sábado, 4 de fevereiro de 2017

Os 50 Campeões – SB 41 a 50 – Manning enfim conquista a decisão, e os atuais ídolos da liga



Estamos apresentando aqui no Left Tackle Brasil a série “Os 50 Campeões”, que tem como objetivo de apresentar a você como foram as 50 edições anteriores do Super Bowl. Uma ótima prévia para a decisão deste domingo (5), entre Atlanta Falcons e New England Patriots, às 21h30.

Nos episódios anteriores, contamos como surgiu este grande evento, e também sobre as primeiras 40 edições (os links para os demais capítulos você poderá acessar ao final deste post). Este é o último texto da série, em que abordamos sobre os dez Super Bowls mais recentes, destacando os finalistas, os vencedores, quem foi MVP, e algumas surpresas que aconteceram ao longo destes anos. Aqui neste texto, alguns dos principais ídolos do passado e presente da NFL serão destacados.



Super Bowl XLI – 2007 – Indianapolis Colts 29x17 Chicago Bears

MVP: Peyton Manning, quarterback do Indianapolis Colts

Em sua nona temporada na NFL, Peyton Manning já era um dos principais quarterbacks da liga, e escrevia seu nome como um dos maiores atletas de todos os tempos. Mas ainda faltava uma participação em um Super Bowl para completar sua trajetória de sucesso. E ela veio na temporada 2006-07. De baixo de muita chuva, a decisão começou insana, com um retorno de kickoff de Devin Hester para o touchdown do Chicago Bears (o primeiro na história da decisão ao início de uma partida). Depois de um início difícil para Indianapolis, brilhou a estrela de Manning, carregando o Colts para uma grande virada. O quarterback foi escolhido o MVP da partida, na segunda conquista da história da franquia, a primeira desde que a equipe se mudou para Indianapolis. Individualmente, foi o quarto título de Super Bowl do kicker Adam Vinatieri, que havia sido três vezes vencedor com o New England Patriots.



Super Bowl XLII – 2008 – New York Giants 17x14 New England Patriots

MVP: Eli Manning, quarterback do New York Giants

Nunca na história do Super Bowl um time chegou à decisão tão favorito ao título quanto o New England Patriots. A equipe conseguiu a temporada perfeita, vencendo todos os 16 jogos da temporada regular, e os playoffs. O Patriots poderia repetir o feito do Miami Dolphins de 1972-73, único campeão invicto na era Super Bowl. Na verdade, a conquista seria ainda maior, já que na época do Dolphins, a primeira fase tinha 14 jogos. Mas aí o time do QB Tom Brady e do técnico Bill Bellichick enfrentaria o New York Giants. Foi um duelo dramático, com New England com a vantagem no placar durante Two Minute Warning. Só um touchdown poderia mudar as coisas para o Giants do quarterback Eli Manning, irmão de Peyton, campeão no ano anterior. No drive final, uma das jogadas mais incríveis de todos os tempos aconteceu. Em uma terceira descida longa, Eli escapou de ser sacado, e lançou para David Tyree, que fez a recepção com o apoio do capacete, na jogada conhecida como “The Helmet Catch”. Alguns lances mais tarde,o QB de Nova York passou para o touchdown de Plaxico Burress, a 35 segundos do fim. O Giants conquistou seu terceiro título de maneira épica, com Eli Manning escolhido o MVP, acabando com a invencibilidade do Patriots.



Super Bowl XLIII – 2009 – Pittsburgh Steelers 27x23 Arizona Cardinals

MVP: Santonio Holmes, wide receiver do Pittsburgh Steelers

É uma questão discutível, mas em minha opinião, este foi o maior Super Bowl de todos tempos. O Cardinals venceu a NFL na era antiga, mas nunca tinha chegado a decisão desde que NFL e AFL se uniram. Era a redenção do quarterback Kurt Warner (campeão com o St Louis Rams em 1999-2000), que tentava ser o primeiro QB campeão com dois times diferentes. Arizona enfrentara o Pittsburgh Steelers, que buscava o inédito sexto título. A batalha emocionante foi repleta de jogadas incríveis. Antes do intervalo, o Cardinals estava próximo da endzone, quando o linebacker James Harrison fez uma interceptação retornada para touchdown de 100 jardas, deixando Pittsburgh com uma vantagem em 17 a 7. No último quarto, um safety e duas recepções para TD de Larry Fitzgerald deixaram o time do Arizona na frente do placar, por 23 a 20. Restando 35 segundos para o final, Ben Roethlisberger fez um passe de seis jardas para Santonio Holmes, que fez a recepção com a ponta dos pés, na lateralda endzone – na jogada que o colocou como MVP da partida. Touchdown! O Pittsburgh Steelers garantiu o sexto Super Bowl, sendo o time o maior campeão nesta era.



Super Bowl XLIV – 2010 – New Orleans Saints 31x17 Indianapolis Colts

MVP: Drew Brees, quarterback do New Orleans Saints

Pela primeira vez, o New Orleans Saints chegava a um Super Bowl. O quarteback Drew Brees, um dos recordistas em passes para TD em todos os tempos, tinha a chance de se consagrar, enfrentando o Colts de Peyton Manning. Perdendo por 10 a 6 no intervalo, o Saints ousou em sua reação com um onside kick no reinício da partida no terceiro quarto. Deu certo, e o time virou o jogo. Brees completou 32 passes (igualando o recorde de Tom Brady, em 2004), e lançou duas vezes para touchdown. Com sete pontos atrás no placar, o Colts tentou empatar a partida no final do jogo, quando Peyton Manning foi interceptado pelo cornerback Tracy Porter, que retornou para o TD que colocou o time de Nova Orleans pela primeira vez como campeão do Super Bowl. Esta interceptação é ainda mais incrível se for vista com a narração de Everaldo Marques, da ESPN, na jogada descrita por ele como “um retorno para a história”.



Super Bowl XLV – 2011 – Green Bay Packers 31x25 Pittsburgh Steelers

MVP: Aaron Rodgers, quarterback do New Orleans Saints

Depois de uma ausência de 13 anos, o Green Bay Packers retornava ao Super Bowl. Aaron Rodgers ainda não tinha lançado nenhuma hail mary naquela época, mas o quarterback já mostrava que tinha tudo para ser um dos melhores de sua geração – até por ter sido o sucessor da lenda Brett Favre. Rodgers fez três passes para touchdown na partida, e foi escolhido o MVP. O Pittsburgh Steelers começou mal naquela partida, e reagiu no último quarto, mas a equipe não conseguiu virar o placar, e acabou derrotada. Além de Rodgers, o Packers daquele ano já tinha alguns nomes que ainda fazem parte do elenco atual, como o wide receiver Jordy Nelson, o linebacker Clay Matthews e o kicker Mason Crosby.



Super Bowl XLVI – 2012 – New York Giants 21x17 New England Patriots

MVP: Eli Manning, quarterback do New York Giants

Quatro anos depois, o roteiro se repetiu. Desta vez nenhum dos dois times chegou invicto na decisão, mas Giants e Patriots se enfrentariam de novo em um Super Bowl. New England queria a revanche, e liderava o placar nos dois minutos finais. Só que aí, o New York Giants teve a posse de bola no fim do jogo. Com Eli Manning acertando passes precisos, o time chegou na linha de seis jardas. Em uma corrida de Ahmad Bradshaw, o Giants virou o placar. O New England Patriots ainda tentou a vitória por uma última vez, com Tom Brady lançando uma hail mary, mas a jogada não deu certo. Assim, a franquia de Nova York conquistou seu quarto Super Bowl, com o quarterback Eli Manning escolhido o melhor atleta na partida.



Super Bowl XLVII – 2013 – Baltimore Ravens 34x31 San Francisco 49ers

MVP:  Joe Flacco, quarterback do Baltimore Ravens

Foi um jogo repleto de particularidades. A começar pelos treinadores dos dois times, que são irmãos. John Harbaugh continua como técnico do Ravens, e Jim Harbaugh treinava o 49ers. As duas franquias voltavam à final depois de muitos anos. Baltimore participou de um único Super Bowl até então, em 2001 – e venceu. San Francisco teve cinco aparições, vencendo todas – mas a última tinha sido em 1995. Em campo, a vitória do Ravens parecia tranquila. Na volta do intervalo, Jacoby Jones retornou o chute inicial de 109 jardas para touchdown – o mais longo na história – deixando o Ravens com a vantagem em 28 a 6. Isso até acontecer um apagão no Mercedes-Benz Superdome, que paralisou o jogo por cerca de 30 minutos. Quando a luz voltou, o que se viu foi uma incrível recuperação do San Francisco 49ers, que tinha Colin Kaepernick como quarterback titular – na época, considerado um atleta promissor e que tinha futuro na NFL (ele ainda está na liga, mas hoje não tem mais o mesmo prestígio, e talvez jamais voltará a ter). O 49ers chegou a ficar a duas jardas para virar a partida nos instantes finais, mas a forte defesa de Baltimore parou os rivais, confirmando o seu segundo título. O quarterback Joe Flacco, com três passes para touchdown, foi eleito o MVP. Aquela decisão também marcou a despedida do linebacker Ray Lewis, que foi o melhor do Super Bowl XXXV, em 2001, pelo Ravens.



Super Bowl XLVIII – 2014 – Seattle Seahawks 43x8 Denver Broncos

MVP: Malcolm Smith, linebacker do Seattle Seahawks

Peyton Manning deixou o Colts, e estava em seu segundo ano no Denver Broncos. Naquela temporada, foi escolhido o MVP pela quinta vez (marca jamais atingida por outro atleta), lançando incríveis 55 passes para touchdown. Mas no Super Bowl, o  Broncos enfrentaria a fortíssima defesa do Seattle Seahawks.  Foi uma noite em que tudo deu errado para o Broncos, que logo no primeiro snap, a jogada foi mal feita e a equipe sofreu um safety. Na sequência da partida, o que se viu foi um atropelo ofensivio e defensivo de Seattle. O quarterback Russell Wilson, em seu segundo ano como profissional, fez dois passes para touchdown, quando o jogo já estava decidido. Marshawn Lynch, excelente running back, correu para um TD. Mas foi o linebacer Malcolm Smith o eleito como melhor em campo. Ao final do segundo quarto, ele fez uma interceptação retornada para touchdown, em uma jogada de 69 jardas. A vitória por 43 a 8 foi uma das mais largas na história do Super Bowl. O Seattle Seahawks, enfim, conquistava o seu primeiro título da NFL.



Super Bowl XLIX – 2015 – New England Patriots 28x24 Seattle Seahawks

MVP: Tom Brady, quarterback do New England Patriots

Este também pode ser considerado um dos melhores Super Bowls de todos os tempos. O Seattle Seahawks era o atual campeão, e buscava seu segundo troféu Vince Lombardi. O New England Patriots voltava à decisão depois de três anos, mas a equipe já estava em um jejum de uma década sem títulos – e ainda amargurava as duas derrotas para o New York Giants nos anos anteriores. Foi um duelo eletrizante, com o jogo empatado no intervalo. No terceiro período, o Seahawks colocou dez pontos de vantagem, complicando a vida de New England. Nos 15 minutos finais, Tom Brady lançou dois passes para touchdown, com o Patriots de novo na liderança do placar. O roteiro das edições 42 e 46 se repetiu – time vencendo, e os rivais com a posse. Com Seattle já no meio-campo, Russell Wilson lançou um passe longo para Jermaine Kearse, com a bola batendo algumas vezes em seu corpo antes do wide receiver completar a recepão na linha de cinco jardas. Restando 20 segundos para acabar o jogo, em uma segunda para gol, na linha de uma jarda, Wilson não entregou para o running back Marshawn Lynch correr com a bola, e tentou passar para Ricardo Lockette. Mas o cornerback Malcolm Butler se antecipou na jogada, e fez a interceptação – a primeira em sua carreira, logo em um Super Bowl, no último lance da partida. Com quatro passes para touchdown, Tom Brady foi o MVP da decisão, e se tornou o terceiro QB a vencer quatro Super Bowls – junto com Joe Montana e Terry Bradshaw. Brady também foi o segundo atleta a ser eleito o melhor em campo por três vezes, além de Montana.



Super Bowl 50 – 2016 – Denver Broncos 24x10 Carolina Panthers

MVP: Von Miller, linebacker do Denver Broncos

Na temporada anterior, o Carolina Panthers chegou ao Super Bowl com um fortíssimo ataque, perdendo apenas uma partida. O time tinha o quarterback Cam Newton como seu grande líder – e eleito MVP de maneira indiscutível. O Panthers tentaria o título inédito enfrentando o Denver Broncos, que contava com uma forte defesa, e ainda tinha Peyton Manning como QB, embora o atleta já veterano não foi tão bem como nos anos anteriores. Foi um dos Super Bowls mais defensivos da história. Na decisão, a defesa do Broncos dominou na partida, forçando três turnovers, e com sete sacks em cima de Cam. Os defensores do Panthers conseguiram cinco sacks e dois turnovers. Em um duelo assim, não teria como ser alguém do ataque escolhido o MVP. O linebacker Von Miller foi nomeado o melhor jogador. Ele forçou dois fumbles e teve 2,5 sacks. A equipe de Denver foi campeã pela terceira vez em sua história. Manning não passou para nenhum touchdown na partida, mas conseguiu vencer seu segundo Super Bowl, e se tornou o primeiro quarterback a vencer a decisão por dois times diferentes. Foi a vitória de número 200 do QB, que encerrou sua era como jogador no ponto mais alto possível.

Esta foi a série “Os 50 campeões”. Neste domingo, a história terá sua continuidade com o Super Bowl LI. Você pode acompanhar os episódios anteriores no link abaixo.






04/02 - Os 50 Campeões – SB 41 a 50 – Manning enfim conquista a decisão, e os atuais ídolos da liga

Cinco motivos para escolher sua torcida no Super Bowl



Falta pouco para o Super Bowl 51, a grande decisão da National Football League. Neste domingo (5), Atlanta Falcons e New England Patriots decidem o título da atual temporada. A expectativa para o confronto é enorme, e sem dúvidas, os dois times farão um grande espetáculo.

Muita gente que não conhece o futebol americano tem no Super Bowl a oportunidade de acompanhar o esporte pela primeira vez. Eu mesmo comecei a ver a liga através da decisão. Foi no Super Bowl XLII, há nove anos. Mas vi o jogo no pleno acaso, e sem entender nada - naquela época não era tão simples encontrar informações sobre a competição. Somente quatro anos depois que comecei a acompanhar a NFL de fato, e entender sobre o esporte.

Hoje em dia é muito mais fácil encontrar fãs da NFL por aqui. Redes sociais como o Twitter e o Facebook ajudam muito, onde você pode seguir quem costuma publicar sobre a liga. O Brasil já é o terceiro país com o maior número de espectadores da competição, atrás apenas do México e (obviamente) dos Estados Unidos.

Se você está chegando agora, não tem problema se quiser definir o seu time do coração às vésperas do confronto - eu mesmo fiz isso, e mantive a minha torcida mesmo com o resultado negativo. Aprendi no futebol da bola redonda que a paixão por um clube ascende com as vitórias, mas é nas derrotas que os verdadeiros torcedores são formados.

Não escondo minha torcida, pois sou fã do New England Patriots. e abaixo, darei cinco motivos para você torcer ou pelo meu time, ou pelo Atlanta Falcons neste Super Bowl LI, de maneira simples e didática. Não tenho ressentimentos se as pessoas escolherem apoiar meu adversário, pois se o mundo fosse repleto de opiniões unânimes, seria sem graça.Veja os argumentos para cada time, e tenha uma equipe para apoiar no domingo, e escolha a equipe que se identificar melhor.

Motivos para torcer pelo Atlanta Falcons

- O time nunca ganhou um Super Bowl. O Falcons participou apenas de uma decisão em sua história, em 1999, e perdeu para o Denver Broncos. A franquia volta a um Super Bowl depois de 18 anos, e mantém suas esperanças de título;

- Máquina de fazer pontos. A equipe teve o melhor ataque entre todos os times da NFL na temporada regular, anotando 540 pontos. Para fins de comparação, o segundo melhor ataque teve 71 pontos a menos que o Falcons (foi o New Orleans Saints, com 469);

- Matt Ryan vive seu auge. O quarterback do Atlanta Falcons está em seu nono ano na NFL. O atleta de 31 anos fez 38 passes para touchdown, e lançou apenas sete interceptações na temporada regular. Nos playoffs, foram 7 TD's e nenhuma bola lançada na mão de um adversário. É a primeira participação de um Super Bowl do jogador;

- É o time favorito na opinião dos torcedores. De acordo com o NFL Weekly Pick'em (um game virtual com palpites sobre resultados das partidas da liga), 58% dos jogadores acreditam que o Atlanta Falcons será o campeão. A NFL não divulga dados de quantas pessoas responderam a enquete;

- Foi uma equipe sem status de favorita ao início da temporada. Em 2015, o ano do Falcons começou promissor, com cinco vitórias seguidas, mas acabou frustrante, com o time fora dos playoffs. Em 2016, acreditava-se que isso ia acontecer de novo. Mas o Falcons foi derrubando adversários fortes, e conquistou a Conferência Nacional com todos os seus méritos.

Motivos para torcer pelo New England Patriots

- A busca pelo quinto título. O Patriots foi quatro vezes campeão do Super Bowl (em 2002, 2004, 2005 e 2015). Além disso, a franquia quebra em 2017 o recorde de decisões em que participou. O time também foi vice-campeão em 1986, 1997, 2008, 2012;

- Tom Brady pode quebrar mais recordes. Nos quatro títulos do Patriots, as quatro conquistas foram com Brady de titular. Se vencer neste domingo, será o único QB pentacampeão na história. Além disso, o camisa 12 foi três vezes o MVP (recorde igualado com Joe Montana). Em caso dele ter essa premiação, será o primeiro eleito quatro vezes como melhor atleta.

- Dinastia vencedora neste século. Incluindo este ano, foram sete aparições em Super Bowls no século XXI. Nenhuma equipe jogou tantas vezes esta partida entre 2001 e 2017. Além disso, o Patriots venceu oito vezes consecutivas a sua divisão, a AFC Leste.

- Time de melhor defesa da NFL. O New England Patriots de 2016-17 foi o time que menos sofreu pontos na temporada, apenas 250. Contando temporada regular e playoffs, só em uma partida que a franquia teve mais de 30 pontos cedidos.

- O fator Bill Bellichick pode fazer a diferença. O treinador do New England Patriots foi o maior responsável por todas as marcas positivas do Patriots desde 2000, quando assumiu o time. Foi ele quem garimpou o talento de Tom Brady no Draft daquele ano, encontrando o quarterback na 199ª posição. Bellichick é um dos maiores treinadores de todos os tempos.A metodologia do Patriots de Bill Bellichick muda a cada partida, de acordo com os pontos fortes de seus adversários. Isso deixa New England um time difícil de ser batido.

Com cinco motivos para torcer para cada um dos times, agora você pode escolher a equipe que deseja apoiar neste domingo.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Os 50 Campeões – SB 31 a 40 – Elway encerra em alta e Tom Brady tem sua evolução meteórica



Estamos apresentando aqui no Left Tackle Brasil a série “Os 50 Campeões”, que tem como objetivo de apresentar a você como foram as 50 edições anteriores do Super Bowl. Uma ótima prévia para a decisão deste domingo (5), entre Atlanta Falcons e New England Patriots, às 21h30.

Nos episódios anteriores, contamos como surgiu este grande evento, e também sobre as primeiras 30 edições (os links para os demais capítulos você poderá acessar ao final deste post). Neste texto, falaremos dos Super Bowls 31 ao 40, destacando os finalistas, os vencedores, quem foi MVP, e algumas surpresas que aconteceram ao longo destes anos. Se você começou a ver a liga há poucos anos, certamente já conhecerá alguns nomes que citaremos neste post, com atletas que fizeram, ou ainda fazem parte da competição.



Super Bowl XXXI – 1997 – Green Bay Packers 35x21 New England Patriots

MVP: Desmond Howard, retornador do Green Bay Packers

O ressurgimento do Green Bay Packers nos anos 90 se deve a um nome: Brett Favre, um dos maiores quarterbacks da história da NFL (segundo em passes para touchdown na história da liga). O QB finalmente chegava ao seu primeiro Super Bowl, e foi um destaques na conquista do terceiro título nesta decisão, com dois passes e uma corrida para touchdown. Ironicamente, Favre não foi eleito o MVP. Foi o retornador Desmond Howard o escolhido como melhor jogador da partida, graças a um retorno de kickoff de 99jardas para touchdown. Howard foi o primeiro e único atleta dos special teams a se tornar MVP de um Super Bowl. Contando também com a era antiga da NFL, o Packers é o maior campeão da história. Derrotado, o New England Patriots seguiu sem títulos, nos últimos anos de vacas magras da franquia.



Super Bowl XXXII – 1998 – Denver Broncos 31x24 Green Bay Packers

MVP: Terrell Davis, running back do Denver Broncos

John Elway teve uma brilhante carreira na NFL. Pelo Denver Broncos, levou a equipe a três Super Bowls ao final da década de 80, mas ainda havia um problema: perdeu todas as vezes. Sua redenção veio ao final da temporada de 1997, já no ano seguinte. Em um duelo bastante disputado, o Broncos venceu o Green Bay Packers de Brett Favre, e conquistou seu primeiro título. O MVP foi o running back Terrell Davis, que correu para dois touchdowns na partida.



Super Bowl XXXIII – 1999 – Denver Broncos 34x19 Atlanta Falcons

MVP: John Elway, quarterback do Denver Broncos

O bicampeonato do Denver Broncos veio logo no ano seguinte. O time venceu o Atlanta Falcons com tranquilidade. Com um passe para touchdown, e um TD terrestre, John Elway foi eleito o MVP da partida. O quarterback que teve uma grande fase na NFL, e que por anos conviveu com o drama de não ter vencido um Super Bowl, encerrou a carreira alcançando a glória máxima pela segunda vez. A edição 33 deste jogo foi a primeira com a presença do Atlanta Falcons.



Super Bowl XXXIV – 2000 – St Louis Rams 23x16 Tennessee Titans

MVP: Kurt Warner, quarterback do St Louis Rams

O St Louis Rams daquela temporada tinha um grande time, conhecido como “O Maior Show dos Gramados”. E com um elenco de notáveis atletas  como Marshall Faulk, Isaac Bruce e Tory Holt,  a equipe chegou ao Super Bowl, sob a liderança do quarterback Kurt Warner, eleito o MVP. Warner foi desprezado no Draft de 1994, e só em 1999 teve uma chance definitiva na NFL, sendo o titular do Rams, e logo de cara, levou o time ao inédito título, com dois passes para touchdown contra o Tennessee Titans, estreante na decisão. Este foi um dos Super Bowls mais dramáticos da história. Com sete pontos atrás no placar, o Titans precisava de um TD para empatar o jogo. A 22 segundos do fim, uma incrível jogada do quarterback Steve McNair deixou a equipe na linha de 10 jardas. E quando faltavam seis segundos para encerrar a partida, o QB lançou um passe para o wide receiver Kevin Dyson, que ia em direção à endzone. O jogador recebeu um tackle do linebacker Mike Jones nalinha de uma jarda, quando o relógio zerou, coroando o Rams  com o título, deixando Tennessee a centímetros do seu ápice.



Super Bowl XXXV – 2001 – Baltimore Ravens 34x7 New York Giants

MVP: Ray Lewis, linebacker do Baltimore Ravens

No primeiro Super Bowl do novo milênio, um novo campeão surgiu para entrar na vasta galeria dos vencedores deste mega evento. O Baltimore Ravens teve uma atuação praticamente perfeita. Com uma das maiores defesas de todos os tempos, o time fez quatro sacks, teve quatro interceptações e forçou um fumble. Líder do time de defensores, o linebacker Ray Lewis foi escolhido o MVP da partida.  Foi uma noite em que simplesmente nada deu certo para o New York Giants. A equipe conseguiu apenas 152 jardas ofensivas, e os únicos pontos anotados foram graças a um retorno de kickoff para touchdown.



Super Bowl XXXVI – 2002 – New England Patriots 20x17 St Louis Rams

MVP: Tom Brady, quarterback do New England Patriots

A temporada 2001-02 foi um verdadeiro divisor de águas na história do New England Patriots, e terminou com a primeira conquista da história da franquia. A era gloriosa do técnico Bill Bellichick e do quarterback Tom Brady iniciou sem muitas expectativas. Brady estava em seu segundo ano na NFL, mas era reserva de Drew Bledsoe até ele se machucar na semana 2. Quando assumiu o time, nunca mais voltou a ser reserva. No Super Bowl, Brady foi escolhido o MVP, e teve uma grande atuação, em um duelo eletrizante decidido na última jogada. O Patriots vencia por 17 a 3 no início do último quarto, quando o Rams de Kurt Warner reagiu, e empatou o jogo a menos de dois minutos do fim. No drive decisivo, um field goal de AdamVinatieri deu a New England o seu primeiro título. No extra-campo, foi um evento marcado por um grande reforço na segurança no estádio e seus arredores, pois foi o primeiro Super Bowl após os atentados de 11 de setembro, com direito a diversas homenagens às vítimas – entre elas, a apresentação da banda U2 noHalftime Show.



Super Bowl XXXVII – 2003 – Tampa Bay Buccaneers 48x21 Oakland Raiders

MVP: Dexter Jackson, safety do Tampa Bay Buccaneers

Foi a primeira participação do Tampa Bay Buccaneers em Super Bowls. Conta o Oakland Raiders, o time venceu com grande apoio de sua defesa, que garantiu três interceptações retornadas para touchdown. Dexter Jackson, safety da equipe, foi escolhido o MVP, ao interceptar o quarterback adversário por duas vezes. Foi no Bucs que o Super Bowl teve o primeiro atleta sul-americano a ser campeão, o kicker argentino Martin Gramatica. Esta também foi a última participação do wide receiver Jerry Rice na partida (campeão com os 49ers nos anos 80 e 90), ele que fez seus últimos anos de carreira no Raiders.



Super Bowl XXXVIII – 2004 – New England Patriots 32x29 Carolina Panthers

MVP: Tom Brady, quarterback do New England Patriots

Foi uma partida eletrizante, em especial no último quarto. Foram cinco touchdowns nos últimos 15 minutos, três do Carolina Panthers (estreante na decisão), e dois do New England Patriots, que vencia até o terceiro quarto por 14 a 10. O roteiro de dois anos antes se repetiu, com o Panthers empatando o jogo a pouco mais de um minuto do fim. Mais uma vez, Tom Brady carregou o time no último drive, e o kicker Adam Vinatieri converteu o field goal da vitória nos últimos segundos. Foi o quarterback o escolhido o MVP novamente. Brady acertou três passes para touchdown, e conseguiu 32 passes completos, um recorde em Super Bowls – igualado por Drew Brees alguns anos mais tarde.



Super Bowl XXXIX – 2005 – New England Patriots 24x21 Philadelphia Eagles

MVP: Deion Branch, wide receiver do New England Patriots

A dinastia do New England Patriots se consolidava com mais um título da equipe, o terceiro da franquia em quatro anos, e o segundo consecutivo. Foi mais um duelo equilibrado, com o Philadelphia Eagles chegando a liderar o placar no começo da partida. O Patriots do quarterback Tom Brady virou o jogo, e abriu uma vantagem de 10 pontos no último quarto. O Philadelphia Eagles, do quarterback Donovan McNabb reagiu com um touchdown a 1:48 do fim, e a equipe ainda recuperou um onside kick, até a defesa de New England interceptar o jogador. Desta vez, o MVP da partida não foi Brady, que já se tornava uma lenda, mas sim o wide receiver Deion Branch. Ele teve 133 jardas recebidas, e foi fundamental no sucesso de New England em seu terceiro Super Bowl conquistado.




Super Bowl XL – 2006 – Pittsburgh Steelers 21x10 Seattle Seahawks

MVP: Hines Ward, wide receiver do Pittsburgh Steelers

Era a segunda temporada do quarterback Ben Roethlisberger na NFL. E em seu segundo ano, o atleta conseguiu liderar o time para a conquista do quinto Super Bowl da história do Pittsburgh Steelers, igualando em títulos com o Dallas Cowboys como os maiores campeões da decisão. Contra um estreante Seattle Seahawks, os Steelers tiveram uma atuação consolidada para levar seu quinto troféu Vince Lombardi. O MVP foi o wide receiver Hines Ward, que recebeu um passe de 43 jardas para TD do também wide receiver Antwaan Randle El, em uma jogada conhecida como trick play (quando um jogador que não é quarterback de origem lança a bola).

Ainda temos que contar a história dos últimos 10 confrontos, entre 2007 e 2016. Fiquem ligados na continuação da série “Os 50 campeões”, e veja os episódios anteriores.





03/02 - Os 50 Campeões – SB 31 a 40 – Elway encerra em alta e Tom Brady tem sua evolução meteórica

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Os 50 Campeões – SB 21 a 30 – Quando o intervalo se transformou em um espetáculo de entretenimento



Estamos apresentando aqui no Left Tackle Brasil a série “Os 50 Campeões”, que tem como objetivo de apresentar a você como foram as 50 edições anteriores do Super Bowl. Uma ótima prévia para a decisão deste domingo (5), entre Atlanta Falcons e New England Patriots, às 21h30.

Nos episódios anteriores, contamos como surgiu este grande evento, e também sobre as primeiras 20 edições (os links para os demais capítulos você poderá acessar ao final deste post). Neste texto, falaremos dos Super Bowls 21 ao 30, destacando os finalistas, os vencedores, quem foi MVP, e algumas surpresas que aconteceram ao longo destes anos. Contaremos nesta parte sobre a era em que esta decisão passou a ter sucesso no mundo inteiro, graças a uma grande aliança entre esporte e entretenimento.



Super Bowl XXI – 1987 – New York Giants 39x20 Denver Broncos

MVP: Phil Simms, quarterback do New York Giants

Pela primeira vez o Super Bowl teve a presença do New York Giants, que conquistou seu primeiro troféu Vince Lombardi. O quarterback Phil Simms foi eleito MVP, ao lançar três passes para touchdown, em uma grande partida feita pela equipe de Nova York. O Giants dominou no segundo tempo, com seu ataque anotando quatro touchdowns nos dois últimos quartos. Pelo time derrotado, esta foi a primeira vez que o lendário QB John Elway chegou à decisão, mas não foi neste ano que o título veio.



Super Bowl XXII – 1988 – Washington Redskins 42x10 Denver Broncos

MVP: Doug Williams, quarterback do Washington Redskins

Mais uma vez o Denver Broncos de John Elway chegou à decisão, pela segunda vez consecutiva, mas o time sofreu outra derrota por uma larga vantagem. O Washington Redskins conquistou o seu segundo Super Bowl, sob o comando do QB Doug Williams, que lançou três passes para TD. Williams também está na história da NFL como o primeiro quarterback negro a vencer um Super Bowl como titular.



Super Bowl XXIII – 1989 – San Francisco 49ers 20x16 Cincinnati Bengals

MVP: Jerry Rice, wide receiver do San Francisco 49ers

Foi o terceiro título do San Francisco 49ers de Joe Montana. Em outro confronto contra o Cincinnati Bengals em um Super Bowl, a equipe teve uma partida mais difícil desta vez. A franquia de Cincinnati liderou a maior parte do tempo, e tinha uma forte defesa. Mas no final da partida, Joe Montana comandou um drive de 92 jardas para o touchdown de John Taylor a 34 segundos do fim. Com isso, os 49ers viraram o placar, e conquistaram o troféu. Com 215 jardas (um recorde em recepções) Jerry Rice foi o escolhido MVP naquela edição, ele que é sem dúvidas um dos maiores wide receivers da história.



Super Bowl XXIV – 1990 – San Francisco 49ers 55x10 Denver Broncos

MVP: Joe Montana, quarterback do San Francisco 49ers

Um verdadeiro massacre do San Francisco 49ers na conquista do quarto título da franquia. Anotando 45 pontos a mais que o Denver Broncos (vice pela terceira vez em quatro anos), foi a vantagem mais larga de um vencedor na história do Super Bowl. Joe Montana foi eleito o MVP pela terceira vez, sendo o primeiro atleta a receber tal prêmio três vezes. O quarterback lançou quatro passes para touchdown, escrevendo mais um brilhante capítulo em sua história na NFL.



Super Bowl XXV – 1991 – New York Giants 20x19 Buffalo Bills

MVP: Ottis Anderson, running back do New York Giants

O New York Giants chegava ao segundo Super Bowl de sua história, vivendo a atípica situação de ter seu quarterback reserva jogando como titular. Phill Simms se machucou ainda na temporada regular, e Jeff Hostetler foi o signal caller na decisão. A equipe enfrentava o Buffalo Bills, time liderado pelo QB Jim Kelly, que disputava o título pela primeira vez. Em campo, foi um duelo muito disputado, com direito a cinco trocas na liderança do placar. Com um jogo terrestre muito forte, foi o running back Ottis Anderson coroado o MVP. O Super Bowl XXV será lembrado para a eternidade graças a um erro fatal. Perdendo por um ponto, e a oito segundos do fim, o Buffalo Bills tinha a chance da vitória com um field goal de 47 jardas que o kicker Scott Norwood teria de converter. O chute foi à direita das traves, para fora, dando o título ao Giants. O atleta ainda jogou mais uma temporada pela equipe, mas após o ano de 1991, desapareceu de vez do cenário da NFL. Este foi o primeiro de quatro Super Bowls consecutivos que o Buffalo Bills perdeu.



Super Bowl XXVI – 1992 – Washington Redskins 37x24 Buffalo Bills

MVP: Mark Rypien, quarterback do Washington Redskins

Como falamos no tópico acima, o Buffalo Bills jogou quatro Super Bowls consecutivos – perdendo todos. Na temporada 1991-92, o roteiro se repetiu, em uma vitória do Washington Redskins, que se tornou tricampeão. O time da capital americana dominou no primeiro tempo, indo ao intervalo vencendo por 17 a 0. Nos dois períodos finais, o Bills ainda tentou regir, mas o Redskins não deu chances para que acontecesse tal façanha. Mark Rypien, o QB da equipe, lançou dois passes para TD, e foi escolhido o melhor atleta em campo.



Super Bowl XXVII – 1993 – Dallas Cowboys 52x17 Buffalo Bills

MVP: Troy Aikman, quarterback do Dallas Cowboys

O Super Bowl nunca mais foi o mesmo após sua 27ª edição. Naquela temporada, a NFL decidiu criar um mega espetáculo dentro do próprio jogo. Foi assim que surgiu o Halftime Show, quando um palco enorme é montado no meio da partida para a apresentação de um grande nome da música. Em 1993, o “Rei do Pop” Michael Jackson foi o astro do intervalo. A tradição deu certo, e até hoje é repetida. Em campo, o Dallas Cowboys iniciava uma das dinastias mais vencedoras da história. Com o trio envolvendo o QB Troy Aikman, o wide receiver Michael Irvin, e o running back Emmitt Smith, o time não deu chances para o Buffalo Bills conquistar seu primeiro troféu. O Cowboys conquistava o terceiro Super Bowl em sua história. Foi a última decisão realizada no lendário Rose Bowl, na Califórnia, estádio que também foi o palco da final da Copa do Mundo de 1994. Por muito pouco, a equipe de Dallas não quebrou o recorde de pontos anotados em um Super Bowl. O defensor Leon Lett conseguiu recuperar um fumble, e estava retornando para a endzone, quando no auge da sua empolgação, ele não percebeu que o running back Don Beebe estava atrás, e ele sofreu um fumble a centímetros da endzone.



Super Bowl XXVIII – 1994 – Dallas Cowboys 30x13 Buffalo Bills

MVP: Emmith Smith, running back do Dallas Cowboys

Esta foi a única vez que duas equipes realizaram o Super Bowl em dois anos consecutivos. A inglória era de quarto vice-campeonatos do Buffalo Bills se encerrou em 30 de janeiro de 1994. O que poderia ser uma revanche daquele time, acabou se transformando em mais uma traumática derrota para o Dallas Cowboys. O Bills até liderou por boa parte do confronto, mas um fumble retornado para touchdown, e mais dois TD’s de Emmith Smith deram o tetracampeonato ao Cowboys.



Super Bowl XXIX – 1995 - San Francisco 49ers 49x26 San Diego Chargers

MVP: Steve Young, quarterback do San Francisco 49ers

A era Joe Montana no San Francisco 49ers já tinha acabado, mas “Joe Cool” deixou um sucessor à altura. Steve Young também cravou seu nome na história, com uma atuação de gala no Super Bowl. O atleta passou para seis touchdowns, um recorde em decisões. Jerry Rice também teve fez uma ótima partida, recebendo três passes para TD. Com isso, o San Diego Chargers, que estreava na decisão, não teve muito o que fazer a não ser aceitar o vice-campeonato. Foi o quinto título do San Francisco 49ers, sendo a primeira equipe a conquistar o Troféu Vince Lombardi por cinco vezes.



Super Bowl XXX – 1996 - Dallas Cowboys 27x17 Pittsburgh Steelers

MVP: Larry Brown, cornerback do Dallas Cowboys

O Pittsburgh Steelers voltava ao Super Bowl depois de 16 anos, e enfrentaria o Cowboys na decisão pela terceira vez – este é o confronto que mais vezes se repetiu em SB’s. O poderoso  time de Dallas fazia sua terceira final em quatro anos, e mais uma vez o time foi o vencedor. Desta vez, o MVP da partida foi o cornerback Larry Brown, que fez duas interceptações. Brown foi o primeiro atleta desta posição a ser escolhido o melhor jogador.

Ainda temos mais 20 confrontos para contarmos as histórias. Fiquem ligados na continuação da série “Os 50 campeões”, e veja os episódios anteriores.




Os 50 Campeões – SB 21 a 30 – Quando o intervalo se transformou em um espetáculo de entretenimento


Da semana 1 ao Super Bowl - a temporada 2016 de Falcons e Patriots

Neste domingo, Patriots e Falcons realizam o Super Bowl LI

Estamos a poucos dias do Super Bowl 51. A decisão entre Atlanta Falcons e New England Patriots define o próximo campeão da NFL, na partida que será neste domingo (5), às 21h30, em Houston, no Texas. O confronto terá a transmissão da ESPN e Esporte Interativo para o Brasil.

O caminho de Falcons e Patriots até o Super Bowl LI foi por rotas diferentes, mas os dois times fizeram uma ótima temporada, e chegam na disputa pelo título com todos os méritos. Aqui, vamos mostrar sobre o desempenho de cada time, nas 18 partidas anteriores até a decisão.

Atlanta Falcons: a máquina de fazer pontos que conquistou a NFC



Havia uma boa expectativa com o desempenho do Atlanta Falcons para este ano (já estamos em 2017, mas a temporada da NFL ainda é a de 2016). Mas ainda pairavam dúvidas quanto ao lugar onde o time poderia chegar. Isso porque em 2015, o Falcons teve um ótimo início de temporada, com cinco vitórias consecutivas, só que depois da semana 6, o time desandou e terminou o ano em 8-8, amargurando a segunda posição na NFC Sul, e fora do Wildcard.

Para 2016, a franquia encontrou forças para ter um grande desempenho e não decepcionar como no ano anterior. Mas a temporada não começou fácil, com o Falcons perdendo na semana 1 para o Tampa Bay Buccaneers, rival de divisão. Nas quatro partidas seguintes, o bombardeio ofensivo de Atlanta passou a ficar mais conhecido, com vitórias sobre Oakland Raiders, New Orleans Saints, Carolina Panthers e Denver Broncos - sendo em três delas anotando mais de 30 pontos. A partir dali, o time já era o líder da NFC Sul, e iniciava sua caminhada entre as melhores campanhas da Conferência Nacional.

A franquia de Matt Ryan, Julio Jones e Devonta Freeman viria também a encontrar algumas pedras no caminho, como nas duas derrotas seguidas para Seattle Seahawks e San Diego Chargers. Já na semana 8, o Falcons teve outro duelo difícil, contra o Green Bay Packers, mas um touchdown a segundos do fim deu a Atlanta mais uma vitória, por 33 a 32. Na sequência, mais um triunfo, em outro confronto contra o Tampa Bay Buccaeneers. Outra queda veio na rodada seguinte, em derrota para o Philadelphia Eagles.

A semana 11 foi a de bye week para o Atlanta Falcons. Havia o temor de que o time poderia render menos após a folga, o que aconteceu em 2015. O desempenho era de 6-4, e o Tampa Bay Buccaneers estava encostando na liderança da divisão. Ao final de novembro, o Falcons teve outra vitória, sobre o Arizona Cardinals. Mas logo na rodada seguinte, mais uma derrota em casa, para o Kansas City Chefs, com Matt Ryan lançando uma interceptação retornada para touchdown, e outra retornada para a endzone em uma tentativa de conversão de dois pontos - selando a vitória do Chiefs. Depois disso, o Falcons voltou a embalar uma empolgante sequência de quatro vitórias consecutivas, sobre Los Angeles Rams, San Francisco 49ers, Carolina Panthers e New Orleans Saints. O time se sagrou campeão da sua divisão, e de quebra, levou a segunda colocação geral na NFC - com direito a uma folga, evitando o Wildcard.

Como segundo melhor time da conferência, o Falcons ainda pôde ter uma despedida digna do seu estádio, o Georgia Dome (a partir da próxima temporada, a franquia mandará seus jogos no Mercedes-Benz Stadium). Na semifinal da NFC, uma arrasadora vitória sobre o Seattle Seahawks, por 36 a 20, e na partida seguinte, outra goleada, por 44 a 21 em cima do Green Bay Packers. Nos playoffs, o quarterback Matt Ryan lançou sete passes para touchdown, e nenhuma interceptação, sendo a peça fundamental para colocar seu time no Super Bowl. Será a segunda vez na história que o Falcons disputa a decisão, e neste domingo, tenta o título inédito contra o New England Patriots.

New England Patriots: Mesmo com ano atípico, time segue em alta, e quebra recorde de idas ao Super Bowl



A temporada do New England Patriots começou como uma incógnita. Por mais que o time treinado por Bill Bellichick siga como uma grande força em todos os anos, era incerto afirmar como seria o desempenho nos primeiros quatro jogos. Isso por que o quarterback Tom Brady esteve de fora nestas partidas, cumprindo suspensão pelo escândalo do Deflategate.

Assim, o ano começou com Jimmy Garoppolo como QB titular. Contra o Arizona Cardinals (atual vice-campeão da NFC), o atleta teve um ótimo desempenho, e o time venceu um confronto disputado. Na segunda rodada, outra vitória, sobre o Miami Dolphins, mas Garoppolo se machucou. Contra o Houston Texans, foi Jacoby Brissett o titular. Com um envolvente jogo terrestre, o Patriots dominou e venceu por 27 a 0. Na semana 4, a equipe teve uma surpreendente derrota para o Buffalo Bills em casa, por 16 a 0.

Tom Brady voltara de sua suspensão na semana 5. Durante o gancho, ele teve que treinar de maneira particular, e sequer poderia pisar no centro de treinamento do New England Patriots. Contra o Cleveland Browns, Brady fez uma boa atuação, para uma tranquila vitória. Outros três triunfos consecutivos vieram, em jogos contra Cincinnati Bengals, Pittsburgh Steelers e Buffalo Bills. O grande teste para aquele time veio na semana 10, contra o Seattle Seahawks. Na reedição do Super Bowl XLIX, o Patriots ficou a uma jarda da vitória, mas a defesa Seattle conseguiu forçar o turnover, derrotando New England no Gillette Stadium. Esta foi a segunda vez que o time perdeu no ano - e a última até aqui. Também foi a única vez que um time anotou mais de 30 pontos contra a defesa do Patriots, a melhor da NFL em pontos cedidos (foram 31).

Na sequência, New England emplacou mais vitórias, rumo ao oitavo título seguido da AFC Leste (um recorde da história da NFL). San Francisco 49ers, New York Jets (duas vezes), Los Angeles Rams, Baltimore Ravens, Miami Dolphins e até mesmo o atual campeão Denver Broncos não chegaram perto de ameaçar o Patriots, que foi também o time de melhor campanha na Conferência Americana.

Pela semifinal da AFC, a equipe teria pela frente o Houston Texans, que chegou do Wildcard com uma ótima defesa, mas com um ataque liderado pelo contestável quarterback Brock Osweiller. Parecia um jogo fácil, mas Tom Brady não teve sossego, sofrendo duas interceptações, e pressionado a sair do pocket diversas vezes. Mas a vitória veio mesmo assim, por 34 a 16. A final da Conferência prometia um jogo mais difícil, pois o Pittsburgh Steelers tinha um ótimo elenco, mas a boa defesa de do Patriots anulou as peças fundamentais dos rivais, garantindo a vitória por 36 a 17. O New England Patriots conquistou quatro títulos de Super Bowl, e agora, vai tentar erguer o troféu Vince Lombardi pela quinta vez em sua história.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Santa Maria Soldiers anuncia a contratação do WR Nathan Dias

(foto: divulgação Santa Maria Soldiers)

O Santa Maria Soldiers anunciou a contratação do wide receiver Nathan Dias. O atleta de 19 anos estava no São José Istepôs, time de São José (SC). O atleta deve chegar em Santa Maria nos próximos dias, mas já tem seu acordo firmado com a equipe. Ele vai reforçar a equipe para o Campeonato Gaúcho de Futebol Americano, que tem inicio neste mês de fevereiro.

Pelo Istepôs, Nathan disputou duas Super Ligas. Ele foi campeão catarinense em 2014 e vice em 2015 - ao lado do quarterback Douglas Rodrigues, atual coordenador ofensivo e QB do Soldiers.

Seu início no futebol americano foi aos 14 anos, nas categorias de base do time catarinense, onde permaneceu por dois anos até integrar o elenco principal, aos 16. Lá, foi treinado pelo americano Ty Evans, no período em que este esteve à frente da equipe. Nathan Dias é natural de São José (SC), cidade onde cresceu e morou até agora.

Os 50 Campeões – SB 11 a 20 – Era Joe Montana e as defesas dominantes da década



Estamos apresentando aqui no Left Tackle Brasil a série “Os 50 Campeões”, que tem como objetivo de apresentar a você como foram as 50 edições anteriores do Super Bowl. Uma ótima prévia para a decisão deste domingo (5), entre Atlanta Falcons e New England Patriots, às 21h30.

Nos episódios anteriores, contamos como surgiu este grande evento, e também sobre as primeiras dez edições (os links para os demais capítulos você poderá acessar ao final deste post). Neste texto, falaremos dos Super Bowls 11 ao 20, destacando os finalistas, os vencedores, quem foi MVP, e algumas surpresas que aconteceram ao longo destes anos.



Super Bowl XI – 1977 – Oakland Raiders 32x14 Minnesota Vikings

MVP: Fred Biletnikoff, wide receiver do Oakland Raiders

Foi o primeiro título de Super Bowl do Oakland Raiders, que teve uma atuação dominante do início ao fim da partida. O running back Pete Banaszak foi o principal jogador do time, com duas corridas para touchdown. Para o Vikings, foi o quarto vice-campeonato em sua história, de uma franquia que nunca foi campeã do Super Bowl – apenas da antiga NFL, em 1970. O curioso deste confronto foi que o MVP Fred Biletnikoff não fez nenhuma recepção para TD, acumulando 79 jardas.



Super Bowl XII – 1978 – Dallas Cowboys 27x10 Denver Broncos

MVP’s: Randy White e Harvey Martin, defensive tackle e defensive end do Dallas Cowboys, respectivamente

Esta foi a primeira decisão na história a ser realizada em um estádio coberto, no então chamado Lousiana Superdome, a casa do New Orleans Saints. Foi também o primeiro Super Bowl jogado pelo Denver Broncos. Em campo, o Dallas Cowboys dominou para conquistar o seu segundo título. Esta foi também a primeira vez em que dois jogadores foram escolhidos MVP’s da partida. Randy White e Harvey Martin, atletas de linha defensiva, tiveram uma grande atuação, e acabaram eternizados no seleto grupo dos jogadores mais valiosos.



Super Bowl XIII – 1979 – Pittsburgh Steelers 35x31 Dallas Cowboys

MVP: Terry Bradshaw, quarterback do Pittsburgh Steelers

Em 13 edições do Super Bowl, os Steelers conquistavam o seu terceiro título. Foi um duelo equilibrado até o fim. Mesmo com Pittsburgh colocando 18 pontos de vantagem no último quarto, o Cowboys não desistiu e chegou perto de virar o placar. Terry Bradshaw foi o MVP em um dia que ele estava inspirado, passando para quatro touchdowns, sendo um deles em uma big play de 75 jardas. A gloriosa era de Roger Staubach, quarterback do Cowboys, chegava ao fim com esta derrota.



Super Bowl XIV – 1980 – Pittsburgh Steelers 31x19 Los Angeles Rams

MVP: Terry Bradshaw, quarterback do Pittsburgh Steelers

Você não leu errado. Antes do Rams voltar para Los Angeles em 2016, o time foi de LA por muitos anos, e jogando na cidade californiana a equipe conseguiu ir para o seu primeiro Super Bowl. Porém, o Pittsburgh Steelers era o adversário, e conquistou o quarto título, sendo o segundo de maneira consecutiva. A partida foi bastante disputada, com o time de Los Angeles na frente do placar no quarto período. Quando mais uma vez apareceu o talento do quarterback Terry Bradshaw, escolhido o MVP novamente. Um touchdown de 73 jardas no último quarto para John Stallworth deu a virada dos Steelers, que anotariam mais um TD na sequência, garantindo mais um troféu. Bradshaw foi o primeiro QB a vencer quatro Super Bowls – Joe Montana e Tom Brady apareceriam mais tarde para repetir o feito.



Super Bowl XV – 1981 – Oakland Raiders 27x10 Philadelphia Eagles

MVP:  Jim Plunkett, quarterback do Oakland Raiders

Jim Plunkett carregou o Oakland Raiders nesta partida, e lançou três passes para touchdown, sendo escolhido o MVP da partida com todos os méritos. Foi o segundo título da franquia, que curiosamente deixaria Oakland nesta temporada, para viver um período de 14 anos em Los Angeles. Esta foi a primeira participação do Eagles em um Super Bowl, mas a atuação da equipe foi abaixo do esperado. O único TD anotado por Philadelphia na partida foi no último quarto, e o Raiders venceu com tranquilidade.



Super Bowl XVI – 1982 - San Francisco 49ers 26x21 Cincinnati Bengals

MVP: Joe Montana, quarterback do San Francisco 49ers.

Era a primeira vez que um jovem quarterback chamado Joe Montana chegava ao Super Bowl.  Com dois touchdowns, Joe Cool cravava seu nome na história do confronto, e foi eleito o MVP da partida. Foi o primeiro Super Bowl das duas equipes, que se enfrentariam de novo anos mais tarde. Em campo, os 49ers não deram chances para a equipe de Cincinnati, anotando 20 pontos no primeiro tempo. O Bengals reagiu na metade final da partida, mas o ótimo início de jogo de San Francisco foi o suficiente para o primeiro título da franquia.



Super Bowl XVII – 1983 – Washington Redskins 27x17 Miami Dolphins

MVP: John Riggins, running back do Washington Redskins

A temporada regular de 1982-83 foi uma das mais atípicas da história da NFL. Uma greve geral dos jogadores atrasou o início da liga, e a primeira fase teve apenas nove jogos para cada equipe. O mais bizarro de tudo é que foi a primeira (e única vez) que um kicker foi escolhido o MVP da temporada, o jogador Mark Moseley, do Washington Redskins.  Com o melhor atleta da liga naquele ano, Washington virou o jogo no último quarto, e conquistou seu primeiro Super Bowl. O MVP da decisão foi o running back John Riggins, que correu para um touchdown de 43 jardas nos 15 minutos finais.



Super Bowl XVIII – 1984 – Los Angeles Raiders 38x9 Washington Redskins

MVP: Marcus Allen, running back do Los Angeles Raiders

Foi o terceiro título da franquia, o primeiro em Los Angeles, conquistado em uma goleada para cima do Washington Redskins, então atual campeão. Marcus Allen, o MVP, foi o motor de arranque do time, correndo para 191 jardas e dois touchdowns, sendo um deles em uma grande corrida de 74 jardas até a endzone. O Raiders também teve um ótimo trabalho defensivo, conseguindo um bloqueio de punt para TD, e uma interceptação retornada para a endzone.



Super Bowl XIX – 1985 – San Francisco 49ers 38x16 Miami Dolphins

MVP: Joe Montana, quarterback do San Francisco 49ers

De um lado, Joe Montana liderando o ataque dos 49ers em seu segundo Super Bowl. Do outro, Dan Marino sendo o signal caller do Miami Dolphins. No duelo entre dois dos maiores quarterbacks da história, Montana levou a melhor, lançando três passes para touchdown, e correndo para a endzone uma vez. Foi o segundo título de San Francisco, o segundo da gloriosa era Joe Montana. Quanto a Dan Marino, mesmo sendo um dos recordistas em passes para TD na história da liga, nunca mais voltou a jogar um Super Bowl.



Super Bowl XX – 1986 – Chicago Bears 46x10 New England Patriots

MVP: Richard Dent, defensive end do Chicago Bears

Foi o primeiro Super Bowl das duas equipes na história do confronto. A frase “ataques ganham jogos, defesas ganham campeonatos” pode ser sim atribuída ao Chicago Bears da temporada 1985-86. A franquia tinha uma defesa fortíssima, e dominou o New England Patriots desde o início da partida. O Bears conseguiu uma das vitórias mais esmagadoras na decisão em todos os tempos. Richard Dent, defensive end daquele time, foi o MVP. No campo de ataque, Chicago tinha o apoio do running back Walter Payton, um dos atletas mais lendários da NFL.

Ainda temos mais 30 confrontos para contarmos as histórias. Fiquem ligados na continuação da série “Os 50 campeões”, e veja os episódios anteriores.



Os 50 Campeões – SB 11 a 20 – Era Joe Montana e as defesas dominantes da década