apelo dos torcedores, patrocinadores e da NFL. "Esse processo permite que o time leve em conta não somente o orgulho da tradição e história da franquia, mas também incluiu o que nossos seguidores, patrocinadores, a NFL e a comunidade tem orgulho de representar dentro e fora de campo", declarou.

Na edição desta semana do Maratona NFL, Ruan Nascimento e Carlos Oliveira discutiram acerca da possibilidade de mudança do nome da franquia da capital norte-americana. Ouça o podcast aqui.

Maratona NFL Especial - Episódio 15 - Cam Newton no Patriots, pré-temporada menor e mudança de nome




Está no ar o Maratona NFL, episódio 15 desta offseason. Na edição desta semana, Carlos Oliveira e Ruan Nascimento debatem os principais assuntos da semana no futebol americano.

Entre os destaques, a ida de Cam Newton ao New England Patriots; a pré-temporada mais curta em 2020 por causa da pandemia do novo coronavírus; e a futura mudança no nome do Washington Redskins, confirmada pela franquia após pressões de patrocinadores. Sobre esta situação, saiba mais neste link.

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quarta-feira, 1 de julho de 2020

Pré-temporada de 2020 da NFL terá apenas duas rodadas, diz site

Pandemia da Covid-19 causa mudanças no calendário da liga

Depois de meses de especulações, a NFL começa a alterar o seu calendário de 2020 devido à pandemia do novo coronavírus. A liga anunciará nas próximas horas, ou até esta quinta-feira, 2 de julho, que a pré-temporada deste ano será menor, com apenas duas rodadas, e não quatro, como tradicionalmente acontece. A informação foi divulgada nesta quarta-feira, 1º de julho, pelo site ProFootball Talk.

É a segunda vez em que há alterações na programação da liga neste ano. No dia 25 de junho, a NFL já havia confirmado que o Hall of Fame Game, jogo que abriria a pré-temporada deste ano, foi cancelado. Quanto a pré-temporada, serão cancelados os jogos das semanas 1 e 4. A semana 1 estava prevista para ocorrer de 13 a 16 de agosto, e todos os jogos da semana 4 ocorreriam no dia 3 de setembro.

Por enquanto, a NFL mantém o número de jogos, datas e horários para as partidas da temporada regular, prevista para começar em 10 de setembro. Segundo o protocolo adotado pela liga na prevenção à Covid-19, algumas destas partidas podem ter a presença de público, desde que autorizadas pelas autoridades locais de cada cidade e estado sede dos jogos.

A situação da Covid-19 nos Estados Unidos continua preocupante. O País, que já esteve no epicentro da pandemia, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), teve na terça-feira, 30 de junho, mais de 43 mil novos casos da doença. De acordo com a universidade Johns Hopkins, são 2.720.667 infectados, e 129.799 mortes, conforme atualização das 19h desta quarta-feira, 1º.

Também na quarta-feira, o Brasil passou da marca de 60 mil mortes por Covid-19. Precisamente, 60.194 pessoas perderam a vida, com um total de 1.426.913 infectados, de acordo com o consórcio de veículos, na apuração das 13h do dia 1º.