terça-feira, 15 de dezembro de 2020

Lamar Jackson brilha, e Ravens vence épico confronto contra o Browns no Monday Night Football

Lamar Jackson correu para dois touchdowns, e lançou para um TD (foto: Ron Schwane/AP)


O Monday Night Football da semana 14 da NFL foi histórico. Baltimore Ravens e Cleveland Browns protagonizaram um confronto acirrado e imprevisível, no qual foi decidido nos últimos segundos. É impossível resumir a partida apenas para a vitória do Ravens por 47 a 42, sem considerar a dramaticidade do confronto, marcado pelo domínio do jogo terrestre por ambas as equipes, que juntas marcaram nove touchdowns, um recorde na história da NFL. 

E não há como negar que o grande nome do jogo foi o quarterback Lamar Jackson, do Ravens. Ele correu para 124 jardas e dois touchdowns. Nos passes, ele foi efetivo quando foi necessário, e herói para a reação. Ele havia deixado o jogo durante o último quarto por causa de cãibras. Voltou no Two Minute Warning em uma dramática quarta descida e, nesta jogada, passou para o touchdown. E ainda, nos segundos finais, após Baltimore ceder o empate, foi o responsável por passes importantes para colocar o time em área de field goal para decidir a partida, lançando para 163 jardas totais. O Ravens agora tem campanha de 8-5, e permanece vivo na luta por uma das vagas aos Playoffs dentro da AFC.

Derrotado, o Browns passa a ter campanha em 9-4. A franquia continua dentro da zona de classificação à pós-temporada, mas a vantagem para o Ravens (primeiro fora do grupo dos classificados) é agora de apenas uma vitória. Cabe destacar no confronto a atuação do quarterback Baker Mayfield, que lançou para 343 jardas, dois touchdowns e uma interceptação, e o running back Nick Chubb correu para 82 jardas e dois TDs.

Desde o começo, o jogo foi equilibrado. A partida foi realizada no FirstEnergy Stadium, em Cleveland, com presença de milhares de torcedores. Algo preocupante, pois a pandemia ainda não passou, e nesta segunda-feira, 14 de dezembro, os Estados Unidos alcançaram a triste marca de 300 mil mortes por Covid-19. Na primeira posse de bola do jogo, o Browns abriu o placar com um touchdown terrestre do running back Nick Chubb. Na sequência, o Ravens empatou com Lamar Jackson correndo para o TD. Com o jogo empatado, o Browns teve ainda a oportunidade de anotar mais três pontos no placar, mas o kicker Cody Parkey errou o field goal na primeira jogada do segundo quarto.

Nos minutos seguintes, o Ravens virou o placar, também com um touchdown terrestre, do running back Gus Edwards. O Browns empatou logo após, novamente com Chubb correndo com a bola. Pouco antes do intervalo, Baltimore avançou rapidamente à endzone, em uma campanha marcada por um longo passe de Lamar Jackson para o tight end Mark Andrews, para, na sequência, o QB do Ravens novamente correr com a bola para o touchdown.

 

O terceiro período começou novamente com Lamar Jackson fazendo grandes jogadas, como na corrida de 44 jardas do camisa 8. O touchdown veio na jogada seguinte, novamente com Gus Edwards. Perdendo por 28 a 14, o Browns tratou de reagir, em uma campanha longa, porém com pouco tempo gasto. Baker Mayfield fez importantes passes, levando o time até a linha de cinco jardas. O touchdown de Cleveland foi terrestre, de um running back que nem deveria estar na NFL após seu caso de agressão a uma mulher – o extra point foi perdido.

Com a desvantagem em oito pontos, o Browns voltou a ter a bola, até Baker Mayfield ser interceptado. O lance, que quase foi uma pick six, permitiu à Baltimore anotar o seu quinto touchdown, com JK Dobbins. O bloqueio de extra point deixava a vantagem em 14 pontos. A situação poderia ser um balde de água fria para Cleveland, mas não foi o que aconteceu. Mayfield encaminhou na sequência uma ótima campanha, que terminou já no último quarto com a recepção de Rashard Higgins. O time ousou uma conversão de dois pontos, que deu certo graças à recepção de Donovan Peoples-Jones.

A partida estava em uma posse de bola novamente, com o placar de 34 a 28. A situação ficou completamente favorável ao Browns, pois Lamar Jackson deixou o campo e foi para o vestiário. No injury report, o Ravens informou que ele estava com Cãibras. O time teve de se virar com Trace McSorley sendo o QB titular naquele momento. Baltimore não avançou pelo campo e isso permitiu uma chance do Browns de virar o jogo. Foi o que aconteceu, com Mayfield correndo com a bola para o TD.

 

Com apenas um ponto atrás no placar, um field goal poderia deixar Baltimore na frente novamente. Mas Lamar Jackson ainda estava ausente. McSorley tentou quatro passes ao todo, e acertou apenas um. Porém, o jogo terrestre fluiu a ponto de deixar o time perto da área de field goal. Um sack defensivo em McSorley deixou o Ravens na linha de 44 jardas em uma dramática quarta descida, faltando dois minutos para o final. Como era o Two Minute Warning, a TV foi para o intervalo, e na volta ao jogo, Lamar Jackson havia voltado. O MVP da temporada de 2019, que muitas vezes é criticado por não passar tanto com a bola, resolveu passar em seu lance de retorno. Ele encontrou Marquise Brown livre, e este correu com tranquilidade para anotar o touchdown.

Estava 42 a 35 para Baltimore, tempo suficiente para o Browns buscar o empate. E foi possível, com cerca de um minuto para o fim da partida. Mayfield conectou excelentes passes, e na linha de 22 jardas, fez o passe decisivo para o TD que deixou o placar igual. Na sequência, Lamar Jackson voltou a acertar lançamentos importantes, em especial para Mark Andrews, deixando o time em posição para um field goal. O kicker Justin Tucker acertou a tentativa de 55 jardas sem sustos, provando que é um dos melhores kickers da NFL.

Houve ainda uma tentativa desesperada do Browns de tentar uma virada, na famosa jogada "rugby", na qual passes para o lado ou para trás são dados para tentar um touchdown. Não deu certo, e ainda o time cometeu um safety, pois a bola foi para trás da própria endzone. Placar final, Baltimore Ravens 47 a 42 no Cleveland Browns.

Na semana 15, Ravens e Browns continuam sua saga para chegar aos Playoffs. A equipe de Baltimore jogará em casa contra o Jacksonville Jaguars, às 15h, enquanto a franquia de Cleveland viaja até Nova York para enfrentar o Giants no Sunday Night Football, às 22h20. 

segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

Troca de líderes nas conferências e novos classificados aos Playoffs marcam a semana 14 da NFL

Green Bay Packers garante vaga aos Playoffs com mais um título da NFC Norte (foto: Carlos Osorio/AP)

Chegou a segunda-feira pós-rodada da NFL, e por conta disso, trazemos aqui no Left Tackle Brasil aquele resumo caprichado do que aconteceu de mais importante nos jogos da semana 14, realizados neste domingo, 13 de dezembro. Das 14 vagas disponíveis aos Playoffs, em janeiro, quatro delas já estão garantidas, ficando indefinido, para estes classificados, a posição na tabela para saber se jogam o Wildcard, ou se entram nos mata-matas pelo Divisional Round – em 2020, apenas o melhor de cada conferência pula uma fase da pós-temporada.

Confira logo abaixo um resumo de tudo o que aconteceu de importante nos jogos deste final de semana.

Packers conquista a NFC Norte e vira líder da Conferência Nacional

O Green Bay Packers venceu o seu rival de divisão, o Detroit Lions, pelo placar de 31 a 24. O resultado coloca o time de Aaron Rodgers e companhia como campeão da NFC Norte, e com o adicional de se tornar o líder da NFC como um todo, graças à derrota do New Orleans Saints. O time, apelidado pelos torcedores nos últimos anos como Rei do Norte, conquistou a divisão pela 11ª primeira vez (a NFC Norte foi criada em 2002), até pelo fato de o Packers ter mais títulos de divisão que todos os seus rivais juntos.

Foi mais um dia em que Aaron Rodgers estava inspirado, responsável pelos quatro touchdowns de Green Bay, passando para três deles e correndo para mais um. Do outro lado do campo, o Lions chegou a assustar no último quarto, mas o bom desempenho do Packers ao longo de toda a partida não foi o suficiente para uma reação mais efetiva da franquia de Detroit.

Chiefs vira líder da AFC e é campeão da AFC Oeste pelo quinto ano seguido

A vitória sobre o Miami Dolphins por 33 a 27 definiu o Kansas City Chiefs como campeão da sua divisão, a AFC Oeste. É o quinto título consecutivo da franquia treinada por Andy Reid, fruto do bom trabalho de gestão implementado pelo Chiefs nos últimos anos. E com o adicional do quarterback Patrick Mahomes.

Apesar de Mahomes ser o destaque na vitória do Chiefs, ele teve momentos sofridos ao longo do jogo. A defesa de Miami forçou um impressionante sack no quarterback, que quase rendeu um safety ao Dolphins. O camisa 15 também lançou três interceptações, mais do que tinha lançado em toda a temporada antes desta partida. Mas apesar disso, Mahomes passou para dois TDs e 393 jardas. E o Chiefs conseguiu uma imponente vantagem no placar entre o segundo e terceiro períodos, confirmando a vitória mesmo com o Dolphins anotando 17 pontos no último quarto. Agora, a equipe de Kansas City está na ponta da Conferência Americana, após a sua vitória somada à derrota do Pittsburgh Steelers.

Bills domina Steelers no Sunday Night Football

Até a semana 12, o Pittsburgh Steelers era o único time invicto da NFL. Passados os dois últimos jogos, essa invencibilidade não só caiu como agora o time tem duas derrotas consecutivas. Contra o Buffalo Bills no Sunday Night Football, diante de uma neve que caiu em Buffalo, o Steelers não resistiu e foi derrotado por 26 a 15. 

Pelo Bills, o resultado é ótimo, pois praticamente garante a franquia nos Playoffs, e, com 10-3, deixa o time muito próximo também da conquista da AFC Leste – a qual, pela primeira vez em 11 anos, não será vencida pelo New England Patriots. A classificação aos mata-matas pode ser confirmada nesta segunda-feira se o Cleveland Browns vencer o Baltimore Ravens. Os destaques de Buffalo foram o quarterback Josh Allen, que passou para dois touchdowns, e a defesa, que interceptou Ben Roethlisberger duas vezes, sendo uma delas com retorno para touchdown. 

Derrotado, o Steelers já está classificado, e continua líder da AFC Norte. Porém, o comando da conferência não é mais da franquia. Se o Steelers vencer mais um jogo, garante pelo menos o título da divisão.

Hurts estreia como titular com vitória do Eagles

O assunto que movimentou os últimos dias foi a decisão do técnico Doug Pederson, do Philadelphia Eagles, de tirar o quarterback Carson Wentz da titularidade e alçar o calouro Jalen Hurts na posição. E o novato estreou com vitória sobre o New Orleans Saints por 24 a 21, passando para 167 jardas e um touchdown, e correndo para mais 106 jardas. O resultado garante apenas a quarta vitória do Eagles em 2020, e que ainda dá um pouco de esperanças para o time se classificar aos Playoffs (já que o líder da divisão, o Washington Football Team, tem 6-7, e o Eagles tem 4-8-1).

Já o Saints tem 10-3, e deixou a liderança geral da NFC. A equipe já está classificada e ainda precisa de mais uma vitória para pelo menos garantir o título da NFC Sul, a sua divisão. 

Colts e Titans vencem, acirrando batalha pela AFC Sul

A divisão Sul da AFC vai ficar mesmo entre Indianapolis Colts ou Tennessee Titans, já que oficialmente estão eliminados o Houston Texans e o Jacksonville Jaguars. E Colts e Titans, ambos com 9-4, venceram os seus jogos de domingo por placares largos. A equipe do Tennessee Titans teve a vitória por maior vantagem, batendo o Jaguars por 31 a 10. Novamente o running back Derrick Henry foi  o destaque de Tennessee, correndo para 212 jardas e dois touchdowns, além dos dois TDs lançados pelo quarterback Ryan Tannehill. Do lado do Jaguars, que tenta não ter a pior campanha da NFL em 2020, a boa notícia foi a volta de Gardner Minshew. Ele começou como reserva, ainda se recuperando de uma lesão, e entrou no segundo tempo, fazendo um passe para touchdown.

Já o Indianapolis Colts bateu o Las Vegas Raiders por 44 a 27. Foi uma atuação dominante, na qual o time praticamente garante sua classificação aos Playoffs, já que foi um confronto direto com o Raiders, que agora tem 7-6. A atuação foi tão impressionante por Indianapolis que em apenas uma oportunidade o time chutou um punt em devolução de posse de bola. O quarterback Philip Rivers teve uma boa atuação, passando para 244 jardas e dois touchdowns, e o running back Jonathan Taylor correu para dois touchdowns.

Seahawks se recupera e volta a vencer

O Seattle Seahawks estava vivendo uma má fase nos últimos jogos, e aproveitou o duelo contra o New York Jets para voltar a vencer e por uma larga vantagem, vencendo por 40 a 3. É bem verdade que a vitória foi sobre o pior time da NFL, mas dá moral para o time seguir na disputa pelo título da NFC Oeste, ou até mesmo beliscar a possibilidade de terminar o ano como o melhor da NFC como um todo, embora tenha de depender das derrotas de outros times.

Washington vence e se torna o líder da NFC Leste

A boa sequência de vitórias do Washington Football Team rendeu à equipe a liderança da NFC Leste. A divisão continua sendo uma festa, e a campanha da franquia ainda é de mais derrotas que vitórias, com 6-7. A questão preocupante é que o quarterback Alex Smith se machucou na partida, mas segundo o técnico Ron Rivera, é possível que Smith possa continuar jogando nas próximas semanas.

Cardinals bate Giants e segue na briga pelo Wildcard

O Arizona Cardinals venceu o New York Giants por 26 a 7, e se mantém firme na briga por uma das vagas de Wildcard. A equipe tem agora 7-6 e ocupa a última vaga aos Playoffs, Mas no momento, nada ainda está garantido, mas a vitória dá uma moral para as últimas semanas. Já o Giants, que teve o retorno de Daniel Jones como quarterback titular, fica em situação mais complicada, e perdeu a liderança da NFC Leste para Washington.

Buccaneers vence e abre vantagem para se classificar

Um dos últimos times a folgar em 2020, o Tampa Bay Buccaneers voltou a jogar e venceu o Minnesota Vikings por 26 a 14. A vitória deixa o time com campanha em 8-5, e coloca duas vitórias de vantagem sobre o primeiro time fora da zona de Wildcard (justamente o próprio Vikings). Com o resultado, o Buccaneers fica a uma vitória de se consolidar de vez nos Playoffs de 2020, 13 anos depois de sua última aparição na pós-temporada.

Outros resultados

A rodada de domingo também teve lei do ex, já que o quarterback Andy Dalton, do Dallas Cowboys, levou a melhor sobre o seu ex-time, o Cincinnati Bengals, em vitória por 30 a 7; o Chicago Bears derrotou, e eliminou, o Houston Texans por 36 a 7; o Denver Broncos venceu o Carolina Panthers por 32 a 27; também teve a vitória do Los Angeles Chargers sobre o Atlanta Falcons por 20 a 17, derrota que custou a eliminação de Atlanta. 

Fechando a semana 14, tem o Cleveland Browns enfrentando o Baltimore Ravens. O Browns tem campanha de 9-3, e se vencer, fica muito próximo de voltar aos Playoffs após 18 anos. Já o Ravens precisa da vitória, pois se perder, as chances de classificação se reduzem, e a equipe poderá ficar de fora da pós-temporada.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2020

Rams vence Patriots com tranquilidade no Thursday Night Football da semana 14

Defesa se destacou ao ceder apenas três pontos, aplicar seis sacks e uma interceptação retornada para TD (foto: Kirby Lee/USA Today Sports)

O Los Angeles Rams venceu o Thursday Night Football da semana 14 da temporada 2020 da NFL. A vitória por 24 a 3 sobre o New England Patriots nesta quinta-feira, 10 de dezembro, é a nona da franquia neste ano. O time de Los Angeles permanece na liderança da sua divisão, a NFC Oeste, e fica mais próximo da classificação aos Playoffs, embora ainda sem saber se poderá avançar como campeão da divisão, ou através de uma das vagas de Wildcard.

Na reedição do Super Bowl LIII, o Rams teve uma impactante atuação, deixando o jogo sob controle ainda no primeiro tempo. O running back Cam Akers foi o principal destaque ofensivo, correndo para 171 jardas. E pela defesa, além de uma interceptação retornada para touchdown, o setor fez seis sacks no quarterback Cam Newton. Pelo Patriots, a situação da equipe para o restante do ano se complica. A campanha do time está em 6-7, e é cada vez mais real a possibilidade de, pela primeira vez desde 2008, a franquia ficar de fora dos Playoffs. Além disso, desde 2002 que New England não tinha sete derrotas em uma temporada.

Desde o início, a partida já dava sinais de ser favorável ao Los Angeles Rams. Na primeira campanha da equipe, que jogava em casa, veio o primeiro touchdown, com o quarterback Jared Goff saltando por cima da linha ofensiva na linha de uma jarda. Na campanha seguinte, a vantagem aumentou com um field goal do kicker Matt Gay. Enquanto isso, as campanhas ofensivas do Patriots não passavam de três jogadas e punt. Ao final do primeiro quarto, veio o primeiro, e único, bom momento de New England, quando Myles Bryant interceptou Goff no campo de ataque.

O segundo quarto mal havia começado e o Patriots já enfrentava uma derrota por 17 a 0. Isso porque, na redzone, apenas três jogadas depois do turnover no QB do Rams, Cam Newton foi interceptado, e Kenny Young retornou para touchdown. Já em ritmo de recuperação, finalmente New England conseguiu uma posse de bola ofensiva que passasse de três jogadas, e que durou mais da metade do segundo período. Na linha de duas jardas, no entanto, o time resolveu arriscar uma quarta descida em vez de tentar um field goal, e não deu certo. Pouco antes do intervalo, o Patriots anotou seus primeiros e únicos pontos, desta vez partindo para o chute, com Nick Folk.

Na segunda metade do jogo, o Rams tratou de resolver logo a partida. Após mais uma posse de bola sem pontos para o Patriots, Los Angeles gastou mais de 9 minutos com a bola, em uma campanha que terminou com touchdown, em passe de Goff para Cooper Kupp. O placar já era de 24 a 3.

Dali em diante, virou "garbage time", termo dado para jogos já decididos e que, tudo o que acontece até o relógio zerar, não altera em nada sobre quem vai vencer ou perder. Tanto o Patriots quanto o Rams trocavam posses de bola que resultavam em punts. No último período, o técnico de New England, Bill Bellichick, tirou Cam Newton de campo e colocou Jarrett Stidham para encerrar a partida. Mas nada que alterasse o placar final da partida.

Na semana 15, o New England Patriots enfrenta o Miami Dolphins, em confronto direto na AFC Leste. Se perder, provavelmente estará confirmada a sua eliminação na temporada regular. Já o Rams terá duelo contra o New York Jets, que atualmente é o pior time de toda a NFL.


quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

Maratona NFL – temporada 3, episódio 19 – comentários sobre Carson Wentz na reserva, e as investigações após a derrota do Jets



No episódio desta semana do Maratona NFL, dois assuntos foram os principais destaques do nosso podcast, e foram bastante analisados pelos nossos comentaristas Carlos Oliveira, Mia Mastrocolo e Ruan Nascimento. O primeiro grande assunto foi a decisão do técnico do Philadelphia Eagles, Doug Pederson, de tirar a titularidade do quarterback Carson Wentz após o mau desempenho do jogador nesta temporada. Há um texto em nosso site falando mais detalhes sobre esta notícia, e você pode conferir clicando aqui.

O outro tema de destaque do podcast vai para a investigação que a NFL abriu para apurar se houve um movimento intencional por parte do New York Jets de perder o jogo para o Las Vegas Raiders no último domingo. O lance em questão foi o touchdown da virada do Raiders, a cinco segundos do final. A equipe de Las Vegas precisava de um TD para virar o jogo, e o passe longo para a endzone era a única coisa a ser feita. Surpreendentemente, o Jets colocou oito jogadores para pressionar o quarterback Derek Carr, e não recuar toda a defesa para impedir a recepção para touchdown. Como consequência após a derrota, que deixa o time em 0-12, o coordenador defensivo do time, Greg Williams, foi demitido.


Ouça o Maratona NFL conosco, pelo Spotify, pelo Apple Podcasts ou em demais plataformas, pelo Anchor.

Se preferir, ouça o programa abaixo. 

TBT do LT #2 – A ascensão, queda e o futuro de Carson Wentz

Quarterback deixa de ser o titular do Philadelphia Eagles (foto: Adam Wesley/CBS)

Este é o segundo episódio da série TBT do LT, que tem como objetivo de trazer à tona recordações da NFL trazendo para um contexto atual, publicando preferencialmente às quintas-feiras. E no capítulo de hoje, trazemos à tona sobre um dos principais fatos desta semana, e que define o futuro do Philadelphia Eagles. Nesta terça-feira, 8 de dezembro, o técnico da equipe, Doug Pederson, definiu que o calouro Jalen Hurts será o novo quarterback titular do time, e que a partir do próximo jogo, contra o New Orleans Saints, Carson Wentz vai para o banco de reservas, e provavelmente deixará Philadelphia ao final da temporada.

Neste TBT, vamos voltar alguns anos no tempo e traçar cada ponto da carreira de Wentz. O quarterback de 27 anos chegou à NFL com status de estrela, brigou para ser o MVP de uma temporada até se lesionar, e hoje perdeu rendimento até virar reserva, um ano após o Eagles ter lhe confiado à possibilidade de virar um franchise quarterback – aquele QB que se consolida como titular por muitos anos, sendo o responsável por idas constantes aos Playoffs ou até mesmo de títulos de Super Bowl.

Da segunda divisão do College para a segunda escolha geral do Draft

Eagles trocou sua posição no Draft para garantir a seleção de Wentz em 2016 (foto: Kamil Krzaczynski/USA TODAY Sports)

Carson Wentz iniciou sua carreira no futebol americano universitário jogando por North Dakota State, uma instituição que, no College, integra a segunda divisão – vale lembrar que não há um sistema de promoção ou rebaixamento no College, como acontece no futebol da bola redonda. Na segunda divisão estão universidades menos badaladas. Seu desempenho nos últimos anos passou a chamar a atenção da NFL, principalmente após a boa avaliação que ele teve durante o Combine, que avalia aspectos físicos e psicológicos dos atletas que pretendem estar no Draft.

Isso colocou Wentz em uma posição de ser um dos principais quarterbacks à disposição para aquele Draft, de acordo com a avaliação prévia ao evento, assim como Jared Goff. Por conta disso, dois times que precisavam de um novo quarterback titular trocaram com Tennessee Titans e Cleveland Browns para terem a primeira e segunda escolha gerais no recrutamento: o Los Angeles Rams e o Philadelphia Eagles. O Rams foi de Goff, e o Eagles selecionou Wentz.

Titular desde o início, quase MVP e a lesão de 2017

Em 2017, rompeu os ligamentos do joelho quando brigava para ser o melhor jogador da NFL (foto: Wally Skalij/TNS)

Mesmo com a segunda escolha geral de 2016, a confirmação de Carson Wentz como titular se deu a poucos dias daquela temporada começar. Um dos quarterbacks titulares de 2015, Sam Bradford, era o favorito para começar jogando nas primeiras semanas, mas uma troca do Eagles a poucos dias da temporada regular começar, enviando Bradford ao Minnesota Vikings – que ficou sem quarterback titular devido à lesão de Teddy Bridgewater –, definiu Wentz como o QB em campo desde a semana 1.

Naquele ano, o desempenho do Eagles começou positivo, com três vitórias consecutivas, mas a franquia demonstrou bastante instabilidade, e ao final da temporada, a campanha foi de 7-9, com o time fora dos Playoffs. Wentz lançou 16 passes para touchdown e 14 interceptações.

Em 2017, o sonho de Philadelphia de levar o primeiro título de Super Bowl se tornou possível. A cada semana, o Eagles mostrava que era o melhor time da NFL. Carson Wentz fez a temporada da sua vida, lançando para 3296 jardas, 33 touchdowns e sete interceptações. Era o favorito para ser o MVP, com o time encaminhando à classificação aos Playoffs com a melhor campanha da NFC. Até que, na semana 14, o quarterback rompeu os ligamentos do joelho durante a partida contra o Los Angeles Rams. A temporada dele acabou naquele momento. 

O Eagles seguiu sem Wentz, e com Nick Foles, o time surpreendeu todo mundo e foi o campeão do Super Bowl LII. 

A vida após a primeira grande lesão

Lesionado, Wentz foi campeão do Super Bowl ao lado de Nick Foles, titular na decisão (foto: Timothy A. Clary/AFP)

Por mais lindo que foi o restante da temporada do Eagles sem Wentz, com o primeiro título de Super Bowl da história da franquia, o ano seguinte seria com o camisa 11 de titular. O Eagles pagou caro por ele, e vale lembrar que, se este quarterback não tivesse jogado de maneira excelente em 2017, as possibilidades de título seriam menores. 

Nick Foles, o titular e MVP do Super Bowl LII, até recebeu sondagens para ir para outras equipes, mas nenhuma oferta se concretizou e ele ficou no Eagles em 2018, sendo o titular nas duas primeiras partidas. Wentz, enfim recuperado da lesão no joelho, voltou na semana 3, e novamente fazia uma boa temporada, passando para 21 touchdowns e sete interceptações. Mas no final do ano, novamente se lesionou, desta vez nas costas. O time se classificou aos Playoffs mais uma vez, mas com Nick Foles representando a equipe, que caiu no Divisional Round naquele ano.

Em 2019, finalmente Carson Wentz recuperou o físico. O quarterback renovou o seu contrato com o Eagles, em um vínculo de quatro anos, válidos a partir de 2021, e US$ 128 milhões em salários, sendo US$ 70 milhões garantidos. Até este ano, ele era a aposta incontestável para a titularidade futura da franquia, e Nick Foles não estava mais lá à sua sombra. 

O desempenho no ano do quarterback foi de 4039 jardas lançadas, 27 touchdowns e nove interceptações, mas o Eagles de 2019 não era mais o mesmo que foi campeão do Super Bowl. A classificação aos Playoffs foi sofrida, com campanha em 9-7, mas mesmo assim, era o terceiro título consecutivo da NFC Leste. Tudo parecia bem para Wentz até o jogo de Wildcard contra o Seattle Seahawks, quando ele foi atingido pelo defensor Jadaveon Clowney e entrou para o protocolo de concussão. Wentz não voltou mais para o jogo e o Eagles foi eliminado.

2020 de calvário

Neste ano, Wentz sofreu com atuações ruins e diversas interceptações (foto: Derik Hamilton/AP)

É fato que este ano não está sendo fácil para ninguém, pois estamos enfrentando uma pandemia. O psicológico de muitas pessoas está abalado, assim como o de Carson Wentz. Ele não testou positivo para a Covid-19, mas vale lembrar que Wentz já carregava um longo histórico de lesões com apenas quatro temporadas profissionais. E mais: ele passou a ser pressionado, pois no Draft, o Eagles selecionou na segunda rodada Jalen Hurts, quarterback que teve uma boa passagem no College por Alabama, e encerrou a vida universitária jogando por Oklahoma.

A carreira de Carson Wentz, que estava tão sólida, de repente ficou ameaçada. A cada partida, uma coleção de interceptações evitáveis, complicando de vez a vida do Eagles. Para acrescentar, Doug Pederson escalava Hurts para fazer algumas jogadas durante o jogo, como se fossem pequenos testes ao calouro, pelo fato de não ter havido a pré-temporada para testá-lo em um confronto. 

Em 12 jogos, Wentz passou para 2620 jardas, 16 touchdowns e 15 interceptações. Ou seja, a média de passes para adversários nas partidas era maior que uma interceptação por jogo. Carson Wentz atualmente lidera a estatística de mais interceptações lançadas na temporada 2020. Contra o Green Bay Packers, no domingo, 6, foi a gota d´água. Com o jogo já perdido, Pederson tirou Wentz de campo para nunca mais deixá-lo voltar. Foi Hurts quem comandou o time nos minutos finais da derrota por 30 a 16.

Qual será o seu destino

Fica claro que não há mais clima para que Carson Wentz fique no Eagles em 2021. As lesões e o psicológico o abalaram a ponto de que a solução seja jogar em outra equipe. Por mais que o ano de 2020 dele seja muito ruim, não dá para imaginar que o quarterback virará um andarilho, ou que só será contratado para ser um mero QB reserva. 

Para a equipe da Philadelphia, neste caso, restam duas opções. A menos dolorosa, considerando o teto salarial, seria trocá-lo com algum time que necessite de um QB para o ano que vem, e que, via Draft, tenha dificuldades para encontrar um bom nome. Neste caso, o time que receberia Wentz herdaria todo o valor em salários que o jogador teria para receber com o Eagles. O problema é: quem vai desejar comprometer US$ 128 milhões de seu teto salarial com ele após o mau desempenho em 2020?

A outra opção seria cortar o jogador. Uma decisão que pesa bastante no teto salarial de Philadelphia, já que, ao renovar o contrato com Wentz no ano passado, o Eagles já se comprometeu a pagar US$ 70 milhões à ele. Um corte neste final de temporada impactaria em US$ 59 milhões no teto salarial, e este dinheiro faria muita falta aos cofres do time para contratar reforços. Se Carson Wentz ficar como reserva, o comprometimento do limite de gastos em salários seria menor, de "apenas" US$ 35 milhões. Vale lembrar que não é comum que uma equipe mantenha um quarterback reserva pagando por um alto salário, até porque com este dinheiro gasto, a franquia poderia investir em pagar por reforços em outras posições. O Eagles terá um enorme dilema para resolver ao final desta temporada se não trocar Carson Wentz.

Se o destino do camisa 11 for mesmo a saída do Eagles, há opções para ele retomar sua carreira, em times que estão a um quarterback de um melhor desempenho na NFL, e que não estão nas piores posições na temporada atual (o que permitiria mais chances de encontrar um bom QB via Draft), casos de Indianapolis Colts, Denver Broncos, Chicago Bears ou Atlanta Falcons – há a possibilidade de o veterano Matt Ryan deixar a equipe em 2021. Será uma história bem interessante para acompanhar!

quarta-feira, 9 de dezembro de 2020

Em retorno de Lamar Jackson, Ravens volta a vencer no encerramento da semana 13

Recuperado da Covid-19, Lamar Jackson foi um dos destaques na vitória do Ravens (foto: Nick Wass/Dallas Morning News)

O Baltimore Ravens voltou a vencer na  NFL nesta terça-feira, 8 de dezembro. A equipe derrotou o Dallas Cowboys por 34 a 17, no jogo que fechou a semana 13 da temporada regular deste ano. A partida marcou o retorno do quarterback Lamar Jackson, curado da Covid-19, e de boa parte dos desfalques que também ficaram de fora das últimas partidas por lesão ou por estar infectado com o novo coronavírus. Com a vitória, Baltimore alcança a campanha de 7-5, e ainda encerra a sequência de três derrotas que havia sofrido recentemente. 

O jogo terrestre do Ravens foi o grande destaque da partida. Somando as corridas de Lamar Jackson e dos running backs, o time conseguiu 294 jardas e dois touchdowns. O quarterback do time correu 94 jardas e, com as pernas, garantiu um TD, além de passar para 107 jardas, dois TDs e uma interceptação. Do outro lado do campo, o Dallas Cowboys teve outro jogo para se esquecer, com o time errando três field goals, além de turnovers que complicaram quaisquer chances de vitória.

Em todos os quatro períodos, o Ravens fez mais pontos que o Cowboys, que até chegou a liderar na partida com um field goal após a defesa interceptar Lamar Jackson. Porém, depois disso, Baltimore dominou completamente. Ainda no primeiro período, o quarterback correu 37 jardas em uma jogada para conseguir um touchdown terrestre.

No segundo quarto, o Cowboys teve outro bom momento na partida, graças a um touchdown lançado pelo quarterback Andy Dalton ao wide receiver Michael Gallup. O momento parecia favorável à Dallas, já que o kicker do Ravens, Justin Tucker, surpreendentemente errou um field goal curto, de 36 jardas – lembramos que ele é o melhor na posição há muitos anos, então, quando erra, merece ser destacada a situação atípica.

A partir do erro no field goal adversário que as coisas começaram a desandar para o Cowboys. Na segunda jogada após a recuperação de posse de bola, Andy Dalton foi interceptado. Apenas uma jogada depois do turnover foi o suficiente para a virada de Baltimore, em passe de Jackson para Myles Boykin. Antes do intervalo, o Cowboys teve uma campanha melhor, e avançava pelo campo, até o kicker Greg Zuerlei errar o chute. Na sequência, Tucker, que havia errado anteriormente, anotou mais três pontos para o Ravens, e no intervalo do jogo, esta equipe já liderava no placar por 17 a 10.

Por um momento, o Dallas Cowboys tentou a reação no terceiro quarto. A campanha deixou o time em área de field goal, e novamente Zuerlein errou a tentativa. O contra-ataque veio com um novo touchdown do Ravens, em passe de Lamar Jackson para Marquise Brown. Na sequência, Zuerlein errou a terceira tentativa de chute.

Nos minutos finais, o Ravens ampliou a vantagem com mais um field goal, até o Cowboys conseguir um touchdown já há poucos minutos do fim, em passe de Dalton para Amari Cooper. Mas na sequência, Baltimore deu o golpe derradeiro, com o touchdown terrestre de JK Dobbins. 

Com a vitória por 34 a 17, o Baltimore Ravens continua na briga por uma das vagas de Wildcard dentro da AFC. Neste momento, o time está fora da zona de classificação, mas ainda há chances de avançar aos mata-matas, ou até mesmo ser  o campeão da sua divisão, a AFC Norte, com poucas chances matemáticas disso acontecer. Por falar em AFC Norte, o time ocupa a terceira posição, atrás do líder Pittsburgh Steelers (11-1) e do Cleveland Browns (9-3). Já a possibilidade de avanço do Cowboys depende exclusivamente do título da NFC Leste, o qual fica mais difícil de acontecer, pelo fato de o time ter apenas três vitórias no ano, e estar a duas vitórias de desvantagem de New York Giants e Washington Football Team.

terça-feira, 8 de dezembro de 2020

Washington derruba invencibilidade do Steelers, e Bills vence MNF: a segunda-feira da semana 13 da NFL

Alex Smith comandou histórica vitória sobre o Pittsburgh Steelers (foto: Justin Aller/Getty Images)

Dois jogos deram continuidade à semana 13 da NFL nesta segunda-feira, 7 de dezembro, e ambos foram importantes para o andamento da temporada regular de 2020. No primeiro deles, o Washington Football Team surpreendeu fora de casa, e venceu o Pittsburgh Steelers por 23 a 17, derrubando a invencibilidade de Pittsburgh, o último time a perder pela primeira vez no ano. E na sequência, no Monday Night Football, o Buffalo Bills bateu o San Francisco 49ers por 34 a 24, em partida marcada pela grande atuação do quarterback Josh Allen. 

Estes confrontos ainda não encerram a semana 13 da temporada regular. Isso porque nesta terça-feira, 8, o Baltimore Ravens enfrenta o Dallas Cowboys, às 22h05, fechando a rodada. A partida seria o Thursday Night Football, porém foi remarcada devido ao jogo anterior do Ravens, contra o Pittsburgh Steelers, ter sido na quarta-feira, 2, em função de múltiplos casos de Covid-19 no elenco de Baltimore, além de alguns casos confirmados em atletas de Pittsburgh. Por isso que o Steelers também entrou em campo nesta segunda-feira.

A seguir, contamos como foi cada uma das partidas do dia, e seus respectivos impactos na classificação da temporada 2020.

Washington interrompe sequência invicta do Steelers em vitória heroica

O que seria do esporte se não fossem as brilhantes histórias por trás dos jogos e dos atletas que protagonizam feitos épicos? Quem viu a luta pela vida do quarterback Alex Smith após ele quebrar a perna em 2018, e quase morrer por ser contaminado por uma bactéria devido à lesão em campo, vê como milagre seu retorno aos gramados em 2020. Foram dezenas de cirurgias até isso ser possível. Voltou como QB de Washington, onde jogava na tarde da grave lesão, mas na reserva. Quis o destino que os dois atletas da posição no elenco principal perdessem a titularidade – um, lesionado e o outro por decisão técnica. Sua história já é impressionante, para se contar em livros e documentários pelos próximos anos. E nesta semana 13, Smith foi o grande nome do ataque na vitória de seu time sobre o Pittsburgh Steelers, por 23 a 17. 

Este resultado dá a Washington a terceira vitória consecutiva (todas com Smith já jogando como titular), deixando o time com campanha em 5-7, e na cola do líder da NFC Leste, o New York Giants. Além disso, o triunfo tira a invencibilidade do Pittsburgh Steelers, que está agora com campanha em 11-1, e ainda lidera a AFC como um todo. A derrota do Steelers adia a classificação da equipe aos Playoffs, e encerra uma longa sequência de vitórias sobre Washington em casa. Desde 1991 que o time da capital dos Estados Unidos não vencia o Steelers em Pittsburgh.

A partida começou morna, com as duas defesas sendo destaque. No primeiro quarto, não houve turnovers e nenhuma equipe abriu o placar. A partir do segundo período que os primeiros touchdowns foram anotados. O Steelers anotou o primeiro touchdown depois de uma longa campanha, em passe de Ben Roethlisberger para Diontae Johnson. Depois de mais posses de bola de ambas as equipes sem pontuação, novamente o Steelers conseguiu um TD, após Big Ben passar para James Washington, e este avançar 50 jardas para a endzone. A segundos do intervalo, o time de Washington diminuiu com um field goal do kicker Dustin Hopkins, na primeira boa campanha ofensiva da equipe até aquele momento. No intervalo do jogo, o Steelers vencia por 14 a 3.

Washington recebeu a bola na primeira posse depois do intervalo. Alex Smith comandou uma longa campanha, alternando entre passes curtos e jogadas em profundidade. Sem o principal running back, Antonio Gibson, lesionado no começo do jogo, foi Peyton Barber quem mais carregou a bola com o jogo terrestre, embora com menos impacto que o calouro que anotou três touchdowns na partida anterior. Apesar disso, na linha de uma jarda, Barber anotou o primeiro TD de Washington, deixando o time vivo no confronto. 

No último quarto, o Steelers ampliou a vantagem com um field goal do kicker Matthew Wright, que substituiu o lesionado Chris Boswell. A reação de Washington veio com mais passes precisos de Smith, e na redzone, o QB completou o passe para o tight end Logan Thomas anotar o touchdown do empate. Pittsburgh teve a oportunidade para liderar no placar novamente com um field goal, mas o time resolveu arriscar uma quarta descida já em área de chute, sem sucesso.

A vitória de Washington foi arquitetada a partida dali, com Alex Smith protagonizando importantes passes, como o lançamento de 29 jardas para Cam Sims, colocando o time em área de field goal. Hopkins chutou, permitindo a liderança no placar, restando pouco mais de dois minutos. Na sequência, Ben Roethlisberger foi interceptado imediatamente, fazendo com que o kicker de Washington anotasse mais três pontos para sacramentar a vitória por 23 a 17. Quanto à Smith, o jogador teve 31 passes completos para 296 jardas e um touchdown, em noite heroica para o camisa 11, mais ativo do que nunca na NFL, e pronto para levar o prêmio de Comeback Player of the Year, dado a quem se lesionou e voltou a jogar com destaque.

Bills quebra tabus no Monday Night Football

Josh Allen teve quatro passes para touchdown na partida (foto: Christian Petersen/Getty Images)

Com tranquilidade, o Buffalo Bills venceu o San Francisco 49ers por 34 a 24, no Monday Night Football. A vitória ressalta o bom momento vivido na franquia liderada pelo quarterback Josh Allen, que a cada dia quebra mais tabus que vão deixando no passado os tempos de campanhas ruins como era antes da temporada de 2018, quando Allen foi draftado. Foi a primeira vez que o Bills venceu no horário nobre da segunda-feira em 21 anos. Desde 1999 que Buffalo não sabia o que era vencer num MNF.

A campanha em 9-3 também se torna a segunda consecutiva do Bills com mais vitórias que derrotas. Na última vez que isso aconteceu foram entre os anos de 1998 e 1999. O time continua líder da AFC Leste, divisão a qual não vence desde 1995. Na partida, Josh Allen passou para 375 jardas e quatro touchdowns, sendo o principal destaque. Derrotado, o 49ers tem agora campanha em 5-7, ocupando a lanterna da NFC Oeste, e com a possibilidade de classificação aos Playoffs cada vez mais distante.

O jogo começou com os dois times tendo sede de touchdown. Tanto o Bills quanto o 49ers tentaram TDs até a quarta descida, sem darem chance para arriscar um field goal. As primeiras campanhas dos times terminaram sem pontos, por méritos defensivos. No fim do primeiro quarto, Josh Allen sofreu fumble em seu campo de defesa, próximo da endzone. O turnover deu ao 49ers o primeiro touchdown do jogo, em passe de Nick Mullens para Brandon Aiyuk. 

Já a partir do segundo período, Buffalo virou o placar e passou a dominar em campo. Primeiro com um TD em passe de Josh Allen para Cole Beasley. Depois, em outro touchdown lançado por Allen, para Dawson Knox. Ainda houve tempo para um field goal do kicker Tyler Bass antes do intervalo, com a vantagem em 17 a 7.

A equipe de San Francisco, que agora manda seus jogos na casa do Arizona Cardinals devido à restrições locais contra a Covid-19, teve um momento de reação no terceiro quarto, em campanha que terminou com um field goal de Robbie Gould. Na sequência, o Bills voltou a ampliar a vantagem com mais um touchdown, em passe de Josh Allen para Isaiah McKenzie, que estava livre para completar a recepção. A distância no placar para Buffalo ficou ainda maior, pois Nick Mullens foi interceptado e o turnover resultou em outro field goal. Ainda houve uma recuperação do 49ers em uma rápida campanha, que resultou em touchdown lançado por Mullens para o fullback Kyle Juszczyk.

No final do jogo, o Bills confirmou a vitória com mais um touchdown, em passe de Allen para Gabriel Davis. Ainda houve tempo para o 49ers diminuir com um TD de Mullens para Jordan Reed, mas já não havia tempo para um recuperação maior. Buffalo venceu por 34 a 24.