quinta-feira, 10 de setembro de 2020

Termina a maior Offseason de todos os tempos – Chiefs e Texans abrem a temporada de 2020 da NFL

Arrowhead Stadium será o palco do retorno da National Football League (foto: Getty Images)

Do Super Bowl LIV, vencido pelo Kansas City Chiefs no dia 2 de fevereiro, até este dia 10 de setembro de 2020, data da abertura da próxima temporada da NFL, se passaram exatamente 220 dias. Ou seja, foram 220 dias longos de Offseason, sem jogos, naquela época em que tradicionalmente nos dedicamos a outros esportes, outras competições, pela falta de uma partida de futebol americano. Apesar disso, quem já acompanha a maior liga da modalidade, sabe que é aproximadamente este período de sete meses de espera entre uma temporada e outra. 

Só que o título deste texto é uma clara hipérbole, uma ênfase expressiva que resulta no exagero da significação linguística – está nos dicionários esta definição –, e um daqueles termos que aprendemos nas aulas de português, aos quais achamos que nunca mais usaremos depois de sairmos da vida acadêmica. E é necessária esta hipérbole sobre a Offseason da NFL deste ano, porque ela pareceu ser ainda mais interminável que em outros anos. 

Em fevereiro, ao relacionar fatos do título anterior do Chiefs, em 1970, com os deste ano, o da conquista do Super Bowl pela mesma franquia, foi escrita a seguinte frase aqui mesmo neste espaço: "ainda não sabemos bem como será 2020 no mundo [...]", porque ainda era o mês de fevereiro. Mas aí em março, o novo coronavírus abalou o mundo. A pandemia nos forçou a viver uma rotina diferente da que vivíamos. Nos colocou em quarentena, em nossas casas, e por seu alto contágio e taxa de mortalidade, temos de usar máscaras sempre que for necessário sair. Muitos perderam o emprego. Muitas famílias foram dilaceradas porque diversos parentes morreram após uma simples reunião. Mais de 900 mil pessoas já perderam a vida até o fechamento desta publicação em todo o planeta, sendo mais de 128 mil somente no Brasil.

E diante de tanta notícia ruim, a própria NFL viveu um dos seus maiores desafios em 100 anos de existência. Como o pico da Covid-19 foi durante a Offseason, a liga teve tempo para se preparar para a temporada regular com protocolos sanitários que evitem o contágio em massa entre os atletas. A própria liga já teve de encarar esse "novo normal". O Draft, realizado em abril, foi totalmente virtual, com dirigentes e técnicos decidindo suas escolhas direto de suas casas, assim como os próprios jogadores. Houve atraso nos training camps, porque os atletas queriam estar 100% seguros para poder voltar às atividades físicas em grupo. Ainda, teve aqueles jogadores que decidiram abrir mão da temporada por conta da pandemia, incluindo titulares das principais equipes. E também não teve a pré-temporada, que ocorreria em agosto, devido aos elencos estarem com mais atletas que o habitual. Ao contrário de outras ligas, os atletas não foram postos em "bolhas", até por nem haver estrutura o suficiente para abrigar 32 times da NFL em único lugar. Apesar disso, frequentemente todos os integrantes de cada equipe fazem testes para detectar o coronavírus, com o devido afastamento de quem tiver infectado.

A temporada que se aproxima começa com o jogo entre Kansas City Chiefs e Houston Texans, às 21h20, com transmissão da ESPN, e já será possível ver que tudo está diferente. Ninguém que não estiver em campo poderá ficar sem máscaras, e o Arrowhead Stadium, a casa do Chiefs, terá apenas cerca de 15 mil pessoas. A franquia foi uma das que anunciaram a liberação parcial do público para este ano, enquanto há outras equipes que já definiram jogar em 2020 com portões fechados, casos dos times de Nova York (Giants e Jets) e do Washington Football Team.

Em campo, se enfrentam dois dos principais times da AFC na atualidade, e com clima de revanche. Na temporada passada, Chiefs e Texans duelaram no Divisional Round. Houston chegou a abrir 24 a 0 em Kansas City ainda no primeiro tempo, mas viu sua vantagem ruir antes do intervalo. Ao final do jogo, o Chiefs venceu aquela partida por 51 a 31, ficando mais próximo do Super Bowl conquistado semanas depois.

Patrick Mahomes e Deshaun Watson renovaram recentemente seus contratos

Além disso, chama a atenção para o confronto que abre a semana 1 o duelo entre dois quarterbacks que tendem a se destacar na Conferência Americana, e na própria NFL, por muitos anos. Tanto Deshaun Watson, QB do Texans, quanto Patrick Mahomes, jogador do Chiefs, renovaram os seus contratos recentemente. O destaque maior vai para o camisa 15 de Kansas City, que garantiu um super contrato de US$ 503 milhões em salários por dez anos. 

Como novidade ao telespectador, a temporada da NFL de 2020 ganha uma nova marca na transmissão. A Fox Sports exibirá um jogo por semana com exclusividade, sendo este duelo uma partida do domingo a tarde que não passará na ESPN. A decisão foi tomada pela Disney, que é dona da ESPN e da Fox Sports. Desde maio, ambas as emissoras têm transmissões conjuntas de alguns eventos esportivos, como a Premier League, Bundesliga e La Liga. 

Voltando ao futebol americano, você torcedor tem um grande motivo para voltar a sorrir, que é o retorno da National Football League. Mesmo que a temporada seja bem diferente do habitual, não faltará emoção nos jogos que vêm a seguir. E caso perca alguma partida, aqui no Left Tackle Brasil faremos de tudo para contar o que de melhor aconteceu na temporada 2020/21. 

quarta-feira, 9 de setembro de 2020

Maratona NFL - Temporada 3, episódio 6 - falta pouco para o retorno da temporada

 


No Maratona NFL desta semana, Carlos Oliveira e Ruan Nascimento destacaram os principais assuntos que envolveram a NFL nos últimos dias. E faltam pouco mais de 24 horas para o Kickoff entre Kansas City Chiefs e Houston Texans, jogo que será nesta quinta-feira, 10 de setembro.

Entre as notícias, os apresentadores comentaram a lesão que tirou o linebacker Von Miller, do Denver Broncos, da temporada. Ele machucou o tornozelo em um treino nesta terça-feira, 10, e precisará fazer uma cirurgia.

Além disso, você pode conferir as apostas do Maratona NFL, e dos ouvintes, sobre quem vai para os Playoffs em 2020/21. 

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terça-feira, 8 de setembro de 2020

Expectativas para a temporada 2020: AFC Oeste

Las Vegas Raiders em treinamento no seu novo estádio, o Allegiant Stadium (foto: John Locher/AP)

Esta é a oitava e última parte do nosso conteúdo especial sobre as expectativas para a temporada 2020. Nos últimos dias, fizemos sete publicações contando sobre as movimentações feitas por cada equipe da NFL, sendo uma postagem por divisão. Hoje, chegamos no oitavo capítulo.

Encerramos pela AFC Oeste, a divisão do atual campeão do Super Bowl, o Kansas City Chiefs. Em 2020, o Chiefs é o franco favorito para vencer a divisão e a própria NFL novamente. Porém, falaremos também dos principais rivais de Kansas City. O Denver Broncos, o Los Angeles Chargers e o Las Vegas Raiders também têm novidades. E convido a você ler sobre estas quatro equipes logo abaixo.

Mas antes disso, você também pode acompanhar as outras partes da nossa série, caso tenha perdido o conteúdo de alguma divisão. 

Expectativas: NFC Leste

Expectativas: NFC Norte

Expectativas: NFC Sul

Expectativas: NFC Oeste

Expectativas: AFC Leste

Expectativas: AFC Norte

Expectativas: AFC Sul

Agora sim, vamos com as próximas análises!

Denver Broncos

Desempenho em 2019: 7-9, segundo na divisão

Objetivo em 2020: brigar por uma vaga aos Playoffs

Vic Fangio será o head coach do Broncos pela segunda temporada (foto: David Zalubowski/AP)

Desde o título do Super Bowl 50, em 2016, o Denver Broncos deixou o grupo dos favoritos ao título da NFL para tentar uma renovação à longo prazo. O time vem acumulando algumas frustrações, mas parece que, aos poucos, pode fazer com que o torcedor tenha esperanças. Vic Fangio continua como head coach, em sua segunda temporada. 

Algumas mudanças precisaram ser feitas principalmente na comissão técnica. O time contratou Pat Shurmur, ex-técnico do New York Giants para o cargo de coordenador ofensivo. Também houve reformulações no elenco, como a saída do quarterback Joe Flacco – contratado a peso de grande reforço em 2019, mas que decepcionou e ainda terminou a temporada machucado. Na principal posição do ataque, Drew Lock será o titular, após ter tido bom desempenho em 2019, vencendo quatro dos cinco jogos em que foi titular. Também saíram jogadores como o cornerback Chris Harris Jr, o running back Devontae Booker e o safety Will Parks.

O setor de ataque ganhou novos reforços em 2020. O maior deles é um ex-rival, o running back Melvin Gordon, que estava no Los Angeles Chargers. No Draft deste ano, as duas primeiras escolhas do time, na primeira e segunda rodadas, foram de wide receivers, para que Lock tenha novos alvos em seus passes. Foram os jogadores Jerry Jeudy, de Alabama, e K. J. Hamler, de Penn State. E na defesa, o Broncos ganhou como reforço o cornerback A. J. Bouye, através de uma troca com o Jacksonville Jaguars.

A notícia ruim para o Broncos, a poucos dias da temporada começar, é que o linebacker Von Miller, principal destaque do elenco atual, não irá jogar em 2020. Ele sofreu uma lesão no tornozelo nesta terça-feira, 8 de setembro, e não conseguirá voltar aos gramados neste ano. É uma enorme perda para o setor defensivo da franquia.

Kansas City Chiefs

Desempenho em 2019: 12-4, campeão da divisão e atual campeão do Super Bowl

Objetivo em 2020: brigar pelo bicampeonato

Chiefs de Patrick Mahomes luta pelo bicampeonato (foto: Charlie Riedel/AP)

Depois de 50 anos, o Kansas City Chiefs venceu o Super Bowl em fevereiro. E naquela ocasião, citei aqui mesmo neste blog alguns fatos externos que ocorreram no ano do título anterior, em 1970, com direito para a frase "ainda não sabemos bem como será 2020 no mundo[...]". Pois bem, um mês depois daquele jogo, entramos na pandemia do novo coronavírus, e o mundo é agora um lugar totalmente diferente. Mas o que ainda não mudou é o gritante favoritismo da franquia de Kansas City rumo a mais uma conquista do Troféu Vince Lombardi.

Patrick Mahomes, MVP da decisão passada, se tornou uma estrela ainda maior do que já era, e nesta offseason, ganhou o maior contrato já pago a um atleta profissional na história do esporte. O quarterback receberá impressionantes US$ 503 milhões em salários por dez anos a partir de 2022, já que ainda tem um contrato de calouro. É um reforço e tanto com um objetivo claro: o Chiefs quer ganhar mais títulos de Super Bowl.

Boa parte do elenco campeão permanece na franquia, apesar de algumas saídas. Deixaram o time nomes como o running back LeSean McCoy, o defensive end Terrell Suggs, o cornerback Kendall Fuller, o tight end Blake Bell e o veterano punter Dustin Colquitt, após 16 temporadas. Kansas City também terá dois desfalques importantes para 2020, que optaram por não jogar por causa da Covid-19. O running back Damien Williams, autor do touchdown do título do Super Bowl, e o offensive guard Laurent Duvernay-Tardiff, que é médico por formação e seguirá atuando no combate à doença.

Dos reforços em 2020, a franquia trouxe alguns jogadores conhecidos, como o defensive end Taco Charlton, o tight end Ricky Seals-Jones e o cornerback Antonio Hamilton. Para o Draft deste ano, o Chiefs usou sua escolha de primeira rodada para reforçar o jogo terrestre. O selecionado foi o running back Clyde Edwards-Helaire, de LSU. Destaca-se também a seleção da segunda rodada, o linebacker Willie Gay, de Mississipi State.

Las Vegas Raiders

Desempenho em 2019: 7-9, terceiro na divisão

Objetivo em 2020: não perder rendimento com relação ao ano passado

Em novo lar, Raiders tenta retornar aos Playoffs após quatro anos (foto: John Locher/AP)

Depois de anos de espera, o Raiders de 2020 finalmente fez as malas e se mudou para Las Vegas. O agora Las Vegas Raiders é a primeira franquia da NFL a jogar na Cidade do Pecado, local dos cassinos, das lutas de MMA e dos casamentos da noite para o dia. Agora terá um estádio bonito para chamar de seu, o Allegiant Stadium, e não precisará mais jogar em uma cancha com marcas de beisebol, como era quando ainda jogavam em Oakland. Só que uma cidade e um estádio novos, sozinhos, não garantem bons resultados.

O desempenho de 2019 foi acima das expectativas para o Raiders, e até seria possível sonhar com Playoffs para este ano se não fosse o time ter o técnico Jon Gruden – que está em seu terceiro ano, em um contrato de dez temporadas totais. Lembramos: ele é o head coach que chegou no time em 2018 e inexplicavelmente trocou o defensor Khalil Mack, o melhor jogador do time na época e um dos melhores defensores da liga. 

Neste ano, Derek Carr continua como quarterback titular. Ele melhorou de rendimento após a lesão que o tirou da temporada de 2016 – na última ida da franquia aos Playoffs. Porém, Gruden trouxe Marcus Mariota, ex-Tennessee Titans, para até mesmo disputar a titularidade em 2020. Entre outras chegadas, destaca-se a do linebacker Cory Littleton (ex-Los Angeles Rams), o wide receiver Nelson Agholor (ex-Philadelphia Eagles), o safety Damarious Randall (ex-Cleveland Browns) e o cornerback Prince Amukamara (ex-Chicago Bears).

Por causa daquela troca de Khalil Mack há dois anos, o Las Vegas Raiders teve duas escolhas na primeira rodada do Draft de 2020. O time trouxe para o seu elenco o wide receiver Henry Ruggs, de Alabama, e o cornerback Damon Arnette, de Ohio State. Com o elenco fechado, resta saber se o time conseguirá obter vitórias, e se destacar na temporada, ou se as decisões de Gruden não podem pôr em xeque o desempenho da equipe.

Los Angeles Chargers

Desempenho em 2019: 5-11, quarto na divisão

Objetivo em 2020: ter mais vitórias neste ano

Sem Rivers, Chargers vive fase de reformulação no elenco (Kirby Lee/USA Today)

Será um ano diferente para o Los Angeles Chargers, que, além de lançar um novo uniforme, é mais uma equipe da NFL em fase de reconstrução. Pela primeira vez, desde 2006, o time não terá Philip Rivers como quarterback titular. O eterno ídolo da franquia, de 38 anos, parou de render bem em 2019, e a era do camisa 17 no Chargers chegou a um fim. O jogador está agora no Indianapolis Colts, e o time trouxe, via Draft, o seu sucessor: o QB Justin Herbert, de Oregon.

Outros medalhões também deixaram o time treinado por Anthony Lynn. O running back Melvin Gordon, ídolo dos últimos anos, joga agora no Denver Broncos. O wide receiver Travis Benjamin joga agora no San Franciso 49ers, e o safety Adrian Phillips chegou no New England Patriots. Por outro lado, chegaram reforços como o guard Trai Turner (ex-Carolina Panthers), o cornerback Chris Harris Jr (ex-Denver Broncos) e o offensive tackle Bryan Bulaga (ex-Green Bay Packers).

Falamos antes da chegada de Justin Herbert, escolhido no Draft com a sexta escolha geral, mas esta não foi a única escolha do time na primeira rodada. O time selecionou também o linebacker Kenneth Murray, de Oklahoma, ao conseguir uma troca com o New England Patriots durante o evento. O elenco está fechado neste momento, e será um ano diferente, em que o Chargers finalmente jogará no SoFi Stadium, e não mais no campo emprestado do Los Angeles Galaxy, da MLS. 

segunda-feira, 7 de setembro de 2020

Expectativas para a temporada 2020: NFC Oeste

Rams, Cardinals, Seahawks e 49ers se preparam para a volta da NFL (foto: Jayne Kamin-Oncea/Getty Images)

Você já viu aqui no Left Tackle Brasil as nossas expectativas sobre os times da AFC Norte, AFC Sul e AFC Leste, pela Conferência Americana, e dos times da NFC Norte, NFC Sul e NFC Leste, considerando as equipes da Conferência Nacional. Agora é a vez de você conferir o penúltimo episódio da série, fechando as análises sobre as franquias integrantes da NFC pela NFC Oeste. 

Para finalizar, você acompanha abaixo o que esperar de Arizona Cardinals, Los Angeles Rams, San Francisco 49ers e Seattle Seahawks. Esta é uma das divisões mais equilibradas da liga e, considerando que agora são sete times que avançam aos Playoffs por conferência (quatro campeões de divisão mais os três melhores não-campeões de divisão dentro da conferência), é possível que três dos times da NFC Oeste consigam se classificar – ou até mesmo os quatro, já que o regulamento novo prevê essa possibilidade. Veja abaixo!

Arizona Cardinals

Desempenho em 2019: 5-10-1, quarto na divisão

Objetivo em 2020: brigar para voltar aos Playoffs

Cardinals quer voltar a figurar entre os melhores da NFL em 2020 (foto: Christian Petersen/-Getty Images)

Em 2015, o Arizona Cardinals foi um dos grandes destaques da temporada. Chegou na final da NFC e perdeu. Depois dali, nunca mais retornou à pós-temporada. A franquia perdeu rendimento, foi a pior da NFL em 2018, mas agora dá sinais de recuperação. No segundo ano do técnico Kliff Kingsbury e do quarterback Kyler Murray, o objetivo para 2020 é mais ousado, o de lutar para a voltar à pós-temporada.

Do elenco de 2019, o running back David Johnson, um dos destaques do time, saiu, em troca com o Houston Texans. Por outro lado, o Cardinals recebeu o wide receiver DeAndre Hopkins, que era o principal da posição em Houston, e jogará junto com o veterano Larry Fitzgerald. Saíram também o defensive end Rodney Gunter, o defensive tackle Cassius March e o wide receiver Pharoh Cooper. Entre os reforços, Arizona trouxe nomes como o defensive tackle Jordan Phillips (ex-Buffalo Bills) e o linebacker Davon Kinnard (ex-Detroit Lions).

O projeto de reconstrução do time também passa pelo Draft deste ano. Na oitava escolha geral, o reforço foi para a defesa, com a aquisição do linebacker Isaiah Simmons, de Clemson. Por ter trocado sua escolha na segunda rodada, o time voltou ao recrutamento na terceira rodada, selecionando o offensive tackle Josh Jones, de Clemson.

Los Angeles Rams

Desempenho em 2019: 9-7, terceiro na divisão

Objetivo em 2020: brigar para voltar aos Playoffs

Após um 2019 apático, Rams quer dar a volta por cima neste ano (foto: Keith Birmingham/Pasadena Star)

A ressaca após a derrota do Super Bowl LIII, em 2019, foi forte no Los Angeles Rams, e respingou no desempenho da equipe na temporada passada. O time foi inconstante e como consequência, terminou 2019 com nove vitórias e sete derrotas, ficando pelo caminho na disputa para chegar na pós-temporada. 

Porém, 2020 já é um ano de mudanças importantes. Depois de três temporadas em Los Angeles jogando no Los Angeles Memorial Coliseum, o Rams finalmente vai para a sua nova casa, o SoFi Stadium, em Inglewood, na região metropolitana. A franquia mudou também seu logo e seus uniformes – ambos duramente criticados, mas isso é outra história. Sean McVay continua como o treinador, e o objetivo para este ano é melhorar de desempenho e esquecer a queda na decisão de duas temporadas atrás.

O time teve uma grande perda nesta offseason. O running back Todd Gurley não chegou a um acordo para renovar o seu contrato e foi dispensado. Saíram também o cornerback Nickell Robey-Coleman, o linebacker Clay Matthews, o kicker Greg Zuerlein e também  o wide receiver Brandin Cooks, trocado para o Houston Texans. Por outro lado, o time continua com Jared Goff como o quarterback titular

Considerando os reforços, o time usou mesmo do Draft para contratar. Em 2019, o time trocou sua escolha de primeira rodada de 2020 para ter o cornerback Jalen Ramsey (ex-Jacksonville Jaguars), e somente apareceu no evento a partir da segunda rodada. O Rams priorizou o ataque com suas primeiras escolhas: o running back Cam Akers, de Florida State, e o wide receiver Van Jefferson, da Florida.

San Francisco 49ers

Desempenho em 2019: 13-3, primeiro na divisão e vice-campeão do Super Bowl

Objetivo em 2020: brigar pelo título

Atual vice-campeão, 49ers vai em busca do título mais uma vez (foto: Paul Kitagaki Jr/The Sacramento Bee)

Para não ter um 2020 de decepção total por ter perdido o Super Bowl passado, o San Francisco 49ers foi em busca de manter os seus principais jogadores para a temporada que se aproxima. O período de ressaca após o vice-campeonato já parece superado, principalmente quando a equipe confirmou que um de seus principais atletas, o tight end George Kittle, fica por mais cinco temporadas. Será o quarto ano com o técnico Kyle Shanahan. 

Das saídas, a mais sentida foi a do wide receiver Emmanuel Sanders, que agora vai jogar no New Orleans Saints. O time também perdeu o running back Matt Breida para o Miami Dolphins, e o defensive tackle DeForest Buckner, trocado para o Indianapolis Colts. Porém, chegaram nomes como o wide receiver Travis Benjamin, ex-Los Angeles Chargers e o center Spencer Long, ex-Buffalo Bills.

Neste ano, o 49ers teve duas escolhas do Draft na primeira rodada. O time selecionou o defensive tackle Javon Kinlaw, de South California, na escolha 14, e o wide receiver Brandon Aiyuk, de Arizona State, com a seleção de número 25. Das cinco escolhas que San Francisco teve em todo o recrutamento, quatro delas foram de jogadores do ataque, para reforçar o setor comandado em campo pelo quarterback Jimmy Garoppolo.

Seattle Seahawks

Desempenho em 2019: 11-5, segundo na divisão e eliminado no Divisional Round

Objetivo em 2020: brigar pelo título

Com Russell Wilson, Seahawks é uma das grandes forças da NFC (Foto: AP)

Quem tem um franchise quarterback de elite quase sempre estará em condições de brigar pelo título. E com o Seattle Seahawks não é diferente. Russell Wilson, que vai para a sua nona temporada profissional, é o responsável por comandar o ataque. Mas não é só de ataque que vive um time de futebol americano. Lembramos que a equipe comandada por Pete Carroll ganhou o Super Bowl XLVIII, em 2014, graças a sua eterna defesa, conhecida como a "Legion of Boom".

Por falar em defesa, a principal movimentação do time no ano foi a aquisição, via troca, do safety Jamal Adams, ex-New York Jets. A franquia apostou alto no nome dele, cedendo suas escolhas de primeira rodada do Draft de 2021 e 2022. No setor de ataque, Seattle contratou o tight end Greg Olsen, ex-Carolina Panthers, e trouxe de volta ao elenco o wide receiver Josh Gordon, que jogou no Seahawks no ano passado e foi dispensado. 

Entre os calouros, a equipe trouxe, via Draft, oito jogadores. O destaque vai para o linebacker Jordyn Brooks, de Texas Tech, e para o defensive end Darrell Taylor, de Tennessee, selecionados na primeira e segunda rodadas. 

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sábado, 5 de setembro de 2020

Deshaun Watson renova com o Houston Texans por quatro anos



O quarterback Deshaun Watson, do Houston Texans, renovará o seu contrato com a equipe por quatro temporadas, recebendo o total de US$ 160 milhões. A informação foi divulgada pelo repórter Adam Schefter, da ESPN dos Estados Unidos, neste sábado, 5 de setembro. 

Com este acordo, serão US$ 111 milhões garantido. Como Watson, selecionado no Draft em 2017, ainda está em seu contrato de calouro (que encerra em 2021), o novo acordo vale a partir de 2022. Ou seja, o camisa 4 pode permanecer em Houston pelo menos até 2025.

Watson está na NFL desde 2017, quando o Houston Texans o selecionou na primeira rodada do Draft. Em seu ano de calouro, era o favorito ao prêmio de Calouro Ofensivo do Ano até romper os ligamentos do joelho. Em 2018 e 2019, se tornou de vez um líder na franquia, garantindo dois títulos consecutivos da AFC Sul. Na temporada passada, o quarterback foi o principal responsável pela reação contra o Buffalo Bills no Wildcard, quando Houston perdia por 16 a 0 e venceu por 22 a 19 na prorrogação.

sexta-feira, 4 de setembro de 2020

Maratona NFL - temporada 3, episódio 5 - a liga retorna em uma semana



Faltam seis dias para a abertura da NFL. O Kickoff será na quinta-feira, 10 de setembro, entre Kansas City Chiefs e Houston Texans. E o Maratona NFL fala sobre as principais expextativas para o retorno da competição.

O principal assunto é a surpreendende dispensa do running back Leonard Fournette (ex-Jacksonville Jaguars), e a posterior contratação dele pelo Tampa Bay Buccaneers. Ruan Nascimento, Carlos Oliveira e Mia Mastrocolo discutiram sobre o potencial ofensivo que o Buccaneers tem para a temporada 2020. Além de Fournette, o ataque terá Tom Brady, Rob Gronkowski e Mike Evans.

Entre outros assuntos, estão a dispensa do wide receiver Mohamed Sanu, ex-New England Patriots; as declarações negacionistas do quarterback Kirk Cousins, do Minnesota Vikings, que disse em entrevista não aprovar o uso de máscaras como prevenção ao coronavírus; e a crise de imagem no Washington Football Team que pode ter mais episódios nas próximas semanas.

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Expectativas para a temporada 2020: AFC Leste

Bills, Dolphins, Patriots e Jets se preparam para a volta da NFL (foto: Getty Images)

Continuamos com a nossa série sobre as expectativas para a temporada de 2020 da NFL, que está cada vez mais próxima. Já contamos aqui no Left Tackle Brasil os principais detalhes que envolvam os times da AFC Norte, AFC Sul, NFC Norte, NFC Sul e NFC Leste para este ano. Agora, é a vez de falarmos da AFC Leste.

De todas as oito divisões da NFL, talvez esta é a que mais chama a atenção para o que esperar de diferente na temporada, já que, desde 2009, somente o New England Patriots venceu a AFC Leste. E como falaremos adiante, é possível que em 2020, a ordem dos fatores mude, dando mais chances para Buffalo Bills, Miami Dolphins e New York Jets. Confira abaixo.

Buffalo Bills

Desempenho em 2019: 10-6, segundo na divisão e eliminado no Wildcard

Objetivo em 2020: vencer a divisão e se classificar aos Playoffs

Josh Allen é o nome para fazer o Bills se destacar na divisão (foto: AP)

A reconstrução à longo prazo iniciada pelo Buffalo Bills ainda em 2017 resultou em efeitos no ano passado. O time se classificou aos Playoffs e travou um duelo equilibradíssimo contra o Houston Texans no Wildcard. Agora, o objetivo da franquia é novamente chegar à pós-temporada, mas não como dos times de melhor campanha da AFC sem vencer a divisão, e sim como campeão da AFC Leste após um jejum que já dura 25 anos.

Não há dúvidas. É o Buffalo Bills o principal candidato a encerrar o domínio do New England Patriots na divisão. O time segue treinado por Sean McDermott, com Josh Allen de quarterback titular. E a principal transação do ano foi a aquisição, via troca, do wide receiver Stefon Diggs, ex-Minnesota Vkings. Diggs será um dos principais alvos de Allen no ataque. O time também contratou nomes como o defensive tackle Vernon Butler e o defensive end Quinton Jefferson.

Por conta da troca com o Vikings por Diggs, o Bills ficou de fora da primeira rodada do Draft deste ano. A primeira escolha foi na segunda rodada, e o selecionado foi o defensive end A.J. Espensa, de Iowa. O time também selecionou um kicker no recrutamento, o que não é comum de acontecer. Tyler Bass, de Georgia Southern, será o responsável pelos field goals e extra points, enquanto o veterano Stephen Hauschka deixou o time.

Miami Dolphins

Desempenho em 2019: 5-11, quarto na divisão

Objetivo em 2020: ter mais vitórias neste ano

Tua Tagovailoa (1) é a esperança para o Dolphins melhorar (foto: Allen Eyestone/The Palm Beach Post)

Com a chegada do técnico Brian Flores ao Miami Dolphins no ano passado, o time partiu para um planejamento à longo prazo. Como a campanha em 2019 não foi das melhores, a equipe da Florida usou também do Draft para conseguir vencer mais jogos e, em um ou dois anos, brigar de fato para retornar à pós-temporada (a última vez que isso aconteceu foi em 2016).

O time não só teve a quinta escolha geral do recrutamento, como também garantiu outras duas escolhas de primeira rodada, uma com o Pittsburgh Steelers e a outra com o Houston Texans – aquela movimentação polêmica a qual citamos anteriormente, porém, favorável à Miami. A primeira delas, o quarterback Tua Tagovailoa, que jogou em Alabama e era cotado para a primeira escolha geral neste ano se não fosse a grave lesão que teve no seu último ano no College. O time aproveitou as seleções de primeira rodada para garantir também o offensive tackle Austin Jackson, de USC, e o cornerback Noah Igbinoghene, de Auburn.

Pelas contratações de quem já estava na NFL, Miami adquiriu jogadores como os running backs Jordan Howard (ex-Philadelphia Eagles) e Matt Breida (ex-San Francisco 49ers), o linebacker Kyle Van Noy (ex-New England Patriots), o defensive end Shaq Lawson (ex-Buffalo Bills) e o cornerback Byron Jones (ex-Dallas Cowboys). Também houve algumas dispensas, como a do defensive end Taco Charlton, o linebacker Jake Carlock e o running back Kallen Ballage.

Para as partidas, é esperado que Tua Tagovailoa comece a temporada como o quarterback titular. Porém, o Dolphins tem na posição também o veterano Ryan Fitzpatrick, sempre a espera de assumir temporariamente a titularidade em algum time.

New England Patriots

Desempenho em 2019: 12-4, campeão da divisão e eliminado no Wildcard

Objetivo em 2020: continuar dominante na divisão e chegar nos Playoffs

Cam Newton é agora o futuro da franquia como quarterback titular (foto: Michael Dwyer/AP)

O ano de 2020 é bem diferente para o New England Patriots. A começar pela temporada passada, na qual o time caiu ainda no Wildcard, em casa, para o Tennessee Titans. Em março, a franquia seis vezes campeã do Super Bowl nos últimos 18 anos perdeu justamente o quarterback responsável por todo esse sucesso. Tom Brady saiu do time depois de vencer tudo, e foi para o Tampa Bay Buccaneers para provar que ainda pode continuar jogando bem aos 43 anos.

Ao ver seu maior ídolo ir embora, muitas dúvidas começaram a pairar sobre New England. A dinastia acabou? Quem será o novo quarterback? O time conseguirá permanecer dominante na AFC Leste? Ainda não dá para responder a todas estas perguntas, mas o fato é que outros medalhões do Patriots também foram embora nesta offseason, como os linebackers Kyle Van Noy e Jamie Collins, e os wide receivers Philip Dorsett e Mohamed Sanu. Isso sem contar que o tight end Rob Gronkowski, então aposentado, voltou para a NFL para jogar ao lado de Brady no Buccaneers (New England recebeu duas escolhas de Draft nesta movimentação). Além disso, oito jogadores optaram por não jogar em 2020 por causa da pandemia da Covid-19. Entre eles, destaques nas últimas temporadas como o linebacker Dont'a Hightower, o safety Patrick Chung e o offensive tackle Marcus Cannon.

Por mais que pareça um clima de terra arrasada e de fim de festa, a franquia continua, com Bill Bellichick permanecendo como treinador, sendo o responsável por esta reformulação no elenco. Desta vez, a briga não é para o Patriots ser campeão do Super Bowl, e sim para seguir vencendo, e manter sua sequência de títulos da AFC Leste (desde 2001, foram apenas duas vezes em que New England não foi aos Playoffs e nem venceu a divisão). 

Quando falamos do Patriots, sabemos que o time pode demorar para se movimentar, mas quando se movimenta, é para apostas ousadas e que, muitas vezes, são eficazes. A franquia esperou passar o auge da Free Agency e o Draft para contratar Cam Newton, MVP em 2015, como o novo quarterback titular – e por um valor relativamente baixo, de US$ 7,5 milhões em salários. Bellichick, inclusve, vê em Newton um espírito de liderança, e já o nomeou para capitão do ataque. Pelas outras contratações, destacam-se a do defensive tackle Beau Allen (ex-Tampa Bay Buccaneers) e do safety Adrian Phillips (ex-Los Angeles Chargers).

No Draft deste ano, o time trocou sua escolha de primeira rodada com o Los Angeles Chargers durante o evento. Apenas a partir da segunda rodada que o Patriots participou, com o primeiro selecionado sendo o safety Kyle Dugger, de Leonoir-Rhyne, e o linebacker Josh Uche, de Michigan. O Patriots também trouxe dois tight ends, escolhidos na terceira rodada: Devin Asiasi, de UCLA, e Dalton Keene, de Virginia Tech. Será interessante ver o novo normal do time em 2020, com expectativas bem atípicas das que nos acostumamos nas últimas duas décadas.

New York Jets

Desempenho em 2019: 7-9, terceiro na divisão

Objetivo em 2020: brigar para se classificar aos Playoffs

Jets corre por fora na disputa pela divisão (foto: Mike Stoby/Getty Images)

O New York Jets se reestruturou nos últimos anos para tentar voltar ao mata-mata, o que não acontece desde a temporada de 2010 – quando a franquia chegou na final da AFC. O time continua sendo treinado por Adam Gase, em seu terceiro ano como head coach em Nova York, e com Sam Darnold de quarterback titular. 

Saíram alguns jogadores que eram destaques do Jets nas temporadas anteriores, como os wide receivers Robby Anderson e Demaryius Thomas, o running back Ty Montgomery e o offensive tackle Brandon Shell. Também um dos destaques da defesa, o cornerback C. J. Mosley, optou por não jogar em 2020 por causa do novo coronavírus. Enquanto isso, chegaram o center Connor McGovern (ex-Denver Broncos) e o offensive tackle Noah Fant (ex-Seattle Seahawks). Chegou também o quarterback Joe Flacco, campeão do Super Bowl com o Baltimore Ravens, mas para ser o reserva de Darnold. 

O trabalho de reconstrução do Jets passa por melhorar o ataque. As duas primeiras escolhas da equipe no Draft de 2020 foram no setor ofensivo, sendo o offensive tackle Mekhi Becton, de Louisville, e o wide receiver Denzel Mims, de Baylor. Com uma vaga a mais para os Playoffs na conferência, e com a divisão não estando mais tão desproporcional, a franquia corre por fora para tentar uma das vagas para a pós-temporada em janeiro.

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